1. Spirit Fanfics >
  2. Um encontro de Natal >
  3. Um motivo a mais para sorrir

História Um encontro de Natal - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


Sem muita coisa para falar, só queria agradecer por todo apoio e pelo feedback, tudo isso faz meus dias 🤧

Boa leitura ❤️

Capítulo 19 - Um motivo a mais para sorrir


Fanfic / Fanfiction Um encontro de Natal - Capítulo 19 - Um motivo a mais para sorrir

Transbordar é não caber em si mesmo. É o que acontece quando alguém mergulha (de verdade) na gente. É você dando um jeitinho de caber nós dois na mesma vida. É perceber que bordas limitam demais.

- @akapoeta

 

Robin ficou radiante. Foi muito melhor do que eu poderia ter imaginado. Depois que dei-o a notícia sobre nosso bebê, todo meu nervosismo foi embora, ficando apenas a felicidade de ter um pequeno fruto nosso em meu ventre.

Nosso pequeno raiozinho de luz, como ele dizia.

Depois que saímos de nossa pequena bolha do amor, contei-o que tinha marcado um ultrassom para segunda feira, ele estaria de folga naquela semana. Mais umas duas ou três vezes ele me abraçou forte, me rodopiou e deu-me vários beijos no rosto, assim como em minha barriga. Eu já estava sendo a mulher mais mimada do mundo pelo pai de nosso bebê e amaval aquilo tudo.

Por mais que nossa vida fosse mudar completamente, eu só queria viver o momento. Depois pensaríamos em tudo que implicaria nosso futuro e decidiríamos juntos o melhor para nós dois e nosso raiozinho.

Ouvimos alguém nos chamar e seguimos até nossas famílias. Combinei com Robin de contarmos para eles depois que fizéssemos o amigo oculto. Havia comprado alguns bodys do tipo que dei para ele, com escrita, para os meus e os pais dele, também para vovó e Zelena, apesar de elas já saberem e para Rose, que tenho certeza que ficaria louca com a notícia. Ele concordou e seguimos para a mesa grande, comendo mais alguns doces dispostos, até que depois de uns minutos, foi uma farra total para todos os momentos dos presentes. Era maravilhoso estar com todo mundo junto e agora com um motivo a mais, ficava tudo mais fantástico.

- Bom, temos uns presentes especiais para alguns de vocês. – Comecei a falar e Rob foi até a árvore pegar os embrulhos que lhe mostrei.

- Ah pronto. – Zel soltou, brincando.

- Pra você não. – Ela emburrou e todos riram. – Aliás, tem, mas você fique quieta aí por enquanto. – Fiz uma careta.

- E voltamos a infância dessas duas. – Papai disse e rimos novamente.

- Tá. – Coloquei fim naquilo. – Vocês podem ficar todos aqui? – Apontei para um banco cumprido.

- É uma sentença? – Rose perguntou rindo.

- Você está aprendendo com Zelena, é? – Murmurei rindo. – Bom, talvez uma sentença boa. – Pisquei.

- Eu já.. - Vovó começou.

- Vovó. – Coloquei o dedo na boca, pedindo silêncio.

- Não acho justo a vovó sentar aí e eu não. – Ninguém estava entendendo nada.

- Está bem, chatinha, senta aí então. Amor, traz o dela também, por favor? – Rob acenou e pegou o último pacote.

- Queremos que vocês abram juntos, está bem? – Foi Rob quem disse quando chegou com os pacotes e começamos a distribuir.

Nos afastamos olhando cada um dos rostos, esperando em expectativa e depois que falamos que eles podiam abrir, demos as mãos. Robin olhou-me e sorri, deitando a cabeça em seu ombro.

- É muita emoção pra uma noite só. – Ele sussurrou e eu sorri, passando a mão por sua barba.

- Meu Deus! – Mamãe foi a primeira a falar e logo levantou, vindo até mim. – Eu vou ser vovó? – Perguntou totalmente afetada.

- Vai. – Mordi o lábio esperando seu próximo passo.

- Ah, minha filha. – Disse apenas, dando-me um abraço apertado. – Não acredito. – Ela olhou-me. – Ah. – Me abraçou de novo. – Estou tão feliz. – Algumas lágrimas saíram.

- Não chore, mamãe. – Pedi, limpando seu rosto.

- Parabéns meu amor. – Disse ao final. Abracei-a mais uma vez, agradecendo. – Eu vou ser vovó. – Sorrimos uma para a outra.

- Aaaaaaaaah. – Sem olhar eu sabia que era Rose, que correu até o irmão, o abraçando.

- Filha.. – Papai abriu os braços. – Então minha menina vai ter um bebê, meu Deus, eu estou ficando velho mesmo. – Pontuou, com a voz embargada e me abraçou, beijando o topo de minha cabeça.

