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História Um Gesto Sútil De Amor (JaeYong) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


EXTRA EXTRA, AUTORA DE UM GESTO SÚTIL DE AMOR MORRE MAS PASSA BEM!

Tá, eu sou muito doida.

ANNYEONGHASEYO MEUS AMORES, A TIA ESTAVA COM SAUDADES DE VOCÊS!

Vocês viram o novo MV do NCT127? Geeeente, que delícia que foi! Ui ui ui, o nosso Tae tava sem camisa, vish que delícia! E o nosso banana? Aiiii senhor abençoa aqueles poha viu!

Bruce Lee, Bruce Lee, Bruce Lee🎶

Tá, parei!

Olá caros leitores, estou aqui com mais um capítulo cheiroso dessa fanfic bosta (Sei lá) eu só queria dizer que eu 'tô com um puta bloqueio criativo esses dias, sabe? Mas eu me esforcei bastante para postar Capítulo no prazo.

*Palmas* Obrigado, obrigado, eu sou demais!

Não se preocupem, eu não vou nem de longe desistir desse plot maravilhoso que eu tive enquanto tomava banho kkkkkk

Enfim, acho que falei demais, né?

*Leitores": Sim sua vagabunda!

Nousfa, que agressivos vocês, em? Amo todos!

Fiquem com o capítulo, pq a nota tá enorme, mds

Boa leitura meus bolinhos de... Sei lá do que vocês gostam!

Capítulo 7 - Um gesto sutil de sutileza


    "Não, sua mãe não entende

E seu pai não entende

Tio John não entende

E você não pode contar para a vovó

Porque o coração dela não consegue aguentar

E ela poderia não aguentar

Eles dizem: Não se atreva, nem pense em

Cortar seu cabelo comprido

Você faz o que lhe dizem

Te dizem: Acordem, façam sua maquiagem

Isso apenas uma fase que você vai superar"

(The Village)

Já de banho tomado, cabelo consideravelmente no lugar, eu estava "pronto" para enfrentar mais um dia.

"Pronto" entre aspas mesmo, porque eu nunca estou preparado para enfrentar os dias de aula.

Eu havia acordado consideravelmente cedo naquele dia, até comi as frutas e torradas que algumas empregadas trouxeram para mim, coisa que eu quase- diga-se nunca fazia. Meus sentimentos estavam confusos, eu não... Sentia nada!

Era tudo no automático.

Sem vida.

Vazio.

Ontem, dormi a tarde praticamente toda, arrumei o querto por inteiro quando acordei. Ato que me fez achar o bilhete que o tal "TY" havia deixado para mim e li ele bastante vezes. Na esperança de me sentir melhor.

Ato falho.

Não, eu não estou me sentindo melhor, apenas tentando ocupar a mente o máximo possível para não pensar no almoço de hoje a tarde.

Argh, já comecei a pensar nele.

Enfim, estou pronto para ir para a escola. Estou vestido com uma calça moletom preta junto com um moletom da mesma cor. Meu sapato é um coturno de cano um pouco alto e preto. Minha mochila está repousada em apenas um lado do meu ombro. Minhas mãos estavam enfaixadas, mas as luvas que estavam por cima das mesmas cobriam os curativos. Puxei o capuz e cobri a cabeça junto com os cabelos já hidratados no dia anterior.

Segundo minha mãe, "eu preciso estar impecável para conhecer minha noiva".

Eu ria internamente disso, amargurado.

Nem que eu colocasse a melhor roupa, passasse a melhor maquiagem e usase a melhor hidratação, eu não estaria impecável.

Nunca estaria!

Um longo suspiro sai de meus lábios ressecados.

Saio do quarto calmamente, ouvindo uma música qualquer em meus fones de ouvido conectados no celular.

Triste, pra variar.

Desci as escadas o mais rápido possível, vendo meu pai de pé na sala de estar com o telefone no ouvido com uma expressão nada boa, ele vestia um terno bastante elegante, passei direto por ele, não querendo esbarrar com o mesmo.

Senti meu pulso ser segurado com agressividade e no susto olhei para trás, vendo meu pai com um olhar furioso em minha direção. Retirei os fones do ouvido e os guardei no bolso do casaco moletom.

