História Um Dó Para Mí Passione - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Juugo, Kakashi Hatake, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Akuma_lia, Narusasu, Naruto, Sasunaru, Sns, Yaoi
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Palavras 6.396
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey gente!

Aqui estou eu com a música, ops a fanfic, de dia dos namorados para vocês, nos minutos finais mais é...

Fanfic inspirada em uma fanfic escrita por Enma/May e betada por ela mesma, que é minha marida linda e que me ajudou abeça nesta daqui, obrigada May.

Boa Leitura!

Capítulo 1 - Não Me Abandone


Você já ouviu música clássica?  

Uma nota vale mais que mil palavras. Uma composição inteira pode contar uma emocionante tragédia, ou uma linda história de amor. A maioria delas retratam as fraquezas, a ruína ou as superações de quem a compôs. Fazendo com que nos percamos em meio aos sonhos tentando interpretar o que aquela pessoa estava sentindo no momento da composição. 

Para um pianista as cinquenta e duas teclas de um piano são como uma caneta e um papel são para um escritor. As partituras são como um molde para um pintor. E as notas são como a arte que movem o coração qualquer artista. 

Já diziam os grandes pensadores: A música é uma linguagem universal. 

~~xx~~ 

Itália – Verona 

1943 / 1945 

Assim como as mais belas histórias de amor, a nossa começa em Verona, uma das cidades mais românticas do mundo todo para se estar com quem se ama. 

No entanto, a música que deu início a está história não pode ser considerada romântica aos seus ouvintes. A orquestra era montada por tiros de metralhadoras, destroços caindo e granadas explodindo e o coração de um menino que batia acelerado ao descobrir que já não tinha mais nada em sua vida. Que caminhava completamente só. 

Este menino se chamava Sasuke, Uchiha Sasuke, mas quem iria se importar com isso diante o caos que se espalhava por cada rua ou esquina que cruzava.  

Aos cinco anos de idade ele recebeu a notícia de que seu pai e irmão haviam morrido, segundo os militares que bateram em sua porta para entregar a carta do oficial do exército, eles haviam morrido para honrar seu país e que a família receberia todo o apoio do governo. 

Já era de se esperar que nada disso consolava o coração da pobre criança e de sua mãe que choraram por toda aquela noite abraçados um ao outro.  

Mikoto trabalhou para dar o que comer a Sasuke, já que em tempos de guerra o governo não tinha condições de ajudar de verdade. Por muito tempo o menino comeu apenas uma sopa rala,  feita de lágrimas, sobretudo, já que sua mãe começou a desfalecer de tristeza naquela época. 

Uma vez, para alegrar a mãe, Sasuke a chamou para ir até a escola. Ele havia limpado o velho piano que ficava no auditório com suas próprias mãozinhas. Se sentou no estofado de madeira e começou a teclar as notas que ele havia marcado que combinavam em seus sons. Sua mãe pela primeira vez em muito tempo sorriu e chorou, mas foi de alegria. E lhe disse quando o recebeu em um apertado abraço que um dia ele seria um grande pianista. 

No entanto a vida fez das suas outra vez, e quando tinha sete anos, Sasuke foi obrigado a ficar na escola durante a tarde por causa de um ataque inimigo, ele só conseguia pedir a Deus que sua mãe estivesse bem quando voltasse, mas não estava. Quando correu para casa no fim daquela tarde percebeu que não tinha mais casa, ela havia sido derrubada e estava agora soterrada em destroços.  

Gritou e gritou chamando pela mãe, mas foi informado pelos oficiais de que já tinham levado o corpo dela. Ele sequer pudera se despedir... 

Foi levado a um orfanato no mesmo dia, e passou a conhecer outras crianças que haviam sido levadas para lá graças à guerra. Foi lá onde conheceu seu melhor amigo Suigetsu, que havia pedido os pais para as balas perdidas dos soldados. 

No fim daquele ano foi-se declarado fim de guerra e a Itália poderia finalmente ficar em paz. E foi neste mesmo dia que Sasuke tocou piano outra vez. 

A cidade estava dando uma grande festa e os monitores do orfanato incentivaram as crianças a fazer o que mais gostavam naquele dia. Sasuke olhou para o piano velho que tinha na casa, faltava algumas notas nele, mas ele conseguiria tocar uma música que aprendera a tocar para mãe, uma que nunca mais conseguiu tocar desde que ela se foi... 

As notas começaram de um jeito suave atraindo todos ao seu redor, ele se pôs a cantar a música em francês: 

- Ah! Vous dirai-je maman – sua voz era doce, como a de uma criança pode ser - Ce qui cause mon tourment? – soava triste conforme as notas iam se sobressaindo - Papa veut que je raisonne – chegando a derramar algumas lágrimas de saudade - Comme une grande personne – as crianças cantavam junto compadecendo-se com sua dor, a dor dele era a mesma que compartilhavam - Moi je dis que les bombons – ia intensificando as notas - Valent mieux que la raison ** 

Terminou secando com raiva as lagrimas que derramou, a guerra havia acabado no mesmo ano em que tirou sua mãe, assim como também tirou sua família dois anos antes. Por que Deus não podia deixar sua mãe para cuidar de si? Por que precisava leva-la também? 

