História Um Estranho no Natal - Capítulo 6


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Palavras 3.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente eu tô muito impactada com o cancelamento de Lucifer, então eu escrevi esse capítulo meio que chateada. Principalmente porque esse boy lindo na capa desse livro é o Lucifer (e as primeiras capas do Inferno de Richard também eram ele), o próprio Richard tem a aparência parecida com a dele e o Criador um pouco da personalidade.

A série decaiu bastante, mas merecia um final digno, principalmente pelo último episódio que foi incrível, mas o que fazer? Diabo de férias em Los Angeles, não mais T.T

Então vamos a mais uma parte do nosso encontro inusitado para ver se fico menos triste!! Richard, Christian e Jaynet estão esperando por nós!!

Capítulo 6 - O Vampiro veste Armani (Christian) P2


Fanfic / Fanfiction Um Estranho no Natal - Capítulo 6 - O Vampiro veste Armani (Christian) P2

Após o incidente com o garoto eu já não conseguia mais planejar nosso próximo passo contra o fantasma desaparecido. Isso porque Richard tomara a atenção de todos do shopping para ele e notei que, muitos daqueles que presenciaram a cena com o menino o estavam seguindo e tirando fotos sorrateiramente. Muitas fotos. Certamente em pouco tempo ele estaria em todas redes sociais, não só no instagram.   

Também não é para menos, o homem está vestido de uma mistura bizarra de Jaime Lannister com um personagem de Assissin's Creed!

Segurei Jaynet pelo braço, fazendo-a parar.

- Precisamos de um disfarce, umas roupas mais... normais para ele. Ele não pode ficar andando por aí vestido de Cosplay, será que você poderia dar um ajudinha?  

Desde que Richard se demonstrou um tremendo de um sanguessuga idiota Jaynet estava absurdamente quieta. Mas no momento em que pronunciei estas palavras que para ela eu sabia que eram mágicas seu rosto se iluminou mais do que o próprio sol. 

- Eu posso fazer esse enorme sacrifício pelo bem da moda!

Nós dois encaramos o Vampiro ao nosso lado que também se encontrava estranhamente calado, disperso em algum pensamento distante. Ao perceber que mantínhamos os olhos cravados nele, ele abriu um meio sorriso amarelo e constrangido.

- Ahnnn... er... eu queria me desculpar com ambos. Eu.. eu... meu mestre tem um humor muito peculiar e acho que com os anos de convivência acabei por pegar um pouco do seu jeito irritante. - Seu tom de voz se perdeu até se tornar um murmurio baixo. - Não queria assustar ninguém, exceto o garoto.. - Ele voltou os olhos para o lado evitando nos encarar frente a frente. 

Segurei seus ombros e o forcei a me encarar. De nada adiantaria ficar zangado com ele, nós precisávamos agir em conjunto e ser uma equipe. Então estudei atentamente suas feições, em busca de algum sinal negativo de meus instintos de mediador e graças a Deus nenhum pressentimento ruim veio. 

- Está bem, só não faça isso... ou qualquer outra loucura de novo. - Ameacei e ele anuiu concordando com a cabeça. - Você não pode continuar vestido assim e andando por aí num local público, entende? Chama muita atenção para nós e temos que nos misturar se quisermos pegar o fantasma.

Ele olhou em volta só então percebendo o tumulto que nos acercava. 

Ah claro ele é príncipe, deve receber esse tipo de atenção dia! E eu mendigando seguidores na rede.

- Então, você concorda? - perguntei com uma ponta de inveja.

- Com o que?

-Trocar de roupa!

-Ah! Tudo bem... - Ele uniu as sobrancelhas pensativo. - Portanto que eu possa manter minha espada comigo não vejo problema.

Mal Richard terminou a frase, Jaynet o agarrou discretamente pelo braço e saiu arrastando-o em direção a escada rolante. Segui os dois um pouco mais atrás até pararmos em frente a vitrine negra, familiar e bem equipada da Emporium Armani. Assim que entramos na loja uma vendedora ruiva e bem trajada com um terninho social preto examinou a Richard e a mim dos pés a cabeça com um semblante de asco, mas quando seus olhos estudaram mais atentamente minha face seu rosto se contorceu de maneira forçada até virar um estranho sorriso psicótico que me lembrou muito o do gato de Alice ou o Coringa do Batman.  

