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História Um feliz 'acidente' - Jikook ABO - Capítulo 61


Escrita por:


Notas do Autor


Olá muchachos tudo bem?
Gente é sério me desculpem pelo sumiço pelas duas semanas é que eu realmente fiquei sem internet (e não confio em internet de chip pra postar, ja perdi capítulos por conta disso).

O lado bom é que vamos ter uma att dupla, sim! Por conta das duas semanas e td mais eu consegui ter um ótimo desenvolvimento, principalmente no próximo capítulo que está e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r e muito emocionante que vai marcar -felizmente e infelizmente - a reta final de nossa historia... mais não fiquem tristes.

Este capítulo vai ser um pouquinho diferente mas confiem em mim vai ser muito divertido, especialmente porque ele vai explanar um pouquinho da vida de nossos babies e nossos papis, finalizando com chave de ouro...
É isso, tenham uma boa leitura ^^

Capítulo 61 - Compartilhando a vida.


Fanfic / Fanfiction Um feliz 'acidente' - Jikook ABO - Capítulo 61 - Compartilhando a vida.

Pov's eu

TRÊS MESES DEPOIS

- está tudo pronto? - Jackson disse deixando de espiar o marido e o filho caçula. Que por sinal insistia em tentar entregar seu plano, para perguntar para o filho mais velho que assentiu, com o celular já na câmera em mãos e a pequena caixa de som ligada para que o chinês pudesse seguir o som.

Com o Baton da sogra em mãos ele foi primeiro ao encontro de ambos na sala, sendo seguido pelo pequeno ômega que lhe filmava e O ciclo sem fim a música inicial de O Rei Leão, tocava na caixinha ganhando a atenção de Mark que estava a trabalhar e que não entendeu nada do que Bambam e Jackson pretendiam, mas temia o que viria seguir.

O alfa abriu o batom e então, Bambam se aproximou para dar um close no pai sujando o dedo enquanto a música seguia para o grande clímax.

Agora, aproximando-se do chiqueirinho onde Yugyeon estava sentado com o mordedor quase inteiro na boca, o pequeno tailandês filmou o pai passando o baton na testa do mais novo, erguendo-o para o alto assim como no filme. Chegando na parte principal da música onde Jackson apresentava Yugyeon seu pequeno filhote para o restante do reino, ou melhor, seu marido irritado com a famosa cara de "que merda você está fazendo?"

- prontinho appa! Agora é só colocar a música! - o pequeno comentou enquanto pulava em volta do pai que jogava o bebê de quatro meses para cima assustando o marido que levantou em uma tentativa de tirar o pequeno alfa do colo do maníaco que chamava de marido.

- Jackson? O quê você está fazendo?! Para de ficar jogando o Yug pro alto, quer que ele... - teve sua fala reprimida pelo bebê que praticamente leu seus pensamentos e gorfou no chinês ganhando risadas de Bambam. - meu Deus parece que vocês dividem o mesmo neurônio... filmou tudo Bamie?

- filmei tudinho omma. - dizia ainda rindo enquanto o americano tirava o bebê gordinho e cabeludo do colo do esposo todo sujo.

- qual é moleque! Eu só queria um vídeo pra postar no meu Instagram! - reclamava fazendo bico para o bebê que ria no colo do professor, parecendo compreender a situação e logo a defesa de Jackson caiu e ele se derreteu todo pelo caçula. Que era a cara de Mark por um obséquio do destino. - aigoo, não consigo ficar bravo com você.

- ei! - Bambam indagou indignado cruzando os braços de maneira fofa o que os pais achavam adorável.

- também não consigo ficar bravo com você... mais tem que me prometer que não vai namorar antes dos oitenta e quatro anos...

- eu prometo! - ditou animado e Mark quase bateu no esposo por abusar da ingenuidade do filho. Mais diferente dele Jackson olhava apaixonadamente pro garoto seguindo o olhar para ele.

- tá vendo Mark, a gente devia filmar isso pra mostrar pra ele depois. - dizia encantado com o pequeno que saiu correndo para o seu quarto, rindo totalmente inocente sem nem imaginar o que fizera.

Enquanto isso Mark apenas revirou os olhos sentando-se ao lado da grande pilha de papéis da escola que estava vendo para montar seu novo plano de aula, mas com um Yugyeon risonho e um Jackson cheio de gorfo de bebê era meio difícil se concentrar para fazer alguma coisa.

Era óbvio que ele tinha acordado com o pé esquerdo, geralmente ele participava das besteiras de Jackson e Bambam, como no dia em que decidiram fazer um vídeo para o Tiktok e que deu tudo errado. Mais naquele dia em específico, ele estava irritado demais para qualquer coisa.

- hurg, Jackson, vai se limpar...

- que foi? Não quer um abraço? - ironizou e o americano atualmente de cabelos negros o olhou descrente, em um olhar que o alfa conhecia bem e significava um "é sério isso?" ou um simples "para" que foi ignorava pelo chinês que se admirava fazendo poses na frente dele. - eu realmente gostei do tom de branco que o gorfo do Yug deu para a minha camiseta.

- Jackson deixa de ser nojento. - disse perdendo a paciência colocando o bebê no chiqueirinho e que logo voltou a brincar com seu mordedor, olhando para o pai e Mark voltou aos seus papéis para o desgosto de Jackson.

- por que você tá bravo? Eu fiz alguma coisa? - ajoelhou perto do ômega com cara de cachorro abandonado e esse antes bravo se rendeu colocando as mãos no cabelo bagunçando os fios.

- não Jack você não fez nada, sou eu o problema, eu estou... sei lá, irritado! Sei lá hoje eu... acordei estranho, e-eu tô agitado e estressado. Tá vendo isso? - apontou para os papéis e o Wang os olhou acariciando a coxa do esposo para que ele se acalmasse. - eu já fiz meu plano de aula a meses, bem antes do Yug nascer eu não sei por que estou revendo e... arg, que ódio!