Demorou muito tempo até que a tristeza cicatrizasse no coração de Sasuke, e se tornasse apenas uma dolorosa saudade. 

Muito dessa dor foi superada graças ao seu primeiro amor: 

O Piano

  

~~xx~~ 

1950/ 1956 

Foi aos doze anos que Sasuke ganhou o seu primeiro prêmio como pianista, até hoje se lembrava de como foi se levantar daquela cadeira do colégio, ao qual participava de um concurso de talentos, e ir pegar seu prêmio comprado em uma lojinha de bugingas qualquer, mas a sensação foi de estar ganhando um Grammy, ou coisa parecida. 

Desejou que sua família pudesse vê-lo, desejou tão forte que uma tia sua apareceu aquela noite para lhe ver. Sasuke ficou tão feliz em ver um parente que conhecia bem e vivo! 

Sua tia lhe disse que ficou sabendo só agora da notícia sobre o que acontecia na Itália e veio visitar a família aqui, já que ela morava nos Estados Unidos. E que ficara abalada quando soube da verdade, mas que ela levaria Sasuke consigo, porque era o que seu irmão iria querer. 

Naquela noite Sasuke juntou suas coisas e na primeira hora da manhã, ambos embarcaram juntos no navio para... 

 Estados Unidos da América – Nova Iorque 

  

Foi lá onde conheceu seu professor de piano, aula que sua tia lhe inscreveu depois de saber que Sasuke tocava muito bem. Kakashi não tinha um estilo disciplinar muito normal. Na realidade, muitas vezes ele subia em cima do piano e o tocava com os pés, mas dizia sempre que a música deveria ser algo que pudesse lhe confortar e lhe fazer sentir vivo. 

Sasuke teve certeza que seu professor usou da magia das notas para fugir de muita coisa, principalmente quando ouviu aquela sinfonia triste que o homem tocava em uma tarde. 

Kakashi achava que Sasuke ainda demoraria a chegar, então acendeu um cigarro e se pôs a tocar uma das canções mais tristes que Sasuke já escutou, triste porque de alguma forma ele se identificava com ela. Aproximou-se e viu que Kakashi chorava. 

-Está tudo bem? – Sasuke perguntou meio incerto. 

-Está – limpou o rosto molhado – Vamos começar a aula? 

Sasuke balançou a cabeça positivamente e se sentou no banco em frente as teclas. 

-Como é o nome da música que o senhor tocava? 

Kakashi não se surpreendeu com a pergunta. 

-Se chama Nocturne e é de um dos maiores pianistas que já existiram, chamado Frederick Chopin. 

-E por que chorava? – resolveu perguntar. 

-Por que essa música fala sobre saudade. 

-Mas como? Ela não tem letra! 

Kakashi sorriu e tocou com força o piano, fazendo notas altas e graves ecoarem pelo teatro. 

-Viu o que eu fiz? O que você sentiu? 

-Raiva, eu senti a raiva. 

-Exatamente, e eu não precisei dizer, o som fez isso por mim – explicou com calma – Assim como está música que toquei, eu não preciso que tenha palavras para eu saber seu sentimento, basta que eu consiga ouvir as notas com os ouvidos da alma. 

-Você me ensina ela? – esperava que a resposta fosse sim. 

-Sasuke, é um recital de uma hora, você ainda é muito novo. 

-Eu leio partituras muito bem, o senhor sabe disso, por favor! – pediu como a criança que era – Saudade também é um sentimento que bate em meu peito. 

E foram essas palavras que fizeram com que Kakashi o ensinasse sua primeira sinfonia inteira. 

Aos treze anos se apresentou no teatro que estudava, e tocou justamente essa música, muitos dos cidadãos duvidaram de sua capacidade de tocar uma sinfonia inteira, mas ele conseguiu. 

Sua tia, muito feliz por ele, o cumprimentou com um ramo de rosas, uma prática comum depois de um espetáculo, e lhe beijou a testa profetizando que um dia ele seria um astro. 

Aos quatorze anos recebeu a proposta de um olheiro que visitava o teatro de ir tocar em uma orquestra, com os melhores maestros do país, seria a pessoa mais jovem a participar de uma orquestra famosa e esse era seu maior sonho. 

Treinava dia e noite, até seus dedos criarem calos em cima de calos. Seus dedos eram meio tortos graças ao crescimento e a constante prática ao piano, assim como os pés de uma bailarina sangram devido sua dedicação. 

Claro que todo esse esforço atrasava um pouco, muito na verdade, sua vida social. Diziam que ele era a paquera de muitas meninas do colégio, e isso fazia alguns meninos sentirem inveja de si, e outros quererem andar consigo. Os jovens estavam na época de pensar que a vida é beijar na boca. 

Sasuke lembrava-se de como foi seu primeiro beijo, uma experiência horrível que ele nunca mais gostaria de repetir, pelo menos era o que pensava naquela época. 

