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História Um filho. - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 8.


Álvaro acordou cedo como de costume,Itziar ainda estava dormindo na sua cama.Deitada de costas para a porta com uma das pernas para fora do edredom,deixando a coxa desnuda exposta,a sua camisa sendo usada como pijama enrolado até a altura da sua barriga.

Álvaro amou a visão de Itziar vestida,os cabelos espalhados pelo travesseiro,a respiração tranquila longe daquele furacão que é quando acordada.Dar uma última olhada em sua figura antes de sair do quarto,deixando-a descansar mais um pouco;enquanto providencia o café da manhã.

Chegando na cozinha avista Brutus tentando entrar em casa pela varanda e libera seu acesso fazendo o animal bisbilhotar tudo que encontra.Não demorando muito para escolher algo para se entreter.Só que não precisava ser o vestido da senhorita Martínez.

 – Me dá isso Brutus._o cachorro agarrou o vestido da mulher_Me dá esse vestido aqui.

Quanto mais Álvaro implorava e puxava,mais o animal esticava a peça.Os brilhos da roupa já estavam todos no chão e certeza que a dona quando ver vai querer fazer churrasquinho do cachorro.

 – Solta isso Brutus._Álvaro agarrou-o pela mandíbula e só então ele soltou._Puta merda.Itz vai me matar.Maldita hora que eu…

 – Porque eu te mataria?_a pergunta veio do alto da escada.Num ato de reflexo escondeu a peça nas costas.Uma atitude infantil movida pelo desespero.

 – Bom...Bom dia._gaguejou.Ela desceu a escada lentamente,a camisa não cobria nem metade das suas coxas bem torneadas.Era pra ser uma cena sexy,onde Álvaro se aproximaria;a pegaria pela cintura,ajudaria descer o último degrau da escada,beijaria suavemente seus lábios e a acomodaria na mesa para tomar café.

Porque deixastes o cachorro entrar?Por quê?

 – Dormiu bem?

 – O que está escondendo aí atrás?_Os cumprimentos do homem não foram sequer respondidos.Ela simplesmente se aproximou dele e com curiosidade nos olhos,e ele não conseguiu esconder o ocorrido por muito tempo.E se rendeu.

 – Desculpa por isso._falou com um tom neutro, levantando o vestido todo rasgado e de imediato vendo uma raiva nos olhos dela.O olhar sereno se transformou em um olhar homicida.

 – Eu não acredito…_ela tentou passar pelo homem,mas ele a segurou pela cintura_Meu vestido novinho.

 – É só um vestido..._ela o encarou_novinho

Ela o acertou em cheio no peito.

 – É um Armani._ela desabafou_Um Armani exclusivo,feito sob minhas medidas._Álvaro arriscou uma piada.

 – Vamos ter que enterrar o Armani então._fez uma cara triste e levou um tapa.

 – Muito engraçadinho você._sua voz saiu embargada.

Ela vai chorar?Por causa de um vestido?

 – Ei..._apertou o abraço._é só um vestido lindo.Eu compro outro.

 – Claro que compra._passou o dorso da mão abaixo dos olhos impedindo que lágrimas de ódio escorressem por suas bochechas._Vai viajar até a Itália,vai entrar em contato com Giorgio e vai encomendar um vestido do mesmo modelo._seu dedo indicador estava em riste ao meu nariz._E vai me levar junto para tirarem as minhas medidas._ordenou.

 – Isso foi um convite?_falou bem perto da boca dela.

– Isso foi uma intimação.,_ela falou baixinho_Vai pagar as passagens também._sorriu.

 – Pago._beijou o lábio superior dela entre sorrisos.

 – E vai me levar pra comer._mais uma ordem.

 – Levo._e beijou o lábio inferior também entre sorrisos._E agora vamos tomar banho ou a nós vamos chegar atrasados._foi a vez dela o beijar.

 – Atrasados,para onde?_indagou a mulher.

