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História Um Girassol Da Cor Do Seu Cabelo - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


- VOLTEI!

Era pra eu ter postado ainda semana passada, mas passei todos esses dias vivendo apenas de fanfics sprinterkombi. Não atualizei nem Octopus's Garden.

Mas enfim, espero que esteja do agrado de vocês.
Desculpem a demora.

Boa leitura, amores! 💕🌻

Capítulo 2 - Dois - Gentileza, beijo e tombo


Um Girassol Da Cor Do Seu Cabelo

Capítulo dois – Gentileza, beijo e tombo


“Como você aguenta o calor do inferno?”

“Lá fede?”

”É verdade que todos os serviçais de lá são mortos-vivos?”

“Você consegue dormir com as almas gritando?”

“Seu marido não é assustador? Ouvi boatos de que ele era horrendo...”

A última pergunta foi a gota d´água para Alfred. Nunca na sua vida ele tinha sido tão humilhado quanto naquele dia. Ele sabia muito bem que aquelas ninfas – que diziam ser suas amigas – estavam debochando da sua cara propositalmente. Alfred deveria ter adivinhado que isso aconteceria: quando ainda era puro e protegido por Deméter, ele era cortejado e respeitado; mas, agora, ele era o esposo do deus inferno, um impuro, uma piada.

Seu rosto ficou vermelho de raiva, quase pegando fogo.

“Não, o inferno não é quente.” Respondeu, levantando-se do gramado. “Não fede, muito menos é barulhento. Os serviçais podem até serem mortos-vivos, mas são educados, limpos e gentis. E sobre o meu marido, ele não é assustador ou horrendo, como vocês insistem em descrevê-lo; ele é amável e me dá tudo o que eu preciso. Ele construiu um jardim no meio do castelo, com uma enorme romãzeira só para mim.”

O sorriso das ninfas foi se desmanchando aos poucos. O clima ficou desconfortável entre os cinco. Alfred riu mentalmente, satisfeito, e despediu-se das amigas de mentira.

Ele queria mostrar que ainda mantinha sua honra, mesmo estando abaixo da terra, literalmente. E também, que sua vida no inferno não era tão ruim: era entediante. Ele mentiu em algumas coisas, principalmente nas que diziam a respeito de Ivan. Ele tinha sim medo do marido, mal podia vê-lo perto que já se borrava, por isso fazia questão de manter dez metros de distância, como se o homem tivesse uma doença contagiosa. E a única coisa que fazia lá embaixo era ficar no jardim, comer e dormir.

Ficar no jardim, comer e dormir. .

Ele suspirou melancólico durante o caminho de volta para a casa de seu pai. Aquele seria seu último dia na Terra, pois Caronte já deveria estar o esperando para levá-lo de volta ao inferno. Retornaria para visitar Deméter depois de três meses – se sobrevivesse ao caos.

Nunca se condenou tanto por ser glutão; se tivesse se segurado um pouco mais, teria voltado para casa com Hermes. Mas, não, ele tinha que comer a maldita romã que selou seu destino a Hades! Agora sofreria pelas próprias ações, sem a ajuda de seu pai, que sempre lhe deu as coisas nas mãos. Ainda que Ivan teve a piedade de deixá-lo sair depois de tantos meses – caso contrário, Deméter mataria todo mundo de fome.

Ele entrou na casa, vendo que Arthur já o aguardava junto de Caronte. Ele sorriu amarelo pela demora, recebendo um olhar furioso do pai.

“Arrumei suas malas, senão atrasaria ainda mais as coisas.” O homem disse sério.

“Me desculpe, eu perdi a hora.”

Arthur crispou os lábios desgostoso com toda aquela situação. Alfred sabia que ele se sentia culpado por tê-lo deixado colher narcisos naquele trágico dia, porém já estava feito.

Ele abraçou o pai carinhosamente, numa despedida muda, tentando parecer o menos emocional possível. A verdade era que Perséfone detestava despedidas, e, principalmente, detestava deixar seu pai sozinho por um tempo tão longo. Arthur o afastou e deu um beijo em sua bochecha rosada, indicando que era hora de ir.

Caronte pegou as bagagens e as colocou dentro de seu barco, no meio do jardim, fazendo sinal para Alfred se juntar. Ele acenou a cabeça para Deméter, e se sentou atrás de Caronte, um pouco ansioso. Assim que piscou, eles haviam sido teletransportados para o Rio Estige, onde era possível escutar lamúrias por toda a parte. Ainda faltava muito para ele se acostumar com essas viagens de barco.

“Você está bem?” O barqueiro perguntou aleatoriamente.

“Tirando essa aura escura, estou na medida do possível.”

“É cansativo mesmo.” Ele disse. “Meu nome é Gilbert, prazer. Nós não nos apresentamos na ida, achei melhor fazer isso na volta.”