- Obrigada papai. – Sorrimos juntos.

- Você será uma ótima mãe. – Ele disse, olhando profundamente para mim. – Estou feliz por vocês. – Abraçou-me novamente, seguindo para Robin depois.

- Ah, minha querida. – Charlotte quem se aproximou, depois de ter felicitado meu amor. – É por isso que está tão magnífica. – Eu sorri, depois nos abraçamos. – Não poderia estar mais feliz.

- Obrigada Char, estou tão feliz. – Respondi-a e ele beijou minha bochecha, me abraçando de novo.

- Querida.. – Lorenzo abriu os braços, me envolvendo. – Obrigado por dar esse presente a Robin e a nós também. – Neguei sorrindo.

- Eu quem agradeço por poder gerar um presente tão lindo. – Minha voz já nem era mais a mesma por todo choro misturado com emoção e felicidade.

- Eu. Não. Acredito. Ah. – Rose chegou contagiando-me totalmente e dando pequenos gritinhos. – Vou ter um sobrinho ou uma sobrinha. Eu não estava preparada. Vou mimar demais, meu Deus. Vai ser a coisa mais linda do mundo da titia.

- Ah, sai. – Zelena chegou e abracei Rose de um lado e ela de outro. – Esse posto é meu. - Brincou.

- Calminha que tem bebê pra todo mundo. – Falei sorrindo. – Pode deixar que eu não vou esquecer disso quando eu quiser ficar um tempinho a sós com Robin, tá? – Elas me olharam com os olhos arregalados. – Pois é, nem vai ter como devolver pra mãe quando chorar, vocês que se virem. – Rimos juntas.

- Ai Rê, estou muito feliz por vocês. – A loirinha disse, passando a mão em minha barriga. – Estava aí enchendo a Zel por um sobrinho e agora é você quem vai dar um a ela.

- O que posso dizer? O feitiço virou contra o feiticeiro né? – As gargalhadas foram certeiras para todos.

- Gina! – Jake me abraçou. – Parabéns cunhadinha. – Eu agradeci.

- Regina, estou muito feliz também. – August chegou-se até mim.

- Ah, obrigada August. - Dei-o um abraço.

Todos também cumprimentavam Robin, falando praticamente as mesmas palavras ditas a mim. Eu estava radiante, quase como um fogo se artifício explodindo no céu estrelado.

- Vovó. – Nana chegou e puxou Robin também para o abraço em trio, fazendo-nos sorrir.

- Nana, você é demais. – Rob falou.

- Eu sou a bisa mais feliz do mundo inteirinho e quero muito cuidar enquanto eu puder desse bebê. – Ela se afastou, colocando a mão em minha barriga. – Orarei todo dia pedindo para que cresça direitinho e saudável essa sementinha do amor.

- A senhora vai cuidar, vovó. – Falei, e Robin concordou. – E obrigada por tudo.

- E vai viver muito ainda. – Meu músico disse.

- Agora você tem que cuidar em dobro, meu filho. Esse bebê é precioso. – Vovó se virou para Robin.

- Cuidarei como minha vida. – Robin abraçou-me de lado e sorrimos.

- Confio em você. – Vovó piscou e nos deixou a sós.

- Sei que já disse, mas obrigado por tudo isso. - Virei-me para ele. – Sabe, antes de você, tive uma desilusão amorosa muito grande e por um momento, durante um ano inteiro, eu pensei que viver isso não era para mim. Pensei que nunca teria alguém para dividir a vida, para amar de verdade e o mais importante, ser amado. Mas aí você chegou, no momento em que eu tinha decidido dar mais uma chance para o amor. Você chegou e me mostrou que era possível, ao seu jeito, ao seu tempo, da forma mais pura e linda do mundo. Me deixou te amar e me amou de volta. Agora vamos começar algo diferente, algo lindo, que nos tomará tempo, sono e cuidado dobrado, mas que será igualmente lindo, satisfatório e cheio de amor.

- Meu amor.. – Minha voz estava embargada. – Sabe... estava até falando com vovó quando estava desacordada que em você encontrei alguém que me transborda como pessoa, como mulher, como tudo que eu sou.. e o que ela sempre desejou pra mim, mas eu nunca tinha entendido, até você. E eu posso dizer que com certeza você é isso, meu músico. – Coloquei a mão em seu rosto. – Você me faz transbordar das mais belas formas e foi assim desde sempre. É difícil demais explicar o amor que sinto por você, porque nenhuma palavra é suficiente para descrever tudo, só sei que sou a mulher mais feliz do mundo por ter você e agora um partezinha nossa. – Levei minha mão a barriga. – Obrigada por isso, por tudo e tanto. – Meus olhos se encheram de lágrimas e algumas delas saíram. – Farei de tudo para ser a melhor mãe para nosso bebê.

