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História Um Estrela a Nos Guiar - Capítulo 6


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Notas do Autor


Malz eu esqueci do horário :')
Espero que gostem meus xuxus

Capítulo 6 - A Beleza da Vida


 Da sacada na pequena varanda do quarto onde Soraka estava, dava para ver quase toda uma vegetação que a celestial podia jurar que não existia ali, era um pequeno jardim atrás da casa de Cassiopeia que dava bem de frente ao quarto de Soraka

-São tão belos...tão únicos... – Observava algumas crianças brincarem perto do jardim com espadas de madeira – Taric iria adorar essa vista...

-Amigo seu? – A voz de Talon foi escutada de dentro do quarto fazendo Soraka dar um pulo assustada – Você me lembra muito... Um cara que conheci quando estive em Ionia uma vez

-Por que? – Respondeu um pouco assustada pela forma como Talon lhe olhava, era como se a qualquer momento ele fosse lhe atacar

-Quando apareceu a primeira vez, disse que havia beleza dentro de todos nós, que precisávamos apenas “colocar tudo para fora” – Fez aspas com os dedos

-É uma forma bonita de pensar... – Deu um sorriso doce

-Ele matou quatro dos meus homens e assim que terminou tudo disse “Agora eles estão belos de verdade.... “ – Soraka sentiu um forte arrepio na espinha desfazendo seu sorriso – Você aparece de repente por aqui, simplesmente por pura bondade de seu coração você quis ajudar ninguém menos que Draven!

-Ele estava sendo atacado eu – Foi interrompida por Talon

-Quando fomos te prender, você nem ao menos reagiu! Ficou calma todo o percurso e ainda está calma mesmo sendo obrigada a ficar aqui! – Ele se aproximava de Soraka a fazendo dar passos cuidadosos para trás – Me diz, qual é o seu negócio? Vai esperar confiarmos em você e depois matar todos nós? Quero ver você tentar! Vai tentar tomar o lugar de Swain? Boa sorte com isso também!

-Eu não – Foi interrompida novamente

-Só quero que saiba que seu eu ver que você piscou errado... Eu mato você! – Já estava quase encostando seu nariz no de Soraka, a mesma já estava tão perplexa com o que escutava que apenas abaixava suas orelhas assustada

-Eu não... – Encostou no peito de Talon sentindo todo o medo que o mesmo estava naquele momento – Você está... Com medo de mim? – Seu olhar se encheu de mágoa – Por que está com medo de mim?

-Nunca mais faça isso! – Ele segurou forte o pulso de Soraka, estava com as bochechas ruborizadas pelo o que a mesma acabou de fazer, ninguém nunca conseguia distinguir os sentimentos do homem e Soraka com apenas um toque descobriu o quanto ele estava assustado – Fui claro!? – Soraka concordou com a cabeça assustada, seu pulso já estava doendo pela força que o homem fazia

-Talon seja bonzinho com a minha convidada... – Cassiopeia adentrou o quarto como se nada estivesse acontecendo – Por isso que você não tem amigo nenhum! – Brincou tirando um olhar furioso do irmão que apenas saiu marchando dali – Você não completou nem um mês aqui e já está conseguindo novos amigos! Já bateu meu recorde!

-Amigos? Quase todos aqui já disseram que querem me matar... – Seu olhar ainda demonstrava uma certa mágoa – Por que eles são assim comigo? – Ela fez uma expressão tão inocente que por um curto período Cassiopeia se sentiu mal por ela

-Ah! Minha querida não faça essa carinha, se não você derrete meu coração – Passou as unhas afiadas delicadamente no rosto de Soraka – Você mesma disse que lhe avisaram sobre esse lugar, muitos aqui não são tão educados como eu! – Deu de ombros mostrando para Soraka algumas roupas que estavam penduradas em seu braço – Quero que vista isso, esse pano laranja que você usa certamente não combina com você...

-Mas eu gosto das minhas roupas... – Ela segurava seu vestido mostrando para Cassiopeia – Por que quer que eu mude de roupa?