“Sou Alfred...” Respondeu relutante. Ele não queria manter contato com seres infernais, mas parece que daquela vez não tinha escapatória.

“Oh, Alfred. É um bom nome.” Gilbert sorriu, continuando a remar. “Então, você está gostando de viver no inferno?”

“Que tipo de pessoa gosta de viver no inferno?”

“Eu gosto.”

“Você é esquisito, não conta.”

O homem gargalhou. “Você é bem mais divertido quando usa vocabulário informal.”

Alfred bufou, cruzando os braços. “E eu estou errado? Todos estão fazendo piadinha comigo graças a esse maldito matrimônio. E espero que você não conte isso para o seu chefe, ouviu?”

“Não se preocupe, não irei falar pra ninguém. É tão ruim para você?

“É!”

“Que pena, porque agora você vai ter que viver aqui para sempre.” Gilbert o encarou dessa vez, e Alfred admirou seus olhos cor-sangue. “Quero dizer, essas são as consequências de seus atos.”

“Eu sei disso.”

“Então você deve saber o que fazer, não?”

“Você está me confundindo, Gilbert.”

“Você vai ter que se adaptar.”

Alfred sentiu-se irritado com aquele homem o instruindo como se fosse um velho conhecido. Nunca ninguém ousou a falar com ele daquela forma, no entanto, ao mesmo tempo que se irritava, ele sentia que era uma verdade a ser aceita.

“O que quer dizer com isso?”

“Que de nada adianta ir contra a maré. Você odeia o inferno, mas ele é a sua casa; você odeia Ivan, mas ele é seu marido. Por isso que eu digo: se adapte. Você vai ver que as coisas ficarão melhores. Comigo foi assim também.”

Perséfone cruzou os braços intrigado, pensando em tudo aquilo que foi dito. “Está dizendo para eu amar Ivan e o inferno? Forçar algo?”

“Você é complicado, hein!” Exclamou Gilbert. “Você não precisa amar o Ivan, ou ser um esposo meloso – sequer precisa forçar um sorriso e dizer ‘Nossa, amo o inferno!’. Trate Ivan bem, apenas. Não acho que ele vá te forçar a ter algo com ele. E aproveite o tempo que você tem aqui embaixo para estudar e aprender mais sobre o seu reino. Tipo, moço, você tem noção da grandiosidade que você tem nas mãos?”

“Se é tão grandioso, eles debocham de mim por quê?”

“Você se rebaixa, oras. Fica se lamentando, deixando as pessoas se colocarem acima de você. Você não é mais um garotinho virgem debaixo do manto do seu pai.”

“Minha virgindade está intacta para a sua informação.”

“Ok, ok! Eu entendi!” O albino riu um pouco. “Continuando... Pode parecer grosseria da minha parte, mas cresce, Alfred. Não falo por maldade, acredite.”

Por fim, Alfred assentiu com a cabeça, decidido a não retrucar.

Não demorou muito para que eles chegassem aos portões do castelo em completo silêncio. Ivan o aguardava com um sorriso terno no rosto, ao lado do serviçal, Toris. Caronte parou o barco perto do terreno, para garantir que o soberano em ascensão não caísse. O deus do inferno estendeu a mão para Alfred, num gesto cavalheiro, que surpreendentemente aceito.

“Obrigado, Gilbert.” Disse Ivan, após Alfred sair do barco.

“Sem problemas, chefe.” Ele maneou com a cabeça. “Até.”

“Até...” Perséfone disse num tom mais contido. “Obrigado pela viagem.”

Caronte sorriu e seguiu de volta ao trabalho, desaparecendo no horizonte. Alfred notou que ainda estava com o braço enlaçado no de Ivan, e pensou em retirá-lo, porém mudou de ideia. As palavras de Gilbert ecoavam em sua cabeça: seja gentil.

Eles entraram no castelo – era possível sentir a diferença de temperatura, sendo a de dentro mais gelada –, fazendo com que Alfred desvencilhasse do braço do marido. Eles se encararam por longos segundos, buscando alguma forma de se comunicar.

“Como foi?” Ivan tomou iniciativa.

“Como foi o quê?”

“A viagem, me refiro.”

“Ah, desculpe”, disse tímido. “Foi uma mer- Digo, foi mediana.”

“Caronte te destratou ou algo assim?”

“Não! Não!” Ele negou com as mãos. “De jeito nenhum! Ele é uma pessoa, ser, sei lá, bem gentil. Achei que estivesse falando da estadia na minha ex-casa.”

“Ah, entendi.” Hades se aproximou um pouco. “Quer... me contar o que houve?”

Como vou contar que me magoei porque falaram mal de mim, de você e daqui? Alfred refletiu mentalmente. Sem falar da lição de moral que eu ganhei.

