História Um doce de bebê - Capítulo 1


Escrita por: e kimzingbi

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Lay
Tags Comedia, Exo, Exonit, Exonitproject, Laysoo, Luhan!kid, Projeto, Themonia, Xingnit
Visualizações 92
Palavras 5.094
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fluffy, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellou amantes de Laysoo, ou só amantes de comédia, escrevi essa fic com muito amor e carinho espero que gostem bastante, e que riam bastante do Lay!!

Quero agradecer de coraçãozinho mesmo a @Junwoopy por ter me aguentado surtando pedindo pela capa e também a @Xiumininha pela betagem, Mulheres vocês são demais!!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Um doce de vizinho


Fanfic / Fanfiction Um doce de bebê - Capítulo 1 - Capítulo Único - Um doce de vizinho

Eu entendia de bolos, massas, confeitos, ganache, recheio, doces em geral, mas aquilo era demais.

Um bebê? Nunca em minha vida nem tinha chegado perto de ficar sozinho com um, ou até no mesmo cômodo.

— Eu vou ligar para polícia! — levantei procurando pelo aparelho entre a bagunça na sala, e o encontrei entre um livro, marcando a página e já fui discando o número, tudo sob o olhar atento dela. — Olha, não é que eu não goste de você, é só que, nessa idade exige demais de alguém, e eu não consigo cuidar nem de mim, olha minha casa tá vendo? Tem roupa de três semanas aqui para lavar, não vai querer ficar na mesma casa que um porquinho como eu né? — Imitei um porco, para ela entender do que eu falava, e ela riu gostosinho demais, gargalhando que chegava a engasgar algumas vezes com o ar, e eu continuei ali, imitando um porquinho e rindo junto.

— Polícia de Seoul. Alô? — E continuaria se não fosse atendido, a mulher repetiu algumas vezes o alô enquanto a bebê em minha mesa de centro me olhava atentamente, com seus olhinhos enormes e mãozinhas pequenas balançando em frente seu rosto, eu só podia estar ficando louco, porque no momento em que imaginei a pequena indo embora, fiquei triste.

Desliguei o telefone rapidamente, e me virei para pegar a pequena no colo.

— Não se acostume, você não ficará por muito tempo, logo sua mãe vem te buscar!

Não é como se ela fosse me responder, mas já era costume mesmo falar sozinho, agora não me sinto tão doido.

— Vamos ver o que tem aqui.

Mais cedo quando cheguei em casa, depois de fazer uma entrega de doces, uma caixa enorme das minhas encomendas estava lindamente me esperando para ser aberta e degustada e trabalhada mas, na hora em que abri a caixa e vi ela ali toda enrolada em panos, tomei um susto tão grande que nem olhei a minha encomenda, muito menos a bolsa de bebê que veio com ela, e é isso que eu faria agora.

Mamadeira, leite em pó, fraldas, uns brinquedos e umas poucas roupinhas.

— Sorte sua que minha especialidade é doces com leite ninho!

Apertei seu narizinho e ela segurou meus dedos rindo, tão inocente, tão fofa, tão doce e indefesa, nem eu conseguiria deixar ela sozinha, como alguém é capaz de abandonar uma coisa dessas?

— Não vou te deixar sozinha! Se você veio até mim, eu vou cuidar de você!

Olhei em volta com ela no colo e vi aquele monte de coisas que eu não sabia usar, nem para que servia, talvez, só talvez, eu esteja meio fora de mim com essas idéias loucas, ou talvez eu estivesse um pouco sozinho demais.

— Mas como que troca fralda? E para que serve isso tudo? Por acaso você é uma vendedora ambulante? Para que precisa disso tudo? — Perguntei a pequena no meu colo que riu brincando com meu colar. — Tá! eu acho tudo na internet, lá tem de tudo!

Sentei-me com a bebê no meu colo quase me enforcando enquanto rovada e puxava meu acessório, liguei o notebook em cima do sofá mesmo, mantendo uma distância segura de nós e procurei na internet tudo que precisava saber sobre.

