História Um estranho entre dragões - Capítulo 26


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


aqui esta mais um capitulo, quais são as mas noticias? e o penúltimo da temporada. mu ha hah aha.

Capítulo 26 - Instintos selvagens; Parte 4


Fanfic / Fanfiction Um estranho entre dragões - Capítulo 26 - Instintos selvagens; Parte 4

Fiquei observando seu corpo a luz das tochas e do braseiro, conforme ele se movia, por alguns segundos as suas cicatrizes pareciam sumir. Quando ele chegou ao lado do pequeno lago, eu me afastei de borda para que ele pudesse entrar, algo que ele fez sem nem se importar com o frio. Quando a maior parte do seu corpo estava submersa deixando apenas a cabeça e parte do peito expostos, eu me aproximei para beijá-lo. Quando nossos lábios se tocaram, estendi meus braços ao redor de seu pescoço em um abraço, e ele passou a acariciar minhas costas, me puxando lentamente para junto de si. Pude sentir sua ereção sob a agua, separei nossos lábios e em seu ouvido disse:

-Quero você.

Sua resposta veio em tom de esforço, como se mais uma vez estivesse se segurando.

-Você pode estar pronta novamente... tão depressa?

-Geralmente é o homem quem precisa de um tempo para se recuperar.

-Bem... eu não preciso.

Deuses, era verdade, como ele logo me provou.

Meu coração pulsava feliz por estar junto a ele, sem dizer uma palavra Haven se moveu, seu membro que já estimulava meu sexo delicado me penetrou lentamente. Como ele podia ser tão feroz em alguns momentos e tão delicado em outros era um mistério. Quando ele me preencheu completamente, todas as questões do mundo pareceram ficar sem importância. Travei minhas pernas ao redor dele, apertando-o como se quisesse impedi-lo de fugir, e o beijei, minha língua lutando contra a sua preguiçosamente, até que aos poucos, o beijo se tornou selvagem. Ele passou seus braços pelas minhas costas, e com uma força sobrenatural me ergueu, me fazendo deslizar pelo seu membro, em um ritmo regular, até a agua parecia seguir o ritmo do nosso sexo. O meu orgasmo veio de forma rápida, auxiliado pela sensação da agua, que agora parecia morna. Eu me inclinei para trás, o que permitiu que sua próxima investida fosse ainda mais fundo, eu gemi, com uma das mãos puxei-o contra mim e com a outra acariciei seus cabelos. Meu sexo se contraiu em volta dele, fazendo com que ele chegasse ao orgasmo junto comigo, mais uma vez lançando sua semente em meu interior, e rosnando meu nome. Cai contra o seu corpo, estava quase sem forças e não queria que aquele momento terminasse.

Durante vários minutos fiquei imóvel, apenas soltando meu peso contra seu corpo, e sentindo ele pulsar dentro de mim. Mesmo tendo acabado de gozar, ele ainda permanecia duro. Com cuidado, e sem sair de dentro de mim, ele começou a girar o meu corpo, compreendendo sua intenção eu o ajudei, logo estava sentada em seu colo, sentindo sua respiração em minha nuca, afastou meu cabelo, e carinhosamente beijou meu pescoço, uma vez, outra, e mais outra, aos poucos aproximando seus beijos da marca de mordida em meu ombro, com cuidado usou seus lábios para acariciar ao redor do ferimento sem jamais toca-lo, sua respiração causava uma sensação de ardência e alivio ao mesmo tempo. Com uma de suas mãos, ele passou a acariciar meus seios, enquanto a outra desceu lentamente até o ponto em que nossos corpos estavam unidos, e cuidadosamente passou a acariciar as dobras do meu sexo em volta do seu membro. Eu estava novamente pronta para ele, logo ele começou a deslizar dentro de mim, ofeguei mordendo meus lábios, e empurrando meus quadris contra ele. Por um momento era como se eu fosse a loba, feroz, uivando mais e mais, queria que ele fosse mais fundo, não havia nada mais doce do que sentir seu corpo dentro do meu, comecei a me mover contra ele cada vez mais forte, ele acelerou os movimentos, enquanto suas mãos me acariciavam, eu nuca havia sido tocada daquela forma, nem durante o sexo, nem em momento nenhum da minha vida. Eu já havia escutado a frase “tomada por um amante”, mas só agora eu compreendia o significado. Desta vez quando cheguei ao orgasmo, fui eu quem uivou seu nome ao sentir sua semente me inundando, Haven apertou os dentes ao ouvir o som, meu corpo se contraiu, querendo até a última gota do que ele podia me oferecer. Deixei meu corpo cais contra o dele, exausta não conseguia me mover, Gemi ao sentir o calor dentro de mim, ele tremia de prazer, seu membro pulsava, e a cada pulsada, ejaculava mais e mais. Quando seu orgasmo terminou, ele deixou sua cabeça cair contra meu ombro, a sua respiração ofegante mesclava-se a minha, enquanto ele me sustentava deitada contra seu corpo. Haven passou os braços em volta da minha cintura, me envolvendo em um abraço, trazendo-me para mais perto, lentamente seu membro relaxou, mas não deixou meu interior.

