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História Um Estranho Quase Perfeito - Capítulo 22


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, amadxs!

Esse capítulo seria muitoooooo grande e como vi que tem muita gente que não gosta de capítulos com mais de 10K, decidi por dividir o mesmo. Achei melhor também porque as ideias ficaram mais claras com essa divisão.
Neste capítulo, achei importante colocar o nosso cowboy "fazendo amizades" com outros caras, afinal ele precisa se socializar.
Infelizmente, não tem interação OQ aqui. No próximo terá, com certeza.
Peço para que vocês tenham um pouquinho de paciência e acompanhem o desenvolvimento do Robin. Essa história é dele e para ele. Acho que vocês já observaram isso nos *povs* de cada att e também no nome da fic.
Vou fazer capítulos pra Regina também (principalmente na 2a parte da estória), mas por enquanto o desenvolvimento é focado nele, ok? Mesmo que essa estória seja AU, acho que no seriado ele foi explorado porcamente e pobremente. Então, devia alguma coisa a esse personagem. hehehehe

Falando da fic:
- Faltam mais ou menos uns 3 capítulos para o fim da parte 1.
- Aliás, já tenho o fim dessa parte escrito desde que comecei a estória.
- Na parte 2 também pretendo fazer com um tom de comédia, mas será mais puxada para o drama, pois essa sempre foi a intenção original.

*** E preciso da sugestão de vocês para o próximo capítulo, pois escrevi 2 versões e a mais votada será publicada. Vou abrir enquete no TT ***

Sem mais delongas, eis aqui a att.
Bjuuuuuuu

Capítulo 22 - Nem fodendo eu vou fazer isso!


Sempre fui um homem mal humorado, acho que isso nunca foi segredo para ninguém. Mas, naquela mesma manhã em que minha namorada havia partido para Las Vegas com suas amigas, mal humor não seria capaz o suficiente para descrever minha amargura.

O motivo disso, além de Regina estar longe de mim, era que eu estava em um bote cheio de marmanjos barbados, no meio de um lago e tentando segurar uma maldita vara de pescar enquanto quase cochilava com tanto marasmo.

“Então, rapaziada! Divertido, né?” Killian, com uma animação inexplicável, tentou fazer companhia ao som dos grilos que escutávamos por quase duas horas.

“Cara, isso não tá legal. Estou quase derretendo debaixo desse calor dos infernos!” Graham rompeu o silêncio e agradeci pela honestidade e apelo de meu primo.

E, por falar em Graham, há uns dois meses fui até a delegacia e ele me entregou as malditas fitas de vídeo. Não foi nada emotivo. Não choramos, não nos abraçamos e nem sequer explicações foram dadas um ao outro. Talvez conversar sobre nosso passado tornasse a situação ainda pior entre nós. Afinal, sabíamos o que tinha acontecido. A diferença era que agora ele não me culpava pelos atos de seu próprio pai. Apesar de tudo, Graham se tornou um bom homem. Como xerife, nunca abusou de sua autoridade ou aproveitou de seu cargo, apesar de usufruir de algumas de minhas propriedades, mas não vou culpá-lo por isso. Mas, retornando ao nosso encontro, as únicas palavras que trocamos quando ele me entregou as fitas foram: “O que você vai fazer com essas merdas”? e “Vou destruí-las”. Acenamos com a cabeça um para o outro e apertamos nossas mãos. Para nós, estava resolvido daquela maneira e tinha sido o suficiente. Cumpri com o combinado e tinha certeza de que o ódio que ele mantivera por mim durante tanto tempo agora não se passava de um mal entendido. Bom, pelo menos era o que eu esperava. Porém, não éramos amigos e talvez nunca seríamos. Mas, pelo menos suportávamos a presença um do outro, nos comportando de maneira civilizada e, até mesmo, concordando em algumas situações. Pescar em um barco caindo aos pedaços com um bando de peludos era uma delas.

“Além disso, as meninas estão em Las Vegas e nós aqui... pescando nada neste fim de mundo e quase morrendo de insolação.” Graham concluiu, levantado inquieto de seu assento no bote.