- credo amor, a última vez que eu te vi assim foi antes do seu último cio... - o alfa disse sem pensar muito, mas espantou-se ao perceber o que disse olhando para o ômega que lhe encarava com certo temor. - você acha quê?

- não Jack! Não pode ser eu ainda estou amamentando, a-a doutora disse que meu ciclo só retornaria depois, bem depois e que era ainda mais provável demorar por causa que eu retirei o útero. - disse pensando e se desesperou ao se lembrar de algo. Agora não tinha que se preocupar só com ele e o marido. - meu Deus! Jack a-as crianças e-e agora o-o que...

- Mark relaxa! Vai ficar tudo bem, seu cio chegou mais cedo, tá. Mais vai ficar tudo bem, vamos passar por isso juntos como sempre fizemos, eu vou cuidar de você e tenho certeza que suas mães não se importariam de ficar com os meninos, o Yug já está grandinho. A única coisa é que, dependendo da sua mãe, ele vai voltar mais gordo do que ele já está... - disse rindo junto com o esposo.

Ambos olhando simultaneamente para o bebê que em sua nova habilidade estava sentado, com o brinquedo de polvo todo babado na boca onde os pequenos dentinhos já davam sinais.

- ok amor, eu vou ligar para elas, e você, trate de tomar um banho, já está azedando esse cheiro em você. - disse a última parte tapando o nariz fazendo com quê sua voz soasse de forma engraçada e Jackson riu se aproximando em um selinho. Esse que se transformou em outro, outro e outro e mais outro finalizando com um beijo lento e apaixonado.

Indo para o banheiro, antes parou no quarto do filho onde vários desenhos pendurados nas paredes do cômodo decoravam o lugar dando um toque de personalidade ao ambiente.

Ambos os pais admiravam o talento do pequeno e o próprio Bambam já dizia que ia trabalhar desenhando. Ele estava sentado na cama azul que escolhera a dedo, mexendo no celular do pai, enquanto aparentemente desenhava alguma coisa, antes do alfa lhe chamar a atenção.

- filho quer ir pegando algum brinquedo para irmos pra casa das vovós? Daqui a pouco o appa vai vir te ajudar a separar umas roupinhas ok?

- ok papai, mais porque nós vamos na casa da vó Wen e da vó Neni? Não é fim de semana appa e eu tenho escola... - disse confuso deixando o celular na cama.

- é filhão, eu sei é que... é complicado, o omma e eu precisamos... resolver algumas coisas de adulto, te prometo que não vai demorar, e as vovós vão levar você pra escola ok?

- ok papai. - disse rindo enquanto se levantava da cama indo até o baú de brinquedos e Jackson sorriu para ele, admirando o primogênito que o olhou estranhando em uma pose debochada. - você não ia tomar banho? Tá fedendo...

Tapou o nariz e o Wang riu em deboche.

Puff amava sua família.

E isso não era nem novidade.

*

Seokjin sentia uma vontade tremenda de comer um belo sundae de chocolate com melancia e de bater em alguém.

Mais especificamente seu marido paranóico que descia as escadas de costas, veja bem, de costas, segurando sua enorme barriga como se fosse algo raríssimo, precioso e que pesasse cerca de duas toneladas.

Não que não fosse verdade, mais que Namjoon estava sendo paranóico e que ele não suportava mais, isso era.

- Namjoon para! Eu não aguento mais você com isso, eu estou carregando o nosso bebê, não um artefato de vidro... - revirou os olhos parando de descer as escadas ganhando um olhar um tanto reprovado do médico legalmente loiro. 

- e qual é a diferença? - ditou irônico e o Kim mais velho tombou a cabeça um tanto frustrado. - qual é Jinnie? Você sabe que eu tenho medo que você caia, o Woojin tem que nascer na hora certa, bem forte e saudável, você lembra do que o doutor...

- sim amor eu sei, mais qual é! Não é por que eu estou gordo que desaprendi a andar! - disse irritado empurrando o alfa de leve e terminando de descer a escada em sua total autonomia, parando lá em baixo e virando para o esposo no maior deboche enquanto apoiava as mãos sobre a barrigona de seis meses e alguma coisa.

E realmente quem visse o lúpos em sua forma atual jamais diria que este estava com seis meses e muito menos esperando um ômega.

De acordo a mãe de Namjoon era por conta da genética e por isso o pequeno ômega - que de pequeno não tinha nada - precisava de espaço pois seria um bebê bem grande.

Jin já havia mandado decorar o quarto do primeiro filho e todo mobiliado, agora aguardava o pequeno Kim Woojin, nome decidido pelo próprio Seok, em homenagem ao falecido avô.

Namjoon até tinha alguns nomes em mente mais ao ver a alegria do esposo ao descobrir que o pequeno ômega era um menino, decidiu simplesmente deixar ele escolher afinal, ele passara muita coisa para ter aquela gestação então tudo o quê seu ômega quisesse, ele teria. Até mesmo o sundae de chocolate com melancia que dava ânsia no médico só de imaginar.

Sentado e assistindo mais um episódio de mães e divas da Netflix, o moreno devorava toda aquela gororoba sendo assistido pelo outro Kim que tentava se concentrar e ler toda a matéria sobre psiquiatria atual em seu notebook.

Ele meio que agradeceu mentalmente quando a campainha tocou e ele foi "obrigado" a ir atender a porta já que Christin estava de folga naquele dia. Ou pelo menos era o que pensava quando viu a moça na porta acompanhada do filho.

- oh, Christin! Pensei que estivesse de folga? - perguntou rindo curioso sedendo passagem a ômega e o pequeno, afagando os cabelos desse no processo.

- e eu estou senhor Kim, mas hoje eu vim como amiga. - disse parando na entrada mostrando um belo pacote que estava dentro de sua sacola e Yon Bok já explorava a casa que conhecia tão bem como se fosse sua.