O que acontece é que Ino Yamanaka, uma garota bonita, loira, alta e de olhos azuis, era muito afim dele. E ela tinha combinado com seus amigos de fazer o jogo da verdade ou desafio, que era muito popular entre os jovens. Eles pegaram uma garrafa e a rodaram, tampa pergunta e fundo responde. Já estava combinado de que quando parasse em Sasuke o desafio seria beija-la. Eles só não contavam de que Sasuke não sabia quem era Ino, e acabou beijando Sakura Haruno, outra menina do grupo. 

Obviamente que isso foi motivo de muita dor de cabeça, com direito a Ino chorando no banheiro o resto da festa, e Sakura passando a semana pensando que Sasuke estava apaixonado por ela e o seguindo para todos os lados. 

Depois disso jurou nunca mais beijar, e a promessa se estendeu por muito mais tempo do que imaginam. 

Aos quinze anos foi para um tour de amantes da opera. Onde o seu maestro era o instrutor. Viajaram por todo país conhecendo famosas cidades que Sasuke jamais pensou em conhecer um dia, mas a vida é engraçada, e é feita de oportunidades. 

Neste mesmo ano descobriu que sua tia tinha mandado partituras suas para várias escolas de músicas e foi aceito na Academia de artes da França. Conheceria finalmente o país de origem de seus pianistas favoritos, entre eles Chopin. 

Contou a notícia para Kakashi que fez um drama por estar sendo abandonado por um de seus melhores alunos. E falou com seu maestro para que começasse a procurar vagas para substituí-lo no próximo verão. 

Quando terminou os estudos aos dezesseis anos, ele finalmente foi para... 

França – Paris 

 

A primeira coisa que fez ao chegar a Paris foi visitar o Louvre. Tinha um amor imenso a qualquer forma de arte e com certeza se sentiu muito inspirado por as pinturas e esculturas que encontrou no famoso museu.  

Das pinturas que encontrou a que mais gostou foi o quadro “Revolução Francesa” que além de marcar um arco histórico foi à inspiração da obra literária “Os Miseráveis”, como ele lera num artigo cultural uma vez. E vendo agora de perto ele podia enxergar com clareza os personagens da obra tomando forma no quadro diante de seus olhos. Não conseguia deixar de se perguntar se seria assim um dia com sua música. 

Esperava um dia poder tocar ali, para que sua música chegasse aos ouvidos de quem inspirava a arte. 

A escola era bem diferente do que havia aprendido nos Estados Unidos, o ensino era rígido e treinavam cerca de doze horas por dia durante a semana.  

Eles praticamente respiravam a música, porém como Paris também é a cidade do amor Sasuke não fugiu a esta regra. Foi aos dezessete anos que ele viu o garoto, um pouco mais velho que si, talvez uns vinte anos, Juugo era seu nome e ele era filho de um de seus professores. 

Os dois se esbarraram num fim de tarde bonito e se paqueraram com toda certeza, Sasuke podia perceber. Não demorando muito para o primeiro beijo acontecer, debaixo da escada do segundo andar do prédio onde estudava. 

Ele era jovem e estava descobrindo o amor, então não foi preciso mais que algumas palavras bonitas para que Sasuke se entregasse. Obvio que toda aquela história se tornou uma tragédia quando Juugo se revelou um cafajeste que só queria transar consigo. 

Sasuke se recusou a sofrer por ele, mas sim, aquela havia sido sua primeira decepção amorosa. Preferiu transferir toda a dor que sentia no momento para as teclas do piano e tocou a noite toda a versão do piano de Lacrimosa de Mozart. 

No dia seguinte estava se sentindo renovado e pronto para por sua cabeça no lugar: Seus estudos de piano. Obvio que o mesmo pensamento coerente não aconteceu quando ele viu Juugo dar em cima de outra menina, pouco se importando com a presença dele. Só queria que um dia pisassem no coração dele, como ele faz com as pessoas, talvez até tenha acontecido isso e por está razão ele é assim. De qualquer forma nada parecia aliviar Sasuke da raiva que sentia no momento. 

Suas notas baixas no piano estavam fazendo até a cabeça de seus professores doerem. Vingou-se de Juugo colocando pó de mico em sua cueca, e isto lhe bastou para seguir normalmente com sua vida. 

No fim daquela história toda acabou ganhando uma medalha no fim do ano por ter tocado Moonlight de Beethoven usando apenas notas muito baixas e sem perder o ritmo. Toda a classe riu de seu “grande” feito. 

Com dezoito anos sua escola apresentou um concerto no Louvre e ele pode realizar mais um grande sonho. 

~~xx~~ 

1957/1961 

Quando fez dezenove sua vida pareceu sair um pouco dos eixos, alguns de seus amigos estavam noivando, e bem... Ele tinha a música. 

A música para Sasuke era sua bela dama de companhia, ele podia se servir de uma taça de vinho e ouvi-la falar a noite toda, poderia sentir diversas emoções ao ser envolvido por ela, mas a música não tinha o prazer do toque, ou o sabor dos lábios de alguém... Talvez ele estivesse mesmo ficando muito mundano, ou apenas chegando naquela conhecida fase de carência. 

