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História Um erro de pedido - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oii, demorei? Espero que não
Vamos de encontro taekook e Taehyung confuso outra vez.

Capítulo 11 - Dualidade e Calendário do pai?


Eu tô no céu!

Jung Hoseok era verdadeiramente um anjo! Ele é tão perfeito, dedicado e fofo. Ver sua interação com os animais me fez ficar com o coração derretido e quentinho, já podia até imaginar eu e ele morando em uma fazenda com vários animaizinhos e crianças correndo pelo quintal. Mas ao mesmo tempo que ele parecia ser um anjo, ele podia ser o próprio demônio com aquele sorrisinho de lado e olhos maliciosos.

Não nego que adoraria pecar com ele.

— Aish, melhor tirar esses pensamentos da cabeça — falei sozinho para mim mesmo e indo tomar outro banho, afinal, eu ainda trabalho.


Durante a ducha que eu tomava, fiquei pensando sobre os rapazes que estão tentando me conquistar. Cara, ainda não acredito que isso esteja acontecendo realmente, é uma coisa inacreditável! Seis homens extremamente gostosos me querendo, nunca me senti tão cheio de mim.

Mas eu ainda não tenho uma resposta definitiva sobre todos eles, pois eu comecei a sair com os rapazes há praticamente um mês, então ainda tem muita coisa para viver ao lado deles.

Ai ai, amor de quenga mesmo. 

Antes de sair definitivamente do banheiro, me olhei no espelho e até que gostei do que vi. Eu estava mais revigorado, definitivamente eu havia mudado, não só por fora, mas por dentro.

— Você é gostoso pra caralho e tem vários homens te querendo, se joga na pista e seja a piranha que nasceu pra ser — apontei para mim mesmo no espelho, parecendo um louco.

Sorri novamente e sai contente.

[...]


— Já disse que você fica super bonito com essas roupas? — Yoongi diz para mim assim que entro em nosso escritório.

Eu me vestia socialmente para o trabalho como sempre, com aquelas calças sociais que insistem em ficar apertadas em minha bunda. No momento eu usava minha calça social azul marinho e uma camiseta branca social por baixo do blazer que era da mesma cor da calça.

Até eu me apaixonaria por mim.

Autoestima hoje está lá em cima.

— Acho que sim, mas obrigado — digo sentindo minhas bochechas corarem.

— Bom, apesar de você ser lindo e eu querer admirar sua beleza, ainda temos que trabalhar — o Min fala com um sorriso de lado no rosto, arrumando os papéis que estavam em sua mesa.

— Sim, senhor — respondi prontamente, tentando deixar a vergonha de lado.

O jeito que Yoongi me deixa é diferente de quando Jin me lança as cantadas baratas dele, é claro que eu sinto vergonha, mas é alguma coisa que não sei explicar direito. Talvez seu modo de agir me deixei meio desconcertado, porém com aquele gostinho de quero mais.

Deixamos as nossas interações de lado e focamos em nosso trabalho, pois como ele disse, ainda precisamos trabalhar.

Durante o expediente eu conseguia perceber as olhadas que o Min dava pra mim, e quando nossos olhos se encontravam repentinamente, sorriamos um para o outro. Eu percebia claramente que quando ele está a focado em seu trabalho, seu olhar era mais frio e vazio, mas quando olhava para mim, se tornava caloroso e até amoroso. Definitivamente Yoongi tem um poder sobre mim que eu nem mesmo sei qual é.


— Tae, está com fome? — o Min perguntou para mim após nosso período de trabalho acabar.

— Confesso que sim, espero que Bogum tenha feito algo para comer — digo com um aspecto cansado.

— Aceita sair comigo para comer? — Yoongi comenta de repente e eu quase caí pra trás.

— S-sair com você? T-tipo um encontro? — perguntei completamente atordoado.

— É, pode ser considerado um encontro, mas se você preferir pode ser apenas um jantar entre amigos, o que acha? — ele ri do meu desconforto e tenta apaziguar a situação.

— P-pode ser — droga, pare de gaguejar Kim Taehyung!

— Ótimo, vamos? — ele termina de arrumar suas coisas e ruma para a porta, apenas o sigo.