Primeiro: como fazer uma mamadeira? fácil, essa é mamão com açúcar, ou no caso, leite ninho com água!

Segundo: como acalmar um bebê? Situação mais ou menos difícil pois depende do que o bebê precisa, mas ela parece ser calma então tá tudo bem.

Próximo.

Terceiro: como trocar uma fralda? Ok, essa é fim de carreira, como alguém consegue?

— Vamos ver como está, se tudo der certo a gente adia esse evento para o próximo verão sacou? — Levantei seu corpo a altura de minha cara e cheirei sua bunda. — Tudo certo nada fedidinho boa garota, acho que vamos nos dar muito bem! Bate aqui!


(...)


Eu estava enganado, mais enganado que trouxa que clica nos anúncios para aumentar o pau, mais enganado do que gente que acredita que o pão da padaria é de hoje.

São benditas duas e quarenta da madrugada, e fazem dez minutos que ela chora desesperada, como se estivesse morrendo, não sei mais o que eu faço, já dei chupeta, ofereci mamadeira e depois de dois goles ela quase se banhou com o leite todinho e negou várias vezes depois, chacoalhei, tentei distrair, liguei a luz, passeei pela casa e nada dela parar, até sentir aquele cheirinho de merda que impregnou no meu nariz.

— Nããão, ainda não é verão, assim é quebra de contrato, meu anjo! A gente até fez hi-five…

Choraminguei colocando ela deitada, me preveni com um prendedor de roupa no nariz e comecei a abrir aquela roupa difícil, tirei a primeira peça, a segunda, e veio a surpresa quando tirei a fralda.

— NA VERDADE VOCÊ NÃO É MARIA E SIM É JOÃO! Eu fui enganado esse tempo todo! Você tá achando graça?

Perguntei enquanto ela — quer dizer ele — ria da minha cara de desespero. Fiz todo o procedimento de troca de estepe que aprendi na internet, primeiro limpa, depois tira a merda e levanta a bunda, põe o adereço, puxa isso puxa aquilo, e sucesso é só voltar a dormir, depois de deixar ele mamar um pouco claro.


(...)

Depois dessa noite as outras também não foram fáceis, Luhan (como eu o chamo) acordava às vezes com fome, às vezes com merda, às vezes acordava e ficava balbuciando sozinho, mas nada que eu não resolvesse rapidinho, até aquela noite seu choro quase me enlouquecia, não porque estava muito alto, mas pelo contrário, ele chorava pouco, estava mole, e muito quente, eu já não sabia mais o que fazer e na internet só mandava ir ao médico, mas se eu fosse ao hospital eles iam levar ele de mim, e eu não queria isso, já estava muito acostumado com minha nova rotina com ele, mamadeiras, fraldas, desenhos infantis, e companhia durante os dias, risadas bobas por brincar de esconde-esconde, não queria perder isso… não queria perder Luhan.

Só tinha uma solução, o Do Kyungsoo, meu vizinho. Eu já tinha visto ele algumas vezes e ele estava sempre de branco, os boatos no elevador sempre davam a entender que ele era médico.

Enrolei Luhan nas mantas rosas em que foi entregue aqui para mim, saí de casa, como era na porta do lado não demorou muito, eu só sei que quando o baixinho abriu a porta eu praticamente voei para dentro de seu apartamento pedindo por socorro.

Rapidinho meu vizinho estava com um monte de coisas em cima do pequeno, um termômetro, e um coiso que não sabia o nome, mas sabia que era para ouvir o coração, ele me disse que eu precisava ir no hospital porque ele precisava tomar uma vacina de sei lá o que, então expliquei toda minha situação, de início ele tava me olhando com aquela cara de quem não sabe se acredita ou se chama a polícia, mas logo decidiu me ajudar, ele saiu e eu fiquei ali tentando manter o pequeno calmo, seu choro tinha cessado, mas de minuto em minuto dava uns indícios de que ia voltar com tudo.