- entendi...

- Christin! Yon! Tudo bem? Quanto... - disse Jin ao ver os dois indo em sua direção, tentando se levantar do sofá fazendo sua voz falhar no processo. - quanto tempo! Acho que eu vi você... ontem. - disse rindo abraçando a amiga. - e você Yon? Tudo bem? - perguntou ao garoto tão simpático que naquele dia, estava de cara emburrada.

- ai Jinnie! Se eu te contasse... ele cismou com o próprio nome depois de descobrir que ele tem um nome ocidental, não quer mais ser chamado de Yon Bok, não é Félix? - a mãe perguntou rindo para o garoto que assentiu, sorrindo pela primeira vez ao ser chamado pelo nome enquanto ia até Jin o abraçando-o, e lhe pedindo colo.

- oh meu amor, o tio não pode te dar colo, mas o outro tio ali pode. - disse apontando para Namjoon que logo pegou o garoto fazendo-lhe cócegas e logo quando parou de rir focou na barriga do mais velho.

- é por causa da sua barrigona tio? Tem um bebê ai dentro também né? - perguntou curioso passando a mão ali fazendo Jin sorrir.  

Amava o afilhado.

- tem sim Yon... que dizer Félix, aqui dentro tem um garotinho lindo igual a você. - disse sorrindo passando as mãos no cabelo do pequeno, reparando nas sardinhas que o deixavam tão adorável.

- que legal tio Jin! E quando ele vai sair daí? - perguntou curioso olhando para o mais velho com um pequeno sorriso.

- logo, logo, e aí você vai poder brincar com ele e com os outros uh? - disse e o australiano abriu um enorme sorriso.

- e com o Binnie também?! - perguntou entusiasmado pelo vizinho e os adultos ali riram.

- sim Félix o Binnie também... - Seok lhe respondeu e Christin pareceu se lembrar do pacote em suas mãos.

- ah Lix, quer entregar o presente? - a ômega disse sugestiva e o pequeno assentiu pegando o pacote e entregando-o para o grávido.

- uh então nós ganhamos um presente meu bebê? - disse se sentando ao lado do marido e afilhado enquanto abria o pacote amarelo sendo observado a todo instante por Christin que esperava uma reação. - Christin?! Que lindo!

- gostou tio? A omma que fez. - Félix disse apontando para o casaquinho de tricô azul junto aos sapatinhos da mesma cor com lindos pompons decorando.

- é bem simples, mas espero que goste, e seu bebê também é claro.

- eu adorei! Muito obrigado Christin. - disse colocando o casaquinho na barriga, mostrando para o marido que riu achando adorável enquanto fazia carinho na cabeça do Lee em seu colo.

Seokjin por um leve instante sentiu seu bebê chutar, e aquilo lhe fazia muito bem por mais que parecece que ele estava lhe rasgando as vezes. Era como se ele o lembrasse que estava ali e que estava chegando.

Estava tão feliz com sua vida, seu marido e seu filho, sentia que nada no mundo podia estragar sua felicidade.

E dependendo deles nada estragaria.

Nada estragaria.

*

Taehyung tentava se concentrar o máximo que podia.

Com a caneta em mãos ele tentava anotar tudo o que o namorado dizia enquanto balançava o carrinho duplo com o pé, tentando fazer Jungwoo adormecer, já que Taemin já estava no mais profundo sono.

Após passar dois meses estudando em casa e cuidando das crianças no processo, o Kim finalmente decidiu sair da mansão e voltar a rotina habitual da faculdade, pois não aguentava mais ficar em casa.

E também faltava um mês para terminar o semestre que era seu penúltimo para conseguir se formar. Mas os gêmeos não entendiam bem isto.

Com três meses os dois ômegas já se mostravam bem barulhentos como Hoseok, tão agitados quanto o Kim e se irritavam bem fácil assim como Yoongi. E estes eram os principais problemas de Taehyung, pois em meio a uma aula de filosofia - em que Yoongi reforçava outra teoria política de Platão - Jungwoo resmungava e reclamava prestes a chorar, ganhando resmungos e olhares tortos dos outros alunos que queriam continuar com a aula.

Ele se sentia o próprio Tom Cruise dentro do filme missão impossível, tentando desarmar uma bomba prestes a explodir.

- quer fazer seu filho calar a boca? - Haerom, uma ômega que trancava e destrancava a faculdade mais que a porta de casa disse, ganhando olhares surpresos dos que estavam em volta e um olhar debochado do Kim.

- é o que estou tentando fazer querida, só não olha pra ele porque com essa sua cara feia é capaz dele não dormir nunca mais. - disse debochado ganhando um coro de "uh" vindo dos demais. As vezes nem parecia que estava em uma faculdade e sim no ensino médio.

- posso saber o quê é tão interessante aí senhor Kim? - Yoongi perguntou do púlpito deixando de dar atenção a sua leitura para olhar o namorado e os filhos ao fundo.

- nada não professor, é só este ômega incapaz de fazer o próprio filho parar de chorar. - disse manhosa para o alfa recessivo a frente que pouco ligou.

Isto era uma das coisas que Taehyung mais odiava na Park, ele sabia que muitos alunos e até professores tinham uma queda em Yoongi, mais se tinha alguém que passava dos limites por essa "paixonite" e que realmente incomodava Taehyung, era ela.

Pela Park ter trancado a faculdade a mais de um semestre retornando apenas há dois dias não fazia ideia que seu "crush" namorava e tinha dois filhos com outro alfa e com o ômega que mais odiava naquele campus.

E não que o Kim não soubesse que Yoongi o amasse, longe disso, é que - assim como Hoseok - o ômega odiava ver outras pessoas de olho naquele que era seu, seu namorado.

Jungwoo ainda estava irritado, e isso foi visível a todos daquele salão quando o pequeno deu o maior berro chorando e um choro que não era de fome, dor ou frauda suja.