- Senhor Randall!!! Como vai seu pai?

De esguelha observei Jaynet passeando entre as araras, compenetradíssima em montar um novo visual ao nosso amigo sanguessuga. Eu tinha dado asas ao Diabo sugerindo que ela o vestisse e agora ela gastaria boa parte do meu dinheiro com isto.

- Vai bem. - A vendedora de aparentemente uns vinte e cinco anos assentiu e permaneceu parada, repleta de expectativa. Coloquei a mão no ombro do vampiro ao meu lado, tentando não transparecer meu nervosismo. - Este é meu primo, Richard Randall. Ele é um ator Irlandês e tivemos que fugir de um grupo de fãs numa sessão de autógrafos, de forma que ainda não conseguiu trocar de roupa então não repare seu visual peculiar.

Arfei impressionado comigo mesmo. Eu poderia não ter ganho nenhum poder miraculoso, mas essa coisa de ser mediador tinha aumentado bastante meu nível de mentira.

- Olá, Richard! - Ela lhe lançou um sorriso que dizia "gaste todo seu dinheiro aqui", já toda prestativa. - Vocês tem alguma coisa específica em mente?

- Não, somente algo muito discreto - respondi com os olhos fixados em Jaynet, deixando claro que não era para ela exagerar.

Ao som de Light For The Deadvine do People In Planes que ecoava sutilmente pelos auto-falantes da loja, minha fantasma favorita percorreu as araras de ternos com a animação de quem nasceu para comprar. Ela apontou para algumas peças e fui retirar do cabide para ver o que havia escolhido me segurando para não falar diretamente com ela em público. 

- O que foi? - perguntou ao ver minha cara. - Ele é um vampiro deve gostar de preto, não? 

Revirei os olhos para ela esperando que ela entendesse que estava estereotipando o cara. Sua escolha ia do terno até o lenço com o mesmo tom negro que poderia irritá-lo, ou não. Não sabíamos. E depois do cinema, eu não queria pagar para ver.

- Richard, quais são suas cores favoritas?

- Vinho, azul escuro... - ele baixou o olhar para as peças que eu segurava e franziu o cenho. - Gosto de preto também, mas... tem preto demais. Há algum motivo específico para isto?

Eu ia dizer que Jaynet era preconceituosa, mas me dei conta de que a vendedora achava que era eu quem havia escolhido aquilo tudo. Essa coisa de ninguém vê-la é um tremendo saco as vezes.

- Não... Eu vou procurar outra coisa para você. - Fuzilei Jaynet com os olhos.

Alguns minutos depois ela optou por um terno social preto com a camisa e colete internos de seda azul marinho e um lenço da cor vinho, que não tinha nada a ver com o conjunto, mas que estranhamente combinou muito bem. E seguindo meu tamanho como parâmetro a atendente desapareceu em direção ao estoque com a terrível missão de encontrar medidas corretas para ele. 

Digo terrível porque a julgar pelos meus míseros 1,85 e meu corpo quase músculos, Richard era totalmente oposto com seus aparentes dois metros e trinta de altura, o que no mundo dele (e nas ligas de basquete) devia ser normal, mas acabou dificultando bastante a situação da pobre moça. Ficamos um bom tempo esperando. Ele não pareceu surpreso nem nada, apenas suspirou e podia ser coisa da minha cabeça, mas pode jurar que estava mais pálido do que hoje cedo. 

- Você está bem?

Ele piscou algumas vezes antes de me responder.

- Sim, estou bem. Apenas preocupado com algumas coisas.

Ele esfregou as têmporas com ambas as mãos e apesar de estar claro que sua resposta não era totalmente verdadeira, de que estava escondendo alguma coisa, não senti nenhuma premonição anormal. 

Ia pressioná-lo a contar qual era o problema quando a vendedora retornou exatamente com o modelo que Jaynet havia escolhido e mais alguns quatro modelos parecidos e o arrastou para o provador. Nem preciso dizer que se não fosse o bom senso e a possibilidade de uma compra bem gorda ela teria entrado na cabine com ele, assim como todas as mulheres presentes na loja - incluindo minha fantasma. 