Kyungsoo voltou logo, me fez umas perguntas que eu não sabia responder, e aplicou a vacina na bunda dele que chorou um pouco.

— Ele vai precisar tomar outra, e eu preciso ficar de olho para ter certeza de que nada vai dar errado, então não vá embora. — O médico disse e me deixou sozinho na sala com o chorão nos braços.

— Prontinho, já já você vai estar bonzão de novo… — Repetia bem baixinho dando beijinhos e fazendo carinho no topo de sua cabeça.

Passei alguns minutos assim até que ele voltou, medindo a temperatura do pequeno, aproveitei para olha-lo melhor, seus olhos eram enormes bem redondinhos, e ele tinha bochechões, não sabia se era porque ainda era madrugada e eu tinha o acordado ou se ele era assim mesmo mas era muito fofo com a cara toda inchada.

— Ela vai ficar bem logo, quer me explicar melhor essa situação?

Ele perguntou se eu queria mas foi como uma ordem, concordei com a cabeça e deixei o Luhan dormindo rodeado de almofadas no sofá. Acho que estou ficando adulto fazendo essas coisas.

— Na verdade é ele… — O segui até a cozinha, onde ele abriu a geladeira e me ofereceu uma cerveja. — Não posso, estou amamentando, você sabe, se ele acordar com fome, tenho que estar sóbrio.

— Tá… De quem é essa criança? — Me sentei em sua frente na mesa de chão, por ser médico sempre imaginei o apartamento bem de rico, com móveis de todo canto do mundo, mas pelo contrário era tudo bem simples e tradicional.

— Eu não sei.

Eu poderia ter inventado uma bela mentira, e não ficar como o errado, ou seja lá o que eu estou sendo, mas não sei mentir, faço caretas sem perceber quando isso acontece e eu fico me remoendo com isso depois.

— Você roubou essa criança? Como ele foi parar na suas mãos? Pode começar a me contar tudo ou ligo para polícia agora mesmo e te acuso de sequestro!

— Espera! Eu não fiz nada, juro, ele foi deixado na minha porta, junto com minha encomenda, sem cartinha nem nada, só ele meus pedidos e uma mala com as coisas de bebê.

Ele parecia julgar até minha alma me encarando daquele jeito, o clima tinha ficado completamente desconfortável, ele ia falar algo, mas o choro de Luhan me fez ser mais rápido, logo estava com o bebê no colo e o encarando na porta da cozinha.

— Por favor, eu não fiz nada de errado, não me tire ele!

Nem esperei o baixinho responder e saí praticamente correndo até meu apartamento, me deitei com o pequeno deitado no meu peito, ele já não estava mais chorando mas não consegui pegar no sono de novo, fiquei com medo de meu vizinho me entregar, ou me julgar errado, e planejei mentalmente várias rotas de fuga caso fosse preciso, por mais que eu não fosse realmente usar uma.


(...)

O chorinho vinha de longe, e começava a aumentar cada vez mais, procurei ainda de olhos fechados pelo bebê em meu peito, mas só encontrei travesseiros.

Não sei nem como mas quando percebi estava quase caindo na sala com a vista toda escurecendo, via de longe, meio embaçado, Kyungsoo segurando Lu no colo, no meio da sala.

— O que veio fazer aqui?

— Eu pensei no que você disse, e não fazia sentido nenhum você ter sequestrado uma criança, se esse fosse o caso, não teria me pedido socorro às três da matina, e eu vi como você parece se preocupar tanto com ele.

— Tá, mas isso não responde minha pergunta!

— Ele precisava de mais uma vacina, eu bati na porta, mas ela tava aberta e você não respondeu, então eu entrei, não queria ter te acordado, imagino que deve ser difícil cuidar de um bebê e ainda fazer as entregas de doces que sempre faz. Desculpe.

Sorri por ele ter se importado comigo, e também por ele não ter me tirado Luhan.

— Como você chama ele?

— Luhan.

— É um nome bonito!

