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História Um Dono Diferente - ORIGINAL (REPOSTANDO). - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo nove.


— Guilherme? — Dylan pôs a cabeça para dentro do cômodo, e procurou Guilherme, que se encontra com Fábio, ainda sentados na cama, segundos conversando, porém, agora com a atenção vidrada em si.

— Olá, senhor Cooper. 

Dylan andou a cama e sentou-se na beirada, atrás de Fábio. — Me chame de Dylan, Gui. De senhor, chame apenas o pai de Thomas, ok? 

— Ok.

— Então, Gui, o senhor e a senhora Kannerberg são muito desconfiados e para que tudo ocorra bem no almoço terá que atuar. 

— Mas...

— Eu vim aqui para te ajudar. — Dylan pegou na mão de Guilherme e a fez um leve carinho. — Lá embaixo dirá que é meu primo, só que distante. 

— O Thomas me disse sobre isso. Mas, e quando indagarem sobre os meus pais? 

— Bem, acho que nesse caso você não precisa mentir. 

Guilherme suspirou. — Eu não sei se vou conseguir, Dylan. 

— É claro que vai, GuiGui! — Fábio se pronunciou, encorajando-o. — Atuará super bem.

— Eu me refiro a comentar sobre os meus pais, Fa. — Guilherme disse, mordendo o lábio inferior e sentindo os olhinhos lacrimejarem. 

Dylan naquele momento quis abraça-lo, quis dizer que também havia perdido o pais, porém, o ato vindo de um desconhecido não o acalmará. Então, Fábio está ali para confortá-lo e ampará-lo, dando-lhe um abraço, um pouco desajeitado, porém, que fez o menor relaxar. 

— Tudo bem, Gui. Irei ver ao máximo o que posso fazer por você, mas, eles estranharão se eu responder tudo por você. 

—Eu irei tentar, Dylan. 

— Fábio estará sentado ao seu lado, ok? Assim diminuirá o seu desconforto. 

— Obrigado. 

— Não há de que, Gui. — Dylan levantou-se, sorrindo de canto para ambos os garotos, e saindo em seguida.

[...]

— O almoço está pronto, senhores. — Beth anunciou ao aparecer na sala de estar, curvando-se educadamente. 

— Já, já iremos ir, Beth. Obrigado. — Thomas falou, erguendo-se e fazendo menção de subir as escadas, porém, sendo parado pela a voz de sua mãe.

— Filho... — aproximou-se mais. — Guilherme ainda está nervoso? 

— Provavelmente, mas, um amigo dele veio o acalmar. 

— Aliás, por que Dylan e Edward estão aqui? 

— Logo você irá entender. — deu uma piscadinha para a mais velha, sorrindo fraco. — Agora irei subir para chamá-los. 

— Ok. 

Dito e feito, e em poucos minutos todos estão reunidos na sala de jantar, comendo calmamente, com poucos diálogos. Bem, isso até chegar a hora de comerem a sobremesa. 

— Então, Guilherme, quantos anos você tem? 

— 18 anos. — Guilherme respondeu, tentando não encarar a "sogra", e dando total atenção ao que come.

— Já terminou os estudos então? 

— Bem... — é, agora ficou nervoso. Olhou de imediato para Dylan e Thomas, não sabendo o que dizer, esperando que algum deles pudesse o ajudar.

— Na verdade, Guilherme está estudando ainda já que ficou um ano sem ir à escola, por conta de um momento difícil que passou. — Thomas prontamente falou.

— Um momento difícil? — a senhora Kannerberg indagou — no entanto, não para o seu filho, e sim para o genro —, franzindo a testa, igualmente ao marido.

— É... meus pais faleceram. — Guilherme explicou, com o olhar baixo.

— Oh, querido! Eu sinto muito.

Guilherme sorriu pequeno para a "sogra", voltando a dar atenção a sobremesa.

— Mas, tem algum parente que cuidou de você?

— Sim, Dylan cuidou de mim.

A mais velha sorriu surpresa. — Os dois são parentes? Oh, meu Deus! Agora entendi do porquê da visita dele aqui.

— Somos primos, senhora Kannerberg. — Dylan informou.

— Como eu não reparei antes? — indagou-se, ainda com um sorriso surpreso.

— Normal. De primeira ninguém repara.

O clima foi se descontraindo aos poucos, e todos já conversavam entre eles, às vezes o senhor Kannerberg comentando sobre o assunto. 