“Obrigada, Graham. Até que enfim alguém com uma opinião coerente e sensata.” Disse, concordando com os argumentos de meu primo.

Viram só como eu estava evoluindo e me tornando uma pessoa melhor? Já conseguia interagir civilizadamente com pessoas que até pouco tempo atrás saia aos murros, rolando em algum gramado. Talvez Dra. Linda estivesse mesmo fazendo alguma diferença em minha vida.

“Sejam pacientes. Nada se compara a emoção que vocês vão sentir quando fisgarem o primeiro peixe.” Killian balançou sua vara animadoramente, olhando para os quase mortos-vivos sentados no bote.

“Talvez quando algum milionário bonitão fisgar a sua noiva em Las Vegas você sinta uma emoção ainda maior.” Graham provocou, me fazendo rir pela primeira vez daquela situação ridícula.

“Amigos, vocês estão querendo me deixar pra baixo na minha despedida do solteiro?” Killian indagou.

“Sinceramente, não sei por que vocês também não foram pra Las Vegas.” Balançando a cabeça em desaprovação, Neal falou.

“É despedida de solteiro, cara! O objetivo é ficar sozinho.” Killian rebateu.

“Mas, vocês podiam ter ido a lugares diferentes lá. Além disso, hoje em dia quase não existe mais essa celebração arcaica na qual o casal tem que ficar separado. Vocês podiam ter feito um chá bar, por exemplo. Foi o que nós fizemos, né querido?” Jefferson completou o raciocínio de seu marido Neal, que concordava e acariciava seu joelho.

“Killian, o pessoal apenas está sendo realista. Enquanto estamos sentados num barco decadente no meio de um lago fedorento, nossas namoradas estão na cidade grande se divertindo em boates e cassinos.” August respondeu.

August não era meu amigo, aliás, eu não tinha amigos. Mas, August sempre foi um cara decidido e enfático. Ele era marceneiro e construía as melhores mobílias de todo o estado, inclusive, muitos dos móveis de minha casa ele havia planejado e instalado. Ele namorava há anos uma moça que trabalhava na delegacia da cidade e ajudava meu primo, principalmente em assuntos investigativos. Acho que o nome dela era Emma. Nunca tinha trocado sequer uma palavra com aquela moça até na semana passada, quando fui à casa de Regina e ela estava lá com as outras garotas acertando os detalhes da viagem. Emma, se esse fosse mesmo o nome dela, parecia ser uma garota legal e reservada. Pelo menos à primeira vista, achei que poderia confiar que ela impediria que as outras malucas fizessem uma grande besteira em Las Vegas.

“Porra, meu! Não tinha pensando nisso!” Meu futuro cunhado imbecil exclamou, assim que a sanidade invadiu sua mente extremamente lenta.

“Você é muito idiota, Killian.” Tinha prometido à minha irmã e Regina que iria parar de ofender aquele cara, mas era uma missão impossível.

“Vamos pra lá agora!” Killian exigiu, com toda sua sabedoria duvidosa.

“Como? Com esse barco? Quando chegarmos lá, sua noiva já terá se casado... com outro homem!” Graham provocou.

“Vocês não estão ajudando, amigos!” Meu quase cunhado respondeu.

“Cadê seu avião, Robin?” Killian perguntou.

“Não é meu, foi alugado.” Respondi.

“Puta que pariu! Você é muito burro, cara! Como é que você aluga um avião e manda as meninas pra aquela cidade?” Killian exclamou e então eu explodi, levantando de meu assento improvisado no bote e partindo para cima da cria de capitão Gancho que praticamente era um membro de minha família.

Além de ele ter nos colocado naquela situação, ainda ousava culpar a mim e me chamar de burro? Definitivamente, aquilo não ficaria assim!

“Burro é você que teve essa ideia de merda em primeiro lugar, seu idiota!” Disse enquanto tentava socar meu cunhado, mas Graham e August me impediram de qualquer aproximação arriscada.

“O bote vai virar, seus retardados!” Neal exclamou.

“Por favor, faz eles pararem, amor!” Jefferson gritou, em pânico, enquanto tentava se equilibrar nos cantos daquela espelunca que custava a flutuar sob as águas.