Assim que eu guardei os objetos- ambos celular e fones no bolso, sinto uma ardência em minha bochecha esquerda. Pisquei, confuso.

Meu pai havia me batido. Um tapa no rosto.

No rosto.

Levei a mão até o local dolorido e o encarei, perplexo.

- O... O que?

- VOCÊ TEM IDÉIA DO QUANTO MINHA CABEÇA ESTÁ DOENDO POR SUA CULPA?- Ele Gritou, me encolhi, completamente surpreso e assustado. Não estava esperando por isso, não a essa hora da manhã.

- C-Como?- Minha voz vacilou.

- Agora vai se fazer de desentendido!- Riu com sarcasmo.- Você tem idéia do quão difícil foi arrumar uma desculpa para dar ao Lee para explicar a falta que nós fizemos no almoço? Em?- Ele apertou meu braço com bastante força, me fazendo soltar um gemido baixinho de dor.

- P-Pai...

- Cala a boca, moleque! Agora você vai me ouvir, ah se vai!- Me puxou para o seu escritório.- Eu só não discuti com você ontem por pedido de sua mãe, ouviu? Você não tem idéia da vontade que eu 'tô de socar essa sua cara feia até ela ficar desfigurada. Mas infelizmente eu não posso, pois que desculpa eu arrumaria para o Taemim? Em?- A cada palavra dita, ele me chacoalhava com brutalidade, segurando meus dois braços com bastante força.

- E-Eu...- Ele me cortou.

- CALA A BOCA, AGORA SOU EU QUEM FALO!- Gritou no meu ouvido, gemi de dor.- VOCÊ NUNCA MAIS INVENTE DE FAZER ESSAS GRACINHAS NOVAMENTE, OUVIU? NUNCA MAIS! VÊ SE CRESCE E DEIXA DE DRAMA!- Meus olhos já estavam cheios de lágrimas, pois eu ainda me encontrava abalado com todos os acontecimentos tão recentes.

Eu estava acabado.

- P-...Pai, me d-es... Desculpa!- Solucei, vendo os olhos irados do meu pai mirando em minha direção.

- Desculpa? Te desculpar?- Me empurrou com brutalidade na parede.- TE DESCULPAR?- Chegou perto de mim, me prensando contra a parede com brutalidade.- Nunca, JaeHyun, nunca! O que você tem na cabeça, em? Por que você fica se mutilando desse jeto? Como a SooJin vai querer alguém cheio de cicatrizes e cortes por toda a parte do corpo? COMO ALGUÉM VAI QUERER VOCÊ, EM MOLEQUE?- Não respondi, apenas abaixei a cabeça e chorei alto, sentindo todas aquelas pavras chegarem em minha mente e ecoarem ali.

Eu chorava, eu me humilhava em sua frente enquanto ele apenas me olhava com desdém e dizia que eu merecia tudo aquilo que eu estava enfrentando.

Isso machuca, dói.

Corroí!

Fiquei sério de repente, enxuguei as pequenas gotículas da substância salgadas, vulgo as minhas lágrimas e o encarei com ódio.

Rancor.

- E-Eu não me importo!- Eu estava cara a cara com ele agora.- Não me importo se essa tal SooJin vai me querer ou não, por que eu não irei estar vivo quando o dia do casamento chegar!- Meu rosto era sério, embora a vontade de chorar novamente estivesse prestes dentro de mim.

Meu pai me encarou com um olhar debochado e cheio de desafio.

- Vamos ver? Você não vai conseguir morrer assim tão fácil, querido!- Ele soltou uma risadinha sínica no fim da frase.

Respirei fundo, tentando controlar as lágrimas. Funguei e disse.

- Paga pra ver?- O olhei desafiador, o que resultou em um soco certeiro em minha face. Levei minha mão esquerda coberta pela luva até o local que fora acertado. Mordi o lábio inferior. Eu não queria chorar de novo.

Não na frente dele.

- Não brinque comigo, mocinho...- Ele estava ofegante.- Eu só não desfiguro ainda mais essa sua cara porque hoje você vai conhecer a sua noiva! Ah, mais se não fosse por isso, você estaria acabado agora mesmo!

- E-Eu estaria acabado?- Falei pausadamente-Eu já estou acabado a muito tempo e ninguém percebeu ainda!- Ousei dizer, sussurrando.