— Eu sei, eu que escolhi! Quer alguma coisa? Eu não tenho cerveja, mas sobrou uns cookies da última entrega. — falei pegando o pequeno do colo alheio e fui guiando-o até a cozinha, por mais que ele já soubesse, nossos apartamentos são a mesma coisa!

Tirando, claro, que minha cozinha é mais top de linha.

— Sempre quis provar do seu doce mesmo.

— Falando essas coisas a essa hora para quem acabou de conhecer soa estranho, você sabe, neh? — sorri malandro, colocando os cookies em cima da mesa. — Aceita leite?

— Só se for leite de vaca!

— Assim vou me sentir ofendido com você dizendo essas coisas. — falei me sentando com Luhan no meu colo, meio adormecido, meio acordado. — Eu posso até mugir, mas aí já é demais!

Disse rindo mas aí que me toquei, eu tinha acabado de conhecê-lo, mesmo que eu já o  conheça dos encontros no elevador e dos stalkes leves de quando ele chegava tarde pelo olho mágico. O quão desconfortável ele deve estar, deve ser maior que o desespero que senti para curar o Luhan.

— Eu tô brincando, essas horas me deixam assim. — Mentira eu sou assim a qualquer hora.

— Tudo bem, eu não me importo, então, como você tá fazendo para fazer as entregas com ele?

— Eu levo ele, comprei um paninho que dá para amarrar ele no corpo todo, ele adora! Quer ver?

— Quem sabe outro dia, já ta tarde ele tá melhorando agora.

— Tem razão. — comi um cookie e observei ele fazendo o mesmo.

— Seu cookie estava muito gostoso, agora sei porque faz sucesso! — sorri meio sem graça pelo elogio repentino, mas eu sei que sou um puta de um doceiro talentoso da porra.

— Magina que isso, sou só muito bom mesmo!

— Eu tenho que ir, se ele voltar a ter febre, me liga.

Ele deixou seu cartão em cima da mesa e se despediu, me deixando sozinho com Luhan no colo.

— Ele é um gato neh? Faríamos um belo casal tipo aqueles da internet!

Luhan nem se mexeu para me responder, então me levantei para deixá-lo na cama.

Como já estava amanhecendo, decidi fazer uns pãezinhos, quem sabe meu vizinho não precisa voltar aqui mais tarde, e cá entre nós, meus pãezinhos são deliciosos!


(...)

O dia foi como qualquer outro, exceto que Luhan não deu tanto trabalho, dormiu quase a manhã toda de tarde tirou uns cochilos e de noite estávamos assistindo uns vídeos de pessoas que mexem com massinhas coloridas com umas musiquinhas bem animadas quando ele entrou no meu apartamento.

Nunca fui muito de travar a porta, ainda mais porque era no último andar a última porta, então qualquer um poderia entrar se fosse até ali, o que não era muito comum, na verdade ninguém me visitava eu nem me preocupava.

Luhan que estava em meu colo prestando atenção no desenho, se virou todo igual aquelas corujas de madrugada, só para enxergar o médico bonitão se sentando ao nosso lado no chão.

— Oi Lu, como você está? - Ele disse todo meigo brincando com o pequeno em meu colo.

— Calmo até demais!

— Tadinho ainda está em efeitos dos remédios.

— Só pode, tá todo manhoso, e dorminhoco.

Reclamei com um sorriso no rosto, e observei o médico sorrir também.

— Então, já jantou? — fiz que não com a cabeça, como que cozinha com um dengoso desses? — Se me permite usar de sua cozinha, vou te mostrar meus dotes culinários!

— Ah essa eu quero ver!

— Você não é daqueles tipos de cozinheiros que não podem respirar perto da cozinha não néh?

Se for você a respirar perto da minha cozinha eu deixo.

— Magina, claro que não! Só um pouquinho.

O acompanhei para a cozinha, onde ele começou a lavar verduras que eu nem sabia de onde tinham surgido, e arregaçou as mangas e nossa senhora que homem! Até madrugada passada era apenas um baixinho bonitinho fofo do lado, agora desse jeito tá mais ou menos, me-fode-logo-gostoso-Kyungsoo.