Mas, em um momento clima descontraído, se tornou tenso novamente, e tudo por causa de uma sugestão da senhora Kannerberg. 

- Final de semana está chegando e eu quero muito conhecer o Guilherme — acariciou as costas das mãos de Guilherme, que corou, envergonhado. —, então que tal passarem sábado e domingo lá em casa? Dylan, Edward e Fábio podem ir se quiser. 

— Bem, mãe... — Thomas começou nervoso, olhando para Dylan esperando que o mesmo o ajudasse. 

— Senhora Kannerberg, é muito simpatia de sua parte, mas, poderíamos deixar para outro final de semana, hm? Este iremos resolver coisas a respeito do colégio de Guilherme. 

— Ah... — soltou um muxuxo'. — Tudo bem. Mas, no final de semana da semana que vem quero passaremos juntos, hein!

Todos — com exceção do senhor Kannerberg — assentiram, sorrindo simpaticamente, e após terminarem foram para a sala de estar, conversando mais um pouco, até os pais de Thomas, no meio da tarde, se despedirem e irem embora.

[...]

— Com licença. — Guilherme pediu, adentrando o quarto, e recebendo a atenção de Thomas que está deitado sobre a cama, lendo. 

— Não precisa pedir licença, Gui, o quarto também é seu. 

— Hm... — diante da cama, abaixou a cabeça e brincou com a barra de seu moletom, assentindo fraco. 

De imediato Thomas entendeu que há algo de errado. "Será que a presença de seus pais intimidou Guilherme?", indagou-se mentalmente. 

— O que houve? 

Guilherme suspirou e ergueu a cabeça, caminhando até estar do lado de Thomas. — É que... 

— É que o quê, Gui? 

— Por mais que... 

— Guilherme, diga logo. 

— Eu queria me desculpar de novo, senhor Kannerberg. 

— Thomas, Gui, Thomas. — pacientemente, corrigiu. 

Guilherme engoliu em seco, e Thomas ficou ainda mais confuso. Ou um poucos menos, já que pela fala do outro se desculpando, deixou-o com um pouco de noção do que pode estar passando na cabeça do menor. 

— E eu não irei te punir, Gui. De onde tirou isso? 

— Na boate, eu... 

— É, eu sei. — suspirou. A pergunta que fez foi até que idiota. Guilherme, obviamente ficou traumatizado com os castigos e punições severas que Charlie aplicou. — Eu não sou igual ao Charlie, Gui. 

— Eu nunca disse isso, senhor Kannerberg, a minha inteç-

— Shii... — pôs o dedo indicador sobre os lábios, e quando viu Guilherme se calar, o chamou com a mão, pedindo para que se sentasse na beirada da cama. E quando o menor o fez, sorriu, passando a mão na bochecha direita deste. — Eu sei que não foi a sua intenção, Guilherme, e entendendo. Contudo, pense como se aqui fosse o seu lar, a sua casa. 

— Mas, eu sou apenas um objeto, não? Um hora irá se cansar de mim, e me devolver, e se eu me apegar a sua casa, até mesmo à Beth, irá doer quando for embora. E me iludir, pensando que o senhor realmente quer cuidar de mim, agindo dessa forma, dói, porque eu sei que não é verdade. — falou, com os olhos lacrimejando, encarando Thomas. — Me use logo, pois assim se cansará de mim mais fácil, e poderei ir embora mais rápido! 

— Não.... Você não é apenas um objeto. E também não, eu não irei me cansar de você, muito menos te iludir. Não irei deixá-lo ir embora. E, nem te usarei, pois você foi feito para ser amado, e não usado. Então, pare de envenenar a sua mente, ser pessimista, não estará sendo ingênuo, pois eu não irei te machucar, seja emocionalmente ou fisicamente.

— O senhor cumpri promessas, não é? — indagou, enxugando as lágrimas que ameaçavam cair, fungando em seguida.

— Sim. 

— Então... Prometa que não irá me deixar. E-Eu... — desviou o olhar para algum canto do quarto. - gostei do senhor.

Thomas sorriu pequeno e puxou Guilherme para os seus braços, fazendo-o sentar em seu colo, com as pernas para fora da cama. — Eu prometo. Mas, só se prometer que irá me chamar pelo nome, e não pelo sobrenome... Ou melhor! Me chame de Toni, como me chamou na noite passada. 

— E-Eu prometo... T-Toni.

— Ótimo. 



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