- Você é maravilhosa meu amor e acredite, já está sendo a melhor mãe. – Nossos lábios se encontraram selando aquelas palavras carinhosas. Todos pareciam estar prestando atenção em nós, que mesmo um pouco afastados ouvimos algumas palmas e sorrimos nos distanciando, ainda um no braço do outro.

 

 

O dia da nossa primeira consulta havia chegado e eu estava totalmente ansiosa. Tínhamos acabado de voltar do sítio e apenas passamos no apartamento para deixar as malas, seguindo juntos para o consultório.

- Nervosa, meu amor? – Robin pegou minha mão.  

- Ansiosa. – Mordi o lábio e depois sorri, sentindo ele entrelaçar seus dedos nos meus e começar um carinho com o polegar. Logo meu nome fora chamado e adentramos o consultório.

- Regina, que prazer em vê-la. – Susan cumprimentou-me. Éramos amigas de longa data, nossos caminhos só se afastaram um pouco por conta da profissão que cada uma seguiu, mas o sentimento ainda era o mesmo.

- Quanto tempo. – Sorri, devolvendo o abraço. – Esse é Robin, meu namorado. – Apresentei.

- Prazer Robin. – Ela estendeu a mão para meu músico.

- O prazer é meu. – Meu amor devolveu.

- Então.. creio que não seja só mais uma consulta de rotina, certo? – Perguntou olhando alternadamente nós dois.

- Não. – Ri baixo. – Estou grávida. – Sorri contando aquilo. – Bom, pelo menos é o que os três testes de farmácia dizem. – Foi a vez dela rir.

- Poderíamos até fazer um exame de sangue, mas já que estamos aqui, o ultrassom serve exatamente para isso, não é mesmo? – Sorrimos para ela. – Você pode se trocar ali, Regina. - Apontou-me o local. – Prepararei o aparelho. – Fui rapidamente ao banheiro, voltando com uma camisola de hospital no corpo.

- Passarei o gel e poderemos ver se há mesmo um bebê aí. – Falou delicadamente. Robin estava a minha direita, fazendo carinho em meu cabelo e quando o olhei, recebi um sorriso tão lindo que meu peito se aqueceu. Voltei a olhar o monitor. – Mas me contem, vocês estavam planejando isso? Regina, tem sentido alguma coisa diferente? Por que suspeitou da gravidez?

- Bom.. – Suspirei sorrindo. – Na verdade não planejamos. E posso falar que fiquei realmente surpresa, já que eu tomo remédio com cartelas emendadas. – Mordi a bochecha e ela olhou-me.

- As possibilidades são mínimas com esse tipo de medicamento. Pode ser que tenhamos que trocar ou apenas verificar o que aconteceu. Estava tomando nos mesmo horários todos os dias?

- Sim, bom, talvez eu tenha esquecido um dia, mas eu tomei no outro. – Mordi o lábio e ouvi Robin rir baixo.

- Você tomou dentro do prazo de 12h? – Susan me perguntou.

- Eu não lembro. – Pensei sobre o dia que havia esquecido, mas realmente fazia um tempo, não me lembraria mesmo.

- Bom, pode ter sido isso, quando você esquece um medicamento, o prazo máximo para tomar outro é dentro de 12h, se for depois desse tempo, seu ciclo todo se desregula, mesmo que em todos os outros dias você tome corretamente.

- Ah, meu Deus, eu nem lembrava disso. – Suspirei. – Me desculpa. – Falei baixinho para Robin, estava me sentindo totalmente culpada.

- Ei, meu amor, nada disso. – Ele se abaixou até ficar rente ao meu rosto. – Se esse bebê veio, foi porquê era pra ser. Nada de culpa, está bem? – Ele passou a mão em meu rosto e concordei suspirando.

- Olha só, aqui está mesmo o bebê de vocês. – A médica sorriu e nos mostrou o pequeno serzinho. – Bom.. – Ela mexeu mais um pouco o aparelho por minha barriga, espalhando o gel. – Você está de 9 semanas, Regina. Tem sentido enjoos?

- Sim, muito, vomitei algumas vezes e fiquei tonta também. Além do sono e da fome. – Eu ri.

- É normal, no primeiro trimestre isso acontece com frequência. A oscilação de humor também pode te afetar um pouco. Fique ciente. – Apontou para Robin, brincando.

- Pode deixar. – Rimos.

- O bebê de vocês está saudável, o tamanho e o desenvolvimento também. Parabéns casal. – Ela nos olhou. – Vocês podem saber o sexo, se quiserem, daqui 4 semanas, quando será nossa próxima consulta, está bem?

- Sim. – Respondemos em uníssono, felizes por aquela notícia.

- Ah, você não me disse como suspeitou. – Ela me olhou, depois para Robin e se voltou para mim.