“Meu marido não sabe nadar, seus imbecis! E eu juro por Deus que se esse bote virar, eu afogo cada um de vocês com minhas próprias mãos!” Neal disse, com uma determinação intimidadora.

“Vamos manter a calma e tentar pensar em uma solução.” Enquanto o bote ainda balançava um pouco, mas já se estabilizava novamente na água, August tentou acalmar os ânimos.

Sentei novamente em um canto do bote, tentando respirar fundo e ignorar a ignorância daquele homem esquisito que se casaria com minha irmã em poucas semanas.

“Posso tentar conseguir um jato.” Depois de pensar em outras alternativas, dei uma sugestão útil.

“Sério? Então tenta, porque não vou deixar Ruby sozinha na capital do pecado por mais nem um segundo.” Graham pediu.

“Graham, se não nos odiássemos tanto, até poderíamos nos dar bem.” Disse enquanto ligava para David.

“Mas, nós ainda não pescamos nenhum peixe.” Escutei Killian reclamar, mas assim como os outros rapazes, também o ignorei enquanto esperava David atender ao celular.

****************************************

David providenciou um jato rapidamente e eu, junto com os outros patetas, estava voando rumo à Las Vegas antes do meio-dia.  A viagem seria longa, mas pelo menos estávamos tomando alguma atitude. Regina ficaria furiosa, mas procurei não me ater àquele pequeno detalhe.

“E agora? O que a gente faz?” Killian indagou, assim que desembarcamos na cidade do consumismo exagerado.

“David reservou quartos em um hotel e acertou tudo. Vamos até lá para nos vestirmos adequadamente. Tem uma loja de roupas no primeiro andar que estará a nossa disposição.” Pronunciei, apesar de não ter ideia do que faríamos lá.

“Como assim, cunhado? Já estou vestido.” A besta quadrada com delineador nos olhos disse.

“Cunhado é seu...” Eu estava tão fodido com aquele cara que não conseguia nem ouvir o som de sua voz. Nunca tinha ido àquela cidade, nunca tive vontade de ir em lugares movimentados e barulhentos, mas não via outra alternativa. E tudo era culpa do meu futuro cunhado.

“Relaxa, Robin. Deixa pra lá.” August aconselhou.

“Killian, se você aparecer vestido de couro nos cassinos ou hotéis, nós não teremos a mínima chance de entrar, entendeu? Temos que colocar smokings.” August tentou explicar, mas é claro que a anta marítima não entendeu.

“Eu tô legal assim.” Killian, olhando para seu figurino, proferiu.

Não disse que meu cunhado era um imbecil?

“Você quer que sua noiva se case com você?” Graham perguntou.

“É lógico, cara!”

“Então cala a boca e veste a porra da roupa que for necessário!” Meu primo exclamou enquanto caminhávamos em direção ao carro que nos aguardava no aeroporto.

Apesar dos pesares daquela situação, ao ver aqueles caras idiotas e caipiras esmurrando os ombros um do outro, se provocando, falando besteiras e discutindo, pude vivenciar uma sensação desconhecida, porém reconfortante. Pela primeira vez, de uma maneira estranha e inesperada, eu senti que tinha amigos ao meu lado.

************************************

“Que roupa mais esquisita. Não consigo nem respirar com esse troço apertando a minha garganta.” Killian disse, tentando alargar a gravata borboleta que apertava seu pescoço.

David havia reservado um espaçoso quarto em um luxuoso e nós estávamos nos arrumando para a noitada que, com certeza, não terminaria bem.

“Esse troço se chama gravata. Respira fundo, cara.” Jefferson disse, tentando arrumar novamente as vestimentas do meu futuro cunhado.

“Onde elas estão, Robin?” Graham perguntou enquanto eu lia as mensagens que David enviava para o meu celular.

 “Puta que pariu!” Exclamei alto, assim que recebi a resposta de David.

“O que foi?” Graham perguntou.

“Elas estão aqui no hotel.” Respondi.

“Isso é bom, não é?” Meu primo indagou.

