1. Spirit Fanfics >
  2. Um Futuro Brilhante- She-Ra e as Princesas do Poder >
  3. Capítulo 8-Flashback

História Um Futuro Brilhante- She-Ra e as Princesas do Poder - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oláaaa! Desculpe não postar tão cedo, mas estou cheia de compromisso essa semana! As provas começaram na minha escola, e você já deve saber o quão difícil é aprender alguma coisa no EAD.
Bem, chega de falar de mim, vamos para o capítulo...
Ele é bem pequenininho, mas acho que foi um dos meus favoritos de escrever... vou contar mais quando você terminar de ler.
Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo 8-Flashback


Fanfic / Fanfiction Um Futuro Brilhante- She-Ra e as Princesas do Poder - Capítulo 8 - Capítulo 8-Flashback

Era estranho a quantidade de detalhes que as duas se lembravam daquele dia.  Isso aconteceu há 8 anos.
 Ambas estavam na cantina, sentadas em uma mesa com Kyle, Rogelio e Lonnie, como sempre.  Quando eram mais novas, Catra tinha dificuldade em querer ficar perto deles, mas Adora conseguiu convencer ela com o tempo.
 Acredite se você quiser, mas Catra nem sempre foi a borboleta social confiante que ela é atualmente.  Na verdade, ela era bastante introvertida até os 11 anos de idade. Só falava com Adora. Mas... a adolescência chegou e ela sentiu uma necessidade e subir as defesas dela de um jeito diferente. Em vez de se impedir de ser vulnerável se isolando e não deixando ninguém entrar, ela começou a fazer isso com rebeldia e uma falsa máscara de confiança que ela vestia consigo à todo tempo.
 Eles terminaram de comer as barras e estavam conversando e rindo quando a pequena Adora sussurrou algo no ouvido de pequena Catra.  O que quer que fosse, deixou a gatinha bem animada.  Seus olhos se arregalam e seu rabo balançou animadamente.  Ela assentiu energicamente com a cabeça, e a próxima coisa que ela se lembra foi Adora puxando-a para fora do assento pela mão e saindo daquela sala, deixando Lonnie, Rogelio e Kyle para trás.  O grupo provavelmente não notou nada, porque eles não foram atrás deles.
 As meninas correram pelos corredores, rindo alto e depois se repreendendo por fazê-lo, já que estavam fazendo tudo isso às escondidas.
 Era proibido sair da cantina durante a hora do almoço, mas o que adolescentes de 12 anos mais gostavam do que ser rebeldes e infringir regras?
 Eles chegaram à porta do dormitório e Adora verificou se havia alguém lá.  Obviamente não tinha ninguém, todo mundo estava almoçando naquele momento, mas ainda assim, não havia mal em checar.
 Como a sala estava vazia, eles entraram e depois fecharam a porta, explodindo em gargalhadas, ambas animadas por fazer algumas travessuras.  Adora pulou na cama e sentou-se, Catra a seguiu. Estava tão silencioso... o lugar era só delas. Podiam fazer o que quisessem, e elas ainda tinham um bom tempo até que o intervalo terminasse.  Elas podiam rir e conversar sobre qualquer coisa.
 E posso garantir, conversaram.
 As garotas fofocaram sobre todo tipo de coisa, mas uma das coisas sobre as quais conversaram que estava marcada em suas cabeças para sempre era algo que Adora tinha visto. 