Os alunos estavam visivelmente incomodados e o professor apenas seguia a leitura do trecho do livro quando surgiu uma ideia em Taehyung, que acabaria de uma vez por todas com as gracinhas daquela vadia. E que talvez fosse a única esperança de acalmar Jungwoo, antes que ele acordasse Taemin e tudo duplicasse.

Pegando o filho no colo este continuou chorando enquanto o Kim seguia até o púlpito do salão, ganhando olhares estranhos e outros confusos, principalmente quando entregou a criança para o professor e esta foi parando de chorar quase que de imediato.

- o quê está fazendo? - Yoongi perguntou olhando para o namorado tão confuso quanto os próprios alunos.

- se ele não tá com fome, não tá com dor, não me quer e não precisa trocar a frauda, significa que ele quer você. - o mais alto sorriu cínico deixando um selinho nos lábios do professor para a surpresa de alguns alunos que mesmo depois de muita fofoca, não sabiam, ou simplesmente não acreditavam no casal.

Haerom estava em choque, tanto que mesmo após o Kim retornar ao seu lugar ela praticamente berrou de sua carteira a poucos metros do ômega, fazendo Taemin quase acordar e chamando a atenção dos outros alunos.

- N-NÃO PODE SER! I-ISSO É UM ABSURDO, VOCÊS NÃO NAMORAM, E-ESSES BEBÊS NÃO SÃO DO PROFESSOR YOON, ESTÁ FAZENDO ISSO PARA ME PROVOCAR! - gritou como uma verdadeira garota mimada e o alfa encarou com desdém, levemente irritado achando tudo aquilo desnecessário.

- acho melhor falar baixo senhorita Park, você está na minha aula e seu escândalo vai acabar acordando o meu filho. - o Min disse sério, arrumando o óculos no lugar, pegando seu livro com a mão livre e a ômega lhe encarou ainda mais aterrorizada.

- i-isso é um absurdo! Vou falar tudo para o diretor e...

- eu sou o novo diretor a partir do próximo semestre e o substituto atual não pode tomar este tipo de providência, então sugiro que sente-se e começe anotar os tópicos da próxima prova, pois não vai passar e nem se safar trancando a faculdade novamente, e se conseguir, lhe garanto que não vai voltar... - terminou deixando a garota ainda mais irritada. 

Porém ela se calou, pelo menos tinha noção de que estava errada e agora sem o antigo diretor, sr. Yang, seria difícil manter suas notas e passar. Estava ferrada.

Yoongi após achar a parte em que parou, voltou a atenção para o quadro ficando de costas para os alunos, possibilitando a Tae a visão do filho, agora totalmente adormecido no ombro do pai.

Não podia estar mais orgulhoso.

*

- noventa e sete, noventa e oito, noventa e nove e cem, pronta ou não lá vou eu! - Chanyeol exclamou alto sorrindo ao olhar em volta da sala, vendo se sua pimpolha não estava escondida por ali como fizera nas vezes anteriores. - onde será que a minha princesinha se enfiou?

Ele rondava pela sala de estar do apartamento relativamente grande em que morava com o marido e a filha.

Havia mudado mais coisas naqueles últimos meses do que nos últimos quatro anos na vida do casal. E isso era maravilhoso. 

Antes a casa bem decorada por Baekhyun estava sempre bem arrumada com exceção ao quartinho da bagunça do alfa que era onde ele guardava seus mais diversos instrumentos os quais ele sabia tocar todos.

Agora a casa estava algo entre brinquedos espalhados e fotos por todos os lados, as quais Baek esperava organizar e decidir quais ficariam na estante da sala. 

Uma missão quase impossível pois todas as fotos ali eram lindas.

Desde as mais fotográficas, como a que ele tirara do marido e da filha tocando guitarra no quartinho da bagunça, ambos de bandana, que ficava fofo na visão do beta. 

Até as mais instantâneas como a do aniversário de Chanyeol em que os três tiraram uma selfie sujos de bolo.

Chanyeol passou pela sala e então se dirigiu ao quarto em que dividia com o marido olhando curioso para ver se a filha estava ali.

- huuum, onde será que ela está? Chae? Eu sei que o papai disse que ia te dar frango se você ganhasse mas não precisava se esconder tão bem... - reclamou olhando de baixo da cama, onde uma caixa em especial lhe chamou a atenção.

E era tão distraído que por um segundo até esqueceu que estava no meio de uma partida de esconde-esconde.

Sentando-se ali no chão ele abriu a caixa de sapato que conhecia tão bem, encontrando alguns álbuns de foto e o mais recente deles, o seu álbum de casamento com o Byun.

Mesmo sendo uma cerimônia simples ela não podia ser mais bonita e mais significativa para ambos. Foi no cartório central de Seoul em que ambos, acompanhados dos mais íntimos se declararam esposos, dispostos a passar o restante de suas vidas juntos, como eternos namorados mas também, como marido e marido.

O álbum fora um presente de Jimin e de Jungkook, já que o alfa tinha um extenso conhecimento sobre fotografias ambos decidiram lhes presentear com as fotos da cerimônia.

Era algo simples, mais deveras significativo para o casal que amou ter aquele momento eternizado naquelas fotos tiradas por Jungkook. 

Outro álbum tinha as primeiras fotos que tiraram com Roseanne, assim que à conheceram no orfanato de maneira bem peculiar.

A assistente social tinha lhes levado ao local pela primeira vez e o casal não pode estar mais nervoso. Porém o nervosismo foi embora quando viram todas aquelas crianças correndo.

A assistente lhes explicava sobre a instituição quando ambos ouviram um choro, este que vinha de uma garotinha de cabelos escuros que caira no chão após tropeçar.

Foi naquele momento que o coração de ambos parou, e Baek, ignorando a mulher que falava foi até a pequena lhe ajudando a levantar e a consolando, soprando o joelho ralado da mesma para que sarasse.