Foi nesta época que ele começou a se abrir mais para relacionamentos saindo do padrão só namoro quem eu gosto e experimentando o prazer de várias bocas, às vezes mais de uma por vez. 

Afinal, ele era um homem da arte, e a arte é para ser uma liberdade de expressão, então, como ele podia não se sentir livre? 

As meninas gostavam de algo mais romântico, às vezes ele tocava para elas... Como o Don Juan dos pianistas que ele se dignava a ser. Somado a uma boa conversa e uma taça de vinho, elas se sentiam confortáveis o suficiente para se abrir pra ele, se é que me entendem... 

Já os meninos eram um grande desafio à parte, a grande maioria gostava de beber e fumar antes de ir para algo mais quente, talvez por se sentirem envergonhado de fazer isso com outro homem, os outros poucos eram bem retraídos quando o assunto era sexo. Existia uns raros que tinham pegada, mas estes eram os mais idiotas, infelizmente. 

Era muito sonhar com alguém que compartilhasse de seus gostos, alguns deles pelo menos, e fosse bom de pegada?  

Com o tempo começou a cansar desse rola e enrola. Quando completou vinte e um anos já queria algo para chamar de seu. 

Foi por isso que comprou uma casa, e não uma alugada que sempre morava, comprou um piano novo, uma belezura que só, e um gato... Que lhe faria companhia durante seus muitos e muitos dias de solidão. 

Tudo ia caminhando bem naquele ano de mudanças, mas recebeu uma carta de sua tia dizendo que ela havia sido diagnosticada com uma doença terminal. 

Obvio que ele largou tudo para ir visitar a tia no outro país. Era sua única família em todo mundo, ele sabia que ela não iria durar para sempre, é obvio, mas nunca imaginou perde-la quando ela tivesse ainda sessenta anos. 

-Titia, me perdoe por não estar aqui com você antes – beijou a mão da mulher com carinho. 

Está que já estava fraca pediu para que ele tocasse uma canção para ela, escolheu Melody of Tears de Beethoven

A música narra a história de alguém caído no mar de mesmice e amargura humana, sofrendo em silêncio em meio a escuridão. Então ela para e se levanta, mas volta a descer pois se sente fraca e com medo de continuar. Determinada está pessoa se levanta outra vez e corre pela escuridão tentando se livrar dela, mas ela parou e caiu de novo, sentiu que falhou consigo mesma. A sua música recomeça e em maior sabemos que esta pessoa está disposta a tentar de novo, apesar de seus primeiros fracassos.  

Sasuke chora ao tocar a música vendo sua tia morrer na cama e não poder fazer nada para salva-la. Ele passa todos os seus vinte e dois anos nos Estados Unidos, resolvendo as coisas pendentes da tia. 

~~xx~~ 

1962/ 1965 

Quando terminou de resolver tais pendencias já havia se passado seu aniversário de vinte e três anos, ele nem comemorou, não tinha como comemorar, estava sozinho novamente. 

Resolveu que naquele ano voltaria a...  

Itália - Verona 

 ...E despejaria as cinzas de sua tia lá, junto às memórias de sua esquecida família. 

Não pode conter a surpresa de ver sua cidade natal completamente diferente do que se lembrava. A cidade ainda era feita de ruinas, mas agora tinha crescido em tamanho e estava muito mais movimentada e enérgica. Se não estivesse acostumado com a cidade grande, talvez nem se adaptasse ao clima da própria cidade agora. 

A primeira coisa que fez foi comprar flores para deixar as cinzas de sua tia junto ao memorial no cemitério de sua família. Lembrava-se das lindas flores e da bandeira italiana sob as lápides, hoje não via mais nada disso. Depositou as flores sob o tumulo de seus pais e sob o de seu irmão. Depositou as cinzas de sua tia em lugar adequado e fez sua oração. 

-Descansem em paz. 

Depois disso tudo o que precisava era de uma bebida muito forte. 

Tinha vinte e três anos quando entrou pela primeira vez naquele bar, talvez por acaso ou destino, ele se sentou em uma das cadeiras de frente para o bar e pediu um uísque com gelo as dez da manhã, isso com certeza chamou a atenção do barista. 

Dono de lindos olhos azuis como um céu limpo de nuvens, o corpo bronzeado e o cabelo amarelo como o sol. Foi isso que ele notou quando o homem depositou seu uísque, mas não retirou a mão da bebida o fazendo encarar de maneira irritada. 

- Sabia que é falta de educação negar bebida a um pobre coitado? – escolheu zombar do que comprar briga com o homem, aquela não era mais sua cidade. 

- Eu só fiquei curioso, que tipo de vida de merda uma pessoa tem que levar para beber uísque às dez da manhã de uma sexta? 

Sasuke ergueu uma sobrancelha. 

- Que tipo de pessoa esquisita se interessa pela vida de um estranho no bar? – Rebateu bebendo um gole do líquido. 

- Alguém que se chama Naruto Uzumaki e é dono de um bar em Verona – o loiro sorriu considerando tudo uma piada. 

Sasuke não pode evitar reparar em como o sorriso do homem era bonito. 