Por respeito ao Luhan que estava escutando tudo fiquei calado com meus pensamentos.

— Acho que não é bem assim que se corta o chuchu! — disse apontando para as rodelas finíssimas que ele fazia.

— Lógico que é, olha só, assim ela cozinha mais rápido e não fica o gosto ruim do chuchu. — Ele disse como quem dava aula do assunto a anos.

— Não está mais aqui quem falou! — brinquei passeando pela cozinha, tinha umas verduras que nunca vi na vida sob a bancada — Meu lance não é com comida em si, essas coisas eu pulei tudinho, meu lance mesmo é com doce, fruta, coisa gostosa de verdade! Eu nem sei como essas coisas vieram parar aqui! — levantei um pepino encarando aquela coisa verde, Luhan tentou pegar mas tirei rapidamente de perto, vai que ele cresce e gosta de verduras aí a culpa vai ser minha, coitado.

Deixei ele terminar de fazer a coisa com as verduras em paz e fiquei fazendo o que estava fazendo antes. Nada.

Voltei uns minutos mais tarde quando a comida tinha ficado pronta.

— Eu tenho que admitir, isso tá com um cheiro ótimo e a aparência parece muito boa.

— Obrigado, espero que agrade seu paladar. — Ele pegou Luhan de meu colo então aproveitei para comer um pouco em paz.

— Se veio de você meio difícil não me agradar! — Ele sorriu e deu a primeira colherada em sua… sopa (?)

— Quantos meses você acha que ele tem?

— Ele ta com os primeiros dentinhos nascendo então deve estar com uns nove, a quantos dias está com ele aqui?

Parei para pensar e fiz as contas.

— Vai fazer dois meses depois de amanhã. Nossa, o tempo passa muito rápido.


Viajei me lembrando dos meses e refazendo as contas para ver se estava certo mesmo. Porra, dois meses é tempo para kacete. Só acordei de meus devaneios com a linda visão que tive.

Kyungsoo estava todo torto dando umas colheradas do caldo da sopa para Luhan, que quase jogava tudo fora mas o médico pegava de seu rosto com a colher e devolvia a sua boca.

— Não tá muito cedo para ele comer não?

— Se ele tem os meses que acho que tem, tá na hora de começar a dar papinha já. - Ele disse sem nem me olhar. — Eu posso fazer as papinhas para ele, pode ser de batatinha, ou de beterraba, e até de frutas, será que ele vai gostar de pêra?

Nem parecia o médico todo certinho falando todo afobado assim e por incrível que pareça ele estava sorrindo para mim, todo fofo

— Acho que ele não vai ter muita opção!

— Tem razão mas eu vou fazer bem gostosinho.

Ô meu pai me ajuda a não falar merda, mas parece que ele provoca, “fazer bem gostosinho”?

— Você não colabora também né Kyungsoo!

— Com o que?

— Nada não.


(...)

Nos dias que se seguiram Kyungsoo vinha em meu humilde apartamento conferir a saúde de Luhan mesmo que este já estivesse cem por cento como se nunca tivesse ficado doente, o que eu não reclamava claro, ver um homão desses na minha casa, cozinhando, andando, respirando e até mesmo todo babão em cima do Lu era colírio para meus olhos.

— Dormiu. — O babão até mesmo cantava para o Lu dormir, vê se não é um sonho!

— Quer assistir alguma coisa? Eu já terminei todos meus pedidos e faz tempo que não tenho um tempo. — ri tímido me ajeitando no sofá, já colocando na minha amiga Flix amiga de todos os solteiros e namorados pelo mundo.

— Porque não, não é mesmo! — Controla os gritos internos, respira fundo e finge que nada te afeta. — Tem um filme que ta na minha lista, que faz tempo que quero ver!

Ele se sentou do meu lado catando o controle da minha mão.

—Abusado!