Olhando nos olhos da pequena garotinha ele sorriu, perguntando-lhe seu nome enquanto via o marido e a assistente se aproximar enquanto a menina lhe respondia docemente:

Roseanne.

Park Roseanne, Chaeyoung.

Uma beta.

Eles se apaixonaram pela menina decididos que ela era perfeita para eles, quase que destinada a ser sua filha.

E lá estavam agora.

Fechando o álbum após ver praticamente todas as fotos de seus passeios ele se levantou indo para o próximo lugar em que iria procura-la. Mas ela também não estava em seu quarto de decoração rosa e brinquedos fofos.

Estranhando, ele foi até a cozinha, parando na porta ao ver o esposo lavando a louça enquanto cantarolava alguma música. 

Foi inevitável sorrir.

Chegando perto dele o Park mais alto logo o abraçou por trás sentindo que o mais baixo estava sorrindo enquanto ele distribuía beijinhos pelo cabelo cheiroso deste.

- procurando alguma coisa? - ele perguntou travesso virando para este sorrindo dando um selinho casto nos lábios de Chanyeol que riu pensativo olhando em volta.

- ah eu estou sim querido, eu estou procurando uma pequena princesa, você por acaso a viu? - perguntou e o beta apontou para um dos armários da cozinha, que curiosamente tinha algumas panelas pra fora e estava fechado, omitindo sons contidos de risadas.

- eu? Eu não vi ninguém Yoda, onde será que ela está? - disse voltando à pia e Chanyeol teve uma ideia.

- eu não sei! Mas tudo bem meu amor, acho que vou ter que comer todo o frango frito sozinho. - disse fazendo som de passos se escondendo do outro lado da porta e logo a porta do armário se abriu rangendo baixinho pelo móvel ser novo, e dele saiu uma pequena, vestida de bela adormecida que foi pega de surpresa pelo pai que lhe deu um susto ao dar da cara com ela na porta mais caiu na risada ao ser alvo de várias cócegas.

- appa!... Não vale! - ela reclamou ainda rindo enquanto o alfa lhe carregava de ponta cabeça.

- vale sim, não quer comer? - perguntou girando a garota e lhe colocando no chão.

- quero sim appa! Quero chicken! Chicken, chicken, chicken! - dizia animada pulando em volta de Baekhyun antes de pular no colo de Chanyeol que a colocou na cadeira indo buscar o tão esperado frango, ou como dizia Chaeyoung, chicken. Logo Baek secou as mãos e se juntou a família, rindo das piadas bestas do esposo e ainda mais da risada da filha. Ele se sentia acolhido ali, sentia que não precisava de mais nada.

Sentia-se feliz, mais do que qualquer um no mundo.

*

- por que ele fez isso comigo?! - Jongin perguntava-se chorando junto ao filho. A cena parecia um quadro retratando o passado e o futuro pois o pequeno quando chorava era igualzinho ao pai.

Kyungsoo havia saído, ele fora ver algumas coisas com a mãe e logo depois iria levar a bióloga no aeroporto, já que a mais velha fora passar apenas aquele curto recesso com o filho e a família, e já teria que voltar para a China por conta do trabalho.

Ambos ômegas sairam e na residência Kim, tudo estava tudo bem, e tudo reinava na "mais perfeita paz" na visão de Jongin assim que o esposo saiu mas, nada que é bom dura muito.

Passando-se cinco minutos da saída do ômega estava tudo bem, Kyungmin estava brincando com Youngsun e Jungkyu dormia calmamente.

Passados vinte minutos Kyungmin chorava porque Youngsun pegou o seu brinquedo e esta o mordia plenamente assistindo a irmã se desesperar e o outro irmão acordar confuso, ameaçando também começar com o berreiro.

Após trinta e cinco minutos, Jongin já pensava seriamente se fugir não era uma boa opção, enquanto ouvia as duas bebês "brigaram" entre si e seu menino chorar compulsivamente, incentivando o pai a fazer o mesmo. Foi quando ele desistiu e optou para a melhor opção que era ligar para o esposo e implorar para que ele voltasse.

- Jongin? Você não botou fogo na casa foi?

- n-não amor... é pior... - dizia chorando e o ômega do outro lado da linha se desesperou.

Tinha um trauma, isso era certo. E este trauma fora quem lhe proporcionou um senso de super proteção quase que sufocante para com seus filhos, marido e amigos. Não era de se esperar menos já que queria vê-los todos bem, principalmente suas crianças.

- Jongin?! O quê a-aconteceu? O-onde você está e as crianças? - ditou ainda mais preocupado ao perceber que a barulheira ao fundo era um choro infantil coletivo.

- elas estão aqui Soo, e e-esse é o problema. - disse desesperado separando as bebês o que foi uma má ideia já que Youngsun começou a chorar assim que o pai pegou Kyungmin no colo, se esquecendo completamente do brinquedo. - e-eu não consigo controlar e-eles sem você...

- tá falando sério? Puta que pariu pensei que alguém tivesse morrido Jongin! - ditou visivelmente bravo ao marido que choramingava pelo telefone colocando as três crianças no chiqueirinho, mesmo que não adiantasse muita coisa já que, com sete meses, eles se equilibravam nas bordas do utensílio perfeitamente, chorando juntos, o quê poderia ser melódico, se não fosse tão desafinado e desesperador.

- é-é sério Soo! Eu não sei o quê fazer... - ditou sentando ao lado das crianças, reparando em cada uma delas e o quanto elas estavam crescendo rápido, e chorando mais alto no processo.

- você sabe sim meu amor, está apenas perdido, tenho certeza que consegue faze-los parar ok? Tchau, vou dirigir...

- S-Soo espe... - ia dizer porém não deu tempo pois o ômega desligou, e do jeito que os filhos choravam logo os vizinhos chamariam a polícia!