- Na verdade é uma história totalmente diferente, mas resumindo, minha avó, Nana, lembra dela?

- Claro que sim, dona Nana sempre foi maravilhosa. – Ela sorriu.

- Bom, então, foi ela que me falou, assim, do nada. Depois eu fui fazer os testes e deram positivo.

- Meu Deus, totalmente diferente mesmo. Estou precisando conversar com ela sobre algumas coisas da minha vida. – Nós três rimos. – Mas, fico feliz. Bom, pode se trocar. – Segui até o banheiro e troquei-me.

- Alguma recomendação, doutora? – Ouvi Robin perguntar quando estava voltado do banheiro, já sentado na cadeira que estávamos antes.

- Bom, Regina, terá que evitar qualquer tipo de remédio. Não é muito bom para o bebê, mas existem alguns para enjoos, que são mais fracos, passarei a receita, para alguma dor, também recomendo um mais fraco e vou escrever tudo no papel. Quanto à alimentação, essa lista.. – Nos estendeu um papel com um quadro. – irá te ajudar, é bom evitar alguns desses alimentos, como está escrito aí, mas não há nada que você esteja proibida de comer se sentir alguma vontade. Também há explicação do que certos alimentos podem causar no bebê, como agitação. – Meneamos a cabeça em afirmação. – Quanto ao anticoncepcional, como durante a gravidez você não tomará, pois que seu bebê nascer, verificaremos se este que você toma agora está adequado ao seu organismo ou então teremos de trocá-lo. Hm, ah, muitos casais também ficam em dúvida sobre relações sexuais nesse período, e não há nada de errado em tê-las, na verdade, como os hormônios estão em mais alto nível, provavelmente a vontade ficará maior, e é normal. – Senti minhas bochechas esquentarem e ela sorriu. – Choros e desejos alimentares também aconteceram, só tente se controlar.

- Certo. – Afirmei sorrindo.

- Então é isso, vocês têm mais alguma dúvida? – Perguntou para nós dois.

- Eu não tenho. – Rob respondeu.

- Também não. – Sorri.

- Então vejo vocês daqui 4 semanas e qualquer coisa me liguem. – Estendeu um cartão para mim.

- Está bem, muito obrigada Susan. – Abracei-a.

- Obrigado doutora. Até mais. – Robin apertou a mão dela.

- Imagina. Até. – Disse olhando para nós dois enquanto seguíamos para a saída do consultório.

- Hm, então quer dizer que alguém vai ficar mais desejosa? – Robin brincou assim que estávamos no corredor.

- Robin. – Chamei-o atenção, mas ri em seguida e ele me roubou um beijo demorado. – Acho que me aproveitarei disso então. – Sorri maliciosamente.

- Vou adorar isso. – Piscou e rimos juntos. – Ai minha bailarina, estou tão feliz por nosso bebê. – Robin parou no meio do caminho para me abraçar de surpresa novamente.

- Eu também estou muito, meu músico. – Toquei seu rosto, selando nossos lábios de novo. – Papai babão. – Toquei seu nariz e o sorriso de covinhas estava presente, contagiando meu coração de alegria.

 

 

Um mês havia passado desde então, não podíamos estar mais felizes. Era tudo muito novo e completamente diferente, mas sair com Robin para fazer algumas compras para nosso bebê estava sendo a melhor coisa do mundo. Por falar em presente, Zelena tinha feito a carta mais fofa do mundo para nosso bebê, dizendo que era fruto de um amor tão verdadeiro que ele mesmo ficaria encantado quando soubesse discernir as coisas, além de falar que ela era a melhor tia que ele teria e que mimaria demais nosso pequeno raiozinho de luz. A cartinha veio junto com um body totalmente fofo com as escritas “bebê gostoso da titia” e era vermelho. Eu já poderia imaginar a fofura que seria vestir nosso bebê naquela roupinha. Alguns dias depois, logo após o ano novo, Rose também deu-nos alguns sapatinhos de diversas cores e estampas, dizendo que estava doida para saber logo o sexo do bebê para que pudesse comprar coisas específicas. Mamãe e papai estavam encantados, assim como a mãe e o pai de meu músico, que apesar de já terem partido para Londres, para cuidar dos negócios da família, disseram que viriam quando nosso bebê fosse nascer.

Meus enjoos haviam diminuído, como Susan disse que aconteceria, mas sempre que eu passava mal com algo, Robin estava ao meu lado, ajudando-me e apoiando-me. Ele sempre fora maravilhoso, e só ficava ainda mais a cada dia que se passava, não tendo maneira alguma de eu deixar de agradecer aos céus todos os dias por tê-lo.

 

- Você quem está nervoso hoje. - Virei-me para Robin, que batia os pés no chão ritmadamente, parando quando ouviu minha voz.