-Então diga a este tal Naruto, que Uchiha Sasuke mandou dizer que ele é um idiota – sorriu bebendo mais um gole de sua bebida. 

Naruto deu uma gargalhada. 

Estava curioso pelo moreno, é verdade. Um homem bonito e misterioso entrando no seu bar, pedindo uma bebida forte tão cedo e é... Diferente, isso! O tal do Sasuke é uma pessoa diferente. 

-Você não é daqui, é? – resolveu perguntar curioso 

-Por quê? Meu italiano não está suficiente bom para você? – questionou cruzando os braços. 

-Não é isso, é que eu nunca tinha te visto por aqui – Naruto coçou a nuca – E você é... Diferente. 

Sasuke não sabia se aquilo era uma espécie de cantada barata, ou o loiro só estava sendo sincero, mas se aproveitou de não ter ninguém no bar para se aproximar perigosamente do rosto do loiro e dizer bem baixinho, fazendo seu hálito quente ir de encontro a face de Naruto. 

-E é um diferente bom ou um diferente ruim? – inclinou-se para próximo a orelha sem encostar – Gattino Spaventoso * 

Naruto não conseguia sequer raciocinar. Como um homem daqueles estava dando sopa pra ele dessa maneira? Oh Sasuke era tão sexy a seu ver. 

Sasuke voltou a se sentar normalmente, rindo um pouco da cara de besta que Naruto estava fazendo. Talvez ele fosse mais um desses caras que não aguentam nada porque a sexualidade é frágil. 

Sasuke bebeu o resto de sua bebida e depositou o dinheiro em cima do balcão. 

-Vou indo – ajeitou as roupas – Obrigado pelo momento agradável... 

-Espera – as palavras despertaram Naruto – Você vai volta? 

E Sasuke teve todas as suas dúvidas sanadas junto aquela frase  

Saiu sem dizer nada, sabendo que Naruto abriria o bar no mesmo horário esperando que ele aparecesse. Só o que Sasuke não contava é que Naruto seria aquele que mudaria sua vida de ponta cabeça. 

Naruto entrou na vida de Sasuke de modo devagar. Virou rotina os dois se encontrarem às dez da manhã no bar. Eles não eram incomodados por ninguém, e Naruto até tornava a fechar às vezes, só para que não corressem o risco de ser pegos sozinhos conversando, mas não estavam fazendo nada demais, não é? 

Não era o que os olhares, os toques oportunos, os sorrisos e os arrepios na pele trocados quando estavam juntos diziam. Os dois haviam percebido muito cedo que se desejavam, mas por que não seguir adiante? Era o que Naruto se perguntava. 

Foi no fim daquele ano, quando Sasuke não apareceu no bar, que Naruto achou que deveria fazer algo. 

Procurou Sasuke em todos os lugares possíveis e só foi encontra-lo no teatro.  

A neve caia pesada lá fora, e a entrada de Naruto não foi nada discreta, mas Sasuke não se incomodou, continuou a tocar o piano concentrado. 

A canção chamada Kinderszenen de Schumann podia ser ouvida por todas as partes daquele ambiente, e ainda que Naruto não soubesse o nome a achou lindamente triste. 

Sasuke tocava sem se incomodar com a aproximação de Naruto, este o observava de longe, esperando que ele terminasse de tocar. Cerca de cinco minutos depois Sasuke terminou a música e Naruto se sentou ao lado dele no banco. 

O loiro levou a mão até o rosto de Sasuke e limpou uma lágrima que escorria pelo rosto de Sasuke. E assim como a música, não foi preciso palavras para que Naruto apenas abraçasse Sasuke lhe dando todo carinho que tinha guardado por ele durante todo esse tempo que conversaram. E Sasuke sentiu... Sentiu aquele calor que sempre quis sentir desde que perdera todo mundo que ama nessa vida. 

- Essa música é importante pra você? – Naruto encaixou Sasuke em seu abraço de lado e o moreno apoiou a cabeça no ombro do loiro, fazendo a ponta de seus fios de cabelo roçarem contra a bochecha bronzeada. 

- Ela foi escrita para falar sobre as memórias de infância de um pianista. Ele escreveu trinta arcos sobre a memória dele, mas deixou apenas treze para as pessoas contemplarem. 

-Sasuke, como foi sua infância? 

Então Sasuke contou tudo o que tinha para contar a Naruto, cada verso de sua história. E no fim apenas esperava que Naruto lhe contasse a dele também, e foi o que aconteceu. 

- Eu sou descendente de Alemão, também sou órfão, meus pais morreram quando eu ainda era um bebê, minha mãe era uma judia no campo de concentração e meu pai um militar do exército nazista, eu não sei se o que eles viveram foi um Romeu e Julieta, por que eu já ouvi bem mais de uma versão dessa história. 

-Você prefere acreditar que foi assim? 

-Acho que sim, prefiro acreditar que eles morreram em nome do amor, do que só terem sofrido a vida toda – Naruto acariciava a mão de Sasuke com a sua – Eu nasci de parto normal e fui tirado da minha mãe recém-nascido. Fui criado por um amigo de meu pai, Jiraya e foi ele quem me contou essas bonitas histórias.  