“Tinker alugou a suíte presidencial e contratou um grupo de streapers.” Respondi.

Não fiquei nem um pouco surpreso, afinal era a despedida de solteira da minha irmã, que eu conhecia muito bem. Mas, no fundo e, inocentemente, pensei que talvez o cenário seria diferente.

“Ela fez o que?” Arregalando os olhos, o pirata se indignou.

“Vamos lá pro quarto do presidente agora! Ele que não ouse colocar as mãos na minha noiva!” Killian exclamou.

“Pelo amor! É suíte presidencial, Killian, não tem nada a ver com o presidente!” Jefferson estava inconformado com a inocência ou ignorância de meu futuro cunhado.

“Calma, querido. Prometo que a gente não vai passar vergonha com esses caipiras trogloditas.” Neal abraçou seu marido em sinal de conforto, falando baixinho, mas eu pude escutar.   

“Robin, o que a gente faz?” Graham indagou.

“Não tem o que fazer. David me disse que minha irmã advertiu solenemente para que somente os streapers pudessem entrar na suíte.” Respondi.

Regina iria pagar caro por estar em um antro cheio de homens desconhecidos e pelados se esfregando nela. Não era culpa dela, eu sabia disso. Se minha terapeuta me ouvisse agora, iria me condenar solenemente por estar sendo machista.

Mas, o que eu poderia fazer? Fingir que nada estava acontecendo e jogar cartas no cassino do hotel?

Regina era minha primeira namorada. Eu não tinha experiência nenhuma com relacionamentos saudáveis. Aliás, nunca havia tido nenhum tipo de relacionamento e não sabia lidar com pessoas. Vocês podem achar que uso isso como desculpa para todas as minhas falhas, mas não é verdade. Eu simplesmente não sabia como agir. Dra. Linda estava ajudando muito, mas como ela disse, mudar meu comportamento e atenuar minhas inseguranças seria um processo longo e doloroso.

Podem me chamar de machista, eu não ligo. Duvido que vocês, mulheres, gostariam que seu namorado ou marido estivesse num lugar reservado e erótico recebendo um lap dance de alguma dançarina gostosa. Julgar o erro dos outros é fácil, mas antes experimente se colocar no lugar dos outros. Empatia que chama isso, não é mesmo? Pois então, use-a antes de julgar.

Apenas imagine seu namorado em uma despedida de solteiro, bêbado, ficando excitado com uma mulher desconhecida.

Vocês até podem tentar amenizar a situação e dizer que confiam em seus companheiros, que eles nunca as trairiam. Não duvido disso. Existem homens fiéis; eu sou um deles, podem acreditar. Mas, o homem da cintura para baixo não tem cérebro, tem um pênis. E desculpem desapontar, mas o pênis não pensa. Esse órgão acéfalo reage à estímulos visuais e sensoriais, mesmo quando a gente não quer. Então, a grande verdade é que seu namorado ficaria sim de pinto duro se alguma mulher se sentasse em seu colo e se esfregasse nele.

Só de imaginar a situação dói, não é mesmo?

Peço desculpas por trazer essas verdades à tona. Apenas queria que vocês entendessem como funciona. E o mesmo se aplica às mulheres. Ou vocês vão me dizer que não ficariam excitadas ou no mínimo curiosas se um cara gostoso, malhado e de cueca dançasse e se exibisse na frente de vocês?

“Você é milionário, cara. Pode subornar alguém. Sei lá...arrume um jeito!” Enquanto eu imaginava a quantidade de homens que poderiam estar excitando Regina, percebi que Killian parecia desesperado, andando de um lado para o outro do quarto.

“Agora você está preocupado? Foi sua ideia, idiota!” Tentando tirar minha mente de devaneios nada convenientes, exclamei.

“A ideia foi da sua irmã!” Meu futuro cunhado tentou se defender.

“Mas, você concordou, não é mesmo?” Perguntei, retoricamente.

“Acho que vocês chegaram ao fim da linha, rapazes.” Neal falou.

“A gente pode se divertir aqui no cassino do hotel mesmo. Além disso, suas namoradas ficariam furiosas se vocês aparecessem sem avisar e acabassem com a festa delas.” Jefferson alertou e é claro que ele tinha razão.