-Você está bem?

Sim, só estou exausta.

Ele sorriu e me fez apoiar a cabeça em seu ombro, em toda minha vida, eu não tinha experimentado um momento mais feliz, e pensar que havia encontrado tal felicidade nos braços de um lobo... era inacreditável.

Continuamos naquela posição até que ele saiu de dentro de mim, desta vez mesmo com a sensação de vazio, eu ainda podia sentir sua semente dentro de mim, ainda quente.

Haven me apoiou na lateral de rocha do lago, e ficou ao meu lado observando meu corpo sob a agua.

-Você e tão linda. –Disse acariciando entre meus seios. Eu sorri.

-Aposto que você nunca viu outra garota nua, estou errada? –Perguntei em tom de brincadeira.

-Nem sinto vontade de fazê-lo. –Respondeu ele.

Permanecemos na agua durante vários minutos, eu deitada ao seu lado, e ele acariciando minha pele. Sentir seu toque, somado ao calor de seu corpo mesmo através da agua, e a exaustão que eu sentia, contribuíram para me fazer cochilar.

Apesar da exaustão, e de eu não estar completamente acordada, lembro-me do Haven cuidando de mim, lavando meu cabelo, e me ajudando a terminar o banho, ele era tão cuidadoso, e seus gestos tão delicados, que só voltei a despertar quando ele insistiu que era hora de sair da agua.

Para mim foi um choque, no início a agua parecia gelada, depois passou a parecer agradavelmente morna. A surpresa veio quando eu sai da agua, quando o ar tocou minha pele, eu senti como se fosse congelar, comesse imediatamente a tremer, e a bater os dentes, corri até minhas coisas a procura de uma toalha de algodão que eu usava para me secar. Mesmo depois de seca o frio ainda era terrível, então fiz a única coisa que me pareceu sensata, corri para a cama e me cobri com os lençóis.

Enquanto tremia sob as cobertas, observei o Haven sair da agua e ir até o lugar onde eu havia deixado a toalha, ele olhou para mim com que pedindo permissão, eu me senti mal, a toalha estava encharcada, e eu não tinha outra.

-Pode usa-la, desculpe e a única que eu tenho.

-Tudo bem, não tem problema.

O Haven nem parecia sentir frio, lembrei das vezes em que ele falou que não era incomodado pela temperatura e perguntei:

-Você não sente frio mesmo?

-Não, e como se... não sei bem como explicar, para mim e como se fizesse sempre a mesma temperatura, eu posso dormir sobre a neve e nem me incomodo... também não sou queimado pelo gelo.

Eu não sabia o que pensar, com certeza esta era outra característica de ser um Warg, me perguntava quantas mais haveriam.

Quando ele se aproximou da cama, já estava quase seco, meus dentes já tinham parado de bater, ele sentou-se ao meu lado, e sem dizer uma palavra fiz ele virar de costas para que eu pudesse ver os arranhões em suas costas, para meu espanto, não havia nada além de pequenas linhas vermelhas quase cicatrizadas, era obvio que ele também se curava mais rápido do que qualquer pessoa normal. Quando terminei ele se virou, e com um gesto cuidadoso removeu o lençol que cobria meu ombro, queria verificar a mordida. Não queria que ele se preocupasse com isso, mas mesmo assim permiti que continuasse. Quando o lençol caiu e o ar frio tocou a ferida, ela ardeu, mas eu não deixei transparecer meu incomodo.

-Heather, vai ficar uma cicatriz aqui... foi um pouco fundo.

Não. Eu pensei, havia sido bastante fundo, percebi no momento em que limpava, mas por algum motivo não estava sangrando tanto como deveria, talvez pelo fato de não ter atingido nenhuma veia ou... por algum outro motivo. Mas eu não iria incomoda-lo com uma preocupação desnecessária.

Segurei sua mão esquerda, a mão que tinha a marca do Warg, e falei sorrindo.

-Tudo bem, assim nós dois vamos ter uma marca de lobo.

-Isto não tem graça Heather.

Com voz seria respondi: -Eu não estava brincando, gosto da ideia de carregar uma marca sua... mesmo que pareça estranho.

Ele ficou em silencio, eu passei os cobertores ao seu redor para que ambos partilhássemos nosso calor. Logo ele começou a acariciar meus cabelos e o sono começou a voltar, mas antes que eu pudesse adormecer, escutei sua voz perguntando:

-Heather... você ainda quer ver minha transformação?

 

Despertei no mesmo momento, com tudo que havia acontecido eu tinha esquecido do pedido que havia feito. A curiosidade voltou, mas não era só isso, tinha algo mais agora, eu não queria ver apenas para conhece-lo melhor, agora precisava para conhecer nos dois, era algo que ambos partilhávamos.

-Você me mostra?

Ele não respondeu, aproximou seu rosto do meu e me beijou na testa, como um tipo de benção. Quando voltamos a nos olhar o que vi em sua expressão me deixou comovida, não havia mais o medo de não ser aceito, ele agora tinha vontade de dividir este segredo comigo.