-Vamos para um lugar especial hoje, quando tudo acabar você pode dar uma volta por aí – Falou como se fosse levá-la a um lugar ruim e recompensá-la depois - Tenho uma amiga que quer te conhecer... Então quero você muito bem arrumada! – Entregou as roupas nos braços de Soraka e saiu do quarto para que ela pudesse se arrumar

-Muito bem arrumada... – Repetiu olhando para as roupas que segurava, ficou um tempo parada observando a porta de seu novo quarto

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-Soube que arrumou um bichinho novo... – LeBlanc vestia seu longo vestido novamente, estava na sala de guerra de Swain. Os dois costumavam a se encontrar sozinhos para “trocar favores”

-Como sabe disso? – Perguntou enquanto abotoava novamente sua camisa – Deixei bem claro que não queria que ninguém falasse sobre isso

-Nada que umas horas de tortura não resolvam – Sorriu malignamente – Pedi para Cassiopeia trazê-la aqui, quero analisar essa criatura nova...

-Darius me disse que ela curou todo meu batalhão, pelo menos alguma utilidade ela tem para Noxus. Por que quer ver esse bicho? Deve ser algum híbrido vastaya nada muito interessante – Deu de ombros vestindo seu sobretudo

-Vastayas são seres poderosos Jericho, não subestime uma criatura dessas... Podemos usar a magia dela a favor de Noxus, colocá-la nas guerras, levá-la para eventos e exibi-la como um troféu

-Aquela coisa? Um troféu? Aquilo parece uma cabra roxa – Deu uma baixa risada – Não acho que os grandes barões Noxianas iriam estar interessados em alguém como aquela criatura...

-Cassiopeia me disse que ela é bonitinha, tem inocência no olhar... Sabe que homens ficam loucos por um rostinho bonitinho, não é mesmo Jericho? – Olhou debochada para Swain que revirou os olhos – Você vai ficar também, quero que ela pense que somos bons aliados... Você sabe, para ela não tentar fugir daqui assustada como a maioria das pessoas que você força a morarem em Noxus

-Vai ser boa com aquele bicho? – Deu outra risada um pouco mais alto – O estilo de boa anfitriã não combina muito com você LeBlanc...

-É melhor do que eu ameaçar ela de morte e deixá-la assustada em seus primeiros dias em Noxus, não acha? – Perguntou seria mais ainda tinha um pequeno tom de deboche em sua voz, LeBlanc fazia o que podia para conseguir deixar Swain irritado – E ela também pode ser um novo membro da Rosa Negra – A Rosa Negra é uma sociedade Noxiana, uma das mais antigas delas. ... A maioria dos lideres de Noxus faziam parte da Rosa Negra, os que não, eram convidados, achavam que estavam fazendo um papel muito importante, mas estavam sendo manipulados. Os que não aceitavam o convite, morriam misteriosamente

-Eu duvido muito, aquela coisa parece mais um coelho assustado do que um membro temível de Rosa Negra

-Por isso vou querer que fique aqui até que esse “Coelho assustado” chegue, você vai causar uma boa impressão, se desculpar por qualquer mal que tenha dito ou causado a essa criatura – Swain deu um sorriso irônico levantando uma de suas sobrancelhas enquanto se apoiava em uma pequena mesa que havia ali

-E por quê você acha que eu vou querer ficar?

-Por que se ela nos ver como boas pessoas vai ficar e ajudar por conta própria e não porque está sendo obrigada – Se sentou calmamente em cima da mesa de guerra – É melhor ter um soldado dedicado que um escravo cheio de ódio... Não acha?

