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História Um Estranho no Metrô - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa noite, emus anjos, como vão? Entediados com a quarentena? Se forem como eu definitivamente estão aproveitando para ler vários mangás e fanfics maravilhosas kkkkk
Quem me dera eu to mais é estudando para um concurso, alguém me salva!
Enfim, esse cap apresenta um pouco mais os side couples, espero que gostem!

Capítulo 5 - Amigos e Irmãos


– Então, como ele está? – Perguntava Asuma, pelo que soube, Sasuke acabara de sair da cirurgia.

 

    – Ele está bem – Respondeu Itachi – Mas deve dormir até amanhã.

 

    – E o menino, Naruto, o que aconteceu com ele, já sabem? – Até onde sabia os dois apenas haviam chegado desacordados e banhados em sangue no hospital.

 

    – Parece que foi estupro – Asuma arregalou os olhos – Mas os policiais não falaram mais nada, disseram que não querem tirar conclusões precipitadas.

 

    – Nossa, como conseguem fazer isso? Ele é só uma criança!

 

    – Não sei – Itachi olhou para o lado e viu a Uzumaki passando – Asuma, eu vou falar com a irmã dele – Gesticula para a loira – Já volto.

 

    – Tudo bem, vai lá, daqui a pouco vou para casa, volto amanhã – Ele acenou e foi embora.

 

    O Sarutobi estava indo em direção a saída quando viu um ômega todo encolhido no banco da recepção e ele conhecia aqueles cabelos, era o garoto gênio que passou de aluno dedicado para um preguiçoso, lembrava bem que ele é amigo de Naruto.

 

    – Senhor Nara – Era como o chamava na escola, mas o menino nem pareceu ouvir – Shikamaru? – Passou a mão de leve no ombro do outro.

 

    – P-Professor? – O menino levantou o rosto totalmente inchado e vermelho, ele imediatamente limpou as lágrimas.

 

    – Por que está aqui sozinho? – Se agachou na frente dele.

 

    – A tia Kushina foi para o quarto do Naruto, o tio Minato tá falando com os policiais e a Ino está com os médicos e eles não me falam o que aconteceu – O coração de Asuma se derreteu ao ouvir aquele pequeno ômega todo quebrado. Fez um leve carinho no rosto dele.

 

    – Venha – Estendeu a mão – Você deve estar com fome, certo? – Ele acenou – Vou te levar para comer e lá conversamos sobre seu amigo, pode ser?

 

    Shikamaru aceitou a mão do mais velho, mas ao se levantar uma tontura lhe abateu e ele quase caiu. O alfa passou o braço em sua cintura lhe oferecendo apoio, corou de leve e seguiu o professor para seu carro. No caminho ligou para sua mãe avisando aonde e com quem ia comer.

 

    – Você sabe alguma coisa do Naruto? – Perguntou nervoso enquanto terminava de comer o macarrão em sua frente.

 

    – Sei... - O ômega parecia relativamente calmo – Pode ser meio duro, os policiais não confirmaram nada até o momento, mas… – Hesitou – Ao que parece, ele foi violentado – Seus olhos analisavam a expressão do menino a sua frente.

 

    Ele largou os talheres e apertou os punhos enquanto mordia o lábio inferior.

 

    – Eu imaginei que isso pudesse ter acontecido – Sussurrou sem forças – Eu só queria que não fosse verdade – Bebeu todo o suco que restava em seu copo. 

 

    – Eu sinto muito – Segurou uma das pequenas mãos de Shikamaru fazendo carinho.

 

    – E o professor Uchiha? – Perguntou empurrando o prato que tinha apenas um pouco de comida.

 

    – Está bem, levou um tiro no ombro, mas já está bem – Respondeu contente por ter uma boa notícia.

 

    Logo Asuma pagou a conta e foi levar o ômega para casa, o menino lhe deu o endereço ainda envergonhado pela gentileza de seu professor, aquilo fazia mal para seu pobre coração esperançoso. Acabou dormindo na metade do caminho.

 

    Assim que estacionou o alfa pegou o pequeno no colo, como uma criança e bateu na porta da casa dele. Uma mulher baixa e morena atendeu se surpreendendo com a figura do rapaz alto a sua frente.