Reclamei mesmo, mas não achei ruim acho que foi a primeira vez que reparei em sua mão e em seus dedos, não sei se era porque mão de médico é assim ou porque talvez eu esteja carente, mas a mão dele era tão macia, que só me deu mais vontade ainda de segurar ela.

O filme começou mas eu não consegui prestar atenção, me vi imerso no meu vizinho, já começava a escurecer, e era domingo de lua cheia então ainda estava bem claro, e eu só conseguia pensar no quanto preciso dizer como me sinto, e preciso dizer antes de ficar todo esquisitão e falar mais abobrinha que o normal.

— Kyungsoo. — Seus olhos, que antes estavam vidrados na tevê se viraram para mim, talvez eu estivesse me sentindo em um filme de romance, parecia que seu rosto ficou iluminado pela lua e sem brincar sentia meu peito batendo tão forte que parecia que ia sair rasgando meu peito todinho, eu tava quase borrando as calças de tanto nervosismo. — Eu preciso te falar algo!

Respirei fundo esperando sua reação que veio de imediato com a cara de preocupação igual a do dia em que o Lu estava doente.

— Diga! É sobre o Lu?

— Não! O Lu está muito bem você sabe, é sobre eu. - Disse batendo no peito, e minha mão foi rapidamente agarrada pela dele e a outra estava em meu pescoço como se medisse minha temperatura, ele estava ali tão pertinho tão ele, meu coração quase não sabia mais se parava ou se saia pela boca ou se quase rasgava meu peito.

— O que você tá sentindo?

Seus lábios tão fofinhos pareciam falar “vem” então eu fui, segurei sua mão em meu pescoço, fechei meus olhos bem forte para não ver a reação dele e me joguei em sua boca.

Eu achei assim que ele me jogaria longe, me mataria de leve e ficaria com o Lu, MAS NÃO! Ele retribuiu, tem noção do que é isso?

Ele re-tri-bu-iu meus santos todinhos que homem, que pegada, que beijo, que boca, que tudo!

Não soltaria de seus lábios nunca mais porém o chorinho do Lu fez nós dois levantarmos num pulo e ainda sem graça nos encaramos.

— Eu vou pegar ele! — disse apontando para onde o choro vinha.

— Eu preciso ir embora, amanhã trabalho cedo! — E ele disse apontando todo perdido para a porta

— Sim claro!  

E foi assim com a consciência pesada, que peguei o pequeno que parou de chorar na hora.

— Poxa Lu você não podia ter esperado um pouquinho mais, pelo menos até eu me confessar? Hun?

Reclamei balançando o corpo para que ele voltasse a dormir.

— Você ia se confessar? — A voz grave do Kyungsoo soou tão clara como o dia naquele quarto o que me fez ficar com o cu na mão, não passava nem um filete de vento, me virei quase parando milímetro por milímetro, e o vi parado na entrada do quarto. — Para mim?

— Você não ia embora?

— Eu fui e voltei fiquei pensando no… — Ele apontou para os próprios lábios. Assim você não me ajuda né! — Eu preciso te dizer, eu acho que gosto de você mas não quero te iludir então vou ser sincero, não quero um compromisso agora!


(...)

Os dias foram passando e esses dias viraram semanas e meses, e em todos Kyungsoo vinha ao meu apartamento ou para fazer a papinha, ou para comer um de meus doces, ou só para ficar segurando e cuidando do Lu enquanto eu fazia outras coisas, como nada também.

Eu adorava ficar observando como ele era todo paizão com o Lu, sempre brincando mesmo que agora já maior fosse impossível manter a calma com ele, ou mantê-lo parado.

Eu tinha ficado bem triste quando ele me rejeitou e tal, mas já passou, ainda gosto dele então não vou desistir, ele já tá namorando comigo só não sabe ainda, às vezes a gente até dá uns pega, uns pega de mãos, nossas bocas nunca mais se encontraram para trocar uns dna de leve, ainda!