-... Está certa – Odiava ter que concordar com LeBlanc pelo simplesmente fato dela sempre se achar mais ainda quando o mesmo dizia essas duas simples palavras – Mas se ela tentar qualquer coisa eu não vou hesitar em cortar aquele chifre ridículo fora – Respondeu com um certo ódio na voz

-E eu ajudo... – Deu um sorriso maligno se levantando da mesa – Vou mandar uma carta a Cassiopeia, já que a mesma está tomando conta do nosso coelhinho, enquanto isso... Arrume esse lugar! Você faz muita bagunça – Brincou maliciosa dando um breve sorriso para Swain

-Não foi eu quem ficou querendo pular de móvel em móvel... – Deu outro sorriso para mulher que logo se retirou da sala

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 O sol iluminava aquelas árvores dando um belo cenário de luz e sombra pelo caminho que Taric e Atreus seguiam, já estavam a um bom tempo andando, chegaram em um ponto que já estava se misturando com a vegetação de Targon e as areias Shurimanes

 O silêncio já estava se tornando algo desconfortável, ambos já haviam discutido desde o horário em que acordaram

-Eu vejo... Com os meus olhos... – Taric brincou olhando a sua volta

-Eu não vou brincar disso! – Respondeu seco, mas Taric não desfez seu sorriso

-Uma coisa circular, amarela e brilhante! – Olhou para Atreus com um sorriso brincalhão nos lábios, já estava cansado de todo aquele silêncio desconfortável que rodeava o lugar – Vamos lá! Não seja um velho o tempo todo, é apenas uma brincadeira

-... O sol! – Hesitou por um momento, mas logo se rendeu a brincadeira

-Não passou nem perto! – Riu da expressão infantil que Atreus fez

-O meu escudo? – Mostrou seu escudo circular e dourado que estava reluzindo a luz do sol, ficou irritado com a negação de Taric – Que droga! O que é essa coisa!?

-Você tem que prestar mais atenção no cen... – Parou de falar pegando seu martelo celestial devagar, escutou um barulho vindo da mata – Tem alguém ali! – Apontou com a cabeça para um arbusto que se mexia, logo mostrando ser apenas um coelho da região que estava saltitando por ali

-Você ficou nesse choque todo por um – Logo após o Coelho, uma jovem garota pulo para cima dele o segurando em seus braços

-Te peguei! – Ela disse sorridente enquanto se levantava com o coelho nos braços – Ah! Pelos deuses... Vocês são enormes! – Ela olhou para os dois homens a sua frente com um certo receio – Quem são vocês?

-Se fosse da sua conta já teríamos contado! – Atreus respondeu com grosseria e saiu de perto

-Ignore esse homem, ele é apenas um macaco irritado! Meu nome é Taric, venho de Targon e estou procurando por uma amiga – Se aproximou da menina com um belo sorriso nos lábios a deixando um pouco ruborizada

-Você é fabuloso! Mas acho que já sabe disso, né? – Respondeu o homem ainda envergonhada

-Obrigado minha criança – Sorriu docemente pelo elogio – Estamos procurando por uma mulher, alta, cabelos brancos, pele roxa e um chifre na testa! Não a viu passar por aqui?

-Sinto muito, não a vi, mas ouvi algumas pessoas de Piltover falarem sobre uma criatura com essa aparência! Eles estavam bem perplexos! – Taric e Atreus se entre olharam, Soraka poderia parecer indefesa mas com certeza tinha pernas bem resistentes para chegar tão longe

-Ela deve ter se perdido em Piltover! Com certeza vamos encontrá-la por lá! – Atreus começou a andar em direção a Cidade do Progresso – Obrigado criança! Foi de muita ajuda

-Eu não sou uma criança! Meu nome é Taliyah! Vocês estão indo para Piltover encontrar a amiga de vocês... Posso ir junto? – Perguntou um pouco sem jeito – Preciso pegar um caminho para Ionia e como vocês estão indo na mesma direção que eu, achei que seria uma boa ideia se formos juntos! – Deu um caloroso sorriso para os homens

-Não! Sem crianças na viajem! Volte para os seus pais e fique por lá! – Atreus respondeu grosso e continuou seguindo seu caminho, tirando um olhar irritado de Taliyah

-Sinto muito jovem Taliyah, mas não vamos poder tomar conta de você caso algo aconteça... Volta para sua casa! – Taric deu um sorriso entristecido para menina

-Eu não posso! Eu não controlo bem a minha magia, não posso voltar! Posso machucar meus pais, meus amigos, todo mundo! Por favor me deixe acompanhar vocês, eu prometo que vou cuidar de mim mesma! – Ela quase implorava para os homens a sua frente enquanto os seguia na caminhada

