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História Um Dono Diferente - ORIGINAL (REPOSTANDO). - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo cinco.


— Não sabia que o encontraria aqui. — Fábio disse. 

— Eu também não. — Guilherme concordou. Sente muita falta do amigo, e pensou que nunca mais o veria de novo.

— Como estão as coisas aqui? Adaptou-se? 

— Estou aqui apenas a dois dias, Fábio. — Guilherme respondeu, sem jeito. — E você? 

— Bem... Ed e Dylan são bem gentis comigo. E já estou meio que acostumado com a presença deles.

— Já tiveram... Hmm... Relações sexuais? — e é óbvio que Guilherme perguntou isso corado. Porém, a sua curiosidade é grande então...

— Sim. E foi demais!

Guilherme questionou-se como o amigo não sente vergonha de responder e ainda comentar.

— E você, huh? Pelo que eu vi, o senhor Kannerberg parece ser bem dominante. — esbanjou um sorriso malicioso. 

— Ei! Pare de dizer essas coisas! É constrangedor! — cobriu o rosto com as suas mãozinhas. 

— Então vocês já fizeram?! — surtou surpreso, atraindo a atenção dos outros três homens que conversam na cozinha. 

— Óbvio que não. E não grite. — encabulado' pediu. 

— Ah, mas já se beijaram, né? 

— S-Sim.

— Hmmm... — fez uma expressão safada. — E como foi? 

— N-Normal.

A expressão cheia de expectativa de Fábio, murchou, estreitando os olhos. — És muito sem graça, Gui.

— Por quê? — Guilherme ficou confuso.

— Nunca entra em detalhes.

— Ah...

— Com licença. — Dylan apareceu, interrompendo a conversa entre os amigos, e sorrindo docemente para ambos. — O almoço está pronto.

— Ebaaa! Eu estava começando a pensar que nessa não tem comida! - Fábio declarou, levantando-se e ganhando um tapa em repreensão de Dylan. — Ai! Estou sendo sincero! 

— Guarde a sua sinceridade para si mesmo quando estiver na casa dos outros. 

— Primeiro: Isso não é uma casa, e sim, uma mansão. Segundo: Edward disse para mim ser sincero e sempre dizer o que penso. 

— Em casa conversaremos sobre esse assunto de falar tudo que pensa.

Os três andaram até a sala de jantar, com Guilherme apenas observando a discussão e rindo das respostas do amigo.

— Ed, o que você anda dizendo para o Fábio? — Dylan sussurrou quando sentou-se ao lado do marido. 

— Nada, amor. 

— Nada? — começaram a se servir quando viram Thomas chegar e se sentar também. — Temos que parar de mimá-lo. 

— Eu sei. 

— Ele é muito novo.

— Aí eu discordo de você, amor. - Edward disse, recebendo um olhar confuso do próprio Dylan. — Fábio já é maior de idade, e por mais que aja de forma infantil às vezes, é responsável e maduro. Observe o desempenho dele no colégio e... Em outros... Assuntos.

— É, tenho que concordar. — Dylan admitiu. — Aliás, Thomas, quando irá por Guilherme no colégio? 

— Eu estou... Meio... Receoso a respeito disso. — Thomas respondeu. 

— Não há perigo, Thomas, têm os documentos de Guilherme, então matriculá-lo não será difícil. 

— Estou pensando ainda nisso, Dylan.

— Gui, viu? Thomas está com medo de que você se atraia por alguém. - Fábio sussurrou no ouvido do amigo, segurando o riso. 

— Não fale besteiras, Fábio. — sussurrou de volta, continuando a dar algumas colheradas em sua comida. — Ele só está receoso, só isso. E eu entendo o porquê. 

— Hmm... Continue se enganando, Gui. 

— Não estou me enganando. — fez uma expressão brava para o amigo. 

— Eu admiro a sua pureza. — continuou, querendo provocar o outro. 

— Pare!

Guilherme acabou atraindo os olhares dos três mais homens que conversavam entre si, estes que o olharam curiosos e confusos. 

— O que houve, Guilherme? — Thomas perguntou. 

— Nada. — após responder, estreitou os olhos para Fábio que sorriu travesso, fingindo não ter feito nada, enquanto, come a comida. 

— Hmm... — encarou o menor por alguns segundos, desconfiado e curioso, antes chamar por Beth pedindo-a para servir a sobremesa. 

[...]

— Espero o encontrar de novo, Gui. — Fábio abraçou o amigo, como despedida. Havia passado a tarde inteira com o baixinho e deseja surjam mais oportunidades para se encontrarem novamente. 