Entramos em seu carro — que vale mais do que meu apartamento —, e seguimos para o tal restaurante. Chegando no mesmo eu quase sinto meu queixo cair, ele não cansa de esbanjar sua riqueza não?! A estrutura do prédio poderia ser considerada um castelo — exagerado eu sei — mas não deixa de ser algo muito burguês.

Definitivamente Yoongi é um burguês safado.

Entramos no local e o Min pede uma mesa para dois, sendo prontamente atendido. 

Ui, bicho é responsa. 

Eu olho ao redor e vejo que o piso era pura porcelana, os pilares eram brancos e as paredes em um amarelo ouro, o lustre era a coisa mais linda que já vi na minha vida — e também deveria valer mais que meu apartamento —, percebi mais ao fundo um piano branco de cauda, no banco estava sentado um homem com vestes sociais e cabelos perfeitamente alinhados, este tocava uma música calma para todos do recinto apreciar.

Yoongi puxa uma cadeira para que eu me sentasse e eu agradeço, além de tudo ainda é um verdadeiro cavalheiro.

Tô que nem aquela música: Eu acho que vou, me apaixonar!

— Puta merda! — falei um pouco alto demais ao ver o preço das comidas que estavam no menu — desculpa… — peço envergonhado.

— Não se preocupe, eu também acho um roubo, mas a comida é realmente boa — Yoongi deu aquele sorrisinho de lado que eu amo tanto.

— Eu nunca vi tantos nomes difíceis na minha vida — disse em sussurro. Parecíamos verdadeiros fofoqueiros falando mal de algo. Não era de menos, estávamos em um restaurante italiano e era óbvio que eu não entenderia nada dos pratos do cardápio, a única coisa que eu entendia era "pizza".

— Eu custei a entender o que cada prato significava — Ele diz como se fosse um segredo e eu dou uma risada baixa — quer que eu peça algo para você? 

— Acho melhor, é capaz de eu pedir apenas o mais barato do cardápio e não gostar — revelei e ele ri do meu jeitinho.

— Certo — ele chama o garçom e faz um pedido que eu sequer entendi o nome, em seguida um vinho também.

— Que chique — falei ao que o garçom já voltava com a garrafa de vidro nas mãos e nos servia — isso é sua demonstração de humildade, Sr.Min? — perguntei ao que bebericava o vinho delicioso.

— Confesso que também gosto de esbanjar as vezes, se tenho dinheiro que mal há em gastar? Gosto de fazer isso principalmente quando estou com você — ele dá de ombros e bebeu um pouco da bebida roxa.

— Não te julgo, faria igual — tento ignorar sua última frase e dou de ombros.

Começamos a falar de assuntos triviais e aleatórios. A comida veio e nos servimos daquela maravilha de banquete.

— Sabe, Hyung. Eu ainda nunca te vi tocar — eu falo ao que já terminava meu jantar e olhava para o pianista do local.

Yoongi paga a conta — eu até pensei em me oferecer para dividir, mas quando vi o monte de zeros no papel, não saiu nenhuma palavra da minha boca. Ele que lute, foi ele que me chamou — , o menor se vira para mim com um sorriso.

— Quem sabe da próxima vez que você for lá em casa — ele diz seguindo para o lado de fora, comigo ao seu encalço.

— Está me chamando para ir até sua casa, Sr.Min? — perguntei arqueando as sobrancelhas.

Ele sorriu meigo mas eu vi a malícia em seu olhar.

— Que tal semana que vem, você na minha casa às 21h para um jantar? Creio que eu saiba fazer uma comida tão deliciosa quanto deste restaurante — Yoongi falou em um tom orgulhoso.

Eu sorri de mais uma vez desacreditado.

— Uou, por essa eu não esperava — disse realmente surpreso.

— Se você aceitar eu faço o favor de tocar apenas para você — o Min abre a porta de seu grande carro para que eu entrasse — O que me diz? — ele tinha um sorriso convencido nos lábios e eu mordi o meu lábio inferior para não demonstrar minha empolgação.

— Seria uma honra — falei e finalmente entrei no carro.


[...]


— Viado, tu é atirado mesmo né? — Bogum falou ao que tomava um chá que o próprio fez.

— Ó quem fala, seu quenga — lhe dei um chute nas canelas e ele reclamou.

— Aí! — acariciou o local atingido — Eu não estou te julgando, tô te apoiando pois eu faria igual.

Meu amigo definitivamente não presta.