Chegava a ser irritante a maneira promíscua com que elas o olhavam e o fato dele não perceber ou não dar a mínima para nenhuma delas só aumentava minha irritação.

E considerando as circunstâncias, acho que era a segunda opção. Quer dizer, homens são essencialmente distraídos, mas qualquer um notaria se estivesse constantemente sendo secado com os olhos. Para agir com tanta indiferença deve ser algo rotineiro para ele, o Príncipe.

Filho da puta sortudo!  

Como se não pudesse ficar pior, o Richard que deixou o provador parecia outra pessoa. A exceção dos fios pretos na altura do queixo e desgrenhados poderia facilmente se passar por um executivo ou milionário de muito poder. Jaynet pareceu muito satisfeita por sua escolha, comemorando com rodopios no ar e realmente ela tinha muito talento para a coisa, eu tinha de admitir. 

- Richard, você é tão lindo que eu nem tenho palavras!!! Mal posso esperar para vê-lo de cabelo cortado e barba feita.

Ele percebeu por si que não poderia respondê-la e se contentou a dar-lhe um sorriso discreto. Ou talvez sua resposta tenha se baseado no olhar que eu fulminante o lancei. Vai saber.

- Ficou muito bom em você. - elogiou a vendedora, interessada em algo mais que a comissão sobre a venda.

Ela acariciou-lhe a lapela tomando uma distancia totalmente imprópria, ergueu o rosto e o encarou profundamente nos olhos como se fosse ronronar. Por um breve momento, o vi erguer as sobrancelhas surpreso e então corresponder ao flerte.

Fingido!!! até parece que ele não tinha percebido antes.

- O senhor deseja mais alguma coisa? - perguntou com um sorriso malicioso. Richard negou com a cabeça de má vontade, ponderando insinuar alguma coisa e quis pôr para fora toda a pipoca do cinema que ainda estava em meu estômago. A atrevida retirou um cartão de seu terninho risca-de-giz, escreveu algo no fundo dele e o colocou no bolso de trás da calça de Richard, acariciando-o discretamente de maneira íntima. - Qualquer coisa anotei meu número pessoal.  

- Richard, vamos! - controlei o nojo em meu tom de voz e me aproximei deles encerrando aquele flerte ridículo.

- Deseja algo para você, Senhor Randall?

Jaynet me encarou com um olhar esperançoso. Ia gostar de vê-la escolher roupas para mim também, ia mesmo, mas não tínhamos tempo. Fora que eu já estava gastando uma pequena fortuna com os conjuntos do vampiro a minha frente, boa parte de minha mesada de filhinho de papai do mês. 

Se fantasma essa mulher já estoura meu cartão, imagina quando voltar à vida?!

- Hoje não, obrigada. - Entreguei-lhe meu cartão infinte a ela, que se apressou em desaparecer com ele antes que me arrepende-se. 

A verdade é que eu não me sentia confortável em ser sustentado pelo meu pai, então vinha tentando economizar e estava conseguindo, até minha fantasma aparecer em meu quarto. 

Jaynet sempre me faz entrar em lojas e comprar coisas que ela deseja, mas que nunca poderá usar. Eu ficava com pena e cedia sempre aos seus caprichos de forma que meu closet além de roupas masculinas contém muitas sacolas lacradas de lojas femininas. Uma verdadeira infinidade de vestidos, sapatos, joias, maquiagens, perfumes... Coisas que eu não poderia explicar facilmente caso um de meus amigos aparecessem por lá de surpresa sem ser considerado um homem com gostos peculiares, ou algo assim...

Nada contra, mas porra eu sou hétero! 

- Er.. você pode vir aqui um pouco Christian?

Intrigado, fui até o Vampiro que me encarava com um olhar apreensivo e engoli em seco quando ele me segurou pelo colarinho e me arrastou para dentro do provador. 

- Eu não gosto de homens!! - Disparei apavorado pelos meus pensamentos anteriores e pelo pequeno espaço que disputávamos.