 

    – Boa noite – Cumprimentou baixo – Sou Sarutobi Asuma, professor de matemática dele – Se apresentou.

 

    – É um prazer conhecê-lo – Sorriu – Venha, entre, pode deixá-lo no quarto dele.

 

    A morena o guiou para um quarto no segundo andar com uma placa de ‘Não perturbe, estou dormindo’ e Asuma achou aquilo a cara de Shikamaru. O quarto era bem organizado, o que foi uma surpresa, já que sabia o quanto o ômega era preguiçoso. Tinha algumas caixas de jogos de tabuleiro ao lado da cama onde o deitou e uma escrivaninha vazia exceto pelo computador com várias páginas de jogos de carta abertas.

 

    Antes de sair do quarto olhou para o garoto uma última vez, ainda admirado com a força dele e vendo alguém que sabia pelo que ele passava, havia se encantado por ele sem nem perceber.



 

    Quando Sasuke acordou ele estava em uma cama de hospital, assim que recobrou totalmente a consciência se sentou pronto para ir procurar por Naruto.

 

    – Sasuke? Sasuke! O que tá fazendo, cara? – Perguntou seu irmão o segurando e o impedindo de levantar, o mais novo nem havia percebido sua presença.

 

    – Eu tenho que achá-lo, cadê ele? Ele está bem? Eu tenho que vê-lo – Ele ia tirar o soro. Não conseguia raciocinar, tudo que se passava em sua cabeça era o loiro.

 

    – Sasuke, para! – Gritou o irmão – Ele está bem, ele está bem, já está em um quarto que nem você, mas ele ainda está dormindo.

 

    – Eu quero vê-lo – Pediu agitado.

 

    – Calma, eu vou chamar uma enfermeira e ligar para a mamãe, ela está preocupada – Clicou no botão de chamar a enfermeira – E seu ombro está bem, caso queira saber.

 

    A enfermeira veio acompanhada de um médico que pediu alguns exames e disse que estaria liberado pela noite. Depois sua mãe apareceu junto a seu tio.

 

    – Você está bem meu filho? – A mulher perguntou preocupada.

 

    – Estou, mãe, tá tudo bem, eu ainda ganhei uma semana em casa – Disse não muito empolgado.

 

    – Sasuke – Chamou cautelosa – O que aconteceu lá? Os médicos e policiais não deram muitos detalhes, estavam esperando um de vocês acordar para confirmar as teorias.

 

    – Inclusive um deles está vindo para pegar um depoimento – Informou seu tio.

 

    – O que fizeram com Naruto? – Perguntou Itachi.

 

    – Quando se tem uma arma apontada para a cabeça não há muito o que se fazer. Ele voltou por uma criança e eu fui atrás dele, a criança fugiu e nós dois levamos um tiro, ele na perna e eu no ombro – Respirou fundo – Um cara, louco, apontou uma arma na nossa cabeça para ameaçar e nos forçou a… – Apertou os lençóis da cama e sentiu uma lágrima deixar seus olhos o lembrar da cena – Eu não consegui salvá-lo, não consegui impedir, eu não… – Foi abraçado por sua mãe.

 

    – Está tudo bem agora, ele está bem, vai ficar tudo bem – Ela o acalmava, a última vez que o vira chorar foi quando soube da morte do pai, Naruto era realmente alguém importante para seu filho.

 

    – Com licença – Pediu um voz que entrava – Meu nome é Hatake Kakashi, eu sou o delegado responsável pelo caso da escola, será que eu poderia ter alguns minutos com o senhor Uchiha Sasuke? – Pediu um homem jovem, embora fosse grisalho.

 

    A mulher olhou para o filho em uma muda pergunta se ele estava bem para isso e o moreno acenou para ela. O resto dos Uchiha deixaram a sala.

 

    – Primeiro, gostaria de saber a quanto tempo conhece o senhor Uzumaki Naruto?

 

    – Desde fevereiro.

 

    – Já o conhecia de começar a dar aulas para ele? – O moreno hesitou – Saiba que essa conversa vai ficar apenas entre nós da delegacia, você e o Uzumaki.

 

    – Antes – Respondeu por fim.

 

    – Como se conheceram?