No início daquele dia, a jovem cadete havia visto dois dos soldados mais velhos se escondendo atrás de algumas caixas em um quarto e se beijando.  Sim, beijando!  Você acredita nisso ?!
 Para esclarecer as coisas, qualquer tipo de atividade romântica era completamente desencorajada na Horda.  Por isso esse casal estava escondido, era proibido.  A maioria dos adolescentes nem sabia o que significava beijar. E namorar?  Eles nem sabiam da existência da palavra.
 Por isso Adora ficou tão curiosa quando os viu.
 –Eles estavam escondidos perto do quarto 301–Ela explicou, contando o que viu.
 –Uau– disse a pequena Catra como resposta depois de ouvir tudo sobre o que sua amiga viu. As duas ficaram igualmente intrigadas.
 –Pois é, não é?!–  A pequena Adora respondeu animada, enquanto se endireitava para ficar de frente a melhor amiga.  –Como você acha que é?– Ela se perguntou sobre o beijo.  Era uma pergunta inocente e genuína.  –Tipo, por que eles fazem isso?–  Ela perguntou à Catra como se a gatinho tivesse a resposta para todas as suas perguntas, mas a felina não sabia. Elas não tinham ideia de como nada disso funcionava.
 –É bom? Será que é por isso?–Adora continuou com suas várias perguntas, enquanto ainda se endireitava em seu lugar para se sentir confortável e falar sobre isso mais adequadamente.  Ela estava super curiosa.  Catra encolheu os ombros.  Ela não fazia ideia.  Mas agora ela também estava intrigada.  Como isso acontece?  Isso é estranho?  Isso significa alguma coisa?
 Então a gatinha chegou a uma conclusão: por que perguntar se podemos descobrir aqui e agora?
 –Espera...–Ela disse ao perceber –E se a testássemos? Aí saberíamos como é!– Ela estava muito animada em fazer isso, especialmente com Adora.  Afinal, ela era sua melhor amiga em todo o mundo e a fazia se sentir bem.  Não havia pessoa melhor e mais confiável com quem a gatinha pudesse descobrir esse mistério.
 –Catra!–  Adora falou alto, o que fez a felina pular em seu lugar, agora com cabelos e cauda arrepiados, com medo de ter dito algo errado.  Foi um reflexo.
 –Isso. É. A. Melhor. Ideia. De. Todas!–  Adora continuou, entusiasmada, pondo fim ao suspense.  Ela finalmente iria matar sua curiosidade.
Como eu não pensei nisso antes?
Ela se repreendeu.
Catra sorriu com a resposta, feliz por não ter dito nada de errado.
–Então... como faz?– Ela perguntou.
 A loira deu de ombros.
 –Não sei– ela respondeu.  Nenhuma delas sabia o que estava fazendo.
 Então as duas ficaram ali, por um minuto inteiro, sem fazer nada, esperando a outra... sabe, fazer alguma coisa.  Pequena Adora foi a primeira a desistir de esperar.  Ela decidiu apenas seguir suas intuições.
 –Deixa tentar uma coisa. Feche os olhos.– Ela instruiu a amiga.  A pequena Catra fechou os olhos e esperou, o rabo balançando em agitação.  Ela estava sentada com as mãos apoiadas nas pernas cruzadas. Ficou calada, com um estranho nervosismo, esperando que algo acontecesse. Ela só ouvia o barulho beem de longe de conversas na cantina, e um silêncio completo no quarto. Era tão calmo e relaxante, mas ao mesmo tempo só aumentava sua estranha ansiedade por causa de um beijo bobo.
 Adora estava de frente para a gatinha, também com as pernas cruzadas.  Ela parou para observar a felina por um momento.  Estranhamente, deixar os olhos fechados mostrou alguma vulnerabilidade de Catra, uma vulnerabilidade à qual Adora não estava muito acostumada.  A jovem cadete só ficou sentada, olhando para a amiga por alguns segundos.  Ela notou suas sardas fofas e seu grande cabelo bagunçado, reconhecendo detalhes que nunca antes. Ela tinha uma amiga muito bonita, principalmente debaixo da luz daquele quarto, que iluminava o rosto dela exatamente no ângulo certo.
 Ela não sabia o porquê, mas queria ver a amiga de perto por alguns segundos.
 Catra estava ficando impaciente.  Nada estava acontecendo.  Ela deveria ficar parada por quanto tempo?
 
