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História Um estranho conhecido - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Sétimo Dia - Parte 3


Fanfic / Fanfiction Um estranho conhecido - Capítulo 12 - Sétimo Dia - Parte 3

O mais engraçado era que eu não estava com medo, não sabia como, mas eu não tremia nem suava como da outra vez.

Talvez por que Matteo estava olhando nos meus olhos, enquanto isso Joseph e Nico apontavam armas para outros três.

Haviam dez pessoas ao todo,  seis deles, que Matteo estava com dois, Nico estava com um e Joseph com dois.

E o único que sobrou estava comigo, Paolo fazia questão de colar meu corpo ao dele enquanto apertava a arma contra minha têmpora.

-Você não pode dizer não para mim.- Paolo riu.- O nosso negócio seria bilionário.

-Eu não me envolvo com vendedor de crianças.- Matteo rosnou.

-É uma pena, por que eu terei que apagar sua linda Helena.- a mão dele desceu entre o decote da minha roupa.- Tão delicada...

-Se encostar a mão nela vamos ter um problema real.- Matteo tirou os olhos de mim e o encarou.

-Diga ao seu namorado para abaixar as armas, Helena.- Paolo falou no meu ouvido.

-Jódete.- rosnei e ele riu no meu ouvido.

-Você tem um sangue quente, não?- me remexi quando ele apertou meu seio.

-Figlio di puttana, sto per ucciderti.- Matteo rosnou destravando a arma e a apontando para Paolo.

-Estamos em um show de culturas aqui.- Paolo parecia divertido.- Espanhol, italiano....

-O que quer para deixá-la em paz?- Matteo assumiu uma pose mais fria e calculista.

-Não ofereço um acordo duas vezes, caro amigo, para haver perdão pela sua negação, eu a matarei.- Paolo puxou a trava da arma.

-Paolo!- Matteo rosnou.

-1...2...

Minhas mãos estavam livres, eu bati o cotovelo na barriga cheia de Paolo e logo ele disparou me fazendo ficar surda.

Eu me abaixei e vi a arma no chão, segurei puxando a trava de segurança e me virei vendo Paolo ajoelhado no chão.

-3, imbecil.- segurei a arma com as duas mãos e coloquei o cano na testa dele.

Tudo ficou em silêncio por um segundo, eu percebi que estava com o chefe deles na minha mão, poderia pedir tudo.

Olhei para trás e os vi ainda com as armas levantados, mas todos estavam boquiabertos com o que tinha acabado de acontecer.

-Se não largarem as armas eu vou estourar a cabeça dele.- rosnei.

Os homens de Paolo largaram as armas e Matteo guardou as dele enquanto vinha até mim e olhava para Paolo ajoelhado.

-Ela tem sangue quente.- a mão de Matteo desceu até minhas mãos e assumiu a arma.

Dei um passo para trás e fiquei atrás dele enquanto o outro braço dele passava pela minha cintura e me colava a ele com proteção.

-O que vai fazer comigo?- Paolo perguntou com um tremor na voz que até agora não tinha visto.

-Vou poupar você, seu miserável.- ele jogou a arma para longe.- Porém se for um dos seus ou até mesmo você seguindo à minha equipe ou à Helena, você vai ser o primeiro a quem vou procurar.

Não vi o que ele fez antes de Matteo me pegar pela mão e começar a me puxar até o carro que já estava esperando do lado de fora.

Antes de ele abrir a porta eu senti algo quente envolta de mim, percebi que ele tinha passado o blazer do paletó pelos meus ombros.

Me abracei e olhei para ele, parecia que estava cheio de dúvida, mas apenas abriu a porta e me ajudou a entrar.

Apertei o paletó contra meu corpo e o calor dele estava infestado em mim, ele entrou pelo outro lado e finalmente saímos.

Tudo estava em silêncio, um silêncio ameno, mas eu sabia que ele iria se romper, mais cedo ou mais tarde.

-Como aprendeu aquilo?- ele perguntou.

-Meu pai insistiu para que eu aprendesse a me defender.- me encolhi.

-Podia ter saído dos braços dele a qualquer momento?- ele franziu as sobrancelhas e eu o encarei.

-Eu achei que você cuidaria de tudo.- um sorriso escapou dos lábios dele.- Mas me virei vem sem você.

-Você apenas me fez ter certeza de que está aqui por que quer.- a mão dele repousou no meu joelho.- Como você disse....pode se defender, mas escolheu não se defender de mim.- senti ele subir.

-Eu não sei me defender realmente, aquilo foi pura...- abri a boca quando ele tocou os dedos quentes no interior da minha coxa.- Sorte.

-Que pena, por que ver você fazendo aquilo...- os dedos dele afastaram minha calcinha.- Ver você segurando aquela arma...- ele sorriu enquanto beijava meu maxilar.- Eu queria invadir você ali.

Meu corpo se arrepiou quando ele me abriu com os dedos e me sentou molhada e quente, então um sorriso tomou conta de seus lábios.

-É só dizer.- ele sussurrou.- Você só precisa dizer e eu mando eles pararem e saírem do carro.- arqueei meu corpo na direção dele quando seus dedos roçaram mais afundo.

-Não.- falei e ele rapidamente parou.- Você não vai conseguir.- ele tirou a mão e eu fechei as pernas com força.- Não vai vencer.

-Vai perceber que eu gosto de estar sempre do lado vencedor.- ele murmurou sério.- Vou ter você, e apenas está adiando o inevitável.- chegamos ao hotel.- Nico, leve-a para o quarto em segurança.

Pisquei os olhos e a porta abriu ao meu lado enquanto via Nico estendiam a mão e esperava eu tentar descer.

-Para onde você vai?- franzi as sobrancelhas.

-Eu não posso ficar aqui sabendo que está no mesmo canto que eu.- ele reosirou fundo passando a mão pelo cabelo.- Então vou passar a noite rodando.

-Sozinho?- saiu em um tom errado.

-Não olho para mais ninguém desde que apareceu, Helena.- ele falou gentil.- Não deixe Nico esperando.

Ainda sem entender eu aceitei a mão de Nico e ele me ajudou a descer enquanto eu segurava o paletó para ele não sair no canto errado.

Subi as escadas do hotel e não olhei para trás, Nico me seguiu o caminho todo, não saiu do meu lado um segundo só.

Desisti de tentar fazer qualquer coisa, apenas tirei minhas roupas e cai na cama enquanto abraçava o travesseiro e fechava os olhos.

Meu corpo doía, minha mente estava cansada, eu só precisava descansar um pouco, mas eu não conseguia.

Não conseguia dormir pensando que Matteo estava rodando por aí, com a máfia francesa o odiando com todas as forças.

Fechei os olhos com força e pensei com todas as forças em dormir, alguns hora acabaria acontecendo, mas o sono não veio.

O que veio foi a preocupação.



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