Jaynet deu uma gargalhada do outro lado da porta. Richard arregalou os olhos verdes perplexos e fez uma careta.

- A-as armas, esconda-as na s-sua... sacola esquisita. Pelos reis, eu não tenho nenhum interesse em você!!!

- Vampiros costumam ser bissexuais. - retruquei examinando o verdadeiro arsenal que ele carregava. Cerca de dez adagas pequenas, algumas armas em formato de foice curvilíneas, uma espécie de adaga irregular de duas pontas. Além de alguns potes de um liquido escuro e sua espada. - Onde você escondia tudo isso?! 

- Não tenho a mínima ideia de qual besteira você está falando agora, garoto! Bissexuais? - Ele jogou as coisas rapidamente na mochila aberta.

- Você sabe.. "atira para os dois lados". - fiz aspas no ar, o que só aumentou sua cara de confusão. -  Sabe, alguém que gosta tanto de homem quanto mulher. - Ele parou o que estava fazendo e me encarou com um sobrancelha erguida. 

- Eu não sou isso! - disparou, porém com um semblante divertido estampado em sua face.

- Que bom, porque só há um propósito para dois homens trancados num provador, pelo menos para quem está do outro lado e não consegue enxergar o que estamos fazendo..

Ele me encarou horrorizado compreendendo minha insinuação e disparou porta afora. Ao menos isso ele entendia sem precisar de maiores explicações. Guardei sua espada e fechei o ziper até onde consegui pois parte do cabo ficara para fora e senti minha mochila uns trinta quilos mais pesada. Me arrastei para o corredor com dificuldade pelo excesso de peso em minhas costas - já estava pesada antes pelas coisas do ritual - e dei de cara com a vendedora a correr os olhos de mim para ele.

Ela me entregou a maquina de cartão de crédito com a face levemente ruborizada. Digitei a senha e ela não conseguiu esconder o semblante parcialmente decepcionado que pleiteou seu rosto. Na certa pensava que a gente era um casal. Richard e eu. 

- Obrigada senhor Randall.

Quando ela me entregou o comprovante tudo que eu queria era sair imediatamente dali. Jogamos as roupas de Richard no lixo e seguimos com a mesma história de ator estrangeiro para o salão de cabeleireiro. Logo as mechas compridas do vampiro se resumiram a três dedos de um cabelo muito bem arrumado em gel. Ele nem se importou, pelo contrário pareceu entusiasmado com seu disfarce de humano normal deste mundo.

- Tem algo mais que vocês precisam mudar em mim?

Richard pegou a mochila das minhas costas quando achou que eu não conseguiria mais carregar, o que era vergonhoso porém verdade. Não o sou o cara que vive pegando peso em academia, embora eu esteja tentando me exercitar mais ultimamente. Jaynet o segurou pelo braço avaliando seu rosto recém barbeado.

- Eu acho que vocês está perfeito assim. A gente podia assistir outro filme e ver se o fantasma aparece. E então ir embora. - ela se voltou para mim e me lançou um olhar severo. - Você esqueceu da ceia de natal, Chris. Richard poderia ir conosco e ver o que o natal realmente é, poderíamos apresentar ele aos meninos. Michael vai surtar quando conhecer um Vampiro de verdade!

Sim, eu havia me esquecido totalmente. Nós costumávamos comemorar o natal cada um com suas respectivas família, mas como poderia ser nosso último natal juntos e o primeiro natal em nossa casa nova fiz os meninos montarem uma ceia tradicional só para a gente. 

- Eu não tenho outro lugar para ir. - Richard deu de ombros.

- Ótimo, então..

Jaynet foi interrompida pelo o som dos auto-falantes que geralmente anunciavam promoções espalhados por todo terceiro andar. Mas dessa vez não foi o que aconteceu. A voz feminina dizia no tom mais ameno possível que uma ameça de bomba foi encontrada no primeiro andar e que todos mantivessem a calma, mas deixassem a pista de patinação imediatamente. Ela tentou dizer mais alguma coisa, porém o resto foi do anuncio foi abafado por uma gritaria endurecedora vinda dos andares inferiores. Revirei os olhos e corri até a beira do vão central, fitando a confusão lá em baixo. 