–Adora?– Ela espiou.  A amiga estava demorando muito.
 –Ei! Não olha! Já estou indo!–  Ela respondeu, rapidamente colocando as mãos nos olhos de Catra, um pouco desesperada, quando viu que estava espiando.  Ela não queria que o felino soubesse que estava olhando para ela.  Catra recuou com o movimento repentino, mas fechou os olhos novamente.  Adora respirou fundo.
 –Okay... eu estou indo agora.– Ela avisou, sentindo-se um pouco estranha e envergonhada.  Ela estava nervosa.  Por alguma razão, ela tinha borboletas na barriga.  Ambas tinham, na verdade.  A diferença era que Adora achava que essas borboletas eram uma animação por estar fazendo algo novo, mas Catra sabia que não.  Era outra coisa.  Mas ela simplesmente não conseguia identificar o quê.
 Pequena Adora fechou os olhos e se inclinou cada vez mais perto dela, fazendo beicinho.
 Seus lábios se tocaram por milésimo de segundos, foi o beijo mais inocente do mundo.  Provavelmente o mais rápido também.
 Mas isso trouxe um novo sentimento a Adora.  Foi estranho, mas bom.  Muito bom.  As borboletas voavam livremente pelo estômago, de maneira eufórica, e seu coração estava aquecido e batendo rápido.  Era a melhor sensação de todas!  Era como se... Um arco-íris tivesse englobado todo o mundo!  Agora ela entendia por que os cadetes mais velhos faziam isso: era maravilhoso.
 –Uau— ela sussurrou maravilhada quando abriu os olhos.  Seus olhos brilhavam e ela estava resplandecente de felicidade. –Então é assim que é um beijo...

Ela murmurou para si mesma e para sua amiga, ainda não acreditando. 
–É incrível!–Ela falou mais alto, com animação, levantando os braços.
 –Como nunca fizemos isso antes? Não é uma loucura, Catra?–Ela finalmente parou para dar uma olhada na gatinha.
 Mas ela não parecia tão feliz. Na verdade, pelo contrário ... Ela estava encolhida em seu lugar, parecia que estava triste e com raiva, toda irritada.
 –Catra? Você está bem?–Adora estava preocupada. Ela  ela colocou a mão no ombro da amiga, tentando confortá-la.
 A verdade é... Para Catra, esse beijo não foi tão bom.  Quer dizer... foi bom.  Muuuuito bom, na verdade.  Ela se sentia exatamente como Adora.
 Seu coração estava aquecido e batendo rápido, sua cauda balançava agitadamente, sem parar.  Só de olhar para a amiga, seu coração quase pulava para fora de seu corpo. Adora estava tão linda agora... Na verdade, ela sempre estava, só que agora era... estranho. Seu cabelo loiro brilhante, seus adoráveis ​​olhos azuis, seu sorriso doce e bonito... Era tudo diferente de antes.  E o corpo da gatinha estava cheio de energia e pronto para correr uma maratona, por algum motivo.  O mundo parecia mais colorido... Mas isso não era uma coisa boa!  Era diferente e... anormal.
 Esse beijo trouxe sensações estranhas... Intensificou um sentimento peculiar que ela estava tendo.  Ela não sabia o que era, mas não gostou.  Parecia... errado, de alguma forma. Isso a fez se sentir vulnerável. Vulnerável demais.
 Ela empurrou a mão de Adora para longe.
 –Não! Foi horrível!–Ela falou com raiva, subindo suas defesas e colocando a culpa em sua amiga.  Adora ficou surpresa com sua repentina mudança de humor e triste por sua amiga não ter achado a experiência tão boa quanto ela.
 –Catra, eu...–Embora ela não soubesse o que dizer, queria confortar a felina, mas foi interrompida pela mesma antes que ela pudesse dizer qualquer coisa:
 –ARGH, isso foi uma péssima ideia! Por que você concordou em fazer isso?–Ela reclamou, frustrada e envergonhada, enquanto corria para fora da sala, sem esperar pela resposta da amiga.
 –Catra, espera!–A loira gritou quando a gatinha fugiu.
 A pequena Adora foi deixada lá, sozinha e com um tipo estranho e diferente de tristeza enchendo seu coração.  Ela não pensou muito nisso, no entanto.  Ela estava mais concentrada em encontrar Catra e se desculpar com ela.  Ela não queria estar brigada com sua melhor amiga.
E ainda faltavam poucos minutos para o intervalo acabar, então ela teria de ser rápida.
Ela procurou por todos os lugares possíveis, tentando não ser vista por ninguém, mas não achou nada. Aí ela se lembrou daquele lugarzinho especial onde a Catra sempre se escondia quando ficava emburrada. Ela correu o mais rápido que conseguiu para lá.