Não aguentei, parecia que a cada palavra que eu dizia era um disparo para as lágrimas virem. E foi o que aconteceu, eu chorei, ali, em sua frente.

Completamente humilhado.

- Não banque a vitima, JaeHyun! Agora você vai enxugar esse seu rostinho feio e me esperar no carro lá fora, hoje sou eu quem irei te levar para a escola, ouviu? E é bom fazer o que eu estou mandando, caso contrário você irá se arrepender amargamente. E eu não estou blefando.

Solucei, balançando a cabeça em concordância. Qual opção eu tinha?

Eu era apenas isso, uma máquina que querendo ou não, seria obrigado a obedecer as ordens dos mais fortes que eu. Os de atitude.

Ainda chorando, peguei minha mochila que havia caído no chão a medida que meu pai me chacoalhava, saindo apressado daquele local sufocante, vulgo o escritório do mais velho.

Sai da casa e fui em direção a garagem cambaleante, ainda chorando baixinho.

Eu tremia, estava bastante assustado. Ele iria mesmo me obrigar a casar com alguém desconhecido. Eu não sabia nada sobre ela e sua família.

Eu estou com medo.

- Eu te odeio!- Sussurrei, me referindo ao patriarca da casa.

Entrei no carro que meu pai havia separado para aquele dia e me acomodei no banco de trás, passando a manga do casaco com brutalidade no rosto, na intenção de secar aqueles malditos símbolos de fraqueza do rosto. As minhas malditas lágrimas que eu não sabia controlar.

O homem asqueroso estava demorando bastante para entrar no carro. Peguei meu celular e coloquei "Hate Myseolf" do cantor americano NF. Deixei a melodia ecoar em meus ouvidos, me deixando um pouco relaxado.

Isso me tirava da minha realidade, a música.

Vi meu pai entrar no carro e liga-lo. Deu partida no automóvel e saímos da mansão. Cerca de dez minutos depois, chegamos na frente dos grandes portões da escola.

Não falamos nada durante o trajeto até o local.

Suspirei, vendo bastante adolescentes circulando por ali, alguns embaixo de uma cerejeira com seus grupos de amigos. Vi Park Jaebeom com seus amigos circulando por ali, tremi.

- Quando você largar esteja aqui, eu irei te levar para casa. Só para ter certeza de que você não irá fugir!- Foi sínico, dando um sorrisinho de canto ao final da frase dita.

Apenas Murmurei um "Tchau", enquanto saia do carro. Bati a porta com força e abaixei a cabeça. Ajustei os fones em meus ouvidos e os coloquei no volume máximo. Me encolhi dentro do moletom ao ser encarado por tantas pessoas. Meu capuz cobria completamente meu rosto, que eu sentia estar bastante dolorido, provavelmente vermelho. Minhas mãos estavam nos bolsos do casaco. Andei apressadamente, pois eu não queria ser o alvo dos olhares daqueles pessoas, principalmente de um certo Park.

Entrei na escola e fui direto para meu armário. Havia várias pessoas nos corredores mesmo sendo tão cedo, o que não era nada comum, sendo que eu era um dos primeiros a chegar na escola e ir direto pra sala, escutar algumas músicas ou apenas fugir um pouquinho da minha realidade conturbada.

Dei de ombros, procurando as chaves do armário na mochila, as achado pouco tempo depois. Fechei a bolsa e abri o cadeado pratedao, consequentemente abrindo o armário para pegar os livros de matemática que eu usaria hoje. Levei um susto, quando um pote de vidro caiu no chão e quebrou. Seus cacos se misturaram com algumas outras coisas.

Arregalei os olhos inchados e doloridos ao ver que dentro do pote recém quebrado, continham vários comprimidos e lâminas. Levei minhas duas mãos cobertas pelas luvas até a boca, abafando um grito horrorizado que eu dei. Eu estava em choque, meu grito um pouco abafado ecoou pelo corredor. Todos que estavam presentes no local me olhavam com uma expressão curiosa, e pouco tempo depois explodiram em gargalhadas estéricas. Fechei meu armário com força calando a todos com o barulho do baque.

Minha respiração estava ofegante e eu ainda segurava a porta com certa força.