 – Para o banquete real na casa do rei Álvaro António.

 – Idiota..._e Itziar gargalhou.

Neste momento,o animal de quatro patas de Álvaro apareceu.

 – Quem é esse?_Itziar questiona,já se aproximando do bichano.

 – Brutus,o destruidor da seu vestido._Álvaro vomita as palavras.

– Então quer dizer que foi esse rapazinho aqui que destruiu meu vestido caríssimo_perguntou,enquanto fazia um carinho em sua cabeça.

 – Foi..._respondeu Álvaro sem graça.

– Por que você cria um cachorro?

– Gosto de cachorros._caminhou para perto do dois._E de cachorras também._Lambeu o pescoço de Itziar deixando um rastro molhado de saliva,mordeu a orelha dela e a mulher simulou um um latido alto arrancando  gargalhadas eufóricas do homem.

– Acho melhor ter cuidado comigo_Os olhos dela miravam os dele,o homem agarrou as mãos na cintura da mulher com força e seu nariz dançou sobre ela fazendo um carinho delicioso.

– É impressão minha ou esse latido teve um significado?_Álvaro queria ouvir a resposta. Melhor,ele queria ouvir a resposta certa.E ela tinha na ponta da língua.

– Claro que tem._mordiscou o lábio chamativo do homem._Quis dizer:eu tô cheia de tesão.

O corpo dele avançou sobre o dela,mas o cachorro entrou no meio.

– Álvaro?Acho que alguém está com ciúme de você._disse sorrindo,se sobressaindo do homem.

– Tem certeza que é de mim?_ele questiona,enquanto o cachorro se põe na frente da mulher rosnando entre dentes para Álvaro._Mais que filho da puta traidor.

O homem foi traído pelo seu próprio cachorro.Brutus enroscava-se nas pernas da mulher dando voltas ao redor de seu corpo.E ela? abaixou-se e começou a fazer carinho na cabeça do traidor.

– Brutus aqui._deu a ordem com um comando de mão para que ele se prostrasse aos meus pés.Tudo em vão.Itz continuava alisando seus pelos e ele estava todo arreganhado aos pés dela se deliciando com o carinho.

– Não é você mesmo que diz que sou irresistível?._Levantou uma sobrancelha sensual e ela não se conteve.Esticou-se na altura do homem e o beijou.Um beijo calmo, lento mais cheio de pretensões e intenções.

– Agora vem pra cima de mim não é seu falso._Brutus pulava em cima dele,não sei se para brincar ou para o afastar dela._Eu não vou suportar ser traído pelo meu próprio cachorro.

– Dramático._revirou os olhos divertida.

– Preciso fazer o café da manhã.Coloca a ração dele pra mim?Dentro do saco tem um medidor e o saco está embaixo da escada.

– Claro que coloco.

Brutus é um filhote de Golden retriever,está apenas com cinco meses,seu porte ainda é médio,não alcançou o tamanho ideal da idade adulta.Tem os pêlos escuros,os olhos brilhantes e a boca parece está sempre sorrindo.

Álvaro deixou-a sozinha na sala com Brutus e ela ficou admirando o animal.Cachorros dão trabalho em todas as fases da vida e a raça dele deve ser daquelas que emanam diversão,pensou ela.Sempre ouvira de seus pais que eles não poderiam ter um cachorro.Talvez esse fosse seu trauma de infância,no dia que obtivera um seu pai deu fim.

Colocou a ração para a besta canina,trocou sua água e vou para cozinha.Ela até que o ajudaria a preparar algo para eles comerem,mas estava hipnotizada com a visão de um deus.Mordeu o lábio imaginando sua língua pincelando cada curva daqueles braços,aquele costas musculosas e a bunda.

Ah meu Deus.O homem tem uma bunda linda.

Aquela curva alta que faz seu olhar para por horas e apreciar como se estivesse mirando o horizonte.Que corpo lindo.Só tá faltando uma coisa para ficar perfeito:seu corpo junto dele.

