História Um diário mental - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não sei se ficou tão bom assim, mas mesmo assim, espero que gostem kkk♡

Capítulo 3 - Todos passamos por problemas.


Acordei pela manhã, estava chovendo, era dia de aula, levantei correndo, pois estava atrasada.

- Droga! Esqueci meu livro de matemática na minha sala, ontem. 

Como todos estavam reunidos no pátio (porque era dia de formação) decidi então, pegar meu livro quando ninguém estivesse sentindo minha falta. Minha amiga sunny, estava indo comigo para o pátio, quando a lhe disse para ir na frente, ela concordou com a cabeça.

 O banheiro masculino fica no meio do caminho entre o pátio e minha sala. Quando estava passando em frente ao banheiro, ouvi umas três pessoas falando baixinho, como a minha curiosidade é surpreendentemente grande, e como a porta do banheiro estava parcialmente aberta, resolvi espiar, e acabar com minha curiosidade...

De repente, senti um cala frio, não sentia meus pés, muito menos minhas mãos: -Não acredito! O que estão fazendo? Meus pensamentos susurravam. Não acredito como pude ser tão covarde ao ponto de não conseguir salvar meu melhor amigo, que ódio eu sinto de mim mesma, fiquei parada, não conseguia me mexer, a idiota só teve coragem de se esconder quando aqueles moleques vieram na direção dela. Quando eles saíram, não pensei em nada, se era banheiro masculino ou feminino, isso pouco me importava, entrei sem pensar duas vezes, precisava ver meu amigo...Daniel estava lavando o rosto na pia do banheiro quando entrei...

Leny~

- Daniel! O que aconteceu? Por que sua boca tá sangrando?

Daniel~

- Nada não... 

Leny~

- Como assim "nada não"? Eu quero te ajudar! Foram aqueles meninos né? Eles vão ver! 

De repente Daniel me puxou pelo braço, e falou que eu não devia me intrometer, que isso era coisa dele e não minha, fiquei assustada com sua reação, mas eu a respeitei, mesmo contra minha vontade. Depois ele saiu do banheiro, em direção ao pátio, olhei meu reflexo no espelho, e pela primeira vez na minha vida me senti uma inútil. De baixo daquele espelho largo, reparei que se encontrava uma lâmina de apontador, com um pouco de sangue, a peguei, pois achei curioso. O que ela estaria fazendo ali? De qualquer jeito eu já sabia a resposta, mesmo que com essa pergunta, quisesse enganar a mim mesma.

Depois disso, as semanas foram passando mais devagar, não conseguia parar de pensar em Daniel. Ele aparecia com menos frequência nas aulas, isso me deixava maluca. Até que um dia ele apareceu, ele estava estranho, e pouco sentimental, não sabia o motivo daquilo.

 No final da aula, estávamos todos guardando nossas coisas, olhei pela janela, estava chuviscando lá fora, como Daniel e eu íamos embora juntos pra casa, achei estranho ele não me esperar, quando estava colocando meu caderno na mochila, percebi, cair uma folha de papel de dentro dele, achei que era um dever ou algum do tipo, mas quando a li, vi que era Daniel falando, disse que iria se mudar e não sabia como dizer a mim, estava muito triste por ter que ir embora, mas de alguma forma aliviado por não precisar ver os rostos idiotas das pessoas dessa escola. Fiquei bastante triste, por ele ter ido, bastante mesmo... Era meu único amigo naquela escola, me senti sozinha novamente. 

Meses depois minha mãe ficou doente, cada vez ela ficava pior, ela teve que ser internada, até que o médico teve que conversar com meu pai e minha tia, e dá a notícia, uma notícia que ninguém jamais quer ouvir, uma notícia fria, onde no momento que vc a ouvi, tudo perde o sentido e seu mundo desaparece, como um gatilho que apertam sem sua permissão para destruírem tudo o que você construiu um dia, um dia que não tem mais sentido.

era como se eu estivesse, dia a dia, dando um passo doloroso, em caminho ao abismo... Todos os dias... Não acabava. 

Passado algum tempo, tudo ficou normal, bem, quase tudo, as pessoas ainda ficam querendo me deixar melhor, contando fatos sobre elas, e isso me irrita. Na minha cabeça, quando algum ente querido morre, nós ficamos tristes. Só que foi muito estranho, quando eu voltei de férias, uma colega minha falou que suas férias foram boas até semana passada, porque semana passada o pai dela tinha morrido, eu fiquei aterrorizada com a incrível tranquilidade  pregada no rosto dela. Mas não a questionei. 

O nono, primeiro e segundo anos, foram normais pra mim, nada de surpreendente, pelo menos na minha perspectiva de vista. O tempo passou tão rápido, que já me encontrava no terceiro ano do ensino médio, me mudei pra outra cidade (adeus escola militar). 


Notas Finais


♡Obrigada por ler♡


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