Esse fantasma não poderia ser menos criativo!

- É ele? 

- Sim. - Respondi a Richard pensando no anuncio e que ninguém jamais se manteria calmo nesta situação.

- Eu vou procurar o cretino, fiquem aí. - Jaynet nos deixou flutuando de forma agitada para o andar inferior. 

- Não, nós temos que ajudar os humanos!! 

Richard avançou até a escada rolante antes que eu pudesse lhe explicar que provavelmente o fantasma não portava um bomba de verdade, que muitos dos espíritos era dramáticos quando aborrecidos ou quando não conseguiam alguma coisa e gostavam de chamar a atenção. Ele tentou abrir passagem dentre os humanos que subiam afoitos por ambas as escadas, sem obter sucesso. Então para meu completo pavor e paranoia, ele subiu no corrimão e saltou de lá na frente de todo mundo, aterrizando cerca quarenta metros abaixo no térreo com admirável perfeição.  

Enquanto alguns comentavam assombrados sobre seu feito e alguns outros fugiam, passei discretamente as pernas para o outro lado do parapeito e calculei meu salto até o segundo andar. Dez, quinze metros? não saberia dizer. Tudo que eu sabia era que as aulas de Parkour que Nick queria que eu fizesse com ele quando tinha quatorze anos agora fariam falta.

Puta que pariu! Lá vou eu!

A adrenalina afetou minha respiração e um arrepio percorreu minha espinha. Mantive o peso do meu corpo nos braços, fitando o chão com uma leve vertigem. Desde que o fantasma louco que habitava a escola me lançara da janela do terceiro andar eu tinha pavor de altura. No entanto lá estava eu no terceiro andar novamente.  Ser mediador é uma merda.

- Ele vai pular também!! - Apontou um desconhecido que havia visto Richard saltar.     

Antes que alguém me puxasse de volta controlei o embrulho que ameaçava se formar em meu estômago e saltei em direção ao parapeito debaixo, rolando pelo piso encerado. Rapidamente levantei e repeti o processo no segundo parapeito que levava ao térreo prevendo que a dor de ter quebrado algum osso me atingiria em algum momento e eu não conseguiria mais pular. Atingi o chão como um gato pulando de uma árvore e transbordei de satisfação pessoal.

Próximo a pista de patinação, Richard e Jaynet travavam uma verdadeira batalha contra o espectro. Ela tentava cercá-lo enquanto ele desviava assustado dos golpes que o vampiro dava. Corri em direção aos três mais certo de que não tinha quebrado nenhum osso e o fantasma aproveitou a distração de minha chegada para se desvencilhar da dupla e flutuar rapidamente até a beira da escada rolante do terceiro andar. 

-Porra, eu acabei de descer!

- Demorou muito por sinal. - Disse Richard, já correndo em direção a escada rolante. 

- Não, nós nunca vamos conseguir subir por aí. Vamos pela escada normal. - agarrei seu braço e o puxei até o canto esquecido do shopping enquanto Jaynet se adiantava sumindo em meio ao teto.

Richard tentou se desvencilhar do meu braço com uma expressão cansada em seu rosto.

- Vem, eu posso saltar e levar nós dois lá para cima. 

- Não, não pode! As pessoas vão ficar mais apavoradas se verem você fazendo isso. Já ficaram quando você desceu daquele jeito insano. E elas podem fazer alguma coisa com você ou comigo. - Ele concordou com a cabeça a contragosto e começamos a correr no meio daquelas pessoas desesperadas.

Foi quando ouvi o estrondo. Eu via as pessoas serem lançadas brevemente para o ar, mas não sentia o tremor e nem entendia o que estava acontecendo até Richard me puxar bruscamente para o chão a beira da porta da escadaria de emergência e me cobrir utilizando do próprio corpo. A fumaça branca levantada pelo concreto preencheu o primeiro andar, fazendo meu coração disparar freneticamente enquanto tudo ruía ao meu redor.

Ele tinha mesmo uma bomba. Eu devia ter pressentido que o perigo não estava mais em Richard, e sim naquele que fugia de nós.  

Que péssimo Mediador eu era.


Notas Finais


Continua...


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