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História Um Fantasma na Humanidade - Min Yoongi - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Oin... 🙂

Como vão? Estão bem? Voltei... Acharam que havia sumido, né? Eu recebi as mensagens de vocês e isso me confortou de um jeito... Poxa.

Trago aqui mais um capítulo e talvez saia mais um em dois dias 🙂

Boa leitura...

Capítulo 6 - Capítulo VI - Discussões Fúteis


Fanfic / Fanfiction Um Fantasma na Humanidade - Min Yoongi - Capítulo 6 - Capítulo VI - Discussões Fúteis

Yoongi's POV


  Acordei com a luz do sol na cara. Depois da saída com os meninos, voltei para casa. Mandei uma mensagem ao Jin agradecendo por não ter ido ontem. Os meninos realmente ficaram chateados. Percebi após comentarem, em um grupo nosso de mensagens, que estariam esperando a próxima vez e que, com certeza, ficariam até mais tarde para esperar o mais velho. 

  Mas ele nem sequer tratou de responder.

  Holly pula na cama, me fazendo rir, brinco com o mesmo que tenta num ataque furioso morder meu dedo. Ele é bem bobão. Pulamos da cama juntos, ele correu e o segui. Fome, o Min Júnior está com fome. Caminhei até a geladeira onde se encontra seu saquinho de ração, apanhei o mesmo e despejei uma pequena parte do conteúdo no pote de comida dele.

  - Coma devagar. - Ditei fazendo carinho no pequeno e ele correu para seu pote.

  Me espreguicei com muito esforço, retirei a toalha de trás da geladeira e percorri até o banheiro, liguei o chuveiro.

  O dia estava nublado, como sempre. É sábado e é o único dia em que tenho folga na semana. Eu havia terminado de me trocar e estava planejando dormir o dia inteiro, apenas retirei um último pedaço de pizza do forno e levei o mesmo na boca. A cerveja foi meu único líquido alí. Eles havia cortado a água após o banho. Pelo menos eu estou limpo.

  Caminhava para o sofá quando o meu celular soou pelo pequeno apartamento. Pendi a cabeça para o lado esperando que ele fosse parar, alguém estava me ligando e eu não estava com a mínima vontade de atender. Ele terminou, sem nenhum som, até alí eu poderia ligar a tv. Até escutá-lo tocar novamente. Ele ficou por longos e terríveis minutos tocando.

  Eu simplesmente me irritei, corri até o quarto e atendi, é Seokjin.

 - Está precisando de alguma coisa? 

  Pergunto.

- Até que enfim atendeu. Pensei que estivesse dormindo.

- Eu estava indo fazer isso, mas você resolveu atrapalhar meu sono.

- E não iria me responder?

  Bufei com a pergunta, apenas a deixei pairando no ar.

- Okay, te liguei porque preciso que você faça o reconhecimento da sua namorada, digo amiga que fora atropelada.

- Eu? Por quê? Ela mesma pode ir e…

- O quê?!

  Me esqueci completamente que Jin ainda não a vira. Ótimo. 

- Desculpe. Estou com sono. 

- Ah, sim. Tudo bem, preciso dos documentos, os telefones dos familiares. Até agora ninguém apareceu, tentamos na busca por telefones, mas parece que nem de celular ela estava quando a trouxeram para cá e, infelizmente, o hospital não é um hotel. Precisamos de que alguém compareça para arcar com os custos.

- O trabalho de vocês não era salvar vidas, não importando a situação?

- Sim Yoongi, nosso trabalho é este. Mas, é privado. Nem nos registros conveniados ela está.

  E eu achando que tinha me livrado dela.

- Certo, apareço aí em duas horas.

  Desliguei.


S/n's POV 


  - Sobrinha faminta?! - É Yoongi.

  Ouço bater palmas lá embaixo. O que ele quer? Já não bastou me chutar para fora da pizzaria, sentiu remorso e veio atrás? Foda-se ele. Vai ficar gritando. Eu realmente não me importo.

  - S/n!

  A porta foi aberta e seus passos puderam ser ouvidos por toda a casa. O que raios ele quer?

  - Você não foi embora… não é? Anda garota! Eu preciso que você apareça!

  Precisa. Ouvia seus passos na escada. Ele estava se aproximando.

  - S/n?!

  - Pare de gritar! Acha que está na casa de quem para ficar gritando?! - Gritei ainda mais alto fazendo o branco se assustar.

  O silêncio reinou e Yoongi se encostou na parede, deslizou na mesma e acabou se sentando.

  - Por que você gritou? - Pergunta mais calmo.

  - Foi você quem começou. - Me encostei nela também.

  - Desculpe. Eu estou realmente assustado, não gosto de barulho.

  - Então não grite.

  Ditei por fim. Yoongi suspirou pesado e encostou sua cabeça na parede, olhando para o alto. Eu não precisei encará-lo, ele já havia feito isto. Esse homem tem um olhar penetrante sobre mim, não sei se é por conta de sua cara de tédio, mas parece sempre pronto em desvendar algo por "escondido" em meu olhar. Eu me sinto estranha, às vezes desconfortável ao seu lado.