“Rapazes, concordo com meu marido e acho melhor vocês esquecerem essa ideia idiota de invadir o quarto delas.” Neal reiterou.

“Ah não! Eu não vou ficar aqui enquanto Ruby está num quarto reservado cheio de homens pelados!” Graham pegou uma garrafa de vodca do frigobar, abriu, deu um generoso gole direto na boca do vasilhame e ofereceu a meu cunhado, que bebeu e repassou a garrafa adiante.

“Graham... eles estão certos. Vamos ficar aqui no cassino do hotel, podemos jogar cartas e nos embriagar.” Disse e não acreditei em minhas próprias palavras.

Dra. Linda estava de parabéns porque nem eu mesmo me reconheci nas palavras proferidas por aquele homem sensato, que era eu, no caso. Apesar de tudo o que imaginei de pior, eu confiava em Regina. Mas, o problema não era ela, eram os safados se esfregando nela, como eu já expliquei e não estava com paciência de ter que convencer ninguém naquele momento. Eu estava confuso e já sentia os primeiros sinais do álcool que compartilhávamos percorrer minhas veias.

“Homens não entram, mas as mulheres estão lá para verem homens fazendo striptease, certo?” Graham começou a externar seus pensamentos.

“Obviamente. Mas, ainda não entendi seu ponto de vista.” E eu realmente não tinha entendido.

“Talvez você não possa comprar os seguranças do quarto, mas certamente poderá subornar os streapers.” Ele completou.

“E....” Tentei entender o enigma complexo, enquanto bebericava outro gole de vodca.

“Nós podemos nos passar por eles.” Graham concluiu.

“O quê? Nem fodendo!” Eu já estava meio bêbado, mas nunca que faria uma coisa daquelas nem que tivesse tomado uma garrafa inteira de absinto.

“É uma ideia, Robin. Ridícula, mas talvez funcione. Não acho certo o que vocês pretendem fazer, mas acho que essa é a única maneira.” August interferiu.

“Elas não vão gostar, amor. Só estou avisando.” Jefferson advertiu, olhando para seu marido.

“Com certeza elas já devem estar bêbadas. Talvez nem percebam que eles estarão lá.” Neal retrucou e, pela feição de Jefferson, o mesmo concordou.

“Mas, nós não iremos de jeito nenhum. De acordo com a programação, vai ter show de drags daqui a pouco no salão pink” Jefferson falou, enquanto olhava atentamente um folheto com a programação da noite.

“Com certeza, querido. Boa sorte, rapazes!” Neal agarrou a cintura de seu companheiro e beijou carinhosamente sua bochecha, enquanto encaminhava seu marido à porta do quarto.

“Obrigada pelo passeio, Robin. Nós vamos nos divertir muito aqui.” Jefferson parecia realmente feliz e agradecido, e eu apenas acenei com a cabeça enquanto a porta se fechava, contente por estar proporcionando àqueles dois algum divertimento.

“Eu topo ser um streaper!” Sem aviso prévio e mudando totalmente o rumo da conversa, Killian exclamou. Típico do meu cunhado fazer coisas como aquela. Aliás, como ele conseguiu ficar todo aquele tempo calado?

“Claro que você topa.” Disse, enquanto percebia que ele acendia um cigarro estranho.

“Beleza então. Vai lá pro cassino jogar tranca e caçar moedas enquanto a Regina balança aquela bunda enorme pros caras, seu corno manso!” Killian disse e agora ele tinha ido longe demais. 

“Eu vou quebrar tua cara, aprendiz de Jack Sparrow!” Com o álcool encorajando minhas atitudes, pulei pra cima dele.

Não estava acostumado com bebidas destiladas, o máximo que já havia feito era ter tomado um porre de cerveja. Então, certamente não estava em meu juízo perfeito.

“Caralho! Parem com isso!” Escutei meu primo nos repreender.

“Me solta, porra!” Disse, tentando me soltar de Graham.

“Se acalma, Robin!” August advertiu e se colocou entre mim e Killian.