Haven deixou as cobertas e caminhou sem roupa até o meio da caverna onde ficou alguns instantes parado de costas, quando se virou seu olhar me avisou que iria começar. Então ele fechou os olhos, cerrou os punhos, e quando voltou a abrir os olhos, para meu espanto ambos brilhavam com uma luz azul, por um momento senti medo. Quando ele abriu os punhos em suas mãos surgiram chamas azuis, que começaram a subir e se espalhar pelo seu corpo, pensei que ele poderia se queimar, mas era obvio que as chamas não o feriam. O estranho fogo cobriu todo o seu corpo, e começou a crescer e tomar forma, as chamas eram mais intensas que o sopro de qualquer dragão que eu já tivesse visto, mas não produziam calor, era apenas luz... e beleza.

Logo as chamas sumiram, e não havia mais o garoto pálido, em seu lugar de olhos fechados estava o grande logo negro que eu tanto amava. Quando ele abriu os olhos, ambos ainda brilhavam em azul, mas aos poucos o brilho foi sumindo, bastou algumas piscadas para eu voltar a ver aqueles lindos olhos vermelhos. A transformação não durou mais que seis ou sete segundos, e eu devo ter prendido a respiração durante o processo, porque eu estava ofegante.

O grande lobo negro estava lá, de pé me observando, sua transformação não foi assustadora, embora tenha me causado certo receio, ela foi... linda, se tivesse que descrever com uma palavra seria MAGICA, uma prova de que ainda existem mistérios nu mundo.

Ainda sorrindo falei:

-Agora eu sei porque nossos dragões gostam tanto de você, você e como eles Haven, tem sua própria chama.

O lobo se aproximou de mim, até que eu pudesse sentir sua respiração em minha face. Eu estendi minha mão para tocar a lateral de seu focinho e puxei-o para baixo para que pudesse dar um beijo em sua testa, os seus pelos fizeram cocegas no meu nariz. Seus olhos vermelhos estavam no mesmo nível que os meus, em um sussurro eu falei:

-Você e incrível Haven.

Em resposta ele aproximou o focinho do meu rosto, e com a ponta da língua me lambeu a bochecha, me fazendo rir alto, depois me lambeu a orelha, em seguida o pescoço, e então eu senti sua respiração sobre a mordida em meu ombro, apenas uma leve sensação de ardência, eu não me movi, queria saber o que ele iria fazer. Ele lambeu a pele ao redor da mordida várias vezes, como se estivesse limpando o ferimento, quando sua língua finalmente tocou a ferida eu sente alivio e não aquela ardência de antes. Ele me lambeu uma vez, duas, três, foi ai que senti algo estranho, uma coceira muito forte, instintivamente puxei meu ombro sem saber o que havia acontecido.

-Haven o que...? –O lobo apenas me encarava. Cobri o ferimento com a mão e no mesmo momento percebi que havia algo estranho, minha pele estava quente, a coceira deu lugar a um formigamento. Eu puxei um pouco o ombro para que pudesse ver diretamente a ferida, o que vi me deixou perplexa. Bem diante dos meus olhos, a marca de mordida em meu ombro estava se fechando, a pele lacerada se juntou sobre o ponto onde as presas do Haven tinham ido mais fundo, e em poucos momentos tudo que restava do ferimento era uma cicatriz irregular onde a pele era mais clara que o normal.

Olhei espantada para o lobo, ele estava sentada com a cabeça baixa, como um filhote que foi pego fazendo algo errado. Não pude evitar de sorrir diante daquela visão.

-Haven você sabia que podia fazer isto?

A única resposta foi uma cômica tentativa de latido. Ainda sorrindo o chamei para junto de mim. –Vem aqui. -Dei algumas batidas na cama, Quando ele apoiou a enorme cabeça na cama, eu me inclinei sobre ele em um abraço, com o rosto mergulhado em seus pelos eu disse:

-Você e mesmo incrível.

Ele se afastou com um espirro, ficou em pé sobre as patas, girou algumas vezes como os cães fazem quando querem se deitar, e deixou-se cair ao lado da cama.

-Você vai dormir na forma de lobo?

A única resposta foi um longo suspiro. Eu me levantei, puxei uma coberta, dei a volta nele bem consciente de seus olhos no meu corpo nu, e me deite entre suas patas dianteiras, usando seu grande pescoço como apoio para minhas costas, e joguei as cobertas sobre nós dois.

Acho que você não se importa se eu dormir aqui não é?

Sua única resposta foi apoiar a cabeça sobre a coberta me prendendo em uma espécie de abraço aconchegante. Em poucos minutos eu estava começando a mergulhar em um sono agradável, sentindo o calor do seu pelo macio, a melhor coberta que alguém poderia desejar. Meu último pensamento foi uma lembrança de ter pensado algo parecido da primeira vez em que ele mudou de forma para mim, e eu mergulhei meu rosto em seus pelos, quem diria que realmente fosse acontecer.


Notas Finais


bom... espero que vocês gostem, é isso.


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