— Mas então — ele volta a falar — sábado você irá se encontrar com Jungkook, domingo irá na casa de Namjoon, na semana que vem, provavelmente na quarta, irá até a casa do Min. Fora os outros rapazes, Jimin, Jin e Hoseok, que possivelmente também irão te chamar pra fazer alguma coisa.

— Você está sabendo mais da minha agenda do que eu — disse indignado e ele riu em deboche.

— Querido, eu sou seu diário pessoal, claro que sei — meu amigo parecia até uma madame rica bebendo do chá e de pernas cruzadas, uma verdadeira vilã de novela, bom, no caso o "Vilão", né? Não duvido nada da capacidade do psicólogo.

— Não nego, você é mesmo — concordei consigo porque aquilo não era uma mentira — Mas sim, essa é minha agenda até agora.

— Quem diria em, Tae-ah — Bogum tinha um sorriso malicioso nos lábios — antes você mal conseguia chegar em alguém se não estivesse com álcool no corpo, e agora olha pra você, tem um pra cada dia da semana.

— Por que você sempre tem que estar certo? — falei emburrado. 

— É um dom — ele se gabou e logo abriu mais os lábios como se tivesse levado um choque — lembrei de uma música! Você está parecendo aquele funk brasileiro: LOIRA NA SEGUNDA, MORENA NA TERÇA, QUARTA VÊM A RUIVA, QUINTA EU PEGO A JAPONESA, SEXTA UMA NEGA QUE EU GOSTO DEMAIS, SERÁ QUE TÁ RUIM PRO CALENDÁRIO DO PAPAI? — o Park começa a cantar que nem uma foca esganiçada e eu observo aquilo com terror nos olhos.

— Puta merda, Bogum por que você anda ouvindo essas coisas?! — olhei julgador pra ele.

— Eu sei que é errado, mas essa música te descreveu bem — ele riu e correu antes que eu atacasse uma almofada nele.

Aish! Esse meu amigo além de louco resolveu escutar esse tipo de música.

Mas não vou negar, até que combinou com a minha situação. Calendário do papai? Aiai só posso rir.


[...]


O resto da semana se passou normalmente como todos os outros dias. No whatsapp eu tinha Jungkook me enchendo o saco sobre o dia de sábado, confesso que esse jeitinho dele me deixa bobo. Me lembrava de quando eu não queria fazer algo que o mais novo gostava e ele ficava horas me atormentando até eu ceder. Apesar de toda a marra "bad boy", "jogador de basquete", "pegador de novinhas", o verdadeiro Jeon ainda estava ali, e eu percebia isso por cada emoji fofo que ele mandava, cada birra e cada vez que os assuntos nerds vinham a tona — coisas que quando conversávamos eu perdia a noção do tempo —, meu Jungkook estava ali, debaixo de toda aquela armadura do jogador que esbanjava testosterona. E eu ficava extremamente derretido por saber disso, saber que apesar de toda a fama que ele tem agora, de toda essa nova personalidade madura que ele desenvolveu, ele nunca se livrou do garoto de dezessete anos que eu conheci, que tinha um sorriso de coelho no rosto e olhos tão brilhantes e sonhadores.

Jimin estava sempre me mandando mensagem e perguntando sobre meu dia, puxando assunto para não deixar nossa amizade morrer, com ele fluía tudo naturalmente, talvez porque já nos conhecemos há anos e eu poder lhe contar boa parte da minha vida — tirando a parte amorosa —, era bom e confortável com ele. Havia certas vezes que ao invés de ir padaria do Kim, eu ia até a lanchonete para ver o Park trabalhando e  vendo ele dar aquele sorriso gentil para cada cliente que entrava. Era impossível não se apaixonar por Park Jimin e seu jeito extremamente adorável, eu via como algumas colegiais ficavam quando ele ia entregar os pedidos, e eu não as julgo porque eu também era exatamente assim com ele. Durante o período de almoço do Park, nós dávamos risadas dos nossos tempos colegiais, cada mico, cada bronca dada pelos professores por ficarmos conversando demais nas aulas, cada vez que eu me machuquei e ele cuidou de mim. Era gostoso se lembrar disso. Jimin também me contava sobre suas experiências no exército, de como tudo era duro e que já chorou várias vezes por não conseguir fazer nada direito. Quando ele me contava isso eu ficava realmente sentido por ele, nem imagino o que seria de mim se meus pais não tivessem me apoiado sobre minha "decisão" — entre aspas porque todos sabemos que não é uma escolha —, eu com certeza não seria a pessoa que sou hoje, e por isso admiro muito o Park por ele ter se recuperado, se reerguido e ter se soltado das amarras da família conservadora dele.