“Ainda vou matar esse cara, Graham.” Disse.

“Isso aí é maconha? Você está louco?” Indaguei, com os olhos arregalados, ao perceber do que se tratava o cigarro estranho que meu futuro cunhado estava tragando.

“Ainda não estou, mas a intenção é ficar.” Killian respondeu, sorrindo mais que o necessário.

“Era só o que me faltava ter que aturar esse cara chapado.” Minha vontade era sair correndo dali o mais rápido possível, abandonar aqueles caras, aquela situação e voltar pra minha fazenda.

“Aqui a maconha é legalizada pra fins recreativos.’ August disse.

“Quer um bola, cunhado?” Killian me ofereceu o baseado.

“Não vou fumar isso nem fodendo!” Nunca tinha usado drogas e com certeza não usaria naquela noite.

“Bundão!” Escutei Killian me ofender, mas quase tinha agredido aquele cara duas vezes em menos de 24 horas, então fingi não escutar. Além disso, minha cabeça já estava rodando e eu estava enxergando três Killians diante de mim – como se apenas um não fosse o suficiente.

“Rapazes, foco, porque agora a gente precisa agir.” Graham proferiu enquanto meu futuro cunhado parecia alheio à situação, dando mais um trago de seu cigarro.

“Não acredito que você está cogitando participar disso.” Disse, balançando a cabeça em negação. Apesar de alterado, meu lado são ainda tentava prevalecer.

“Eu a amo, cara. Ruby consegue ver em mim o que nem eu mesmo vejo. Ela me faz uma pessoa melhor. Quero me casar com ela.”

“Sério?” Perguntei, tentando disfarçar minha surpresa.

Puta que pariu! Graham estava apaixonado e pensando em se casar? Nem em mil anos pensaria que aquilo fosse possível. 

Por que, de repente, todo mundo queria se casar?

Que porra era aquela?

Só esperava que aquela doença não fosse contagiosa, porque eu nunca iria me casar, disso eu tinha certeza absoluta.

“Sério.” Ele respondeu e pude sentir sinceridade em suas palavras.

Caralho! Meu primo queria se casar com Ruby. Será que August também queria se casar com a Emma? Em caso afirmativo, todas as amigas da Regina estariam casadas. Mas, minha namorada não pensava em casamento, pensava? Estávamos juntos há poucos meses. Se bem que Ruby também namorava Graham há pouco tempo. Mas, Regina sabia que eu nunca quis casar, certo? Eu falei isso pra ela? Não me lembrava, mas esperava que sim.

“O plano é o seguinte: você liga pra esse seu agente secreto e pede pra que ele segure os streapers.” Graham falou.

“Como a gente vai distrair esses caras?” Killian perguntou.

“Suborno, idiota.” Meu primo respondeu.

“Nós colocamos as roupas deles, entramos no quarto e nos passamos por eles.”  Graham concluiu seu plano.

“Nem fodendo eu vou fazer isso!” Exclamei, indignado.

“Tinker vai ficar uma fera.” Meu futuro cunhado proferiu.

“Você prefere sua noiva brava ou se esfregando no colo de um homem pelado?” Graham tentou convencê-lo.

“Liga pro cara do FBI agora, Robin!” O pirata chapado de smoking ficou desesperado e sua ansiedade ou loucura parecia o consumir.

“Ele não é do FBI e você não me dá ordens.” Respondi.

“Robin, por favor. Tinker é minha futura esposa e é sua irmã... e sua namorada também está lá, cara.”

“Tá legal. Dane-se!” Apertei o botão do “foda-se” e liguei para David.

“David descobriu quem são os caras e eles vão nos encontrar aqui no quarto em meia hora.”


Notas Finais


E aí? O Robin vai se passar por um streapper ou não? O que vocês preferem? Robin centrado e comportado ou ele metendo a louca?
Escrevi as duas versões e a que for mais votada será publicada no próximo capítulo.

**
link da enquete pq ainda não decidi de qual versão gostei mais.
Então, vocês que vão decidir! hehehehe

https://twitter.com/Gi_Enigma/status/1224828796546830342?s=19

***

See u *-*


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