História Um Final Platinado. - Capítulo 1


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Conto
Visualizações 2
Palavras 995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Tenham uma boa leitura.
Avaliem, se quiserem.

Capítulo 1 - Sussurros Psicodélicos.


Fanfic / Fanfiction Um Final Platinado. - Capítulo 1 - Sussurros Psicodélicos.

I

Carne em Desespero.

Se do homem já não caísse mais lágrimas, de nada adiantaria sua seção de tortura. Oh, pobre carne, aquela que em desgraça caiu quando encontrou-se com o diabo, onde tentou-se reverter o efeito psicodélico que de nada adiantara. Estava louco, entorpecido de sua mente comum, de aura escura e esvanecida da graça que Deus poderia ter dado para ela. O anjo de mármore já de nada adiantaria-lhe agora. Do que serve a odisseia perto da putridão ríspida dos insetos? De que serve a benção no trono do Diabo, feito de ossos já tão impuros? Do que adianta alimentar-se, se de sua carne outro se alimenta? Não há sentido.

Ah, Calígula, o inseto podre que no corpo do anjo Miguel nascera como um filho, do anjo fora tomado e agora com o demônio coopera até o fim de sua vida. Em formato humano, canibal, de carne humana saciava-se igual o pobre de magro corpo tende a se saciar quando há um banquete disposto em sua mesa; de sangue entorpecia sua sede, dita como insaciável, seria o sangue a única bebida que do vinho rico em suco equiparava-se? Ou teria o sangue de ser o elixir da vida que os alquimistas hei de procurar até o fim de suas vidas? Não há como responder com clareza tais escuras dúvidas.

O que há de ser mais obscuro, o homem que é devorado pelo inseto ou o inseto que alimenta o desejo do homem de liquidar sua própria vida? Ah, que dúvida, que dúvida! É triste o sofrimento do homem, é deplorável o prazer do inseto! Mas essa não é a pior das preocupações. A maior das preocupações é o sacrifício para que o homem mantenha-se vivo. Ele, assim como o inseto, há de devorar a carne de sua carne, beber o sangue de seu sangue! Seria assim o inseto igual ao homem? Duas criaturas que de carne humana alimentam-se apenas para continuar vivos, mesmo que em um estado deplorável e sem razão e propósito? Seria ambos apenas ferramentas desgostosas que do pecado se servem? Seria o homem e o inseto feitos para acabarem com o próprio mundo que habitam? Isso é uma dúvida que nem mesmo Deus conseguiria responder, quem dera o Diabo, em toda sua pequenez, entender o sentido do homem aceitar ingerir sua própria carne apenas para saciar o inseto que sua carne devora.

O parasita que habitava em seu corpo agora descansava de maneira curta e costumeira, como todo dia realiza. Agora, o homem ainda provido de vida poderia gritar o quanto quisesse, não traria o inseto de volta à ativa até que tal período de descanso cessasse. Agora era hora de que o demônio continuasse a tentar o homem para que se tornasse igualmente ao inseto e de outros homens com prazer devorasse a carne. Impossível de conviver com tal impureza por tanto tempo, antes de perder finalmente sua alma para as mãos negras que o Diabo carrega. A cruz já de seu corpo fora desprovida, e não mais sentia a palma de Deus sobre seu ombro, estava finalmente abandonado, ao ver do homem, sua aliança de vidro com Deus espatifou-se com as incessantes batidas do martelo do Diabo em sua superfície, que perda de espírito, de alma! Um ser tão impuro tomando para si algo tão belo como a vida era de deplorável tristeza. A existência daquele que é torturado já de nada importava para o torturador, era casca morta, seu espírito de pouco tempo esvaneceu-se, o inseto poderia comer sem que de resistência para a vida aquele homem apresentasse. Triste é o fim do homem quando de sua carne para de devorar apenas para de saciar o outro com seu corpo se entrega, deplorável é o prazer de Calígula em saciar-se da carne outrora viva de um homem que contra a morte lutou.

Os contos de Calígula heis de ser contados para todos, desde as pequenas vielas às mais importantes igrejas, era algo que de tudo deveria ter conhecimento, que de um inseto poderia nascer um homem morto, desprovido de sua alma e de seu corpo, alguém que Deus ousou em abandonar para manter a paz. Mas seria realmente a paz o motivo do abandono? Ou Deus apenas deu-se por vencido para alguém tão baixo como o Diabo? Ao menos fora isso que alegaram no tribunal que fora feito para que no Tártaro aquela sombria alma não fosse cruelmente jogada. A igreja, pobre órgão que Deus de honra enche-se ao falar sobre, ela de apoio vendeu-se ao Diabo para, ao menos, preservar uma alma do sofrimento eterno. Mas, o que de importância tem uma simples alma para o multirão? Porque há tal comoção, para que até mesmo a Igreja condene a Deus a culpa de um abandono tão triste e de pena encher-se pela alma que pelo Diabo seria devorada?! É triste...

Se de urgência tratam de tal furdúncio, porque de nome não reconhecem a pobre alma? Teria sido Fagaratch alguém com tanta pertinência para que se abale a sociedade, ou apenas uma forma de vitimizar a Igreja de não importar-se, de primeira instância, que um homem de infeliz inocência pelo Diabo fora escolhido e por Calígula fora devorado, que em traumatizantes experiências fora submetido e de devorar sua própria carne tem o fardo? De que importa sua singela alma? Em acaso, sua história de estudo serviria? Não há com clareza alcançar tal saber!

Mas porquê de Fagaratch o demônio hei de tirar a alma? Isso era a primordial pergunta que não fora nem pelo conselho respondida, muito menos pelo carcereiro. Isso é triste, ao menos para alma perdida do homem que caíra em desgraça, nunca mais seria salvo de seu pecado, este que nunca revelá-ra nem ao menos para sua esposa, Isbell. Que pena, Isbell passou de resto dos seus dias sem saber o que atormentou a alma de Fagaratch ao ponto dele ter de ser torturado por Calígula e morrer por uma causa que nunca revelou.

 


Notas Finais


Obrigado por ler.


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