Ele olhou pra cada criança ali, e após organizar seus pensamentos teve uma ideia. Sabendo que as crianças provavelmente estavam irritadas por causa de sono ele foi até a cozinha preparando três mamadeiras o mais rápido que conseguiu. Retornando para as crianças que já se cansavam de chorar, colocando-as sentadas e dando-lhes as mamadeiras.

E então ele viu a mágica acontecer. Aos poucos as três crianças foram se acalmando e tendo uma brilhante ideia ele começou a murmurar uma música que gostava acariciando o rosto de cada uma das crianças colocando-as deitadas no chiqueirinho.

Era o maior que havia na loja, como fora pedido por Kyungsoo e cabia até um adulto dentro, por ser de paredes montáveis, e bem aconchegante por dentro já que o chão era forrado com um tapete térmico e almofadas.

Sem pensar muito ele entrou ali dentro, deitou ao lado dos filhos lhes proporcionando carinho, e cantarolava uma melodia para as crianças que quase caiam no sono.

Kyungsoo, já havia deixado a mãe no aeroporto e retornava para casa preocupado.

Não que não confiasse em Jongin, longe disso, ele apenas tinha medo.

Medo que ele se machucasse, medo de que Kyungmin, Jungkyu ou Youngsun se machucassem, medo de que tudo aquilo fosse apenas um mero sonho.

Ele sempre fora alguém confiante, alguém seguro de si, e por mais que pouco expressivo as vezes era bem carinhoso com aqueles que amava.

Mas após aquele fatídico dia em que ele caira da escada, ele sentiu medo, quando ele viu seu próprio sangue, ou pior, o sangue de seu filho, ele temeu, temeu pela vida de Junhee, temeu por sua vida.

Infelizmente as coisas aconteceram por acontecer, e todos os dias ele se perguntava se ele não podia ter feito algo, se culpava por insistir em limpar as escadas mesmo após os avisos de Jongin e se doia pela morte do filho, e sabia que seu marido não se sentia diferente.

Quando descobrira a segunda gravidez foi como uma bênção, porém esta lhe custou pois ele novamente temeu que pudesse acontecer algo como o que houve com o primeiro filho e temeu ainda mais quando soube que eram três.

Afoito, ele abriu a porta de casa, estranhando o silêncio predominante do ambiente preocupado. Porém, todas suas preocupações foram embora, sendo substituídas por um sorriso ao ver a cena que encontrou em sua sala.

Jongin estava adormecido, e em volta e ao lado deste, estavam os trigêmeos, os três dormindo em uma paz que chegava a ser assustadora para o ômega que não a sentia desde que ganhou os três.

Mas foi ali tendo aquela visão, que ele sentiu todos os seus temores indo embora, que ele sentiu que estava seguro, que ele sentiu que estava tudo bem. E novamente, ele sorriu, grato...

Grato pois o seu bem mais precioso, estava a salvo.

*

- sabe eu realmente não estou me sentindo bem estes dias e, eu não sei o que fazer, tenho um bom trabalho uma linda família e amigos mas, minha vida parece que perdeu um pouco de sentido após as reuniões terem acabado... o Soo ganhou os bebês, o Jimin também, o Taehyung, o Mark, o Baek não teve bebê, mais tá lá com a filha e o Jin por mais que ainda esteja de barrigão ouviu todas as palestras, tem aquele amigo do Jungkook mais só teria ele no grupo? Não né... tá conseguindo me acompanhar? - Youngjae perguntara para o filho que parecia não se importar em seu relato, apenas rabiscava a sua prancheta e então ele concluiu.

Que Jinyoung talvez não servisse para ser psicólogo.

- é claro que eu tô omma, olha aqui. - disse mostrando o que tanto fazia na prancheta, um desenho que mostrava uma pessoa em uma espécie de gráfico desenhado onde a parte vermelha predominava a azul que era quase nula. - tá vendo, a parte em azul é o quanto o omma tá feliz, a em vermelho o quanto ele ele tá triste e o que não está pintado é o quê você falou que tá faltando. Agora você pinta da cor que você quer onde tá branco tá? E pinta dentro da linha.

Ditou colocando a prancheta nas mãos do ômega mais velho, incrédulo pelos métodos do filho único que se levantava.

- é só isso? Não vai perguntar mais alguma coisa? - perguntou indignado para o "psicólogo particular'' que negou pegando a cachorrinha no colo como se fosse um bebê.

- não tenho nada mais pra tratar com você senhor omma, agora eu vou cuidar da minha bebê. - disse passando por Jaebum que lhe olhou estranhando, vendo o filho se dirigir ao quarto com o cachorro, abandonando Jae estendido no sofá com uma prancheta e um giz de cera. 

O alfa havia sentido o quanto seu ômega estava mal então fora até ali, largando seus estudos para dar atenção a algo mais importante, quer dizer, alguém.

- acho que precisa de um psicólogo novo. - Jaebum ditou rindo olhando para o marido que arqueou as sobrancelhas.

- você acha? - ditou desinteressado e o alfa se arrumando ao lado do esposo, fazendo um carinho em sua barriga. - ah Jae... eu estou tão desmotivado, que nem eu estava antes de começar com as reuniões e agora tudo acabou!

Disse se virando para as costas do sofá e Jaebum riu se inclinando e enchendo-lhe de beijos fazendo-o sorrir pelo menos um pouco. 

- olha ele sabe sorrir. Amor, olha tudo o que você fez! Você ensinou tanto para todos eles e agora eles sabem o que fazer e boa parte disso é graças a você! Lembra de nós quando tivemos o Jiny? Se não tivéssemos sido ajudados, não saberíamos nem metade e você jamais estaria dando essas aulas... esse era o objetivo lembra?

- lembro meu amor é só que... eu sinto falta, das reuniões, dos meninos. Faz mais de três meses que tudo isso acabou e agora eu tô me sentindo horrível! Eu queria continuar com as reuniões mais não tem mais ninguém...