Definitivamente Park Jimin era um sonho de homem.

Kim Seokjin nunca mudava, sempre me dando algumas cantadas baratas que me deixavam extremamente corado e com vergonha dele fazer esse tipo de coisa em público. E eu sinceramente não sei de onde ele tira aquele estoque de cantadas dele, com certeza o mais velho é espontâneo demais para criar esses tipos de comentários do nada. Todavia, durante essa semana eu percebi que ele já não tinha mais aquele olhar de sexo sobre mim, como se fosse me beijar a qualquer instante e em qualquer lugar, não, ele ainda tinha esse brilho no olhar, mas agora era diferente? Eu não sei explicar, só sei que agora ele me olhava de uma maneira mais carinhosa talvez? Definitivamente não sei, mas eu pude perceber isso nele. As cantadas vinham mas muitas não eram apenas com teor sexual, vinham de uma maneira engraçada mas com algo mais verdadeiro? Eu poderia realmente dizer que Seokjin pra mim era uma incógnita, difícil de decifrar o que se passava na cabeça maluquinha dele.

Jung Hoseok ao decorrer dos dias me mostrou um lado dele que eu jamais imaginei ver. Eu sempre o via sério na academia, ajudando em cada exercício e em cada coisa que podia ser feita. Agora eu via o verdadeiro Hobi — como eu apelidei ele — um homem sorridente e que me falou que tinha um sério medo de filmes de terror. Um cara com um coração tão enorme quanto seu sorriso, eu podia ver a compaixão e empatia em seu olhar, um brilho carinhoso e amoroso que faria qualquer um se apaixonar por uma alma tão brilhante quanto a dele. Hoseok era como um sol, lindo demais de longe, mas que se você tocar pega fogo. E eu admito que quando fui na academia duas vezes pela semana, eu pude presenciar o verdadeiro fogo que era Jung Hoseok. O castanho de fios quase dourados com aquele olhar sério e o clima tenso que nos rondava enquanto eu fazia os exercícios, podendo ver cada olhada e disfarçada que ele dava. Para mim, o personal traineer era o verdadeiro significado da frase: quente como o inferno. Um verdadeiro sol com um brilho esplêndido, mas que poderia te queimar ao chegar perto demais. E eu admito, estava louco para brincar com o fogo que era Jung Hoseok e seus olhares que outrora eram cheios de amor e em outras vezes a malícia pura.

Pulando pra Min Yoongi — nem digo aonde quero pular nele — o que eu posso dizer sobre o meu chefe que fica com aquele olhar sério e maxilar trincado em reuniões e que ao mesmo tempo é uma das pessoas mais sensatas e carinhosa que já conheci? Se Jin é uma incógnita, eu não sei o que devo falar sobre Min Yoongi. O de pele pálida era a verdadeira personificação do pecado na terra para mim, porque por Deus! Como alguém conseguia ser tão perfeito assim?! Inicialmente eu sempre gostei da personalidade marrenta do mais velho e do seu jeito firme, da maneira que ele impunha ordens e era autoritário, demonstrando que tamanho não é documento. Ao poder conhecer a fundo a personalidade do Min, eu consegui me sentir mais atraído por ele, e eu me pergunto como é possível? Quer dizer, não é tão difícil você sentir uma atração por alguém como ele, isso é fato, mas eu não sei se o que sinto por ele é apenas uma atração física. O de cabelos negros é uma das pessoas que mais me ajudou na questão da minha autoestima — eu ainda não tenho ela lá em cima, mas toda vez as palavras do mais velho sobre a arte do amor próprio me vem na cabeça —, toda vez que estou com ele eu me sinto em outro patamar, ele me faz sentir que estou no lugar certo. Sei que é difícil de entender, mas é assim que me sinto com ele. Depois do dia que passei em sua casa, nos aproximamos mais e eu poderia dizer que ele se iguala a Jimin na minha rodinha de amigos, até mais que o próprio Park, visto que o Min sabe sobre o rosado e Jungkook. Yoongi sempre faz questão de me colocar em um pedestal, dizendo o quanto estou bonito e o quanto gosta de estar comigo, entretanto, ele sempre me diz que eu não deveria depender dele e dos elogios de alguém para me sentir bem, e sim me ver como alguém que merece ser elogiado. E fora que com ele eu sinto que conseguiria liberar meu verdadeiro eu. E eu ainda sinto que o meu chefe conseguia ser tão misterioso quanto Jin, pois eu não conseguia entender como aquele homem tinha aquela dualidade incrível. Eu sinto que o mais velho criou aquela máscara de dominador no trabalho por causa do acontecimento com sua esposa, mas que ao conhecê-lo melhor, você entende que ele não é só aquilo que ele demonstra ser. Durante os dias que passamos juntos, eu via o brilho perdido em seu olhar, como se no fundo ele ainda estivesse lidando com a perda da esposa, mas tudo isso se ia quando conversamos e dávamos risadas de coisas que eu mesmo fazia. Yoongi é muito mais do que isso, é como se ele fosse um livro cheio de folhas rasgadas e algumas em branco que eu estava pronto para querer decifrar.