-O que pretende fazer em Ionia? – Taric perguntou parando sua caminhada para olhar a menina, fazendo Atreus bufar impaciente

-Existem muitos mestres de magia por lá! Preciso da ajuda deles com a minha... Por favor me deixe ir com vocês, eu não quero machucar ninguém na minha cidade... – Seu olhar se encheu de tristeza fazendo Taric perder toda sua imponência e se derretendo aquele olhar de cachorrinho pidão que Taliyah estava dando

-Se formos atacados posso garantir sua proteção mas também preciso que se defenda – Aquela frase encheu o olhar de Taliyah com esperança lhe fazendo dar um largo sorriso

-Sim! Eu sei me proteger! Não se preocupe! Muito obrigada mesmo! – Ela segurava as mãos de Taric dando pequenos saltos

 Atreus ainda demonstrava certa irritação por ter agora mais um tagarela andando ao seu lado. Encontrar Soraka nunca havia sido uma tarefa tão difícil como tem sido, não simplesmente por não saber onde ela está, mas sim pelo fato de seus acompanhantes serem duas pessoas extremamente irritantes

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 Soraka observava cada detalhe ao lado de fora da mansão de LeBlanc, era escuro e repleto de detalhes em rosas espinhosas, estátuas aterrorizantes de demônios e criaturas que Soraka não conseguia nem imaginar o que eram, a única coisa ali que tinha um tom menos sombrio era o pequeno jardim ao lado das escadarias que levavam a estrada da Mansão

-Parece tensa, não se preocupe minha querida... Ela não vai te machucar – Cassiopeia notou as orelhas de Soraka se abaixando pelo pequeno medo que sentia – Ela vai apenas ver! O que você é... Nada de ruim vai acontecer a você

-Coisas assim nunca aconteceram comigo, estou nervosa, assustada... – Olhava mais uma vez para as estátuas demoníacas ao lado da grande portaria – Posso ficar perto de você? Não sei quem vai estar lá dentro

-Claro minha querida – Deu um breve sorriso quase que simpático para Soraka, a celestial conseguia fazer Cassiopeia mostrar seus lados bons mesmo achando que esses lados nem existissem

 Adentraram a grande mansão após um alto homem vestindo roupas negras e uma máscara de ferro abrir a grande portaria. Cada detalhe dentro da mansão era em tons negros assim como o lado de fora, cheio de rosas escuras, pinturas renascentistas de pessoas que Soraka não conhecia, cortinas que cobriam quase todas as janelas o que deixava o lugar ainda mais escuro

-Veja só se não é a minha convidada especial! – LeBlanc se levantou, estava com um longo vestido negro que marcava bem as curvas de seu corpo. Junto a ela estavam Swain sentado em uma poltrona ao lado de um piano com sua famosa expressão de superioridade, e um homem vestido em vermelho sentado no sofá ao lado com uma taça tendo um estranho líquido vermelho dentro – Belo vestido que você está usando, combinou muito com os seus lindos olhos – Ela segurou o rosto de Soraka observando cada mínimo detalhe – Cassiopeia! Como é bom vê-la novamente! Vejo que continua linda como sempre – Como diz o ditado "Serpentes matam abraçando" e Soraka poderia ter certeza de que se Cassiopeia pudesse, ela mataria LeBlanc pela simples energia negativa que sentia surgindo das duas

-Eu digo o mesmo minha querida! Amei o seu novo corte! – Dava um falso sorriso que era respondido da mesma forma por LeBlanc, ambas se detestavam, mas ainda sim preferiam continuar com sua aliança já que ambas era umas das mais poderosas financeira e politicamente em Noxus

-Mas que adorável criatura você nos trouxe! – O homem em vermelho se aproximou quase num salto, assustando Soraka – Sou Vladimir minha bela criatura! É um enorme prazer em conhecê-la pessoalmente! – Deu um breve beijo na mão de Soraka

