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História Um gatinho no telhado - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Fazendo trabalho escolar


— Ai, Tikki! Agora que tudo está dando certo com o Adrian, isso acontece!

— O que eu faço, Plagg? Quando achei que tivesse superado, ela me beija!

— Foi você quem beijou ela primeiro.

— Você que beijou ele, lembra? — disse a rosada.

— Eu sei, Tikki. Mas é que...

— Eu sei, Plagg. Mas...

— Eu gosto dos dois!

— Eu amo as duas!

— E eu não posso ficar com os dois porquê ele não sabe que eu sei a identidade dele.

— Por que elas não podem ser a mesma pessoa?

— Não, não devemos saber nossas identidades. Ou ao menos não deveríamos.

— Sinto saudade de quando Marinette estava brava comigo, ela parecia tão...

— Tão a Ladybug? — questionou Plagg.

— Tão segura de si e perfeita!

Marinette estava com as amigas no vestiário depois da aula de educação física, Lila mexia em seu armário quando foi abordada por Adrian. Ela fechou o armário rapidamente quando o viu. Eles estavam longe para ouvir o que falavam mas ele a levou para o pátio, detalhe: sem que ela trancasse o armário.

— Ei, Marinette — a voz da amiga a despertou.

— Ah, o que foi?

— Vamos para a sala.

— Vão indo na frente, já encontro vocês.

— Tudo bem — respondeu seguindo Alix e Mylene.

— Vou devolvê-lo amanhã então precisamos verificar tudo hoje — disse Ladybug.

— Tudo bem.

— Acho que o lógico é começar pelas mensagens.

— Tem razão. Deixe-me ver... Mensagens da mãe... Minha nossa...

— O que? O que você achou? — perguntou olhando para a tela do celular.

— Ela não tem amigos.

— Chat! Foca! — repreendeu ela.

— Tudo bem, tudo bem, desculpa. Ei, aqui tem um número desconhecido. Droga, ela apaga as mensagens com ele.

— Tem alguma coisa na conversa?

— "Preciso que chegue mais cedo hoje." "Entendido, chefe".

— Sabe o que isso significa?

— O que? — perguntou olhando nos olhos dela.

— Vamos seguí-la.

— Uhul! — comemorou.

— Vamos ser rápidos ou eu vou me atrasar para o meu trabalho.

— Sem problemas, my lady.

Os dois seguiram Lila desde sua casa até a casa dos Agreste.

— O que ela faz aqui? — perguntou Cat Noir.

— Droga, Chat. Seguimos ela até o trabalho dela, aquele provavelmente era só Gabriel Agreste.

— Não me lembrava que ela trabalha com Gabriel. A pergunta é: fazendo o que?

— Temos 10 minutos para descobrir antes que meu turno comesse, vamos!

Os dois pularam o muro invadindo a casa e se posicionaram do lado de fora da janela do escritório. A visão não era boa mas podia-se ouvir o que eles falavam.

— Lila, pegue o relatório de finanças com a Nathalie, imprima uma cópia e deixe na minha mesa. Depois leve essas anotações para a mesa de Marinette que ela vai chegar logo.

— Ela é... Apenas um sub-secretária?

— Se chama ajudante! Estamos perdendo nosso tempo, se ela estivesse mesmo ajudando Hawk Moth não poderia gastar sua tarde trabalhando para Gabriel a não ser que o faça a noite ou tenha um clone.

— E se procurarmos mais no celular dela?

— Eu já olhei tudo e só tem fotos do Adrian. Ela deve irritar pessoas por diversão, sabemos bem como ela é — suspirou a heroína.

— Você está bem, my lady?

— Só estou cansada de Hawk Moth. Preciso ir trabalhar, te vejo por aí.

A azulada se destransformou em um beco próximo e entrou na casa para começar seus trabalhos. Quando entrou em sua sala se deparou com um papel com medidas alteradas, suspirou antes de começar a ajeitar o vestido azul longo.

Não demorou muito e Adrian entrou na sala.

— Oi, Marinette.

— Ah, oi, Adrian. Eu... Posso te ajudar?

— Na verdade pode. Você se lembra do trabalho em duplas que a senhorita Bustier?

— Droga, eu me esqueci completamente!

— Você tem dupla?

— Não.

— Então... O que acha de fazer comigo?

— É... Claro, pode ser.

— Ah, que bom — sorriu ele. — A gente pode fazer depois que seu horário de serviço terminar.

— Boa ideia — sorriu ela meio forçada.

No final de seu turno, Marinette se dirigiu ao quarto de Adrian.

— Adrian, posso entrar?

— Claro. Fica a vontade.

A azulada se aproximou da cama onde ele estava sentado e começaram a fazer o trabalho.

Os dois estavam sentados na cama quando um livro caiu no chão. Rapidamente os dois se agacharam para pegá-lo, o que fez seus rostos ficarem próximos. Marinette instantaneamente corou se levantando e sentou novamente na cama. Adrian a imitou colocando o livro no meio deles.

Não demorou para que a azulada tentasse pegar o livro mas o loiro tentou o mesmo ao mesmo tempo. Suas mãos se tocaram sem querer e Adrian não fez questão de puxar a mão de volta, o que só aumentou o nervosismo dela.

Marinette se pôs de pé rapidamente se livrando da paralisia que estava sofrendo.

O loiro instintivamente imitou seu movimento também se levantando.

— Eu... — começou ela mas não conseguiu pronunciar mais nenhuma palavra.

Adrian só a observava sem falar nada, sua expressão era seria, quando de repente se colocou de frente para cama. Sem nem perceber Marinette o seguiu virando seu corpo e sem aviso prévio ele a jogou na cama ficando por cima dela em um beijo apaixonado.

A azulada nem mesmo percebera que levou a mão a nunca dele pressionando o rosto dele contra o seu enquanto aprofundavam mais o beijo.

Uma batida na porta fez o dois se separarem em desespero sentando na cama enquanto se ajeitavam e colocavam cadernos no colo.

— Pode entrar — disse ele.

— Seu pai está lhe esperando para jantar com ele — disse Nathalie.

— Ele abrindo um espaço para mim na sua agenda? Isso é novidade. Marinette se importa se continuarmos amanhã?

— N-não, sem problema — respondeu prontamente se levantando.

Mais tarde no mesmo dia.

— Você mesma disse que queria que ele agisse mais como o Cat Noir — lembrou a kwami.

— Eu sei, Tikki. É só que... Eu não imaginava que seria desse jeito!

— Então você não gostou?

A azulada escondeu o rosto atrás das pernas em posição fetal enquanto sorria corada.

— Eu sabia! Você gostou do beijo!

— Para — disse atirando uma almofada no kwami que atravessou a mesma.

— Então vai admitir?

— Eu admito que isso só faz eu sentir mais saudade do Chat.

— Talvez ele tenha parado de te visitar para não te confundir mais.

— É, talvez...

Barulhos no lado externo fizeram Marinette subir em sua varanda onde pôde ver um enorme bebê gatinhando pela rua.

— Ah, August! De novo?! Já passou da sua hora de dormir. Tikki, transformar!



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