- Me desculpa. – Sorriu sem graça. – Estou ansioso para sabermos se vamos ter um menininho ou uma menininha. – Evidenciou as covinhas e sorri junto com ele.

- Tomara que esteja com as perninhas abertas. – Pensei alto. – Você tem preferência? – Mordi o lábio ao perguntar.

- Acho que não. Você tem? – Ergueu a sobrancelha. – Independente disso, terá todo nosso amor.

- Não tenho e não sei mesmo opinar sobre o que será. Além de a família estar totalmente dividida com as apostas. – Rimos ao final, ouvindo Susan nos chamar.

- Olá. – Ela abriu um sorriso e adentramos o consultório. – Como tem passado? – Me perguntou.

- Bem. – Sorri. – Os enjoos diminuíram, graças a Deus. – Rob riu.

- Ela tem comido direitinho? – Perguntou ao meu amor.

- Tem sim, pelo menos quando estou com ela. – Bati de leve em sua perna. – Brincadeira, ela tem se alimentado bem. – Sorri para ele.

- Fico feliz. Vocês querem saber o sexo? – Afirmamos. - Bom, vamos ver se esse neném nos deixará descobrir o que é hoje, não é mesmo? – Perguntou retoricamente. – Pode se trocar Regina. – Fui até o banheiro e como estava com um vestido, tinha sido mais fácil dessa vez.

Deitei-me e ambos ficamos calados, apenas ouvindo a máquina com o computador dar alguns toques.

- Vamos ouvir o coraçãozinho primeiro. – Lembrei da primeira vez. Tanto eu quanto Robin havíamos derramado lágrimas com as batidas rápidas e fortes.

- É sempre mágico. – Robin apertou ainda mais minha mão quando começamos a ouvir e olhei-o, concordando e sorrindo.

- Certo. – Susan sorriu, passando o aparelho em minha barriga, enquanto olhava para a máquina. – Alguém está disposto a deixar os papais saberem o sexo. – Ela ficou em silêncio mais algum tempo e apertei a mão de Robin mais uma vez. A ansiedade começava a me consumir também. – Parabéns, vocês terão uma princesinha. – O sorriso dela era enorme.

- Não acredito. – Olhei para meu músico, vendo que as lágrimas se acumularam em seus olhos, assim como a minha visão já estava embaçada. – Uma menininha, meu amor.

- Nossa menina. – Falei levando a mão ao rosto dele, juntando nossas testas.

- Nossa princesa. – Meu músico repetiu e beijei-o rapidamente. – Obrigado. – Sussurrou.

- Obrigada você, meu amor. – Selamos os lábios novamente.

- Desculpa incomodar.. – Ela começou e sorrimos. – Só queria dizer que está tudo bem e que, agora que está indo para o segundo trimestre, os maiores cuidados já passaram, talvez a partir de agora você comece a sentir mais desejos e a partir da 16ª semana, você poderá sentir chutes, isso varia de mulher para mulher, está bem? Não precisa achar que há algo de errado se for antes ou depois. Marcaremos a próxima consulta para daqui quatro semanas e vamos olhar tudo novamente. A alimentação ainda precisa ser como estamos fazendo agora e no mais, parabéns papais. – Disse tudo e ao final sorriu. Agrademos e após afirmarmos, troquei-me e saímos do consultório.

Aquele com certeza era um motivo a mais para sorrirmos, uma princesinha estava a caminho para se tornar oficialmente uma Mills Locksley.

➳➳➳❥

Eu não podia acreditar que em 5 meses, poderia carregar um pacotinho rosa de amor. Eu quase não consegui falar quando a médica nos deu a notícia. Agradeci diversas vezes minha bailarina por aquele presente tão lindo. Nossa menininha, nosso pra sempre raiozinho de luz. Meu peito ardia em felicidade.  

Logo depois de sairmos do consultório, levei Regina para a casa da mãe, já que ainda tinha aula naquele dia e ela queria ficar um pouco com as Mills.

- Você tem mesmo que ir? – Ela perguntou-me quando estacionei em frente a casa.

- Infelizmente. – Fiz bico e ela passou a mão em meu rosto. – Queria ficar com você o dia todinho e comemorar a descoberta da nossa menininha, mas prometo que de noite eu encho você e sua barriga com todos os beijos do mundo. - Vi-a sorrir.

- Não se quebra promessas com uma Mills, ou melhor, duas e olha que ainda vai ser uma Locksley. – Eu não pude deixar de sorrir ainda mais.

- Eu não quebrarei, minhas Mills mais lindas do mundo. - Aproximei-me e segurando o rosto delicado, beijei-a com todo cuidado e carinho. – Te mando mensagem quando estiver vindo.

- Está bem, meu amor. Boa aula. – Agradeci e deixamos nossos lábios se tocarem de novo, depois acompanhei-a com o olhar até entrar na grande casa.