Álvaro prensou o corpo na pia e descansou a xícara ao lado.Itziar parou devagar atrás dele e tocou sua cintura com a ponta dos dedos.Ele se assustou e aspirou café,tossindo por conta do líquido ter sido ingerido pelo nariz e virou-se para observá-la.

– Te assustei?_Itziar perguntou com uma voz inocente,porém com um sorriso sacana nos lábios._Calma.

A mulher tocou as mãos abertas sobre seu peito.

– Quer me matar afogado é isso?Eu devia ter suspeitado._havia diversão e desejo em seus olhos.

– Droga fui descoberta._deu um soquinho no ombro dele.

– Eu até deixo você me matar._Desceu a boca até o ombro dela e o beijou.

– Deixa?_perguntou manhosa.

– Deixo.Mais só depois._sugeriu.

– Depois?_Itziar se faz de desentendida.

– Depois._ergueu a sobrancelha sensualmente.

Sem mais palavras.Apenas toques.As mãos dela encontraram os cabelos negros dele e sua boca encaixou-se na de Álvaro com uma fome desconhecida.

O que é isso que eu sinto por esse homem? Não pode ser só tesão.

Sentiu as mãos dele descendo até a bunda feminina,levando a  pélvis de encontro a virilha do homem.A ereção deslizava pela pele da barriga dela causando um calafrio capaz de gelar sus espinha.Ambas bocas não se desgrudavam nem meio centímetro.A saliva de Álvaro a embriaga.Deixando-a tonta e sedenta. Ela o queria,queria sua boca no corpo dele, queria lhe dá prazer de todas as formas possíveis.Se afastou de repente causando um gemido de protesto da parte dele.Se aproximou mais uma vez,ele tentou abraçá-la,mas ela  colocou seus braços ao lado do corpo em um pedido silencioso de quietude.Ele pareceu entender seu recado.Se manteve de pé obediente com as mãos coladas ao lado do corpo.

– Eu te quero na minha boca._sussurrou contra os lábios de Álvaro e desceu pela sua barriga arranhando sua pele exposta com os dentes. Ele arfava a cada pincelada da sua língua.A  barriga definida se contraía com tremores. Ajoelhou no chão da cozinha e ela apertou com força as suas coxas,seus olhos se abriram por um instante e encontraram os dela.Sorriu cheia de malícia e lambeu seu sorriso evidenciando quall seria o próximo passo.A ereção dele estava na sua mira,apesar de ter um samba canção no meio.Segurou a base e brincou com a cabecinha que provavelmente estava inchada e rosada.Álvaro gemia alto sentindo todo o sangue do corpo descer e se concentrar exatamente ali.Ele estava duro como rocha.E ela estava quase babando com a visão.

– Porra Itz..._as frases continuavam entrecortadas_... tá me deixando louco.

Arrancou a peça de uma vez,abocanhando-o e engolindo todo o seu comprimento.Sentindo aquele pau enorme e maravilhoso massagear sua garganta.Subiu e desceu pela sua extensão algumas vezes.Deixou que ele fodesse sua boca por alguns segundos.Seu tesão se esvaía do corpo e ela podia senti-lo escorrer entre suas pernas.Álvaro levantou-a pelos braços e sentou-a na pia com uma brutalidade animalesca.Ela sorriu da sua atitude inesperada,pendeu a cabeça para trás e mordeu o lábio para lhe mostrar que estava tudo bem.Os olhos negros estavam assustados e se ela se fizesse de frágil naquele momento ele seria capaz de interromper o que estavam fazendo para lhe pedir desculpas – O que tem de grande,tem de delicado.

–  Vem._ordenei.