  - Precisamos ir ao hospital. - Começou.

  - Eu já estou nele, você eu já não sei.

  - Precisamos fazer seu reconhecimento. Parece que nenhum parente seu apareceu pelo hospital.

  - Eu te contei sobre a minha família, não pensei que esperasse mesmo que alguém fosse se preocupar. - Revirei meus olhos.

  - E por que raios alguém sairia sem um celular? Se estivesse com o seu, não estaria aqui te esperando para ir até lá. - Ele me encarou incrédulo.

  - Eu não costumo avisar a alguém quando pretendo cometer um suicídio. 

  O espanto se fez presente em seu rosto novamente. Entregador perdeu sua fala gesticulando com sua boca, Yoongi realmente não sabia o que dizer, ele pensava, pensava e então ficava quieto.

  - Bem, a resposta é: não. Não vou fazer nenhum reconhecimento. Não quero, eles não se importam. Tanto faz ligar ou não, eles não viriam. 

  - S/n, é necessário que eles saibam quem você é. Alguém precisa pagar pela sua "estádia"

  - Entregador, eu não vou. Não quero arrumar problemas a eles.

  - Arrumar problemas? Talvez terá se não fazer o que tem de ser feito.

  - Eu não vou. Vou ficar aqui. Volte para casa.

  Terminei a inútil discussão e caminhei de volta para o quarto, me joguei na cama novamente. É inútil tentar conversar com ele, já que o mesmo não entende. Eles não entendem. Eu não me importo. Essa é a verdade, Yoongi não parece ser do tipo conversar para entender, nossos argumentos são contrários, nossas idéias opostas, nossos pensamentos diferentes.

  Eu não quero e não vou tentar explicar a ninguém como me sinto. Ele já entendeu o conceito bem antes de eu ter dito alguma coisa. Sobrinha faminta? Que tipo de pessoa deixa alguém com fome, apenas por medo de tempestades. Se ela tem medo de enfrentar uma tempestade, que ficasse por aqui e pela manhã fosse embora.

  Ela apenas não quis me ter como companhia. Não a julgo. Nem eu gostaria de me ter como companhia. Ouvi os passos duros do branquelo atravessarem o quarto, ele torceu o nariz enquanto parecia estar procurando por algo. 

  - Sabia que é um tremendo desrespeito entrar no quarto de uma garota assim? - Ironizei.

  - Ah, vamos. Eu já entrei aqui várias vezes. - Ele sorriu ladino, o que me fez estremecer por inteira. 

  Ele continuou com sua busca por alguma coisa. Não quis dizer mais nada, tive medo dele retrucar com algo do tipo ao que fizera antes. Realmente, Yoongi tem algo que me deixa encabulada. Eu não sei o que é, gostaria de saber, mas eu não sei. Ele simplesmente me faz me sentir com uma estranha, falando de coisas que para mim são normais.

  Confesso que fiquei mexida com o que disse sobre o suicídio, ninguém diz a alguém quando vai se matar, a única coisa que se pensa é em como isso te trará paz de alguma forma. Eu sempre pensei assim, mas eu nunca sabia quando e onde eles estavam para simplesmente me pararem. Parece que meus avós sempre souberam o que eu faria, como faria e quando faria, elas sempre estavam lá para me trazer de volta para o quarto.

  Meus avós sempre foram muito pacientes comigo, sempre gostavam de fazer as coisas comigo, experimentar pratos novos - que nem sempre saíam com o melhor sabor - vestir novos looks, aprender novas línguas, aprender novas fórmulas de achar a sequência correta do número π, na verdade, de cinco amigos, apenas três ficaram comigo. Aly, vovó e vovô. Eles ficaram comigo.

  Todos os três ficaram comigo. Sem pestanejar, eles continuavam alí comigo. Eu podia fazer o que quisesse, eram como se fossem uma sina, que me guiariam e ficariam comigo para sempre. Vendo por agora, eu nunca precisei de mais nada, estar com eles era tudo. Tudo. E aos poucos eu fui perdendo isso.

  Vovô foi ficando doente, seus órgãos estavam apodrecendo aos poucos e ele continuava alí conosco. Vovó precisou ir para ficar com vovô, ela não aguentou tamanha solidão que estava sentindo sem seu velho, ela o amou demais para perdê-lo com apenas 52 anos.

  O entregador havia me tirado dos pensamentos ao exclamar alto alguma coisa. Ele estava gritando novamente.

  - O que foi desta vez? - Perguntei entediada.

  - Achei seus documentos, celular, certidão de nascimento, fotos de familiares... - ele disse simplista.

  - O quê?! - Pulei da cama. - Tire as mãos das minhas coisas Yoongi!