-Pode me chamar de Soraka... É um prazer igualmente – Respondeu hesitante, não estava gostando do que estava sentindo naquele lugar, todos ali tinham uma mistura de ódio, inveja, ciúme, desgosto, tudo misturado em um só cômodo o que deixava a celestial extremamente desconfortável

-Bela criatura combina mais com você! – Respondeu com um sorriso quase maligno mostrando suas estranhas presas – Sente-se minha querida, pode se servir à vontade! – Apontou para as taças na pequena mesa de centro com algumas taças de uma garrafa de vinho, mas estranhamente o vinho no copo de Vladimir era de um tom um tanto quanto diferente

-Eu não bebo... Obrigada – Respondeu negando com a mão quando o homem lhe ofereceu uma taça

-Deve estar curiosa do porquê está aqui! Bem, para ser sincera isso não é só uma festinha de boas vindas - Se sentou novamente ao lado de Vladimir

-Uma festinha de boas vindas muito estranha... – Pensou se sentando perto de Cassiopeia em outro sofá de frente a LeBlanc e Vladimir. Swain ainda se mantinha calado perto do piano

-Jericho me disse que você tem algumas habilidades... Peculiares! Eu gostaria de ver – Disse calma, calculista, toda aquela classe de LeBlanc era quase artificial, como se ela estivesse se forçando a ser tão simpática que chegava a ser estranha – Vamos não seja tímida

-Eu apenas curo... Se não houver ninguém ferido não tem como eu curar... – Ela estava com seu cajado mas não poderia formar um equinócio nem nada tipo , já que todos ali poderiam considerar uma ameaça então escolheu por dizer não ter mais habilidades 

-Ah! Minha querida, isso não é problema! – Rapidamente puxou uma adaga de seu vestido, cortando o pescoço de uma das servas que estava apenas buscando as taças de vinho de cima da mesa

-Por que fez isso!? – Soraka se alterou correndo até a mulher que agora estava no chão segurando seu pescoço na esperança de parar o sangramento. A celestial estava horrorizada e irritada com o que acabará de ver, mas mesmo assim se concentrou e curou a mulher, agora eu seu colo, até que a ferida em seu pescoço fechasse por completo

-Obrigada... – Respondeu tão baixo que Soraka quase não escutou, se levantou rápido e correu daquela sala

-Perdeu sua mente!? Por que fez aquilo com ela? Ela não fez nada! – Soraka se levantou andando em direção a LeBlanc um pouco alterada, fazendo Swain se levantar rapidamente em alerta

-Existem coisas que eu apenas acredito vendo minha querida! – Respondeu dando de ombros, limpando sua adaga com um lenço que foi lhe entregue por Vladimir – E isso... Isso é algo realmente formidável!

-Você quase a matou!

-E você a salvou! Sem lágrimas minha querida, ela vai ficar bem... Agora vamos focar no que importa de verdade – Devolveu o lenço ensanguentado a Vladimir e voltou sua atenção a Soraka, se levantou e andou em sua direção – Você me parece um tipo de Vastaya... Tem certeza de que não é uma? – Ela levantava os braços de Soraka, analisava seu cabelo

-Absoluta... O que está fazendo? – Perguntou um pouco sem jeito quando LeBlanc se abaixou para tocar em seus cascos

-Analisando você, por isso está aqui! Pode ser uma celestial Targonense, mas ainda sim tem que ser de algum tipo de espécie em geral – Ela se levantou e começou a analisar agora as orelhas de Soraka que subiam e desciam constantemente ao toque de LeBlanc – Lembra de sua infância?

-Eu não fui criança – Respondeu normalmente enquanto sentia leves cócegas em suas orelhas que eram tocadas por LeBlanc

-Como não foi criança? Impossível alguém já nascer adulto! – Swain que até agora estava em silêncio se levantou, aproximando-se de Soraka

-Eu já falei, simplesmente apareci! Eu morava junto aos celestiais e desci para Targon – Respondeu docemente

-Por que desistir de uma vida de deusa para andar entre criaturas tão simplórias como os seres humanos? – Vladimir perguntou de forma desinteressada – É a mesma coisa que você ter rios de ouro e gastar tudo comprando selos para cartas! Resumindo, uma estupidez

-Eu podia ver tudo o que acontecia com vocês, humanos, toda dor... Todo sofrimento! Não podia simplesmente ficar sentada observando tudo se acabar, eu precisava fazer algo...