— Eu já descobri tudo! Tá na sua hora de falar a verdade Do Kyungsoo! — me sentei colocando a bandeja cheia de pãezinhos entre nós.

A sala, que antes vivia bagunçada com minhas coisas, agora tinha brinquedos por todo canto, sempre que sobrava uma graninha extra, nós três saíamos para comprar uma coisinha para o Lu, tô dizendo que esse homem me namora e não sabe, temos até encontros no babyshop!

— Do que é que você está falando? — Ele pegou um pão e deu para o Lu comer, ele adorava esses pãezinhos, e frutas, as sopas do Soo que não deu muito certo, ele comia no começo porque não tinha escolha, mas agora nega tudo.

— Você vem aqui com a desculpinha de que quer ver o Lu, pela saúde dele, mas já passaram meses e você sabe que ele está ótimo.

— Sim mas ele pode ficar doente qualquer dia, ele pode precisar de mim a qualquer momento.

— Aiai, assume logo que vêm aqui para me ver!

— Eu estava pensando. — lá vem ele mudando de assunto. — Precisamos avisar as autoridades, quando ele crescer vai ficar mais difícil, e nós podemos entrar em processo para adoção.

— Ah claro, e como que eu um homem solteiro vou conseguir uma guarda? Ainda mais porque escondi essa criança em minha casa por meses, nunca que isso daria certo!

— Eu pensei e pesquisei sobre, cheguei até a conversar com um amigo advogado, e se nós fingirmos estarmos juntos e morando junto e tudo mais, nós conseguimos a guarda.

— Você tá dizendo pra gente morar juntos e fingir um relacionamento? — Perguntei observando sua carinha linda de confusão. — Eu topo mas vou querer beijinhos de boa noite!

— Ótimo, amanhã vou fazer minha mudança, e já levamos o Lu para as autoridades, só não garanto o beijo.

— Pelo menos vai cantar para eu dormir não é? — Ele me respondeu com um revirar de olhos esse bruto — Não? — ele balançou a cabeça repetindo que eu não existia, mas não custa nada tentar. — Não queria mesmo você nem sabia dessa!


(...)

No outro dia mesmo as poucas coisas do Do já estavam ocupando espaço no meu apertamento, e depois disso tudo passou tão rápido, a denúncia a entrega do Lu, e até mesmo me cataram DNA, para que? Eu não tenho idéia,mas suponho que seja porque deve ter pais que já tentaram devolver os filhos dizendo que não são deles. Vai saber.

— Recebi a mensagem do advogado!

Larguei a massa que estava na mesa e corri até o moreno sedução que estava correndo para minha direção por pouco não deu dois afobados no chão.

— E ai? Quando sai que vamos poder buscar o Lu? -Puxei o celular de sua mão enchendo de farinha todo canto, e recebi uma careta do dono do aparelho, li rapidamente a mensagem que apenas dizia que o Soo tinha que ir prestar um depoimento. — Outro? Mas já fizemos isso no dia que levaram o Lu!

— Eu vou até lá agora, e volto com mais notícias se eu for preso te ligo.

— Preso porque?

— Não sei vai que é porque atendi em casa, ou talvez porque escondi isso das autoridades, não sei tem várias coisas pela qual posso ser preso, crimes de colarinho branco!

Resmunguei que tinha entendido mas na verdade não estava entendendo absolutamente nada, ele se despediu e foi.

Eu queria ter ido, mas estava com umas entregas pendentes e ainda por cima talvez fosse melhor ficar, então tentei não pensar muito nisso.

Apenas tentei mesmo porque de dois em dois minutos eu olhava o celular esperando uma mensagem ou uma ligação, mas nada veio.

Fiz minha entrega, arrumei a casa e ainda fiz uns doces para descontrair.

E quase de noite, ele chegou, todo desnorteado se sentou na cozinha, claro que eu fui atrás fazendo mil e uma perguntas, mas ficando no vácuo, ele fitava a mesa sem nem piscar direito.