Ele se encostou nela sufocando-a em um beijo repleto de desejo.Ergueu a perna dela pelo joelho,deu um passo à frente e preencheu-a exasperadamente - Itziar não dormira de calcinha e nem tinha vestido uma.-Sem aviso,sem delicadeza.Ele a rasgou com força arrancando da sua garganta um grito que estava preso desde que acordou.Uma mão apertava o peito dele,a outra a bunda,enquanto a  boca urrava sobre a pele do pescoço feminino fazendo o hálito quente contrastar com o pele fria do ar condicionado ligado.Os gemidos dela ecoaram pelo cômodo inteiro,o impacto de ambas virilhas se chocando era tão alto quanto os sons emitidos pelas bocas.Os pés dela buscavam apoio onde não tinha,suas unhas famintas rasgavam a pele das costelas dele,o arrepio em volta do seu umbigo dizia que estava perto.Perto demais.E não demorou muito para que um grito alto saísse da boca vindo direto das suas  entranhas,expulsando toda tensão existente em si.Se presenteando com uma sensação de alívio absurda.Álvaro mordia o ombro dela com força como se quisesse arrancar um pedaço e depois de mais algumas estocadas jorrou dentro dela seu jato quente de esperma.

– Agora pode me matar._Álvaro falou com a voz falha,pegando os cabelos femininos pendendo a  cabeça para trás,enquanto ela lambia a linha do seu queixo e depois mordia seus lábios.

– Acho que prefiro você vivo._ele sorriu.

– É?_mordiscou bochecha dele.

– Com certeza._Álvaro pegou o rosto dela nas mãos e nivelou as testas_Tô morrendo de fome. 

Álvaro gargalhou e com muito esforço se afastou,estendendo os braços para ela pular neles.Caminhou com a mulher até a mesa,sentando-a nela.

Itziar pegou a jarra e começou a encher a xícara com o líquido fumegante.

– Delícia._falou,olhando para ele,colocando a jarra de volta na cafeteira.Álvaro se sentou na frente dela,pegou a jarra de leite e despejou na sua xícara.Depois,pegou duas fatias de pão integral,e em seguida colocou queijo e presunto, levantando-se com o prato na mão colocando o pão na sanduicheira,para torrar.

Enquanto aguardava, o aroma de queijo derretido se espalhou pela cozinha.Álvaro pegou seu sanduíche voltou a mesa.Itziar olhou para o prato dele,não estava acostumada a comer pão,gostava de torradas,mas vendo o sanduiche,sentiu vontade de saborear.

– Quer um sanduíche?_ofereceu ele,estendendo o prato para ela ao perceber o olhar faminto.

Itziar assentiu,com a cabeça,e sorriu,pegando o prato,e ele foi preparar mais um.

Itziar ficou observando-o,enquanto dava uma mordida,nunca o tinha visto de jeans e teve que admitir que ele era lindo demais.Suspirou se lembrando da rigidez e grandeza daquele corpo.Hada sempre lhe contava suas aventuras que tinha com os rapazes.E por mais que adorava ouvir,jamais imaginava algo assim,era tão impressionante e excitante.

– Que horas são?_pergunta,e ele imediatamente levanta as vistas para o relógio de parede.

– Dez para o meio dia,querida.

– Já tá tarde,eu preciso ir para casa._a mulher gelou,perdida.

Álvaro a encarou seriamente.

– Hoje é sábado._retrucou,mordendo o sanduíche.

– Eu sei,mas...não posso ficar.

 – Oras,mas você ficou até agora._zombou ele_Pode muito bem ficar mais.

– Não quero abusar.

– Ai Itziar,às vezes você fala umas coisas ambígua.

– Ambígua?Como assim?._quis saber,vendo ele terminando seu sanduíche.

– Deixa para lá...Você não está abusando ficando aqui em casa,mas se quiser posso te levar para casa.

– Me leva para casa,por favor.