-Dor, sofrimento, morte! Isso são coisas que acontecem todos os dias em todas as partes – Swain se encostou no braço do sofá – A vida é assim, e não vai ser apenas uma única criatura que vai mudar todo o percurso do mundo

-Mesmo que pareça bobo, as vezes uma pequena mudança em um pequeno lugar... Pode alterar toda uma vida – Sorriu docemente para Swain que revirou os olhos irritado, toda aquela água com açúcar de Soraka o deixava com os nervos a flor da pele – As vezes a unica vida que você salvou hoje, pode fazer a diferença amanhã!

-Você realmente nunca visitou Noxus, não é minha bela criatura? As pessoas daqui não tem o costume de serem tão... Dóceis! Como você – Vladimir tentava procurar as palavras certas para Soraka. Nenhuma das pessoas naquela sala conseguiam simpatizar com o doce pensamento da celestial e isso a deixava extremamente desconfortável – Mas agora eu estou curioso... – Se levantou aproximando-se perigosamente de Soraka – Ouvi dizer que sangue de deuses tem um tom prateado! Como se fosse prata derretido... Gostaria de me oferecer um pouco para que eu possa confirmar essa teoria? – Cassiopeia olhava com certo receio para LeBlanc que apenas se distanciou com um sorriso maligno nos lábios

-O que... – Suas orelhas se abaixaram, sentia seu coração acelerar – Não! Por que quer ver meu sangue? – Se desaproximava a medida que o homem chegava mais perto

-Não escutou minha pergunta? Vamos lá! Só um pouquinho para eu experimentar...

-Vladimir não acha que está um pouco rápido demais com nossa convidada? – Cassiopeia se levantou rápido ficando entre Vladimir e Soraka forçando um sorriso – Você nem ao menos lhe deu a chance de conhecer melhor nosso belo reino, não seja tão apressadinho – Fez um boop no nariz do homem o que lhe arrancou um sorriso predador

-Tem razão minha cara! Mal posso esperar para que ela conheça tudo mais... Intimamente – Logo deu o mesmo sorriso para Soraka que abaixou suas orelhas desconfortável

-Por hora já consegui tudo o que realmente quis saber, se quiser pode dar uma volta pela mansão ou pela cidade – LeBlanc se sentou ao lado de Swain que a olhou irritado

-Ela vai andar por aí livremente!? - Levou uma cotovelada de LeBlanc 

-Swain não tem nada a dizer para nossa tão querida convidada? – Ele olhava com certa fúria para LeBlanc, mas logo se levantou parando de frente a Soraka que deu alguns passos para trás

-Talvez eu tenha sido um pouco severo com você quando chegou aqui, agora vejo que não é a criatura que eu pensei que fosse – Coçou a garganta irritado quando escutou LeBlanc dar uma baixa risada

-Está tudo bem... Você estava irritado, e não sabia quem eu era, é compreensível que fique agressivo ou assustado – Respondeu compreensiva fazendo LeBlanc revirar os olhos, esperava que a celestial fosse querer brigar com Swain ou algo do tipo

-Bem! Agora que já está tudo resolvido, por quê não dá uma volta por aí? – Ela se levantou guiando Soraka até a saída daquela sala – Areni! Minha querida você conhece essas ruas melhor que ninguém, leve nossa convidada para dar uma volta enquanto resolvemos nossos assuntos aqui! – Quase empurrou Soraka para fora da sala e fechou a porta

-Olá de novo! – A menina disse num sorriso radiante – Você está bem? Parece nervosa

-Estou! Foi apenas um momento estranho... – Respondeu com um sorriso brando, não queria ver aquela gente de novo tão cedo, mas provavelmente iria acabar se deparando com eles novamente já que agora ela “mora” em Noxus.



Notas Finais


Babados gente, vou colocar babados até o talo


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