Irado.

Engoli em seco e gritei uma única palavra.

- PAREM!- Meus olhos estavam cheios de lágrimas, era praticamente impossível não sentir raiva. Raiva por que eles não entendiam. Raiva por que eu estava passando por momentos mais que difíceis e todos contribuíam para me deixar pior. Raiva por que eu estou triste. Raiva do meu estresse e raiva de mim por estar com raiva.

Arranquei os fones do ouvido, os jogando dentro do bolso do casaco.

Eles me ignoraram, ainda continuavam rindo. Ouvi os barulhos se intensificar e corri o mais rápido que eu conseguia. Corri enquanto soluçava alto. Pressionava os livros de matemática contra o meu peito.

Por que ninguém me entendia? Por que eles riam de mim? Como eles conseguiam ser tão cruéis? Como eu me tornei esse completo nada? Por que? Por que? Por que?

Eu corria sem parar pelos corredores amplos da escola. Meu choro alto ecoava pelo lugar lotado de pessoas. Eu atraia olhares de pena. Olhares de julgamento. Olhares de nojo. Olhares zombeteiros e de ódio.

Passei meu braço machucado coberto pela manga do casaco pelo rosto, tentando inutilmente limpar as lágrimas grossas. Era inútil, já que mais lágrimas rolavam pelo meu rosto pálido.

- AHHH!- Gritei de susto quando meu corpo colidiu com o corpo de alguém. Fechei os olhos instantaneamente, esperando o impacto do meu corpo com o chão duro.

Mas ele não veio, ao contrário disso, senti mãos fortes agarrarem minha cintura e me segurar ali, me impedindo de ir ao chão. Minhas duas mãos estavam expremidas contra o peitoral do indivíduo, percebendo que era um garoto.

Abri os olhos vagarosamente, confuso. Funguei um pouco, ainda chorando silenciosamente.

O empurrei sem brutalidade, foi apenas um afastar se corpos suave.

Tímido.

- D-Desculpa... Desculpa por favor. Sério, me perdoa! Me desculpe...Eu... Não fiz nada, por favor...-Eu murmurava baixinho e olhando para o chão, com medo de encarar o garoto visivelmente mais forte que eu. Me abaixei o mais depressa possível, tentando juntar os livros com as mãos trêmulas , com medo dele gritar comigo ou me bater.

Coisa que já era comum pra mim.

- Está tudo bem, não precisa se preocupar!- Se abaixou a minha frente, me ajudando a recolher os quatro livros didáticos.

Eu... Tenho a impressão de já ter ouvido esse timbre de voz.

- E-Eu...- Funguei, o encarado.

Arregalei os olhos pelo susto. Era... Era o mesmo garoto da cafeteria e avenida.

Ele usava uma calça jeans de lavagem preta rasgada nos joelhos, uma blusa igualmente preta acompanhado de um coturno de cano alto marrom. Uma jaqueta de couro preta por cima da blusa e cordões com alguns símbolos que eu não soube o significado. Seus cabelos vermelhos como sangue um pouco bagunçados e lápis de olho na linha d'água dos olhos. Lábios rosados um pouco cheinhos.

- Parece que o destino teima em cruzar os nossos caminhos, não é mesmo?- O tom de voz era ameno, doce.

Meigo.

- C-Como?- Pisquei, com os olhos ainda molhados pelas lágrimas.

- Eu já vi você! Você é o garoto que foi na minha cafeteria, não é?- Seu tom de voz era um pouco alto e animado. Pisquei freneticamente. Eu estava assustado, porém surpreso com o fato d'ele não ter comentado sobre a rodovia.

- Tanto faz...- Meu olhar era frio, porém cheio de tristeza por trás dele. Cheio de palavras não ditas, presas na garganta dolorida pelo choro.

- Ei!- Ele chegou mais perto, avaliando meu rosto.

Perto demais.

- O-O que você está f-fazendo?- Perguntei espantado, com o rosto quente de vergonha pela proximidade exagerada do garoto.

- Por que estava chorando?- Ele segurou meu queixo, avaliando a minha face corada, seu olhar era sério, porém preocupado, ele passou os dedos em meu rosto molhaodo, secando as lágrimas presentes ali. O empurrei, envergonhado e desconcertado com seu olhar penetrante.