Naruto soltou um suspiro e prosseguiu. 

- A Alemanha ficou devastada depois da guerra e eu e Jiraya passávamos muita fome. Às vezes eu tinha que acabar roubando, mas eu não queria ter de fazer isso. Então viajamos para cá e tentamos trabalhar bastante, vez ou outra perdendo o empregou por sermos alemães e causar problemas por questão de preconceito. Os italianos se esquecem que eles trocaram de lado na guerra só no seu fim. 

Sasuke entendeu a raiva de Naruto, ele mesmo guardava muita mágoa da nação.  

- E o tal Jiraya? 

- Ah ele deve estar com alguma prostituta neste momento, ele gosta muito de beber e gastar dinheiro com mulheres – deu de ombros - Ele é um cara legal, sabe muito sobre a vida. 

Sasuke apenas concordou com a cabeça. Sabia que o que Naruto sentia por Jiraya, era igualmente equivalente ao amor que sente por sua tia, que cuidou de si e lhe tirou do orfanato para lhe dar uma vida melhor. 

Um silêncio foi-se feito. Memórias de um passado conturbado rondando suas cabeças. O silêncio era incomodo para Naruto, ele odiava quando se lembrava pelo que ele passou. Viver o agora, agora que não é um ladrão ou um mendigo qualquer. 

Incomodado Naruto teclou desconexamente as teclas do piano, fazendo Sasuke fazer uma careta para as notas que foram ouvidas. Naruto riu. 

-Desde quando você toca? 

-profissionalmente, ou... 

-Qual foi a primeira vez que você tocou um piano? 

Sasuke pensou um pouco, viajando na lembrança. 

- Eu estava com seis anos, havia ficado de castigo na escola e estava limpando o auditório – sorriu – Tinha um piano velho lá, eu limpei ele e comecei a brincar de toca-lo, eu marquei o som das notas que combinavam e mostrei para minha mãe logo depois – encarou as teclas do piano – Ela foi a primeira pessoa que me disse que eu seria um grande pianista algum dia. 

-Orgulhoso de seus feitos? 

-Na verdade sim, estou muito orgulhoso – olhou nos olhos de Naruto – Gostaria de ser religioso e acreditar que eles olham por mim de algum lugar. 

Naruto concordou com a cabeça, entendendo o sentimento. 

-Sabia que eu também sei tocar? – seu tom era brincalhão. 

-Com as notas que você deu agora a pouco acho difícil... 

Naruto estapeou o braço de Sasuke e chegou ele para o lado, para ficar de frente ao piano. 

-Havia um pastorzinho que andava a pastorear, saiu de sua casa e pôs-se a cantar – cantou e Sasuke não conseguiu evitar a gargalhada – Dó, Ré, Mí, Fá-Fá-Fá, Dó, Ré, Dó, Ré-Ré-Ré, Dó, Sol, Lá, Mí-Mí-Mí, Dó, Ré, Mí, Fá – Naruto ria. 

-Até uma criança de cinco anos toca isso – Sasuke falou e Naruto fez um bico falsamente emburrado – Tente isso. 

Sasuke tocou a 9º Sinfonia de Beethoven a melodia animada o animando também e ele teclava empolgado. 

-Exibido – Naruto resmungou. 

Empurrou Sasuke que segurou seus braços para desvencilhar, o toque acabou se prolongando e as mãos de Sasuke descendo para a cintura de Naruto. 

- Por que você só não me beija logo? 

-Medo. 

-De que? – Naruto acariciou a face de Sasuke – O que está te impedindo? 

-De gostar demais de você e acabar te perdendo, como tudo que eu amei nessa vida... 

Naruto entendeu, mas não queria entender. Soltou algum palavrão qualquer e beijou Sasuke, não queria que o moreno achasse que não poderia ser feliz, que carregava uma maldição. Doía nele só de pensar que Sasuke pensa essas coisas de si mesmo. 

E o beijo... O beijo pareceu mágico, as bocas nem um pouco calmas, pelo tempo que foram obrigadas a permanecer afastadas. A sensação de ter suas línguas se enroscando e do sabor de ambos sendo compartilhado através daquele beijo quente era maravilhosa. 

Os olhos se encontraram e com a cumplicidade veio à certeza de que eles se desejavam e queriam se amar feito loucos aquela noite.  

No ritmo lento de uma música que só eles pareciam saber, Sasuke moveu Naruto para cima do piano e atacou seus lábios com mais fervor. A bunda de Naruto em cima das teclas fazendo um som estranho soar pelo ambiente. 

  

As mãos de Naruto foram parar na camisa de Sasuke, abrindo-a de botão a botão alisando a pele exposta e beijando o peitoral másculo subindo para o pescoço dando mordidas, que o marcariam depois. 

  

Já as de Sasuke entraram por dentro da roupa quente que Naruto usava. Suas mãos frias em contato com a pele quente do loiro fizeram um arrepio percorrer por todo o corpo bronzeado. Sasuke acariciou a pele, dedilhando como as notas do seu piano, apertando algumas vezes só pelo prazer de senti-la em suas mãos.  