***

Duas semanas depois Itziar tentou com todas as forças não olhar pela centésima vez a data circulada de vermelho no calendário da escrivaninha.A menstruação dela estava atrasada – dois dias,duas noites sem dormir e dezessete horas e cinquenta e dois minutos atrasada, para ser mais preciso.Considerando que ela sempre fora como um relógio,os nervos gastos dela estavam trabalhando de forma extenuante.Com certeza,era fisicamente possível ter um atraso pela primeira vez.Mas também seria possível que o corpo dela estivesse tão pronto para ela ser mãe e Álvaro fosse mesmo um deus do sexo e eles tivessem experimentado um sucesso imediato?

Se a data circulada não era suficiente para tirá-la do sério,sempre havia a data de hoje circulada com um coração.Ela desejava saber por que sentia a necessidade de marcar isso quando não havia nenhuma maneira de esquecer sua importância.Estava preso e marcado no coração e na alma dela.

Hoje era o aniversário de dois anos da morte da mãe da Itziar.

Quando lágrimas angustiadas saltaram dos olhos dela,Hada colocou a cabeça na porta.

– Vem,querida.Vou levá-la para almoçar.

Itziar sorriu.Ela não se preocupou em esconder que estivera chorando.Hada sabia da importância desse dia.No ano anterior,ela tinha acalmado a Itziar com álcool e chocolates e, então,passou a noite com ela,abraçando-a na cama enquanto ela se lamentava.

– É muito legal você se oferecer para almoçar comigo,mas realmente não me incomodo de ficar aqui.

– E que tipo de melhor amiga eu seria se a deixasse aqui sozinha em um dia como hoje?

– O tipo que reconhece o quanto eu fico emocionalmente paralisada em tempos difíceis e me afasto da minha família e dos meus amigos?_perguntou Itziar com esperança.

Hada suspirou.

– Não,não vai ser dessa forma.Você precisa de uma taça sem fundo de marguerita,alguma comida altamente gordurosa e uma sobremesa carregada de chocolate e calorias.E eu terei o imenso prazer de proporcionar isso para você.

Itziar sabia que não era sensato discutir com a Hada.Além disso,ela realmente queria sair do escritório e tentar livrar a mente dessas coisas durante algum tempo.Assim,ela se levantou da cadeira e sorriu.

– Tudo bem,então.Se você está pagando,então eu vou comer,beber e ser feliz!

– É assim que se fala.

Ao seguirem para o elevador,Hada perguntou:

– Você não se importa se o Nate for também,se importa?

– Claro que não.Eu não o vejo há séculos.

– Nem você nem eu.Argg.Acho que vou começar a correr para o hospital no meu intervalo de almoço para uma rapidinha.

Itziar revirou os olhos.

– Você é terrível.

Quando elas chegaram ao restaurante, o Nate já estava esperando por elas.Ele se levantou da cadeira para abraçar Itziar.

– Como você está passando,Tizia?_perguntou ele.Ela deu um largo sorriso ao escutar o apelido de infância do avô dela nos lábios do Nate.Era o Ugaitz que adorava implicar com ela, mas quando Nate o escutou,ele achou que era hilário e automaticamente o adotou.

Felizmente,Itziar sabia que essa pergunta era relacionada ao aniversário da mãe dela,não ao atraso na menstruação.

– Estou bem.Alguns dias são melhores do que outros.

Ele assentiu e deu um tapinha nas costas dela. Quando ele voltou a se sentar,Hada indicou que Itziar se sentasse do lado dele.Ela sabia que Hada não queria que ela se sentasse sozinha.

– Não,não,vocês mal conseguem se ver._protestou Itziar.

– É melhor assim.Eu posso olhar nos olhos do Nate sentada na frente dele.

– Na maior parte do tempo,eu vou evitar que ela mexa comigo por baixo da mesa_respondeu Nate,com uma piscadela.

Itziar riu em silêncio e deslizou para o lado dele. Hada se sentou em frente.Depois que a garçonete se foi com o pedido das bebidas, Itziar sentiu uma dor fina do abdômen e segurou mais forte o cardápio.

Hada imediatamente percebeu que ela estava angustiada.

– O que foi?