E agora vamos de Kim Namjoon, o homem pelo qual eu tenho um crush imenso desde que entrei naquela faculdade. Antigamente nós apenas conversávamos nas aulas e em poucas vezes por mensagem, entretanto, esse tipo de contato se tornou mais frequente entre nós. Todas as vezes depois de ter chegado do trabalho eu me via com a mensagens do acinzentado me dizendo que tal coisa o lembrou de mim e eu me sentia muito querido com isso. Na faculdade quando temos o período livre, costumo pegar minha cadeira e levar até do lado do Joonie, vendo o mais velho sorrir e assim começarmos a ler um livro que o Kim levava pra aula — ele estava sempre lendo — em alguns momentos eu desgrudava os meus olhos do livro e observava de escanteio o mais velho. Namjoon é tão lindo que pra mim era inevitável não soltar um suspiro audível quando o olhava — as vezes sendo percebido pelo loiro, que parava de ler e me olhava com um sorriso acolhedor —, para mim era impossível não ficar encantado com ele. Namjoon passava a imagem de alguém sério e comportado, mas eu sabia que tudo isso era uma fachada criada por si mesmo, e que por dentro ele era o mais lindo anjo que eu conheci. Desde nosso primeiro ano juntos eu ficava completamente encantado vendo as composições do meu amigo, mas agora, é como se tudo tivesse se intensificado. E o mais importante é que com Namjoon eu me sentia em paz, ele me transmitia uma calmaria tão intensa. Se Hoseok era o fogo, Namjoon com certeza era o mar. Ele passava essa aura calma, que te faz ficar em paz, mas que quando um vento forte sopra, ele pode virar um oceano cheio de ondas fortes. E se com o Jung eu queria me queimar, com o compositor eu queria me molhar.

No fim, cada um me deixa com uma sensação diferente e eu me pergunto sempre se alguma dessas paixões seria a tão sonhada paixão. Será que estou apaixonado por um? Será que estou apaixonado por todos? Ou o que sinto por todos eles é apenas atração?

Essas e mais dúvidas martelavam em minha cabeça.

Eu ainda me lembro bem do pedido que fiz para aquela estrela, eu pedi um amor verdadeiro. E se tudo isso estiver acontecendo por causa dela, eu estou verdadeiramente amando alguém? Será que realmente algum desses homens será dono do meu coração?

[...]


Hoje era finalmente sábado e o encontro com o meu dongsaeng seria hoje. O mais novo — por meses — pediu para que eu me vestisse de maneira casual, e foi o que eu fiz. Coloquei minha camiseta preta com escrita japonesa — que eu não faço a mínima ideia do que esteja escrito —, uma calça jeans clara com alguns rasgados nos joelhos e por fim o meu ALL Star preto. Bem emo boy sim! 

Por fim passo o meu perfume de sempre, porque meu lema é: Seja feio, o importante é estar cheiroso. 

Bogum como sempre estava jogando — viciado mesmo — e por isso eu já saí antes que ele começasse a falar coisas que me deixariam sem graça e envergonhado, pois esse era o maior dom dele. Me deixar com vergonha.

Por fim, desço as escadas do prédio e na entrada do mesmo eu já vejo o moreno com suas típicas roupas de couro e óculos escuros, encostado em seu carro e com as mãos no bolso.

