História Um Diário Questionável... - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não acho que o dom de escrever vei comigo quando eu nasci, mas eu tento. Boa Leitura S2

Capítulo 1 - Relatos - Primeira Parte


 

Eu não sei se todos já sentiram no extremo do cansaço, mas, acredito que em algum momento da sua vida você vai. Acho que é algo inevitável, ainda mais na sociedade e momento em que vivemos.

Eu moro em uma família considerável “estável”, “normal” ou até “padrão”, por favor entendam a minha ironia, um pai uma mãe e duas filhas, no caso eu sou a caçula. O ápice do meu cansaço tanto físico quanto emocional foi esse ano, onde meus sentimentos estão virando uma bola de veneno e isso vem me matando mais rápido.

Eu tenho dois grandes segredos, o que piora tudo, pois eu só tenho uma pessoa com quem conversar e essa pessoa não pode me ajudar em muita coisa. Acho que no momento o meu maior desejo é frequentar um psicólogo competente, já que meu assunto é meio delicado, eu vou explicar melhor depois.

Vamos começar apresentar a minha família, minha mãe, podemos dizer que ela veio a se tornar meio solitária depois de 2017, já que eu e a minha irmã não paramos em casa por causa da escola, meu pai trabalha em dois empregos e as minhas tias moram em outra cidade. Acho que isso mudou um pouco a personalidade dela, ela vem jogando coisas que machucam com frequência nas nossas caras.

O meu pai, bom como eu disse ele trabalha em dois serviços, isso torna ele bem ausente aqui em casa e quando ele está de folga ele passa o dia resolvendo problemas em relação a dinheiro. Devo admitir que isso é bem chato e contribui para a minha mãe ser muito ciumenta, ela sempre desconfia dele.

A minha irmã é mais velha, ela já está fazendo faculdade, fez o ensino médio em uma escola muito boa e publica, é uma escola técnica, exemplo IFSP-ETEC-SENAI, foi uma escola desse nível, como ela só fez o ensino médio, de noite ela fazia um curso técnico noturno, na mesma escola. Isso aconteceu na metade do segundo ano dela.

E eu, bom eu estou no segundo ano do ensino médio, tenho 16 anos e acho que estou a ponto de explodir. Tem tanta coisa passando na minha cabeça no momento, eu sei que eu me cobro de mais, quero mostrar o meu valor para pessoas que nunca reconheceram o meu, eu sou uma idiota que fica buscando carinho de lugares onde nunca vai; achar, isso é realmente decepcionante.

Sabe aquela história da caçula ser sempre o mais amado, então, não é isso que acontece na minha família. Meus pais me contaram que a minha irmã tem problemas de cabeça, quando a gente era pequena, ela frequentava um psicólogo, toda a atenção era voltada para ela. Nessa época nós eramos próximas, eu amava muito ela, porém quando ela fez dez anos, mais ou menos, ela se afastou de mim, eu não podia abraçar ela, relar nas coisas dela, eu não podia sentar no mesmo lugar que ela, eu tinha virado uma doença extremamente contagiosa e mortal aparentemente, porque quando qualquer umas das coisas que eu falei acontecia ela se limpava como se não houvesse amanhã, isso realmente machuca uma criança de oito anos e também machuca uma adolescente de 16.

Faz oito anos que eu não abraço a minha irmã, eu achei que se eu entrasse em uma boa escola para fazer o ensino médio, ela me abraçaria de orgulho, já que eu seguiria os passos dela. Adivinha que recebeu apenas um parabéns e um “não fez mais que a sua obrigação”, meu coração doeu bastante aquele dia, foi definitivamente quando o meu “drama” começou. Acho que foi por isso que os meus pais me contaram o porque dela ser assim. E mesmo ela fazendo coisa que magoam eles próprios, eu nunca a vi receber uma bronca de verdade, um castigo, eles sempre conversão com ela e dizem que estão tristes com o comportamento dela.

Bom, em 2017 eu entrei no ensino médio em uma escola integral, é uma escola que exime muito dos alunos, mais do fundo do meu coração, se tem uma coisa que me manteve viva até os dias de hoje são as pessoas e sentimentos que eu conheci lá. Foi em junho desse mesmo ano que eu fiquei sabendo que o meu melhor amigo era gay, eu fiquei feliz por ele, admito que eu adoro um yaoi, ele confiava em mim a ponto de me contar. Ele ter contado aquilo para mim fez com que eu lembrase do meu passado, dá primeira pessoa que eu amei, foi no pré um. Ela era uma garota linda, a gente cobria a cabeça com uma blusa de frio e se beijava.

Então eu “liguei os pontos”, pra mim o que eu fazia com aquela garota não era nada de mais, mas eu percebi que eu gostava muito dela, isso me torna lésbica, ok, eu tenho um primo gay, se minha mãe aceita ele, porque ela não me aceitaria? O grande problema veio um tempo depois, o meu amigo contou para a família dele e eles não reagiram bem. Eu passei muito tempo com medo que eles fizessem algora para ele, a mãe dele, uma pessoa que eu achava muito simpática, tinha se tornado uma bruxa aos meus olhos. Eu comecei a temer por ele e por mim e se mesmo tendo um primo gay os meus pais não me aceitassem? A duvída começou a girar em torno da minha mente e do meu coração, mais do que nunca.

Um dia ele chegou em mim e nas nossas amigas e disse “Eu acho que vou fugir”, foi um dos piores dias da minha vida, eu não podia perder uma pessoa que eu amava tanto, que me dava carinho, me protegia e que futuramente virá a se tornar o meu confidente, eu não podia aceitar isso. Eu conversei com ele, falei todo isso para ele, disse como eu amava ele, pedi para ele aguentar por mim e por nossas amigas e contei o eu primeiro grande segredo, eu era lésbica, ele ficou e não tocou mais no assunto de fugir.

Nesse mesmo dia quando eu cheguei em casa, eu não aguentei e chorei, contei para minha mãe tudo o que estava acontecendo com ele, ela me aconselhou, meu primeiro erro foi perguntar “Esse eu e a minha irmã fossemos lésbicas, você faria isso?”, ela disse que jamais faria algo do tipo e perguntou para mim “Você gosta de menina?” e meu segundo erro foi não ter falado nada, nem negado e nem afirmado. Depois daquele dia, sempre que ela tem a oportunidade ela questiona eu e a minha irmã sobre isso, se nós gostamos de garotas, mas tirando isso tudo voltou temporariamente para o lugar…

 

 

~Continua~


Notas Finais


Por favor me digam onde eu posso melhorar, obrigada.


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