- amor, logo aparece mais pessoas, coincidiu que teve bastante gente nessa "primeira temporada" mas você vai ver, logo, logo, o grupo de apoio terá mais inscrições, você vai ver.

- obrigada Bumie... por sempre estar comigo, você devia ser psicólogo também, já pensou? Policial advogado e psicólogo. - sorriu enquanto se ajeitava no colo do policial ganhando vários beijos no rosto fazendo se sentir aliviado, feliz era isto que sua família lhe fazia sentir, apenas ali sentia que estava completo.

Havia passado por muitos domingos agitados desde que começara com as reuniões, mais desde que elas se findaram, continuou apenas como psicólogo.

Não que não amasse sua profissão em si, mas sentia falta de seu grupo. Se perguntara se sentiria aquele vazio sempre que acabasse uma jornada.

Mas saber que seu marido e seu filho estavam ali para te animar lhe fazia ter esperança.

- appa, omma... - Jinyoung apareceu com uma careta e a cachorrinha no colo, fazendo ambos os pais pararem com a sessão de carinhos no sofá. - acho que a Coco fez côco...

*

A frase "dinheiro não é problema" sempre fez sentido para Luhan. E ele nunca se cansava de dize-la.

Desde que nascera ele fora privilegiado, e por mais que tivesse crescido sem a presença da mãe, e muito menos a do pai lidara muito bem com a falta dela e a do outro progenitor que não fazia ideia de quem fosse. 

Ele não era alguém sentimental, não era mesmo, e era óbvio ao ver como ele se envolvia com as pessoas.

Tudo era carnal, quase profissional e nada sentimental. E foi assim com todas as pessoas com quem se relacionou e foi ainda melhor quando se descobriu um amante de BDSM. Era um verdadeiro dominador, sabia não se envolver sentimentalmente. 

Até encontrar ele.

Sehun o alfa babaca.

Não que gostasse dele, não não chegava a esse ponto, mas ele fora o único submisso com o o qual ele se dispôs a passar mais de uma noite, o único que lhe agradou o suficiente para ter um "contrato fixo" como gostava de nomear.

E isso fora outras coisas como por exemplo a beleza inegável do rapaz e mala que ele carregava que era grande. E coloca grande nisso.

Luhan nunca havia sentido um êxtase tão grande quanto quando fizeram sexo pela primeira vez e mesmo sob as regras do chinês e as dores físicas, Sehun sentira o mesmo.

Quando o - na época - platinado fora preso, as coisas complicaram um pouco, mas o ômega não achou de todo mal, afinal ele merecia, merecia mesmo ser preso por insistir naquela coisa idiota.

Luhan lembrava-se com clareza de quando Yixing, um dia após todo aquele ocorrido no bar lhe ligara agradecendo, dizendo que tudo estava bem com Junmyeom, com o bebê e com Jungkook que conseguira chegar a tempo ao hospital para receber a filha.

E Luhan se sentiu feliz por eles. Se sentiu, pela primeira vez em muito tempo acolhido. 

E quando o alfa lhe pedira para ser considerado tio de seu bebê pois ele era da família, sentiu que pela primeira vez fazia realmente parte de algo. Algo maior que as passarelas e bem maior que sua empresa.

Agora faltava um pouco mais de três meses para o bebê de Junmyeom nascer e como tio ele parecia ansioso. 

Conversava com o casal por mensagem, plenissimo em sua cobertura de luxo em Pequim, pegando um bronzeado na área da piscina a atualizando Yixing sobre o contrato com a nova empresa americana que estava fazendo. Foi quando tocou seu pequeno sino de prata, chamando seu mordomo particular para lhe servir.

- me chamou senhor? - Sehun prontamente atendeu, vestido na roupa de serviço e os cabelos agora castanhos perfeitamente alinhados.

Após alguns pequenos ajustes do ômega chinês, ele havia pegado liberdade condicional à um pouco menos de um mês, e sobre muito protesto das autoridades, Luhan conseguiu leva-lo para China para trabalhar para ele em sua própria casa sem muitos privilégios materiais.

E mal sabiam as autoridades que isto também era um plano do loiro de continuar com seu submisso, ou como ele mesmo gostava de dizer, o seu diamante não lapidado.

- eu quero que me traga uma tequila com gelo. - ditou simples, entregando seu copo vazio ao alfa que o pegou sem pestanejar.

- se me permite dizer senhor é meio-dia? 

- sim, tome um banho e vá para o quarto roxo após me servir, comprei algumas coisas e eu adoraria testa-las hoje. - ditou com um sorriso safado para o mais alto um pouco em choque. Era algo bom, porém sempre sentia um frio na espinha quando o ômega queria testar coisas novas. 

Sabia do que o ômega era capaz, sentia na pele todas as vezes em que ele o amordaçava lhe prendendo com os mais diferentes materias. E nem sempre era em uma cama. 

Era um prazer diferente, mais ele estava afim de explorar. 

Estava afim de que ele lhe explorasse, cada canto de seu corpo, cada canto de sua alma. 

- novamente lhe digo senhor, é meio dia. - ditou engolindo seco, preocupado visto a agenda do menor, porém o mesmo sorriu se virando na espreguiçadeira, retirando os óculos para olhar diretamente o moreno reparando que realmente a coleira rosa que comprara lhe caia muito bem.

- fique tranquilo meu diamante, já cancelei todos os meus compromissos. - disse levantando-se sorrateiro, em movimentos calculosamente planejados para despertar o mínimo de excitação no mais novo. E funcionou, pois chegando perto deste, dava para sentir o tamanho de seu membro já semi-ereto. - hoje eu quero te testar, quero ir além do seu limite...