  

Naruto beijou os lábios de Sasuke mais uma vez, tendo a ciência de que foi o melhor beijo que já provou em sua vida. Sasuke era experiente, ele pode notar. 

  

As mãos de Sasuke fizeram o trabalho de remover a camisa de Naruto por cima da cabeça dele, interrompendo o beijo, depois se ocupou de beijar e sugar a pele exposta. Quente, Naruto era quente. 

  

- Você é tão gostoso! – sussurrou próximo a orelha do loiro, mordiscando seu lóbulo logo em seguida. 

  

Naruto enlaçou suas pernas no corpo de Sasuke, causando uma fricção gostosa dos pênis excitados, as mãos fortes indo parar nas coxas no loiro as apertando com firmeza.  

  

- Vous as les plus beaux yeux que j'ai jamais vus** 

  

- O que isso significa? 

  

Sasuke não disse, apenas sorriu, ciente de que provocava Naruto. Colocou uma de suas mãos no cabelo loiro e o puxou para trás mordendo o queixo e a pele do pescoço bronzeado. 

  

As calças incomodavam. 

  

Sasuke se distanciou um pouco de Naruto para retirar o próprio cinto e abrir sua calça a deixando escorregar até o joelho. Ficando apenas com a cueca samba canção.  

  

Naruto o puxou para perto pelo cós da cueca e o beijou cheio de segundas intenções. Sua mão fazendo o caminho da felicidade até o pau alheio e o pressionando com a sua mão, ouvindo um gemido de Sasuke logo em seguida. Masturbou lentamente admirando a excitação do Uchiha crescer a medida que sua mão se movimentava. Parou ao sentir o moreno lhe erguer pelas nádegas, o sentando na parte superior do piano. 

  

- Deita aí. 

  

A sensação de deitar em cima do piano era nova para si. O escapamento de madeira era duro e frio, era como se deitar no chão, mas esqueceu tudo isso ao sentir Sasuke descer suas calças junto à cueca e lhe envolver na boca quente dele. Porra, como a boca daquele moreno era maravilhosa. 

  

Mais uma vez Naruto comprovou que Sasuke sabia o que estava fazendo. A língua quente envolvia seu pênis movendo de cima para baixo e de baixo para cima, lento e sensual, a cabeça se mexia num ritmo suave, aumentando aos poucos a pressão e a agilidade dos movimentos. Sasuke não afastou sua boca quando ele iria gozar, deixou que Naruto jorrasse em sua boca, e o ouvindo gemer deliciosamente. 

-Vira aí, vou preparar você, já fez isso antes? Com um homem? 

-Já, mas faz um tempo... 

-Você prefere me comer primeiro? 

-Olha, eu já tô aqui né, anda logo... Depois eu como essa sua bunda – secou descaradamente a bunda de Sasuke – Gostosa – comentou sobre a bunda. 

Sasuke deu uma risada antes de ver Naruto se empinar de quatro em cima do piano... Ah sim, guardaria aquele momento para sempre... 

O Uchiha acariciou as bandas de Naruto, dando apertos e estimulando a abertura do ânus. Achou melhor fazer a preparação com saliva primeiro, por isso cuspiu na entrada de Naruto e deixou a saliva escorrer até molhar a entrada, molhou dois dedos com a própria saliva e os penetrou em Naruto, fez movimentos de tesoura e girou no ânus, ouvindo Naruto gemer e o vendo baixar a cabeça ou joga-la para trás algumas vezes. 

-Sasuke, por favor... 

O Uchiha puxou o loiro para baixo com força, o assustando, de repente estava no colo de Sasuke com ele segurando em sua bunda. 

-Segure no meu pescoço e tente não gritar muito, estamos em um local público – beijou os lábios do loiro – Já imaginou? Seriamos apedrejados até a morte, ou caçados como Hitler caçou. 

O Uzumaki fez como pedido e passou as mãos pelo pescoço do moreno, quando o pênis deste o penetrou ele mordeu o ombro de Sasuke, tão forte que o fez sangrar, O Uchiha soltou um urro de dor e prazer ao findar a penetração.  

-Porra, tão bom! – Sasuke fechava os olhos no prazer intenso – Apertado, nossa... 

-Sa-suke... – Naruto derramará algumas lágrimas involuntárias, fazendo seus olhos brilharem diante a visão maravilhosa que era contemplar aquele moreno sentindo prazer. 

“Il più carino” – pensou * 

Quando o loiro se acostumou com Sasuke o upou para se movimentar e o estocar com força, Naruto tentava não gemer, ocupando sua boca entre beijar Sasuke, ou morde-lo em muitas partes do corpo. Arranhava as costas do parceiro na medida em que Sasuke intensificava as estocadas. 

-Sasuke... Tão bom... – gemia de encontro ao ouvido de Sasuke – Você faz tão bem... 

As pernas de Naruto iam de encontro às teclas de dó e mí, enquanto era penetrado, elas faziam um som intenso e grave. 

Beijaram-se e gozaram juntos com compartilhando o prazer que os conectava.  

