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História Um gosto de vida - Park Jimin (BTS) - Capítulo 10


Escrita por: ggukboo

Notas do Autor


Olá, queridos leitores.

Tenham uma boa leitura!🌷
E se houver algum erro, perdoem-me, corrigirei o mais breve possível.

Capítulo 10 - Capítulo dez


Amber nunca estivera em um canteiro de obras antes. Saiu do carro e procurou o trailer que Jimin descrevera. Ela o descobriu em um dos lados, mas em vez de ir diretamente na direção dele, parou para observar o que estava acontecendo.

A área era enorme e a maior parte das árvores já fora retirada, embora ainda houvesse algumas no que Amber imaginou fosse ser o quintal. Umas poucas casas já estavam com a estrutura montada, enquanto outras eram pouco mais do que estacas cravadas no solo. Máquinas grandes e barulhentas escavavam as fundações e retiravam terra.

Ela nunca pensara em todo o esforço que era necessário para construir uma casa. Ou várias casas. Parecia muito complicado, e quase um milagre. Como alguém conseguia criar uma casa do nada? Como alguém sabia o que fazer primeiro, e depois, e depois, até que tudo estivesse terminado? Quem calculava e planejava aquilo tudo?

Essa era uma pergunta para a qual ela não teria uma resposta se continuasse parada ali, lembrou Amber a si mesma. E caminhou na direção do trailer.

Estava no meio do caminho quando um homem alto e magro, de bigode, a deteve:

— Você é a coisinha mais linda que eu vi esta manhã — falou ele, com um sorriso. — Sou Spencer, quem é você?

Spencer? Ela nunca conhecera ninguém chamado Spencer antes. Amber deu uma olhada nas tatuagens no braço do homem, na camiseta da Universidade de Washington e no grande sorriso que parecia lhe dar as boas-vindas. E gostou da simpatia dele.

— Sou Amber. Estou tomando conta da filha de Jimin. Ele esqueceu de assinar uma autorização para um passeio de Clara e vim pegar.

Spencer examinou-a de cima abaixo.

— Você é uma dessas babás elegantes?

Isso soou muito melhor do que ser uma pianista sem trabalho e vítima de ataques de pânico.

— Mais ou menos.

— É um prazer conhecê-la, Amber.

— O prazer é meu.

— Ainda não a tinha visto por aqui antes.

— Comecei a tomar conta de Clara há pouco tempo. Sou nova em Seattle.

— Precisa de alguém para lhe mostrar a cidade?

Então isso era um flerte? Spencer estava flertando com ela? Amber desejou saber mais sobre homens e mulheres e sobre a maneira como interagiam uns com os outros. Não queria dizer a coisa errada, ou se sentir estúpida.

— Tenho um aparelho de GPS — falou ela. — Estou me saindo bem.

Spencer deu uma risada.

— Está se saindo melhor do que pensa, querida.

Oh, Deus... Sem ter muita certeza do que deveria responder, Amber sorriu.

— Eu, ahn, preciso pegar a assinatura de Jimin, e então voltar ao colégio. Foi um prazer conhecê-lo.

— A você também. Podemos tomar um drinque um dia desses.

Amber congelou antes de dar o passo seguinte. Spencer estava convidando-a para sair? Ela virou-se novamente para ele. Seria um convite para um encontro? Um encontro de verdade?

— Seria ótimo — respondeu Amber, e continuou a caminhar na direção do trailer.

Está certo, ela não estava loucamente interessada em Spencer. Mas sair com ele ao menos serviria para praticar. Assim, se sairia melhor quando conhecesse alguém de quem gostasse de verdade. Além do mais, ele parecia ser um cara bem legal. Talvez ela o estivesse julgando rápido demais.

Quando se aproximou mais do trailer, a porta se abriu de repente e Jimin apareceu, olhando irritado para ela.

— Por que estava falando com Spencer? — Ele quis saber.

— O quê? Não sei. Estava apenas jogando conversa fora.

— Pareceu mais do que isso.

— Você está certo. Estávamos planejando fugir juntos. Mas teremos que esperar até o final do dia.

Jimin afastou-se e fez sinal para que Amber entrasse no trailer.