Pela hora, ainda daria para passar no shopping que ficava ao lado da Julliard e encomendar o que eu queria para presentear minhas meninas. O trânsito estava um pouco carregado, mas consegui fazer tudo, e agora seguia para minha sala de aula.

➳➳➳❥

- Ai, que bom que você chegou. – Zel disse, indo me abraçar.

Ela já estava totalmente bem, inclusive o braço estava bom e tinha voltado ao normal. Naquela tarde, ela estava de folga e aproveitamos para nos juntar na casa de mamãe.

- Ei sis. – Beijei sua bochecha.

- E como estão? - Perguntou-me e depois inclinou o corpo para beijar minha barriga.

- Estamos bem. – Sorri, obtendo seu olhar. – Cadê mamãe e vovó?

- Ah, foram ali fora rapidinho, já estão voltando. – Afirmei e sentei-me no sofá com ela, aguardando voltarem, o que não demorou muito.

- Ei mamãe. – Abracei-a. – Ei vovó. – Fiz o mesmo. – Está tudo bem? – Alternei o olhar entre as duas.

- Está sim. – Mamãe quem respondeu.

- Estávamos regando as plantas. – Vovó sorriu.

- Tenho uma novidade. Papai não está aqui? – Até então, não tinha contado a elas que tinha consulta.  

- Foi ao mercado. – Zel falou. – Saiu pouco antes de você chegar. – Completou a frase.

- Bom, então, depois falo com ele. – Suspirei sorrindo. – É... – Fiz um suspense e ri da cara de impaciência de Zelena. – Sinto que as Mills estejam fadadas a criar um exército de mulheres fortes. – Comecei, pausando misteriosamente e quase ri das caras que elas fizeram, mas decidi continuar. – Já que agora essa sala agora não ocupa mais somente quatro de nós, mas cinco.

- Aaaah. Eu sabia. – Exasperou Zelena e eu sorri.

- Ah, que alegria. – Vovó disse, me abraçando de lado.

- Mal posso esperar. – Mamãe com seus olhos marejados direcionou-me a fala. – Ah, minha netinha. – Mamãe pousou a mão em minha barriga.

- Linda da dinda. – Zelena suspirou.

- Quem disse que você vai ser dinda? - Provoquei-a.

- Oras, mas é claro que eu vou. – Falou superior e dei-a língua. – Ah, meu Deu, vai ser a bebê mais mimada do mundo. Papai vai ficar doido.

- Ele vai. – Concordei, sorrindo.

Conversamos mais sobre tudo que envolvia nossa menininha e eu tinha pela certeza de que Zelena me deixaria louca antes mesmo dela nascer, falando sobre mil e uma coisas que Robin e eu ainda tínhamos que ajeitar. Mamãe parou-a, pela graça dos céus e seguimos rindo para a cozinha para começarmos a preparar o almoço.

 

Lá pelas 6 da noite, Robin passou para me pegar, seguimos juntos para o apartamento dele, eu iria dormir lá e aproveitaríamos para contar a Rose sobre nossa menina.

- Como foi seu dia, meu amor? – Perguntei quando ainda estávamos no caminho.

- Cheio. – Ouvi-o suspirar.

- Aconteceu alguma coisa? – Levei minha mão até o cabelo dele, deixando um afago.

- Um aluno me dando dor de cabeça por nota. Foi difícil convencê-lo do erro que cometeu, o que causou a nota baixa.

- Ah, entendo bem, meu amor. Sinto muito. – Ele olhou-me, dando um meio sorriso.

- Mas, não vamos falar sobre isso. Como estão minhas meninas? – A mão dele que repousava em minha perna, seguiu para a barriga, deixando um carinho, o que me fez sorrir, ouvir aquilo dele era de me arrancar suspiros.

- Estamos bem, mas ficaremos melhores com os beijos prometidos pelo papai. – Comentei travessa e ele olhou-me de soslaio, sorrindo.

- Já vocês terão. – Levou minha mão aos seus lábios e a beijou.

Não demoramos a chegar em casa, segui para o banheiro, a fim de tomar uma relaxante ducha, enquanto Robin preparava algo para comermos. Assim que sai, ele seguiu para o banheiro e eu acabei de colocar a mesa. Após, nos sentamos e enquanto comíamos conversávamos sobre tudo e nada e ainda no meio do jantar, Rose chegou.

- Ei família. – Nos fez sorrir com o jeito que nos chamou.

- Ei Rose, demorou. – Pontuei.

- Estava fazendo trabalho. – Sua carinha estava cansada. – Graças a Deus acabamos esse bendito. – Levantou as mãos aos céus, nos fazendo rir.

- Venha jantar conosco. – Rob falou com a irmã, que acenou e após colocar a comida no prato, sentou-se.