- Lindo, Naruto – Sasuke beijou seu nariz, depois seus lábios – Você é lindo! 

-Você também – disse recuperando o fôlego – O que fizemos foi, mas agora eu quero você, e essa sua bunda maravilhosa! – Naruto deu um tapa na bunda de Sasuke rindo da expressão dele. 

Os dois estavam em um momento de paz, e sonhavam que fosse para sempre assim. 

~~xx~~ 

  

Fazia questão de três anos que estavam naquele relacionamento escondido, algumas pessoas desconfiavam é claro, mas não tinham como provar nada. Sasuke passou a viver em Verona, viajando de vez enquanto.  

Comprou uma casa lá e há um ano e vive ali junto a Naruto, Jiraya e sua gata Clair, em homenagem a música Clair de Lune de Debussy. Naruto, trouxe Jiraya para morar a eles, para quem sabe amenizar o pensamento das pessoas, era uma merda viver com medo de ser pego, pior ainda de imaginar seu amado ser machucado... Machucado por amar. Esperava que um dia o mundo mudasse 

Naquela noite em especial era o dia em que eles completavam exatamente três anos juntos, em que se enlaçaram em cima daquele piano no teatro local. E está noite, o Uchiha preparou uma surpresa muito especial para seu loiro. 

Este que nunca fora dado ao estilo romântico lutava para fazer feliz a sua pessoa amada. Sim, ele amava Naruto mais do que tudo no mundo, o loiro o salvou de si mesmo. O resgatou da escuridão que eram seus dias antes de conhecê-lo, mas muito disso começou pelo próprio Sasuke. 

O amor apenas nos estimula a mudar, mas a mudança de verdade começa dentro de nós mesmos. 

Por esta razão o Uchiha arranjou uma maneira de fazer Naruto entender o quanto era importante para si. Ele não era de flores, não era de chocolates, mas a música... Sim, ela era algo que Sasuke dominava e era através dela que se expressava. 

Ele passou os últimos três meses trabalhando na música de Naruto, construída em escalas de Dó e de Mí combinados, variando em escalas baixas e altas, assim como o relacionamento deles, mas quando somadas viravam algo belo, puramente belo. 

Sasuke começou a tocar quando Naruto chegou em casa, ele sabia que o loiro tentaria identificar as músicas, depois de tanto tempo ele passou a ter esse habito. E também passou a gostar de muitas músicas, a maior parte animada, fazendo o moreno as tocar várias vezes. 

Naruto se aproximou e lhe beijou a bochecha sentando ao seu lado no estofado e fechando os olhos para apreciar a melodia.  

Quando Sasuke terminou Naruto o olhou meio incerto. 

-Eu não reconheço essa. 

-Claro que não, eu nunca a toquei antes – Sasuke sorriu 

- E como se chama? – Naruto pareceu muito interessado. 

-O que você sentiu ao escuta-la? 

Sim, era uma pergunta recorrente para Sasuke, mas naquela em questão... Ele gostaria que fosse lida com perfeição. 

-Bom, o movimento de escalas é bem complexo, mostra uma confusão de sentimentos muito forte na música, mas em seu desenrolar ela vai se completando... Como se as escalas só... Sei lá, somasse uma a outra. 

O sorriso que Sasuke deu não podia negar sua felicidade, ele beijou Naruto com carinho. 

-E é por isso que eu te amo. 

Naruto riu sem entender a felicidade de Sasuke 

-Eu também te amo, amor – Naruto beijou-lhe mais um pouco – Mas por que dessa felicidade? Eu sei que é nosso aniversário, mas você só fica animado assim quando vamos transar – riu. 

Sasuke o estapeou. 

-É a música. 

-O que tem? 

- Se chama Mí Passione* e é composta por Sasuke Uchiha. 

A compreensão caiu por terra e Naruto arregalou os olhos. Seu coração batia acelerado e seus olhos se encheram de lágrimas. 

-Você... – Não tinha nem forças. 

-Eu escrevi essa canção para você. Assim como muitos artistas tiraram a sua inspiração do amor, eu também tirei a minha. 

Naruto o beijou repleto de amor e carinho, suas lágrimas caindo sobre o rosto de Sasuke. 

-Eu te amo, te amo muito. 

- Ti amo anche io, la mia passione*- Sasuke o olhava com carinho – Não me deixe nunca. 

-Nunca! 

Naruto voltou a beija-lo e fizeram amor ali mesmo, novamente em cima do piano. 

  


Notas Finais


* Música original de "Brilha, brilha estrelhinha" na versão francesa escrita em 1700, sim, ela é muito velha. E a versão francesa nada tem haver com a versão que cantamos hoje em dia, então vai entender.

*Gatinho Medroso (Italiano)

*Seus olhos são a coisa mais bonita que já vi ( Francês)

* O mais bonito ( Italiano)

* Eu também te amo, minha paixão/amor (Italiano)


Bom, foi isso gente, espero que vocês escutem as músicas que selecionei e as sintam como eu escrevi na fanfic. Obrigada por ler, e deixe seu comentário para fazer está autora feliz.


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