 

    – Em um metrô na madrugada de domingo antes das aulas.

 

    – O senhor tinha alguma relação além de profissional com ele? Tinham alguma relação especial?

 

    – Não, mas… – Limpou a garganta – Nós já tínhamos nos beijado.

 

    – Isso aconteceu com frequência?

 

– Apenas duas. Uma vez naquela madrugada que nos conhecemos e outra nessa sexta.

 

    – Você o estuprou por livre e espontânea vontade?

 

    – O que!? Não, claro que não! Aquele homem pôs uma arma na cabeça dele, eu não podia fazer nada, eu não queria aquilo! – Se exaltou e seus ferormônios começaram a sair do controle.

 

    – Senhor, se acalme – Pediu – Eu tinha que fazer essa pergunta, não tem provas físicas de que você foi forçado a isso, só o vídeo da câmera, mas eu precisava de uma declaração formal. Você tem alguma ideia de por que eles foram a escola?

 

    – Não sei, eles apenas disseram que não haviam encontrado o que queriam.

 

    – Você sabe dizer quais eram os gêneros deles?

 

    – O que falava conosco era alfa, os três que me seguraram também e o outro que ficava mais para trás me parecia um beta.

 

    – Eles disseram nomes?

 

    – O beta chamava o homem que parecia ser o chefe de Mestre e no final disse Orochiru… Orumaro…

 

    – Orochimaru?

 

    – Isso, como sabe?

 

    – O diretor da escola nos deu esse nome, era aparentemente um dos inimigos do pai dele. Só ele?

 

    – Esse Orochimaru chamou o beta de Kabuto.

 

    – Certo – Ele anotou algumas coisas – Agora eu preciso que me de um depoimento sobre o que aconteceu, tudo o que se lembrar.

 

    Ficaram uns trinta minutos ali, Kakashi disponibilizou o vídeo para que o Uchiha lhe dissesse o que aconteceu. Logo após o delegado ir Asuma chegou e ficaram conversando até a noite quando o médico lhe liberou. A princípio não queria ir embora, queria dormir lá e espera até Naruto acordar, mas seu corpo ainda não estava saudável o suficiente para ele ficar em um lugar onde poderia facilmente pegar uma infecção. Foi convencido de ir para casa e voltar na manhã seguinte. Quando chegou ao saguão com seu irmão viu uma loira totalmente acabada discutindo com outra mais velha.

 

    – Ino, eu não quero saber, vai para casa! Você não é de ajuda nesse estado e hoje não é seu plantão!

 

    – Você quer que eu abandone o meu irmão aqui? – Perguntou Ino.

 

    – Seu irmão está com a sua mãe e sob meus cuidados, acha que eu não sou competente o suficiente para tomar conta dele?

 

    – Não foi isso que eu disse.

 

    – Pois bem, vá para casa.

 

    – Não tenho como voltar.

 

    – Não seja por isso, eu te levo – Itachi se intrometeu.

 

    – Mas que belo cavalheiro temos aqui – Tsunade sorriu – Agora vá para casa.

 

    A residente cansou de discutir e seguiu o Uchiha.

 

    – Filho, Sasuke irá conosco para casa – Informou a mãe – Ino, querida, descanse um pouco, deixe que o Itachi cozinhe para você.

 

    – Obrigada, Mikoto.



 

    Itachi estacionou na vaga da loira, que não tinha um carro já que morava quase do lado do trabalho. Entraram no elevador e ela apertou o botão do 5. Assim que chegaram ela abriu o apartamento 504, Itachi fez questão de gravar tudo para um dia, quem sabe, lhe fazer uma surpresa.

 

    – Não precisa cozinhar, seria muito abuso de minha parte, a gente pode pedir alguma coisa – Sugeriu indo direto para o quarto.

 

    – Tá tranquilo, você quer comer algo em especial?

 

    – Eu gosto de massa, mas com a fome que eu estou acho que como até pedra com sal – Ele riu e ela também.

 

    – Macarrão com molho branco pode ser?

 

    – Meu tipo preferido – Sorriu e desapareceu indo para o banheiro.

 

    Itachi se concentrou em fazer a melhor comida possível para a loira e isso ocupou sua mente que tendia a imaginar seu corpo nu a menos de 20 metros de si.