- Não... N-Não foi nada...- Murmurei, completamente envergonhado pelo ocorrido inesperado.

- Ninguém chora por nada, garoto! Tem algum motivo!- Ele exclamou, se aproximando novamente.

Olhei para os lados, com medo.

Era agora que ele iria me bater, não era?

- O-Olha... Eu não fiz nada, tá bom? Não me bate!- Me afastei, encolhido no casaco. Meu corpo passou a tremer só de imagianr ele me batendo. O garoto deveria ser bastante forte, isso já dava para perceber mesmo de roupa por cima de seu corpo visivelmente malhado.

- Como?- Ele parecia confuso.- Por que eu bateria em você?- Ele não foi rude, seu tom era apenas curisoo.

- E-Eu...

- Tudo bem, não precisa responder se não quiser! - Ele deu uma risada soprada, amena.

- T-Tá bem...

- Ei, eu sou novo aqui na escola, sabe? E eu acho que você poderia me mostrar o lug-

- Não!- O cortei.- Peça para outra pessoa.- Sussurrei e ele sorriu para mim, compreensivo.

- Tudo bem, eu não vou insistir! Mais por favor, me fale qual é o seu nome?- Ele colocou as mãos nos bolsos da jaqueta de couro e tombou a cabeça para para o lado.

Seus cabelos vermelhos caiam por cima de sua testa, o deixando com um olhar assustadoramente sério.

- Meu... Meu nome?- Pisquei, confuso.

- Sim, seu nome!- Ele deu uma baixa gargalhada. Sua risada era grossa, mais com um toque de infantilidade.

- B-Bem... Meu nome é JaeHy-

- O que vocês estão fazendo aí?- Uma garota alta, magra e com longos cabelos lisos apareceu de repente, não deixando eu terminar a frase.

- Ah, olá Shuhua!- O garoto a minha frente sorriu docemente para ela, esta que apenas revirou os olhos e cruzou os braços com um bico nos lábios pintados de um vermelho chamativo.

Fofa.

Depois desfez o bico e a carranca, sorrindo e se aproximou do ruivo, lhe dando um selinho. O garoto sorriu, com um olhar meigo.

- "Olá, Shuhua"- Ela revirou os olhos depois que se separou dele.- Já faz uns quinze minutos que eu estou te esperando no corredor dos armários.- Deu uma pausa, sorrindo.- Que aliás, teve um espetáculo esplêndido.- Sorriu maldosa.

- Desculpe, amor, eu acabei me perdendo!- Coçou a nuca, envergonhado.- Enfim, o que teve de "tão", especial lá, em?- Seu tom era curioso.

Eu estava me sentindo deslocado no meio dos dois.

- Escuta só!- Ela parecia empolgada.- Um garoto saiu correndo de lá aos prantos, sabe? Porque um pote cheio de comprimidos e lâminas caiu do armário dele.- Nesse momento meu corpo gelou, o ar ficou mais difícil de entrar em meus pulmões e eu me tornei ofegante.- Ele é depressivo e tal, só que eu acho que ele só quer chamar a atenção de todo mundo, assim como várias pessoas e- Ela olhou para mim e arregalou os olhos, sorrindo e apontou o dedo indicador em minha direção.- Era você!

Não, ela não pode rir de mim também, não na frente do garoto. Não pode.

- N-Não... Não era E-Eu!- Minha voz estava trêmula e embargada.

- Era você sim!- Sua voz agora alcançava um tom alto, o que me fez abaixar a cabeça e puxar ainda mais o capuz.- Olha aqui garoto- Se aproximou de mim.- Eu só vou te dizer uma coisa, beleza? Me escuta bem, você é patético, sem graça e ninguém nunca vai ter algum tipo de interesse em você se continuar assim. Escutou?

Me encolhi e funguei. Por que ela estava me dizendo aquelas coisas? Eu não fiz nada com ela, nada.

- Não vai dizer nada?- Riu.- Pois eu digo! Você tem pais ricos e que te dão tudo. Você só quer chamar a atenção e-

- Já chega Shuhua!- A voz grossa do garoto me fez encolher. Seu tom era contido, mas mesmo assim assustador. Shuhua se calou no mesmo instante.