Eu adoraria negar, mas o Jeon era um puta de um gostoso!

Chego mais perto de si e o vi dar aquele sorriso de coelho dele, me fazendo quase suspirar por alguns segundos ao ver ele.

— Boa tarde, Hyung — ele me cumprimentou doce e eu também sorri meigo.

— Bom dia, Kookie — o chamei pelo apelido carinhoso e eu o vi abrir mais o sorriso.

Nem se quer parecia aquele mesmo homem que me mandava mensagens constrangedoras com emojis safados do lado, agora Jungkook me lembrava mais um adolescente apaixonado nos seus anos de puberdade.

— Pronto para se divertir? — Ele tira os óculos e me olha fixamente.

Nesse momento todo o encanto infantil e adolescente se foi, restando apenas o Jungkook bad boy e cafajeste.

E eu confesso que também gosto desse lado ousado.

— Com toda a certeza — falei com um sorriso de lado, que foi retribuído.

O mais novo abriu a porta de seu carro para mim e eu entrei no mesmo, esperando meu companheiro para finalmente darmos partida.

Jungkook disse que o lugar não era muito longe e chegaríamos lá em 20 minutos de carro, e realmente não foi um trajeto longo.

— Se lembra que sempre íamos ao fliperama jogar e competir um contra o outro? — o moreno disse já ao meu lado quando saímos do carro.

O Jeon havia estacionado o carro em uma vaga um pouco mais distante do local, por isso andávamos agora em direção ao mesmo.

— Lembro sim, era muito divertido — falei rindo e me lembrando daquela época.

— Você ficava muito puto quando eu ganhava de você — ele comentou rindo e eu olhei desacreditado.

— Mas é claro! Você sempre roubou de mim! — reclamei e dessa vez quem me olhava chocado era o mais novo.

— Hyung, aceite que você perdia para mim. Eu nunca furtei os jogos, você que era ruim.

— Mas que filho da p-...

Dei tapas leves nos ombros cobertos do mais novo, o ouvindo rir e falar que eu batia que nem mariquinha.

Esse menino ainda vai me tirar do sério!

— Tá bom, Hyung, chega — Jungkook segura meus pulsos com uma extrema facilidade e me puxa para perto de si, eu já podia até sentir seu hálito de menta.

Eu iria protestar, mas logo ele apontou para a entrada do local que estávamos em frente e eu sorri aberto, esquecendo as provocações que ele me fez mais cedo.

— Um fliperama?! Eles ainda existem?! — falei chocado ao ver o local com poucas crianças e em sua boa parte os mais velhos nostálgicos como eu. 

— Ainda existem para aqueles com nós que querem voltar a infância e os tempos da brilhantina — Jungkook falou parecendo um verdadeiro velho.

— Kookie, isso é genial! — falei ao que entrava no recinto, sendo acolhido pelo ambiente nostálgico.

— Eu sei, escolhi muito bem — ele se gabou e eu revirei os olhos, observando melhor ao redor.

O local realmente passava a imagem de um lugar antigo, podendo trazer ainda mais aquela sensação nostálgica. O piso era de madeira e as paredes em um tom verde escuro, se estivesse pintado de vermelho com certeza seria confundido com um cassino. Eu olhava para os jogos que fizeram parte da minha adolescência — que se formos considerar nem faz tanto tempo — e sorri animado.

— E então, Hyung. Já que você diz que eu sempre roubei nos jogos, aceita uma revanche? — o jogador de basquete olhou para mim desafiador.

Eu como a boa pessoa competitiva que sou, aceitei de bom grado.

— Que comecem os jogos!  


[...]


— NÃO VALE, JEON! VOCÊ ROUBOU DE NOVO! — gritei de nervoso, atraindo olhares de alguns que estavam no estabelecimento e vários "shii", para ficar quieto.

— Shiu, Hyung, não incomode os outros apenas porque não aceita perder — ele tinha um sorriso convencido nos lábios.

Ai que vontade de socar a cara de coelho dele só pra ele tirar esse sorrisinho da cara e depois encher ele de beijos.

Okay, houve um equívoco.

— Aish! — reclamei abandonando um dos jogos e indo para outro.

— Rabugento — o moreno disse vindo atrás de mim — é tão difícil aceitar que eu sou melhor que você?