- Temos uma notícia para te dar. – Falei risonha e olhei para meu músico, que sorriu.

- Ah meu Deus. – Arregalou os olhos. – Fala logo.  

- Amor, acho que ela está parecida com Zelena, será que não são elas as irmãs? – Rob mencionou e rimos.

- Ah, para. – Fez uma careta. – É sobre meu sobrinho? – Perguntou alegre.

- Sim. – Mordi o lábio.

- Na verdade.. – Robin começou e olhou para mim, a fim de que eu continuasse.

- É sobre sua sobrinha.. – Joguei com as palavras e ela ficou me olhando, parecendo tentar decifrar, até que segundos depois deu um grito.

- Minha sobrinha? Uma menina? Uma bebêzinha? Ah meu coração fraco. – Colocou a mão no coração.

- Para uma estudante de artes cênicas você está perfeitamente preparada para brilhar nas telas. – Zombei da cara que ela fez.

- Deixe-me teatrar com essa notícia maravilhosa, Gina. – Fechou a cara mas logo sorriu. – Ah, eu estou tão feliz por vocês. – As mãos dela se estenderam e juntamos nossas mãos. – Aposto que não vai ter bebê mais linda nesse mundo. – Disse com um sorriso.

- Sou suspeito para falar, mas creio que não também. – Meu músico disse e rimos.

- Meu Deus, agora vocês podem ajeitar tudo dela. Precisam escolher a cor do quarto, os móveis, comprar roupinhas, sapatinhos, colcha, ah, vai ser tão lindo. – Disse tudo de uma vez.

- É, eu realmente acho que você é irmã de Zelena. – Confirmei a fala de meu amor há segundos.

- Calma, Rose, temos tempo. – Rob riu.

- Bom.. – Bufou. – De qualquer forma foi bom falar sobre isso. Estive pensando desde que contaram, vocês vão morar juntos, não é? – Eu e Rob nos olhamos.

- Ainda não falamos sobre, mas acho que sim. – Falei, e o loiro confirmou.

- Então, estava pensando em me mudar e esse apartamento é maior que o seu, Rê. – Me olhou. – Já estamos aqui a quase dois anos, além disso, começarei a trabalhar esse semestre e vou ter uma renda a mais do que nossos pais me mandam. – Falou agora olhando para o irmão. – Vocês precisam ajeitar o cantinho de vocês. – Ela sorriu ao final.

- Rose, você não precisa.. – Robin tentou dizer algo.

- Eu já tinha pensado. – Insistiu.

- Bom.. – Intervi. – É claro que ainda teremos tempo pra isso também, mas se eu me mudar pra cá, meu apartamento ficará vazio. Ele pode ser seu. – Ofereci a Rose. – Mesmo que depois queira comprar algo que seja seu mesmo. Mas, eu não vou usá-lo, e é tudo bem caro por aqui. – Vi os dois menearem a cabeça. – O que acham?

- Tem certeza? – A loirinha perguntou.

- Tenho sim. – Sorri.

- Se Regina diz que não tem problema, Rose, acho que é uma boa. – Rob falou a ela. – Obrigado, meu amor.

- Então está tudo certo. Obrigada, Rê. Não vamos demorar muito com isso, porque temos um quarto de bebê para montarmos. – Rimos baixo e continuamos a conversa sobre diversas coisas.

 

Mais tarde, sentada e encostada na cabeceira da cama, esperava Robin escovar os dentes. Quando voltou para o quarto, deitou com a cabeça em minhas coxas e olhou para cima, encontrando meus olhos, enquanto levei uma das mãos até os cabelos macios e a outra, repousei no peitoral.

- Meu amor, não falamos sobre isso, está tudo bem sobre o apartamento?

- Está sim, meu amor. Ia te falar sobre isso, bom, para pensarmos o que fazer. – Suspirei. – Rose só adiantou um pouquinho. Está tudo bem pra você?

- Tudo que eu mais quero é morar com você. – Sorri com a fala dele. – Mas o que tinha falado é sobre ser aqui. Talvez você queira ficar onde mora. – Ele encontrou minha mão em seu peitoral e acariciou.

- Rose tem razão, amor. Aqui é maior, apesar de meu apartamento não ser pequeno, podemos morar aqui, sem problema algum. Não se preocupa com isso, está bem? Eu amo esse apartamento, além do mais, qualquer lugar onde vocês estejam, será meu lar. – Sorri, tranquilizando-o e senti um beijo em minha mão. – Agora, sabe o que eu estava pensando? – Ele negou, fazendo carinho por todo o meu braço. – Sabe quem ficará muito feliz com a notícia da nossa menininha?

- Quem? – Sorriu ao perguntar.

- Mari, imagina só o rostinho dela. – Lembrei da pequena, que era tão apegada a nós.