“É um assunto íntimo meu.”

“Tudo bem.”

“É...”

Eles continuaram se encarando sem saber o que fazer, até que Alfred apontou para a escadaria principal, indicando que iria aos seus aposentos, pois estava cansado. Ivan ainda se ofereceu para acompanhá-lo, mas ele negou. Ao chegar no quarto, que ficava no final do corredor, ele se jogou na cama macia e adormeceu.

Algumas semanas se passaram desde então. Alfred passava horas no jardim, pensando nas palavras de Caronte e como as colocaria em prática para valer. Afinal, sempre que o deus do inferno se aproximava, ele amarelava na hora.

Entretanto, certa noite, Alfred acordou assustado. As vozes infernais estavam absurdamente mais altas que o comum – e mais aterrorizantes –, fazendo com que ele não recuperasse seu sono. Perséfone queria ir até o quarto de Hades, no final do corredor, para esclarecer o que estava acontecendo, mas seu medo era maior. Portanto, ele se dirigiu para o seu porto-seguro: o jardim.

A ida para lá foi fácil, tirando a parte dos corredores serem mal iluminados. Ele bateu as palmas três vezes, e a enorme porta de madeira se abriu, revelando a romãzeira, que agora aparentava estar menos viva que antes. Alfred caminhou pelo chão de pedra, reparando que o céu estava rubro, enquanto algumas faíscas alaranjadas voavam entre as nuvens escuras. Aquilo o deixou ainda mais assustado; só faltava um meteoro caindo bem na sua cabeça.

Ele se deitou no gramado úmido um pouco encolhido, esperando que as almas se acalmassem o mais rápido possível. Porém, tudo se tornou mais difícil quando ele escutou um barulho ao seu norte, parecido com um ronco. Um arrepio subiu pela sua coluna, e o seu medo acabou retornando. De qualquer forma, Alfred, infelizmente, era curioso e não conseguia se controlar.

Começou a engatinhar pela grama silenciosamente, como uma cobra, na direção em que o barulho veio. Quando se aproximou de um arbusto aos fundos, se deparou com um par de pernas. Não satisfeito, encontrou braços, torso e, por fim, uma face albina adormecida suavemente. Alfred tomou um susto ao notar que aquele era Hades. Se aproximou preocupado, imaginando que o homem teve um treco ali mesmo.

“Hades!” Sussurrou alto. “Puta merda, Ivan, acorda!”

O homem continuou desacordado, sem esboçar nenhuma reação conforme seu corpo era chacoalhado pelo loiro.

Ele colocou a mão por dentro do chiton de Ivan, procurando algum machucado na região do peito e não encontrando nada. Alfred estava prestes a desviá-la para a testa, para ver se estava quente, mas sua mão ficou paralisada do lado esquerdo, onde o coração de Ivan batia descontroladamente.

“O que diabos...” Sua voz foi morrendo aos poucos quando sentiu a mão de Ivan se colocar por cima da sua. A pele de Ivan era extremamente gelada, mas suas mãos, em compensação, eram quentes como um dia de verão.

“Sua voz é doce.”

“Ah, mas eu não acredito!” Alfred exclamou irritado. “Você estava acordado, seu vagabundo!”

“Agora ficou um pouco azeda, mas continuo gostando.”

Alfred tentou se levantar para voltar ao quarto, porém foi interrompido. Ivan o segurou, delicadamente, abrindo os olhos arroxeados.

“Me desculpe se o assustei. E, por favor, fique. Eu preciso conversar com você.” Insistiu, soltando o braço do companheiro.

“Seja breve.” Resmungou o loiro.

Hades sentou-se no gramado, admirando o céu. “Você gosta de mim?”

Aquela pergunta o pegou de surpresa. Alfred nunca se imaginou naquela situação, portanto não sabia o que responder. Uma negação seria radical demais, e talvez o magoasse. E se ele dissesse que gostava, estaria mentindo.

“Eu... Eu não sei.”

“Vou interpretar isso como um meio termo”, continuou. “Você poderia me dar uma chance para mostrar o quanto eu te amo?”

“Não acha que 'eu te amo’ é muito forte?”

“Está duvidando dos meus sentimentos?”

“Não, não, não!” Ele negou com as mãos. “Só estou... Ah, sei lá. Você sequer falou comigo antes do sequestro, como pode ter tanta certeza? O que me garante que não quer só aquilo?”

Aquilo?

“Me responda primeiro.”

“Foi amor à primeira vista. E antes que diga que estou mentindo, saiba que nunca senti algo parecido em toda a minha vida.”

“Amor à primeira vista ou Afrodite?”

“Aí você me pegou.” Ele riu, sendo acompanhado. “Mas voltando a pergunta inicial, o que eu...?”