 

    Quando Ino saiu do banho ela foi direto para a cozinha, ainda secando o cabelo.

 

    – Nossa esse cheiro está maravilhoso – Disse ela parando ao lado do alfa. Mas ele nem ouviu o que ela falou, o cheiro dela estava tão forte depois do banho que ele não conseguia nem se mexer – Itachi?

 

    – Ah, desculpa, tá quase pronto – Se virou para ela e sorriu.

 

    – Certo, vou tentar secar meu cabelo e já volto – Se virou e saiu dando uma baixa risada.

 

    – *Mas que beleza hein Itachi, bancando o idiota na frente dela* – Se xingou mentalmente.

 

    Itachi estava pondo os pratos na mesa quando Ino retorna a cozinha e só agora ele realmente a viu. Ela usava uma calça de moletom roxa de cós baixo e uma blusa de manga comprida roxa também um pouco curta, ou seja, um pouco da barriga ficava exposta, mas não dava nem para ver o umbigo.

 

    – Quer ajuda aí? – Ela perguntou notando o olhar dele sobre si.

 

    – Ham… eu não sei onde estão os copos – Disse meio embolado.

 

    – No armário em cima da pia – Ela passou por ele e se inclinou um pouco sobre a bancada para pegar os copos. O Uchiha não conseguia deixar de olhá-la – Acho melhor nos servimos na panela mesmo, se não dá muito trabalho para lavar a louça depois.

 

    Ele apenas acenou, incapaz de falar. Comeram, lavaram as louças e sentaram no pequeno sofá da sala para ver um pouco de televisão, mas a loira estava especialmente dispersa e Itachi notou isso.

 

    – Como você está? – Perguntou o moreno.

 

    – Eu… – Suspirou – Estou preocupada.

 

    – Ele vai ficar bem, não vai? A doutora Tsunade disse que sim, não tem por que ficar tão nervosa.

 

    – Não é com o corpo dele que estou preocupada – Esclareceu – Eu sei que ele não é nenhuma criança, mas Naruto é tão inocente, ele terminou com o namorado porque achou que tinha que sentir "mais coisas" quando transasse com ele – Fez aspas e riu – Ele nunca se apaixonou até onde sei e eu realmente não sei como ele vai se recuperar desse trauma – Encostou a cabeça no ombro do alfa – Ele nunca experimentou o lado bom de se envolver com alguém e tenho medo que depois disso ele desista – Uma lágrima escorreu por seu rosto – Eu não quero que ele fique sozinho.

 

    – Ele não vai ficar, quando ele encontrar a pessoa certa nada disso vai importar – Se virou para ela e secou suas lágrimas – Porque quando encontramos a pessoa certa é como se nada, nem ninguém fosse mudar o fato que essa é a pessoa com quem devemos ficar – Disse olhando bem no fundo de seus olhos.

 

    Ela nada disse, apenas o abraçou sentando em seu colo e ele pôs-se a fazer um carinho em suas costas. Não sabia dizer exatamente quanto tempo havia se passado, apenas que em algum momento a ômega havia dormido. Levantou-se e levou-a a seu quarto, a pôs delicadamente na cama e cobriu seu corpo com o cobertor, quando ia sair sentiu algo segurar sua mão.

 

    – Não vai – Pediu sonolenta – Fica aqui comigo – Puxou sua mão.

 

    – Tudo bem – Não tinha como e nem queria dizer não àquela ômega.

 

    – Tem uma calça do meu pai que deve caber em você na última gaveta da esquerda se quiser – Bocejou. O alfa pegou a roupa e tirou a sua deixando perfeitamente dobrada em uma cadeira. A Uzumaki não era nem discreta e observou descaradamente tudo que o outro fez. O moreno se virou para ela e a mesma abriu um espaço na cama para ele que se deitou ao seu lado. Ela se alinhou a seu peito – Boa noite – Deu-lhe um leve selinho o surpreendendo.

 

    – Boa noite – Beijou sua testa, dormindo, assim, abraçado com ela.

 


Notas Finais


Espero que temha, gostado e que isso ajude a aliviar o tédio da quarentena XD
Quem puder, por favor, deixe um feedback! Até semana que vem, beijos!!


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