Ela desviou o olhar de Nate e voltou a olhar para Hada e balançou a cabeça.A última coisa que ela queria era discutir assuntos femininos na frente dele – internos ou não.E mesmo achando que ele fosse mais do que o noivo da Hada – ele era um amigo bom e confiável – isso ainda a incomodava.

– Nada.

– Droga,você não está com cólica,está?

Itziar sentiu o rosto esquentar e tentou se esconder atrás do cardápio.

– Eu disse que não é nada.

Hada revirou os olhos.

– Oh,pelo amor de Deus,Itz.O Nate sabe tudo sobre vaginas e ovários,então para de agir como se estivesse envergonhada na frente dele.

– Eu não estou agindo como se estivesse envergonhada...Eu estou envergonhada._respondeu Itziar..

Ignorando Itziar,Hada olhou sugestivamente para Nate.

– Você sabe que a Itz tem transado com o Álvaro para engravidar._Ele assentiu._Bem,a menstruação dela está atrasada há dois dias agora.

Itziar fechou os olhos,desejando que o chão se abrisse e a sugasse em um buraco.O Nate limpou a garganta,tentando amenizar a situação.

– Se você está com cólica,pode ser algo positivo.Às vezes,quando um óvulo se implanta na parede uterina,você passa por uma dor moderada à severa que é parecida com a cólica menstrual.

Hada deu um sorriso radiante para o Nate.

– Querido,você é tão sexy quando usa esse jargão médico.

A Itziar bufou quando Nate se apoiou na mesa para dar um longo beijo em Hada.

– Vocês estão mesmo enlouquecendo._Quando eles pararam de se beijar,ela sorriu para o Nate. – Mas obrigada pela informação.Estou torcendo para que seja isso.

– Também estou torcendo por você.E você vai ser uma mãe maravilhosa,Tizia.Deus sabe que você merece um pouco de felicidade_respondeu Nate, apertando a mão dela.

– Obrigada.Fico feliz em ouvir isso._Ela foi interrompida pelo toque do telefone dentro da bolsa.

Ela deu uma olhada na mensagem de texto e sorriu.

“Eu não sei se você ainda está falando comigo ou não,mas estou pensando em você hoje. Ninguém mais além de você,significou tanto quando a sua mãe para mim.Ela sempre me amou e me aceitou como eu sou.Sem falar que ela preparava os melhores biscoitos com gotas de chocolate que eu já provei!Eu te amo e estou com saudades,Tizia”

Era do Mário.Ele ainda usava o apelido dela. Quando ela começou a responder a mensagem, Hada limpou a garganta.Itziar ergueu o olhar.

– Desculpa,eu não pensei...

Hada fez um sinal sobre o ombro da Itziar.Quando ela se virou,Mário estava parado com um buquê de lírios – a flor preferida da mãe dela.Os olhos da Itziar se encheram de lágrimas quando ela se levantou da cadeira e passou os braços em volta do pescoço dele.

– Ai,meu Deus,eu não acredito que você está aqui!

– Estou feliz que você está me abraçando, em vez de me bater.

Ao se afastar,Itziar iu.

– Acho que eu deixei as coisas péssimas entre nós,hein?

– Cara,eu achei que eu era uma pessoa arruinada entre você e aquele sujeito.Ah,qual é mesmo o nome dele?O que pensou que eu era seu namorado e ia me dar um soco.

Hada riu em silêncio.

– O nome dele é Álvaro,mas acho que podemos nos referir a ele como o futuro pai do bebê da Itz.

Mário arregalou os olhos e cambaleou para trás.

– Você escolheu aquele cara para ser seu doador de esperma?

Itziar lançou um olhar assassino para Hada antes de dar um cutucão nela.

– Não,não exatamente._Ela indicou para Mário se sentar._Acho que precisamos atualizá-lo em algumas coisas.

Mário acenou para o garçom antes de se sentar.

– Vou precisar de uma cerveja... Na verdade, pode trazer uma jarra para mim!



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