— Você não leva jeito para ser sarcástica.

— Me dê mais um tempo, ficarei melhor.

Ele a encarou, os olhos muito escuros, parecendo capazes de ver o que ia na alma dela.

— Ele a convidou para sair?

Por que Jimin estava agindo desse jeito?

— Ele mencionou a possibilidade de tomarmos um drinque.

Jimin fechou a porta. O trailer não era grande e a maior parte do espaço estava ocupada por mesas e arquivos. Projetos haviam sido presos na parede, mostrando diferentes plantas baixas. Ou ao menos era isso o que Amber imaginava que fossem.

Jimin estava de pé, próximo o bastante para que ela precisasse levantar a cabeça para encontrar seu olhar. E não parecia satisfeito.

— Você não vai querer sair com Spencer — falou ele.

O que era verdade, mas ela odiou que Jimin lhe dissesse isso.

— Só porque você está dizendo?

— Porque ele saiu da cadeia há apenas dois meses. É um bom operário, mas foi condenado por assalto. Está em condicional, agora.

Amber engoliu em seco. Na cadeia? Encarcerado? Muito bem, então.

— Estou certa de que todo mundo merece uma segunda chance — falou ela, discreta, mas subitamente aliviada por não ter dado seu telefone a Spencer. Não que ele tivesse pedido.

— Ele também é casado.

— O quê? Está falando sério? Casado?

Aquilo era tão injusto, pensou Amber, furiosa. Não que estivesse tão interessada em sair com Spencer, mas, casado? Desse jeito ela nunca conseguiria ter um relacionamento de verdade com ninguém, nunca faria sexo. Era tão esquisita em tantas áreas de sua vida, pensou Amber, olhando para as próprias mãos. Por que não podia ser normal como as outras pessoas?

— Você parece aborrecida — falou Jimin. — A esposa dele vai atrapalhar seus planos.

— Não seja maldoso — falou ela, sentindo-se derrotada. — Não estou interessada em Spencer, o que você poderia ter imaginado por si só. Não me importo por ele ser casado, é só que...

Aquilo era tão típico da vida dela, pensou Amber, com tristeza. Onde havia errado? Como conseguiria mudar?

— É só que o quê?

Ela deu de ombros.

— Ele estava interessado. Talvez estivesse. E isso é legal.

— Você gosta de ex-presidiários se interessando por você?

— É claro que não. É só que ninguém nunca me chama para sair. Nem mesmo para um drinque. Consegui passar a vida sem que os homens reparassem em mim.

Amber se preparou para a zombaria dele, ou talvez para uma explicação do que estava errado com ela.

Em vez disso, Jimin cruzou os braços na frente do peito.

— Sim, está bem...

— É verdade. Não tenho encontros. Nunca. Raramente estou em casa. E não viajo junto com a orquestra, por isso não conheço um monte de caras. Além do mais, a maior parte dos caras da orquestra é meio cafajeste, ou gay. Os legais já estão casados. De qualquer modo, quando estou na estrada, vou de apresentação para apresentação, e não tenho tempo de conhecer ninguém, quanto mais começar um relacionamento. A pessoa que mais vejo é Joyce, minha agente, e acredite-me, ela não faz o meu tipo.

Jimin continuou encarando-a, sem dizer nada. Amber suspirou.

— Não estou inventando — falou. — Se consigo conhecer alguém mais ou menos interessante ou normal, ele costuma sentir-se completamente intimidado por mim. Por causa da fama, do dinheiro, do que for, não sei. Mas é terrível. Não que eu não tente, sabe. Quero encontrar um cara legal. Quero me envolver com alguém. — Ela relanceou o olhar para a porta. — Talvez não com Spencer.

— Você acha que não?

Amber olhou irritada para ele.

— Você não está me levando a sério, não é?

— Não muito.

— Isso é típico. Você me critica o quanto quer, mas já tentou ver o meu lado da situação? Se importa...

Ela ainda estava falando quando Jimin deu um passo adiante, emoldurou o rosto dela entre as mãos, inclinou-se e beijou-a.

A sensação dos lábios dele nos seus era tão espantosa que Amber disse:

— O que você está...

— Fique quieta.