— Você me estressa, sinto que fiquei uns anos mais velhos só hoje! — me voltei ao joguinho, tentando ignorar o mosquito que era Jungkook zunindo ao meu lado.

— Ah, qual é Hyung, seja bonzinho com seu saeng, hm? — ele me cutucava nas costelas e eu me aguentava para não rir, tentando me manter na pose de irritado.

— Não me toca, Jeon! — falei curto e grosso, ouvindo um suspirar dele.

Achei que ele iria parar, mas o que aconteceu a seguinte foi o que me surpreendeu.

— Você não gosta quando eu te toco, Taetae? — o mais novo se posicionou atrás de mim, segurando minha cintura e sussurrou essas palavras em meu ouvido, me fazendo arrepiar da cabeça aos pés — seu corpo  me diz ao contrário — eu conseguia perceber em seu tom de voz o sorriso sagaz que adornava seus lábios.

— J-jeon — tentei brigar consigo, mas o aperto em minha cintura se intensificou, me deixando mole e sem reação.

— O que foi, Hyung? Perdeu sua postura de irritado? — sua voz era brincalhona, e ao mesmo tempo que eu sentia meu sangue fervilhar de raiva, também sentia meu corpo se esquentar por ter Jungkook atrás de mim.

— Me solta, tem crianças aqui — consegui falar a frase sem gaguejar e ele finalmente me soltou, o que fez com que eu soltasse um suspiro que eu nem sabia que estava preso.

— Relaxa, Taetae, eu não irei fazer nada que você não queira — ele me deu uma piscadinha e eu senti meu rosto corar mais do que já estava — Que tal eu compensar sua raiva lhe pagando algo para comer? — seu sorriso fofo e olhos brilhantes haviam voltado e eu ri desconcertado.

— Como consegue? — perguntei ao que larguei o jogo, visto que não conseguiria terminar o mesmo nem tão cedo tendo Jungkook com companhia.

— Consigo o que? — ele tinha o olhar confuso e até mesmo infantil.

— Fazer esse tipo de coisa e logo após agir como se nada tivesse acontecido, sendo a pessoa mais meiga possível? — perguntei e ele sorriu mais ainda com meu comentário.

— Sabe, Hyung — ele se aproximou de mim com cautela, eu apenas deixei porque meu corpo não se mexia de jeito nenhum — durante nosso ensino médio, eu sempre tive esse lado meio cafajeste, tanto que minha maior vontade era de te tocar e te sentir todo manhoso debaixo de mim — Jungkook sussurra em meu ouvido e eu sinto mais uma vez meus poros se arrepiarem — porém, com você eu só conseguia ser meu lado fofo e gentil, pois você me fazia bem e me fazia sentir feliz e revigorado, você era como se fosse meu pózinho da felicidade. Depois que eu terminei a escola e me tornei jogador, o lado que se aflorou certamente foi o mais impotente e dono de si, por assim dizer, entretanto — ele parou de falar diretamente no meu ouvido e olhou fixamente para mim —, apenas você consegue despertar o que eu tenho de melhor, e é por isso que eu sou apaixonado por você e nunca te esqueci. É por isso que eu estou disposto a te conquistar, do meu jeitinho implicante e infantil, mas tentando. Você foi a melhor coisa que me aconteceu,  e quero que continue sendo — ele sorriu outra vez fofo, deixando toda aquela aura safada que emanava de si.

— Eu vou ir pagar e já vamos — ele disse e se afastou.

Eu fiquei apenas parado no meio do salão e pensando no que acabou de acontecer.

O QUE DIACHOS ACABOU DE ACONTECER?!


Puta que pariu, por que todos os homens que eu me envolvo tem essa dualidade? 




Notas Finais


Taekook sendo aquele caso de ódio e amor, amo amo.
Como podem ver, Vkook vai ser um dos casais mais quentes por aqui hehehe.
Gente, eu tenho uma pergunta para vocês.
Meus queridos leitores, vocês iriam ver problema se o Taetae passasse o rodo ali e beijassem todo mundo?
É que eu quero fazer com que ele entenda seus sentimentos de uma maneira mais clara, e que momentos melhores para se saber do que quando se está beijando? Eu só queria saber isso mesmo shsjakska
(Mesmo se vcs reclamaram eu faço questão de fazer o Tae passar o rodo sim!)
É isso por hoje galerinha, amo oces


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