- M-Mas Taeyo-

- Você não quer que eu repita, quer?- Sua voz estava trêmula, assim como ele falou com o meu pai da primeira vez que nos vimos, como se ele estivesse se controlando. Ele a olhou com olhos repletos de ódio.

Ele está me defendendo? Balancei a cabeça negativamente na intenção de afastar os meus pensamentos bobos.

Ninguém nunca se importou com você, JaeHyun, não é agora que alguém vai te provar o contrário.

- T-Tae... Eu...

- Como você tem coragem de falar esse tipo de coisa para alguém, em, Shuhua?- Ele continuava parado, com o corpo visivelmente trêmulo.- O que houve com você? Eu estou me recusando a acreditar que você proferiu essas palavras em direção a alguém que está visivelmente... Shuhua, ele é uma pessoa igual a qualquer uma outra e merece respeito como eu, como você e como qualquer ser humano existente na terra! Ah merda, eu estou tão bravo!- Ele passou as mãos pelos fios de cabelo vermelho, os bagunçando ainda mais.

Eu abeixei a cabeça, tentando não ouvir o que ele estava falando. Minha cabeça latejou, me fazendo ficar tonto por um curto período de tempo. Cambaleei um pouco.

- Você está bem?- Senti mãos segurarem minha cintura, olhei para o lado e vi o garoto. Me afastei dele rapidamente, assentindo com a cabeça em concordância.

- O QUE DEU EM "VOCÊ", EM TAEYONG?- Shuhua gritou, batendo o pé no chão visivelmente irritada.

- Olha... É melhor você sair daqui, sim? Eu não quero ter que gritar com você!- Sussurrou, mais Shuhua ouviu.

- Você... Você está dizendo para eu ir embora?- Seu tom era incrédulo.

- Sim, eu quero que você vá embora porque eu estou a ponto de gritar com você, e essa não é a minha intenção!- Suspirou.

- Tudo bem, se é isso que você quer.- Engoliu em seco.- Ei, garoto- Chamou minha atenção, a olhei, relutante.- Você me paga!

- SHUHUA VAI EMBORA!- Ele apontou para o corredor, com um olhar irado e com a respiração ofegante. Shuhua o olhou igualmente feroz e saiu marchando corredor à fora.

Um tempo se passou e eu ainda estava ali, encostado na parede e com a respiração acelerada. O ruivo ainda estava ali também.

- Desculpe...- Eu sussurrei, me encolhendo e puxando o capuz para cobrir meu rosto.

- Ei... 'Tá tudo bem- Ele sorriu.- Depois eu converso com ela, não esquenta. A propósito, qual o seu nome?

- JaeHyun, Jung JaeHyun! 


Notas Finais


HEEEEE O NOSSO LINDO, TESÃO, BONITO E GOSTOSÃO DO TAEYONG APARECEEEEEEEEEU!

Eita que ele defendeu o nosso Jae *limpa as lágrimas* snif, snif, eu amo esses dois.

Gente, doeu tanto no meu coraçãozinho insensível fazer a Shuhua com essa personalidade merda, mas é essencial para o desenvolvimento da fic, ok?

E eu queria fazer um pedido muito... Sei lá

Comentem por favor, por que tipo, a fanfic pode ter, sei lá, 1000.000.000 favoritos, mas se não tiver comentário, desanima completamente sabe? Eu agradeço de coração a todos que comentam.

A você que é um leitor fantasma, eu te convido a comentar também, pois eu amo ler cada comentário, sério, meu dia fica muito melhor.

Críticas? (Construtivas) opiniões? Sugestões? Comentem.

Eu quero fazer uma pergunta: Eu tô acelerando muito as coisas? Tipo, tá indo rápido demais? Sério, me digam, pois eu sou muito insegura com esse tipo de coisa!

Ah, já ia esquecendo.

TEM ALGUM LEITOR QUE É ETINY?

Se tiver, eu tô com um plot muito cheiroso do ATEEZ, o shipe é JongMin (Mingi e JongHo) a fanfic vai ser pequena, quarto capítulos no máximo, e já tenho três prontos.

Tá, essa nota ficou enorme. Pera, deixa eu só me despedir de vocês:

E o capítulo foi esse, obrigado por lerem e até mês que vem!


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