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História Um Dono Diferente - ORIGINAL (REPOSTANDO). - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo dez.


— Bom dia, GuiGui! — Fábio sorriu para o amigo assim que o viu entrar na cozinha. 

Igualmente a si, sentou-se de frente para o balcão e deitou a cabeça sobre os braços — estes apoiados no superfície reta — e fechando os olhinhos e pegando no sono.

— GuiGui? — Fábio cutucou a face de Guilherme, que resmungou e virou o rosto em direção oposta, voltando a dormir. 

— Ele deve estar cansado, Fa. — Beth argumentou, terminando de fazer o café da manhã. 

— Hmmm... Cansado, é? — Fábio sorriu maliciosamente, recebendo um tapa fraco da moça, que riu.

— Não seja tão malicioso, menino! 

— Ué! Mas, Beth, não é verdade? Pelo que eu vi, Guilherme não faz nenhuma tarefa aqui. 

— Ele não precisa fazer nenhuma tarefa, Fa. Thomas o mima, e não quer que ele se esforce, até porque, tarefas são apenas para os empregados como eu. 

— Mas, você é mais do que uma empregada, Beth, admita! — Fábio deixou o Guilherme dormindo em paz, e então estreitou os olhos para Beth, que revirou os olhos, porém, com um sorriso nos lábios. 

— Eu cuido de Thomas, a pedido da senhora Kannerberg. 

— Então você é, tipo, uma segunda mãe, não é? — indagou. 

— Terceira, pois, ainda têm a avó de Thomas que o trata muito bem, o mimando desde de criança até os dias de hoje. — corrigiu. 

— Hm... Entendi. 

— Bom dia. — Dylan chegou todo sorridente no cômodo, parando ao ver Guilherme dormir serenamente. Neste momento quis apertá-lo, e pô-lo em um potinho. A fofura do menor nunca mudou. 

Fábio desceu do banco onde estava sentado, e correu até o recém chegado, assustando-o com um abraço. — Bom dia, Dylan! 

Dylan envolveu o braço na cintura de Fábio e deu-lhe um beijo na boca, atitude esta que deixou Beth envergonhada, fazendo-a voltar aos seus afazeres. 

— Dormiu bem? 

— Sim. 

— Que bom! O que houve com Guilherme? 

— Beth disse que ele está "cansado". — respondeu, fazendo aspas com os dedos. 

Dylan não conseguiu evitar os pensamentos maliciosos, porém, antes que a sua mente pudesse o encher de várias teorias, decidiu questionar. — Cansado de quê? 

— Ainda não sabemos. Mas, bem que você poderia perguntar ao senhor Thomas, né? — sugeriu.

— É muito curioso mesmo, hein. — a moça murmurou com um sorriso ladinho. 

— Sou mesmo! — empinou o nariz, porém, logo em seguida, olhou com os olhos pidões em direção a Dylan, acompanhado de um biquinho super exagerado, que, no entanto, o deixou uma gracinha. — Irá perguntar, não é, Dylan? 

— Fábio...

— Por favor~ — roçou o nariz no pescoço alheio que se arrepiou, e ofegou baixo. 

Mas, enganam-se se Dylan cedeu, logo se recobrou e saiu do transe, encarando os olhos do mais novo seriamente. — Não, Fábio.

— Argh! — cruzou os braços, com uma expressão emburrada, ainda tendo os braços de Dylan em sua cintura. — Você é muito chato!

[...]

— Com licença, senhor Kannerberg. — a secretária pediu, antes de entrar no escritório de Thomas, que a encarou impaciente por ter o interrompido. 

— Diga. 

— Um dos sócios da empresa pediu para entregar esta carta para o senhor. — esticou a, suposta, carta para Thomas, que pegou e pôs sobre a mesa. 

— É só isso? 

— Sim, senhor. 

— Então pode se retirar. 

A secretária curvou-se levemente e saiu do cômodo. 

Thomas rolou os olhos e de contragosto abriu a carta, tirando de lá um papel, e após ler o conteúdo não ficou menos surpreso. É um convite, convidando a si e o seu namorado à uma festa de gala neste final de semana. Na festa, com certeza, terá outros empresários muito renomados e famosos, até mesmo concorrentes.

Faltam apenas alguns dias para o final de semana, e não sabia se teria tempo. Enfim, irá pensar nisso depois, o seu trabalho, no momento, é a prioridade.

[...]

— Não tem nada para fazer nesta casa. — Fábio reclamou, sentando-se no sofá da sala de estar, ao lado de Guilherme, que assiste Bob Esponja concentrado. 

— Shii! 

Dylan fez uma expressão incrédula, e pôs a mão direita sobre o peito. — Está me mandando calar a boca?

— Aish, Fábio! Fique quieto! — Guilherme lançou um olhar mal humorado para o amigo que fez um sinal de "valeu" com a mão. 

— Suave... Eu calo a boca. — Fábio disse, emburrado, cruzando os braços. 

Dylan chegou, e sentou-se ao lado de Fábio e quando iria abrir a boca, foi impedido pelo mesmo. 

— Dylan, melhor você nem abrir a boca, pois certas pessoas exigiram silêncio, né, Gui? — alfinetou, recebendo um rolar de olhos de Guilherme, que olhou para Dylan.

— Não é nada disso, Dylan. É que o Fa só sabe reclamar. 

— Que mentira! — Fábio contrariou. — Eu só estava desabafando com o meu amigo, não posso? 

— Claro que pode, só-

— AH, TÁ! Achei que não podia. — estreitou os olhos e virou o rosto para a televisão, e o outro fez o mesmo. 

Dylan sorriu, apenas negou com a cabeça, achando a briguinha dos dois engraçada e fofa. 

[...]

Segundo Beth, Guilherme está dormindo no quarto, e Thomas, mesmo que o mesmo estivesse dormindo, está ansioso para vê-e então correu até as escadas, e quando chegou perto do corredor diminuiu a velocidade dos passos, entrando silenciosamente no quarto. 

Foi inevitável não sorrir, a cena do Guilherme dormindo tranquilamente e serenamente sobre a cama é adorável. Na verdade, tudo que o menor fizer se torna adorável, principalmente os biquinhos que faz, sem nem perceber. 

Deitou-se ao lado de Guilherme, o puxou para perto de si, e então o inesperado aconteceu. Guilherme virou-se de frente para Thomas e o abraçou, escondendo o rosto no peitoral do mesmo. 

Na cabeça de Thomas, foi um ato impulsivo. E foi realmente. Contudo, Guilherme sentiu-se mais confortável assim, procurou algo para abraçar, como uma pelúcia, e ao sentir algo atrás de si, mesmo dormindo, procurou abraçá-lo.

Thomas, depois de um tempo, envolveu os braços envolta de Guilherme, aproveitando o calor do menor com um grande sorriso bobo no rosto. 

Nem se importa com a roupa pesada que está vestindo, só quer aproveitar desses simples momentos com Guilherme. E se depender de si, terá muitos outros. 



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