   Gritei indo para cima do mesmo, mas ao tentar puxar tudo de sua mão, ultrapassei seu corpo, me fazendo ir além dos móveis e consequentemente, ficar entre minha cômoda. Vi o maior esfregar seus braços com velocidade.

  - Eu estou arrepiado. O que você fez comigo?

  - Eu não sei, mas não gostei de ficar entre essa cômoda. - Andei mais para frente saindo de lá. - Vamos, devolva.

  - Você não entende? - Ele perguntou se embolando nas palavras. Comecei a rir. - Pare com isso.

  - Desculpe, você… - voltei a rir. - você… porra!

  Gritei e comecei a gargalhar alto. Yoongi bufou e me encarou sério. Okay. Chega S/n.

  - Você parece uma criança. - Ditou.

  - Ora, eu estou morta. Quer que eu faça o que, me divertir está ótimo, já que não consegui fazer muito disto enquanto viva.

  - Você está viva, apenas funcionando com aparelhos. Preciso da senha do celular.

  - Invadiu minha casa, invadiu meu quarto, invadiu meu espaço, quer invadir meu celular também? 

  Ele suspirou pesado, coçou seus olhos, franziu a testa, abaixou a cabeça e se voltou para mim. O que foi isso?

  - Por favor.



  - Isso não vai funcionar. - Falei.

  Ele simplesmente me ignorou continuando a conversar com a recepcionista que preenchia toda a informação que precisava sobre mim em uma ficha. Depois da entonação que tentei fazer para não vir até aqui, Yoongi finalmente conseguiu o que queria com apenas um pedido. "Por favor."

  Eu nunca havia visto uma expressão tão educada quanto a dele, me pedindo para que eu fizesse esse "favor" vulgo "obrigação". Acho que o julguei mal, eu não quero ter que fazer isso de novo na próxima conversa que tivermos. Eu deveria ter lhe pedido desculpas. Não acredito que estou admitindo isto, eu odeio admitir estar errada, mas sei quando estou.

  Eles terminaram, assim ela consentiu sua entrada para o meu quarto. Yoongi foi andando devagar até o elevador, fui com ele. Apertou o botão para o meu andar, esperou até o elevador fazer seu percurso e adentrou rapidamente em meu quarto. Me encontrei alí, dormindo calmamente. Dormindo. Cheguei perto de mim e tentei tocar em meu cabelo, me espantei ao conseguir completar a ação.

  Yoongi parou ao lado oposto do meu enquanto e me encarou. Me observando, com aquele olhos profundamente perfurantes, ajeitou mais o lençol sobre meu corpo. Estremeci com toque, estava "fora" de meu corpo, mas sentindo cada toque do objeto sobre mim, ao terminar, tratou de arrumar meu corpo sobre a cama, cada toque seu, me faz estremecer até o íntimo. É suave.

  Ele terminou e voltou seu olhar agora para mim, parada olhando toda a situação. "De nada", murmurou. Sentou-se no sofá e deixou meus pertences ao lado de uma cabeceira.

  - Por que tentar se suicidar? - Ele perguntou me encarando diretamente. Esse olhar me mata. Caminhei até o sofá e me sentei ao seu lado.

  - Eu odeio falar sobre isso, é apenas uma discussão que por hora você não entenderá, mas sim, quando eu me for.

  - Como pode ter certeza que vai?

  Ele me pegou. Eu tenho certeza? Eu vou mesmo? Ele tem razão, eu ainda estou viva. Viva por aparelhos. Viva.

  - Eu não tenho certeza. Apenas sei que não quero estar quando sair daqui.

  - Ah, e quer ir para onde?

  - Hum… direto para um caixão? - Brinquei.

  Rimos juntos, mas ele parou quando a porta foi aberta revelando um jovem doutor, ele estava de jaleco branco, calças pretas da cor de seu cabelo, usava sapatos sociais e segurava uma pasta de tom pastel.

  - Está tudo bem? Falando com alguém? - Ele encarou o entregador e depois para mim na cama.

  - Estava… hum… apenas… Me lembrando dos bons momentos com S/n. - Ele sorriu fechado.

  - Ah, sim. Que mentira descarada. - Neguei com a cabeça.

  - Deveria ter contado sobre sua namorada.

  - Ei!

  - Amiga! Ela é minha amiga Seokjin!

  - Amiga? - Perguntei e ele me encarou, mas desviou rápido. 

  - Bem, está certo. - O doutor Seokjin riu. - Contatamos algum dos familiares e parece que só poderão vir daqui a dois dias. Eles não pareciam muito preocupados - ah, o esperado. - Mas apenas cinco concordaram em vir.

  - Cinco?! Quem são essas cinco pessoas? Pergunte a ele Yoongi.

  - Cinco? Quem? - Fez o que pedi.

  - Bem, dois casais que são tios dela - apontou para mim - e a filha de um deles.

  Filha?

  Sunnie?



Notas Finais


E então? Gostaram? A relação deles está suavizando, né?

Trarei o próximo em breve. Espero que tenham gostado.

Bye...


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