*

- quem é a coisinha mais fofa do appa? Quem é? É você! É você sim! - Jungkook ditava bobo para a filha deitada na cama do casal, sem nem reparar no noivo logo atrás, segurando a caixa com suas coisas da faculdade, achando a situação fofa, mais com um pouco de vergonha alheia. - quem é? Quem... é?

Jungkook perdeu-se na própria fala ao encarar o ômega rindo na porta sem cerimônias fazendo se envergonhar usando a filha para tapar o rosto.

- que foi? Pode continuar, tava fofo, Moonbyul estava gostando... - ditou deixando a caixa no chão, indo até ambos os alfas sorrindo, tirando a bebê sorridente dos braços do mais novo e lhe beijando vendo o quão corado estava. - quem é meu alfa lindo uh? Quem é?

- para Jiminie! - disse envergonhado fazendo Jimin rir mais ainda enquanto arrumava a xuxinha da filha e o noivo escondia o rosto nos travesseiros.

- qual é Jungkookie! Não tem problema ser carinhoso com a bebê! Especialmente por que ela é sua filha, sabe que fez ela né?

- sei sim Jimin eu só tô envergonhado... de acordo meu professor, "vergonha é algo natural". - explicou novamente para o ômega que já estava um tanto cansado de sempre ouvir a mesma desculpa do noivo quando ficava com vergonha. Mais achava fofo no fim das contas.

- tá bom, tá bom desculpa... quer me ajudar a achar um lugar para o meu diploma? - perguntou entregando a filha para no noivo que assentiu, se levantando com a pequena no colo, seguindo Jimin que pegou os dois quadros de dentro da caixa que antes trazia para o quarto.

Muita coisa acontecera naqueles três meses que foram mais agitados do que imaginavam. Quando Moonbyul completou dois meses, finalmente aconteceu o casamento de Jinhyo e Katsuyama, na praia como eles queriam. Toda a família - ou a maior parte dela porque Kyungsoo e Jongin não puderam ir por causa da gripe que deu nas crianças - fora para Incheon comemorar a cerimônia que foi realizada por ninguém menos que Yangseok, o próprio que agora estava usufruíndo de sua graduação em direito, área que atuava como juiz, fazendo casamentos no mundo todo.

Foi algo simples mais significativo, Dahyun, a namorada de Momo fez um belo arco de ferro decorado com vários lírios que foi colocado na praia. E a única madrinha do casamento, fora ninguém menos que Seon Min enquanto Yehyun foi o responsável de levar as alianças e Bambam a pedido da própria Jinhyo, jogara as pétalas de rosa branca com Roseanne para abrir caminho a noiva.

Jungkook chorou, assim como o irmão a quem estava de mãos atadas, mas não um choro de tristeza, mais de alegria. Felizes pois sua mãe estava feliz, e estava com quem amava.

Ela tinha decidido abrir o jogo após Jimin contar para Jungkook que havia conhecido o seu pai, então ela contara, não apenas para ele mais para Hoseok também sobre o progenitor e tudo o que havia ocorrido em sua visão e o que ela sabia. Deixando para que o Jeon mais velho contasse sua versão para os filhos caso viesse a procura-los e que assim ambos tirassem suas conclusões.

Terminado o semestre, Jimin se formou com merito em seu curso e foi muito prestigiado em sua formatura, Jungkook chorou ao ver ele todo bonitinho falando a frente de todos e após a cerimônia, por não quererem participar da festa, ambos foram pra casa e comemoraram "a sua maneira", deixando a pequena Jeon na casa dos Kim.

O mais incrível fora os pais descobrirem que ela dormiu a noite inteira, enroscada com Youngsun, no berço da ômega e não acordava por nada.

Jungkook começara a faculdade no semestre que se iniciou e estava mais que contente com o curso que ele tanto sonhou, porém seus planos não eram mais os mesmos. Ele queria continuar cantando, porém não para uma plateia ou para fãns como idealizara quando adolescente, agora, ele se contentava em cantar para Jimin, para Moonbyul ou até mesmo no bar quando podia.

Seus planos iam um tanto além da música, pois como produtor, ele poderia fundar a própria empresa, ou trabalhar em uma, como a de Luhan por exemplo. Claro se conseguisse convencer o ômega disso.

- acho que aqui é um bom lugar Jiminie. - mostrou a parede de quadros do corredor que estava, incrivelmente quase cheia de fotos. Fotos antigas, atuais, da família dos amigos e outras. Era algo acolhedor e que Jimin adorava, fora dele a ideia, e acreditava que ela ficaria ali por um bom tempo.

- acho que ai é perfeito Kookie... - disse colocando o quadro com seu diploma, e um pouco mais acima a foto com ele, Jungkook e a filha vestidos socialmente e Jimin segurando sua aquisição, seu diploma.

Era até estranho pensar que se ele não tivesse conhecido Jungkook, ali naquela foto ele estaria sozinho. Apenas ele e seu diploma, mais ele não era nada perto de sua família, esta sim era sua maior aquisição.

Pensando nisto, quase inconscientemente ele colocou sua mão sobre aquele retrato, agradecendo mentalmente por tudo, ato que foi visto por Moonbyul e repetido pela mesma que colocou a pequena mãozinha sob a do omma e Jungkook que colocou a não livre sob a de ambos, beijando os cabelos desse que fechou os olhos, agradecendo.

Ele não podia estar mais completo, e ele entendia.

Que certos acidentes talvez fossem necessários.




Notas Finais


Eaiiiii? O quê acharam? Diferente esse cap né?
Confesso que planejei ele faz um tempinho e que não sei se ficou como eu queria ksksk
Bem eu espero que tenham gostado.
Sigamos amanhã com o próximo capítulo, agora é literalmente a reta final... (Quatro capítulos para o fim :( )
Mas teremos sefunda temporada na glória de Deus.

Espero que tenham gostado, favoritem a história e leiam minha outra fic namjin maravilhousa. Bjs de lux e bebam água.


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