Não podia estar mais certa. Lá estava a cauda de uma certa gatinha aparecendo atrás de umas caixas. Pequena Adora deu um sorrisinho terno quando encontrou a gatinha.

–Catra...–Ela chamou, mas como esperado, ninguém respondeu. Então ela fez o que sabia fazer de melhor, tentou consertar as coisas à distância. Se sentou no lado oposto da caixa, encostando suas costas naquela superfície áspera, sem nem se importar com as ferpas que iria pegar ficando ali, ou com os arranhões que suas costas ganhariam. Ela já estava acostumada com arranhões.

–O que aconteceu? Por que você fugiu?–Ela perguntou, tentando entender a história e melhorar a situação, mas foi ignorada novamente. Ela deu um suspiro, sem saber o que fazer. Ficou um pouco mais triste:

–Olha, se você não gostou, não tem problema. A gente pode deixar isso pra lá. Não precisamos deixar uma coisa boba acabar com nossa amizade–Pequena Adora falava com um tom triste, mas carinhoso, e pequena Catra escutava quieta.Ela não sabia bem o que estava fazendo. Estava confusa, seus sentimentos estavam à flor da pele. Mas ela sabia que a loira estava certa. Ela se importava muito, muito com Adora. Não iria deixar um sentimento bobo atrapalhar isso. Ela espiou Adora do outro lado da caixa, interessada no que ela dizia. A loira sorriu ternamente quando a viu.

–Vamos só esquecer que isso aconteceu, tudo bem?–Ela falou olhando para a gatinha, ainda com seu sorriso. A felina fez que sim com a cabeça, abrindo um mini-sorrisinho. Adora se levantou de seu lugar e estendeu a mão para Catra:

–Agora vem, temos que voltar para a cantina antes que o intervalo acabe–Ela falou enquanto a felina pegava em sua mão.

Juntar sua mão com a mão de Adora naquele momento fez aquele mesmo aquecimento que ela tinha no coração se espalhar por todo seu corpo, lhe dando aquela estranha energia para correr uma maratona. Ela ignorou esse sentimento, jurando para si mesma nunca falar dele para ninguém e NUNCA deixar Adora saber dele. Não iria deixar ele estragar sua amizade com a amiga.

Adora puxou ela pela mão, e as duas correram juntas até a cantina, com cuidado e sem fazer barulho, para que não percebessem que elas saíram. 

E aquele sentimento ao encostarem as mãos... Adora  também sentiu aquilo, aquela energia, nervosismo, felicidade repentina...mas podia jurar que era só a adrenalina de estar voltando para a cantina à escondidas.

O mais estranho era que as duas estavam com uma vontade enorme de simplesmente se abraçarem, demonstrarem carinho, ficarem mais perto uma da outra... Mas duas simplesmente ignoraram isso, fingiram que não o estavam sentindo.

Voltaram para lá bem à tempo. Logo o sinal bateu e os treinos voltaram.
Elas nunca mais falaram sobre isso.  Jamais.  Apenas fingiram que não tinha acontecido. 


Notas Finais


É isso... Ahh esse foi o capítulo mais fofo e inocente que eu escrevi. Eu sei que ele é bem pequenininho, mas eu acho ele tão bonitinho! Ah, não sei... só gostei muito de escrever ele.

Ele é basicamente minha visão de como Catra e Adora interpretavam seus sentimentos quando eram mais novas. Sempre imaginei que Catra sabia muuuito bem que estava apaixonada, mas Adora era um pouquinho mais lerda, e realmente não percebeu, sabe? Nada de entrar em negação e tudo mais(isso é coisa da própria Catra), só realmente não conseguiu chegar à conclusão de que o que estava sentindo era amor.
Acho isso bem irônico e divertido de escrever...

Bem, é isso por hoje. Vejo você mais tarde.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...