- Ah, sim, ela ficará muito. Por falar nela, estou com saudade. – Ele fez bico e eu ri. – O que acha de sairmos com ela algum dia e contarmos? – Propôs.

- Acho ótimo meu amor. – Passei a mão por sua barba. – Podemos ir ao parque.

- Iria adorar, faz tempos que não saímos para um lugar assim, não é? – Ele estendeu a mão para tocar meu rosto.

- Faz. – Concordei e vi-o virar, ficando de frente para minha barriga. - Agora tenho que pagar minha promessa. – Sorriu, levantando a camisola e deixando a barriga, já apontando, mesmo que pouco, a gravidez, de fora. Logo senti os lábios de meu amor em minha pele, que seguiu distribuindo muitos beijos sobre toda a extensão, me fazendo sorrir.

- Ah, a mamãe também quer beijos. – Fiz um bico e ele olhou-me, levantando de meu colo, apenas um pouco, o que me permitiu deslizar nos lençóis e deitar-me.

Robin colocou-se por cima, sem deixar que seu peso recaísse sobre mim. Dando-me um beijo intenso, até seguir para as bochechas, o pescoço e ombro. Dando-me um cheiro, o que me fez cócegas e sorri. Mais carícias foram trocadas e nos ajeitamos para dormir, no silêncio reconfortante que era estar nos braços de meu amor.

 

- Amor.. tá acordado? – Chamei depois de um tempo, vendo se ele estava acordado ainda.

- Estou, minha bailarina. – Senti um carinho em meu rosto e olhei-o.

- Você tem algum nome na cabeça? – Perguntei sobre nossa bebêzinha.

- Hm.. – Pareceu pensar. – Acho que não. Nunca parei para pensar sobre isso. - Olhou-me de volta. – Você tem?

- Já pensei em alguns. – Sorri, obtendo seu sorriso de volta. – Eu gosto muito de Beatriz e Esther.. – Olhei em seus olhos e continuei. – Mas eu sou totalmente apaixonada por Poliana. – Mordi a bochecha, esperando que ele falasse algo.

- Eu gosto de Poliana. – Olhou para cima. – Poliana. Nossa Poli. Eu acho que é a carinha do nosso bebê. – Me fez sorrir.

- Mas a gente nem viu ela ainda meu amor. – Gargalhei.

- Mas combina com nossa menina. – Ergueu a sobrancelha. – Nosso pequeno raiozinho de luz chamada Poli.

- Você não quer pensar em outro? – Mordi o lábio ao perguntar.

- Se você quiser mesmo Poli, por mim, está perfeito, meu amor. – Sua mão passeou por meu rosto.  

- Eu quero. Então, será Poli. – Sorri largamente. – Nossa Poli. – Ele meneou afirmativamente e remexeu-se na cama, a fim de ficar com o resto rente a minha barriga de novo naquela noite.

- Ei princesa, agora você ganhou ainda mais brilho com esse nome. – Robin conversava com a barriga, passando a mão e eu sorria, levando as mãos aos cabelos loiros. – Poli do papai e da mamãe. – Eu amava quando Robin conversava com nosso bebê. – Vou cantar uma música para você, pra se tornar nossa também, tá bom? – Perguntou como se nosso raiozinho entendesse, beijando a barriga depois.

 

I believe a light that shines on you will shine on you forever. And though I can't guarantee there's nothing scary hiding under your bed. I'm gonna stand guard like a postcard of a Golden Retriever. And never leave 'til I leave you with a sweet dream in your head. I'm gonna watch you shine. Gonna watch you grow Gonna paint a sign. So you'll always know. As long as one and one is two. There could never be a father. Who loved his daughter more than I love you. 

(Eu acredito que uma luz brilha sobre você, e ela brilhará para sempre. E embora eu não possa te convencer que não há nada de assustador escondido sob a sua cama. Eu vou ficar de guarda como um cartão postal de um Golden Retriever. E nunca te deixarei até você ficar com um sonho bom em sua cabeça. Eu vou ver você brilhar. Eu vou ver você crescer. Vou fazer uma prova (sinal). Então você sempre saberá. Assim como um mais um é dois. Que nunca haverá um pai. Que amou sua filha mais do que eu amo você). 

 

Não havia coisa mais linda do que contemplar meus azuis preferidos encantados e emocionados com aquela música que refletia realmente os sentimentos dele. Nunca imaginei um dia ter uma felicidade como esta, de carregar um pequeno serzinho e me sentir totalmente maravilhosa com isso. 

Poliana quer dizer senhora soberana e cheia de graça, aquela pura e graciosa e eu não tinha dúvidas de que nossa bebê seria tudo isso e mais um pouco.


Notas Finais


receosa como sempre hahahah mas espero que vocês tenham gostado! ❤️
sou totalmente cadelinha desses papais babões.
me deixem saber o que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...