Alfred encarou as próprias pernas, pensando se deveria dar mais um passo na relação complicada de ambos. Ele tinha adiado tanto, que se Caronte estivesse junto, teria dado alguns cascudos. Era o momento de colocar em prática. O que custava ser gentil?

“Vamos começar por você parando de se desculpar.” Disse direto. “Sério, irmão, é horrível ficar se remoendo pelo passado.”

Ivan assentiu.

“Seu vestido é bonito.”

“Que aleatório.”

“Você disse para não focarmos no passado. Estou tentando mudar de assunto.” 

Alfred soltou um suspiro, segurando o riso. “Certo, entendi. Obrigado. E é uma camisola.”

As bochechas de Ivan ficaram um pouco vermelhas, contrastando com sua palidez. Alfred achou fofo, o que era estranho, considerando que antigamente ele só achava as flores fofas. Ele sentia que seu íntimo estava se revirando.

Alfred olhou para o lado, percebendo que havia alguns girassóis do lado da romãzeira. Era anormal, mas se levar em conta o empenho de Hades para manter aquele jardim todo vivo só para ele, num solo onde tudo que se planta morre... Uma verdadeira declaração de amor, ele diria. Nunca tinha parado para pensar nisso. Talvez fosse cansativo.

Quando voltou à realidade, avistou Ivan ajoelhado próximo ao canteiro. Ele arqueou a sobrancelha assim que o viu colher um girassol e ir até à sua direção novamente, parando ao seu lado. Ivan ergueu a flor na altura do seu rosto, e passou a admirá-lo. Seus olhos atenciosos refletiam a luz vermelha do céu. Era uma mistura tão bonita.

“O que é isso?” Perguntou, levemente incomodado.

“Estou vendo... Seu cabelo tem a cor de girassol. Ou será que o girassol tem a cor do seu cabelo?” Refletiu o albino. “De qualquer forma, é a minha flor favorita.”

Alfred corou forte. De repente, os gritos foram diminuindo aos poucos, e o céu passou a voltar ao seu tom original, cinza, sem manchas ou faíscas alaranjadas e avermelhadas. Não percebeu o que estava fazendo, apenas sentiu seus lábios encostarem na bochecha de Ivan. Seu queixo raspou pela barba por fazer, provocando um leve arrepio. Depois de alguns segundos, ele se afastou, nervosíssimo. Abriu a boca diversas vezes, mas não conseguiu dizer nada. Por fim, soltou um berro que percorreu o castelo todo – essa era a prova de que ele realmente era filho de Deméter – e saiu correndo em direção à saída do jardim.

A vergonha da semana não tinha sido paga ainda, e a vida resolveu lhe cobrar justo naquele momento: Alfred tropeçou numa pedra e caiu com tudo no chão. Não foi apenas um tombo, foi O Tombo – ralou suas mãos, antebraços e joelhos. Sentia a ardência da pele, ainda em contato com o piso de pedra e gemeu de dor.

Mas como todos sabem, se tratando de Perséfone, sempre dava para piorar. Naquela noite, ele usava uma camisola azul da altura dos joelhos. Quando caiu, a camisola se levantou, revelando suas partes íntimas. Alfred até tentou esticar o braço para trás para abaixar a roupa, mas só fez o seu braço doer mais ainda. Também era tarde demais; Ivan já havia se ajoelhado ao seu lado, perguntando se ele estava bem.

Alfred não ousou responder. Sequer levantou o rosto para vê-lo. Estava muito envergonhado com tudo aquilo – o tombo, o beijo – e passou a orar para que ele morresse ali mesmo. Ivan abaixou seu vestido, evitando olhar muito por questão de respeito, e o ergueu do chão com facilidade. Passou as mãos por trás de seus joelhos, segurando-lhe como uma noiva.

“Quero... morrer...” Sussurrou o loiro, com o rosto virado para o outro lado.

Ivan acariciou os seus cabelos. “Está tudo bem. Vamos cuidar desses... machucados.”

Alfred assentiu, não sabendo com que cara olharia para Hades no dia seguinte.


Notas Finais


O meu pensamento tem a cor de seu vestido, ou um girassol tem a cor de seu cabelo? *momento análise*

Essa cena do tombo foi muita vergonha alheia, deu pra ver a bundinha do Sr. Jones 👌 Ainda bem que o Sr. Braginsky é um cavalheiro.

Link para a música que me inspirou: https://youtu.be/l8ETbYy83Vc

Viva o Clube da Esquina e Lô Borges 🙏

Também, novamente, agradeço à @RKBarbosa por ter feito a capa da fic.

Nos despedimos aqui. Não sei se vai ter extra, espero que sim k

Twitter: @Isalados
Link da página no Facebook: https://www.facebook.com/hetalianices/

Obrigado por tudo! Beijos! 💕🌻


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