— Homem do céu me fala o que aconteceu! Eu tô preocupado. —Quase gritei pela falta da voz alheia na casa, e continuei no vácuo. — Pelo menos pisca! — coloquei meus dedos sobre suas pálpebras e simulei uma piscada, o que pareceu ter acordado ele do transe.

— O Lu é meu filho!

— Que ótimo conseguimos a guarda! — comemorei sozinho. — Não era para você estar feliz?

— Não, você não entendeu, ele é meu filho mesmo, de sangue e tudo mais!

— Pera… Que? Como que você tem um filho? Você não é gay? Como que você todo certinho assim não sabia que seu filho tava comigo? Foi você que deixou ele comigo? — bombardeei o baixinho de perguntas, eu tava putasso, que história é essa de que o Luhan meu Luhan era filho do meu crush, do Kyungsoo!?

— Calma, vou te explicar o que aconteceu de forma simples! Primeiro senta! Por favor você tá até pálido. — fui guiado até que estivesse sentado certinho, até minha respiração que eu tinha prendido sem perceber, ficou mais calma.

— Vai falando.

— Eu sou bi, estava tendo um caso com uma mulher, saímos algumas vezes e até fomos para cama, mas ela me disse que era infértil e eu acreditei, uns meses depois eu me assumi bisexual e ela ficou muito brava comigo me acusou de mentir para ela e ainda disse que eu ia pro inferno e nunca mais me deu nenhuma notícia, e sumiu do mapa. Pois bem, ela tinha mentido sobre ser infértil, ela queria me dar o golpe da barriga, mas depois que descobriu que eu era obra do debaixo, ela não queria o filho manchado, mas não teve coragem de matá-lo e muito menos me dizer algo, então ela descobriu onde eu morava e me devolveu ele.

— Só errou a porta. — concluí. — E como você ficou sabendo disso tudo?

— Eles colocaram ela para me falar isso tudo na minha cara, o que favorece a gente, que vamos conseguir a guarda!

— Quando vamos poder pegar o Lu de volta?

— Amanhã mesmo!

— Amanhã é sucesso achei que demoraria mais, já não vejo mais a hora de ter o pequeno em meus braços gritando de novo! — Me levantei já que aquele assunto estava acabado e ia começar a fazer os pãezinhos que o pequeno adora, quando ele chegar em casa vou enchê-lo de pão e amor! Eu prometi que não ia deixá-lo sozinho e ele tá lá sozinho sentindo minha falta!


(...)

— Xing eu preciso te contar uma coisa. — Estávamos no orfanato esperando nosso baby, então já imaginei que tinha acontecido toda merda possível, me virei para encarar ele. — Você tem razão!

— Sobre? — O baixinho abriu a boca e deve ter dito algo, mas eu só consegui escutar o Lu falando papa! — NÃO ACREDITO QUE VOCÊ DISSE PAPA E EU NÃO GRAVEI!

Gritei frustrado e de felicidade por poder finalmente ter meu pequeno em meus braços novamente, e porque ele disse suas primeiras palavras! Aaai que orgulho de ser pai desse poço de fofura!

Ficamos alí num abraço triplo tão gostosinho que não queria mais soltar enquanto o Lu não parava de repetir sua primeira palavrinha!

Até o babão sério do Do estava chorando, mesmo que ele tenha negado, eu vi!

— O que é que você ia falar!?

— Por mais que eu tenha me apegado ao Lu, eu ia para te ver e ficar um tempo com você! Yixing, eu acho que estou apaixonado por você!

Não tive nem tempo para raciocinar direito e já estava trocando selares com o baixinho.

— Eu já sabia! - Disse todo orgulhoso, e o Do segurou minha mão livre  pegando o caminho de volta para o carro!


Notas Finais


Iai o que acharam desse Lay todo abusado?
E desse kyungsoo achando que enganava alguém?
AAAAAh meus dengos ameeei demais ter feito essa fic, era pra ter sido comedia neh, mas agt tenta kkkkkk
Até jájá meus darkyes. Eu amo vocês aaaaaa <3


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