— Também. 

— Não se preocupe, Guilherme, que não demoraremos a aparecer de novo aqui, trazendo Fábio. — Dylan contou. — Aliás, eu e Edward temos assuntos a tratar com Thomas. 

— Fico feliz em saber disso, senhor Cooper. — e realmente está.

— Espero ser seu amigo também, Guilherme. 

O menor corou e abaixou a cabeça, retribuindo com um "eu também." 

— Bem, já estamos indo. Tchau, Guilherme! Tchau, Thomas! — Edward despediu-se, e entrou no carro, igualmente aos seus outros dois parceiros, e deu partida. 

Thomas e Guilherme deram um último aceno, antes de entrarem em casa, e dirigirem-se ao quarto. 

— Se quiser tomar banho primeiro pode ir, Guilherme. 

— Ok. 

O baixinho, timidamente, entrou no banheiro e fechou a porta, começando a se despir e iniciando seu banho um pouco demorado. O mais alto, por mais que queira, não irá espionar o outro, é uma falta de respeito.

Um tempo depois Guilherme saiu do banheiro, vestindo um dos roupões de Thomas que são verdadeiramente grande para o seu tamanho, deixando-o adorável. 

— Irei tomar o meu agora. — Thomas pôs uma toalha em seu ombro, sorrindo doce. — Pode descer e ver televisão se quiser.

— Ok...

[...]

Eram umas onze horas da noite e todos da casa já estão dormindo. Exceto, Guilherme. Este acabou acordando pois sentiu sede e lentamente se levantou da cama e saiu do quarto. Mas aí o problema surgiu. Tem medo do escuro. 

Pode até ser considerado estranho, pois, do lugar em que veio a situação é decadente, e constantemente falta luz e isso tudo por causa de Charlie que gasta todo dinheiro que recebe com jóias, roupas e sapatos caros.

Mas, enfim, não é só por isso que sente medo do escuro, e sim, porque uma vez quando faltou luz, um dos bruta montes se responsabilizou de cuidar dos quartos para que ninguém fugisse, e o mesmo quando esteve seguro de que ninguém iria para aquela parte da boate tentou abusar de alguns submissos, e isso incluía Guilherme.

Entretanto, nada de mal ocorreu, pois Charlie chegou a tempo e impediu que isso acontecesse, matando — isso, MATANDO — o homem com um tiro na cabeça. 

Acabou que Guilherme tomou trauma do escuro — igual a muitos outros —, e quando a queda de luz acontecia ficava encolhidinho em algum canto com os olhos fechados.

— O que faz acordado? — Thomas perguntou atrás de Guilherme que tomou um susto e deu um grito, porém, logo relaxando ao ver que é só seu dono. 

Estranho. 

Nunca achou que pudesse relaxar na presença de alguém que o intimida às vezes. Talvez, tenha apenas ficado aliviado, por não ser uma entidade.

— Tenho sede. — mordeu, internamente, a bochecha direita. 

— Foi beber água? 

— Não. — respondeu. — Está muito escuro e eu não consigo enxergar muito bem. 

— Venha. — ofereceu sua mão ao menor, sorrindo ao ver o mesmo por a própria mão sobre a sua. E fez isso sem hesitar. 

Logo chegaram na cozinha, com Guilherme bebendo água e Thomas o esperando. Porém, o primeiro a ser citado, ainda está intrigado, pois o menor ficou um bom tempo no corredor de frente para o quarto e pareceu estar com medo.

— Guilherme, tem medo do escuro?

— Não. — desviou a atenção do maior, agora olhando para o próprio copo em suas mãozinhas.

Analisou a atitude do menor por uns segundos antes de perguntar outra coisa. - E de mim?

— Também não.-— é meio verdade. Não sente mais tanto medo assim do outro. 

Aproximou-se de Guilherme, ficando a pouco centímetros de seu corpo, levantando o rosto deste, em seguida voltando a perguntar. — Não?

— N-Não. 

A distância entre os lábios dos dois estão se tornando menor, e quando finalmente os mesmos se encostaram, um beijo calmo se iniciou, e Thomas não resistindo passeou as mãos pelo corpo de Guilherme, controlando-se para não passar dos limites e assustá-lo.

É a segunda vez que se beijam, e Thomas não pode estar mais feliz e satisfeito. 

Há chances de Guilherme também nutrir sentimentos de desejo por si, e isso o anima a não desistir de, não somente conquistar o corpo do mesmo, mas, também de conquistar o seu coração. 



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