Parecia um ótimo conselho.

A boca de Jimin era firme, mas também surpreendentemente gentil. Quente também, pensou Amber fechando os olhos. Ele manteve o beijo leve, mas não suave. Como se já houvesse dado a ela todo o tempo de que precisava para se acostumar com o que ele estava fazendo.

Jimin inclinou a cabeça, fazendo com que seus lábios ficassem ainda mais em contato com os dela. E roçou-os, para trás e para a frente, explorando, provocando. O beijo dele parecia estar roubando todo o ar dos pulmões de Amber, e seu cérebro estava confuso.

O calor aumentou entre eles. Calor, desejo e uma vontade enorme de estar o mais perto possível um do outro.

Amber ergueu as mãos, sem saber muito bem o que fazer com elas, e apoiou a ponta dos dedos nos ombros dele. Jimin desceu as mãos até a cintura dela e puxou-a para junto de si, até que os corpos de ambos estivessem colados.

Era muito melhor do que ela poderia ter imaginado. Jimin era forte, firme e totalmente másculo. E também tinha um cheiro gostoso. Limpo, masculino, com um toque de ar livre.

Ele tocou o lábio superior dela com a ponta da língua. E mesmo ela foi capaz de reconhecer a exigência naquele toque e abriu os lábios. Jimin deixou a língua explorar o interior da boca de Amber. Os lugares por onde ela passava latejavam.

A língua dele roçou na dela, o que fez com que todo o corpo de Amber se apertasse mais ao dele. E ela acompanhou-o, carícia por carícia, sentindo-se derreter por dentro e abraçando o pescoço dele para não desabar no chão.

Jimin abraçou-a com mais força. Os seios dela estavam apertados contra seu peito. Quando ele acariciou suas costas para cima e para baixo, Amber desejou poder sentir aquele toque em sua pele nua.

Eles se beijaram e se beijaram... Cada célula do corpo dela parecia suspirar. Quando Jimin interrompeu o beijo, Amber quase gritou em protesto.

Mas felizmente ele ainda não havia terminado. Jimin beijou o queixo dela, e depois seu pescoço. Então moveu a boca até a orelha de Amber, e lambeu a pele sensível abaixo do lóbulo. Amber estremeceu e sentiu os seios inchados, assim como aquele lugar entre suas pernas. Ela queria, desejava... E estava preparada para implorar.

Finalmente, Jimin endireitou o corpo e olhou para ela. Amber viu fogo nos olhos dele. Graças a Deus ela não fora a única a ser afetada.

Amber queria que ele a beijasse novamente. Queria qualquer coisa que ele oferecesse.

— Devemos sair juntos — falou Jimin.

— Ter um em-encontro? — Ela gaguejou.

Ele assentiu.

Um encontro de verdade? Eles dois? Amber estremeceu por dentro diante da ideia.

— Seria ótimo — disse ela, esperando não estar tão ruborizada quanto se sentia. — Você não está saindo com ninguém, está?

— Não a teria convidado para sair se estivesse. Nem a teria beijado. E só para deixar claro, Eloise e eu nunca saímos juntos.

Amber não perguntara, mas era bom saber.

— Eu gostaria de sair com você — disse ela. Mais do que gostaria. Ainda mais se fosse haver mais beijos.

— Na sexta-feira, à noite? Clara vai passar a noite com uma amiga.

— Parece ótimo.

— Pegarei você às sete, então.

— Estarei pronta.

Uau! Então era assim que as mulheres eram convidadas para sair... Ela deveria fazer isso com mais frequência.

Amber já se preparava para ir embora quando se lembrou da autorização e pegou-a no bolso. Jimin assinou e ela partiu. Tecnicamente, andou até o carro, mas sentia-se como se estivesse flutuando.

Ia ter um encontro! Com Jimin! Agora tudo o que precisava fazer era descobrir como contar para Eloise.

— Isso está uma delícia — disse Amber, pegando outro anel de cebola frita. — Nunca provei nada tão bom. Nunca.

Stacey pegou seu hambúrguer.

— Entenda. Nem tudo de melhor acontece em Nova York.

— Nunca achei que acontecesse — disse Amber, olhando ao redor, para o interior muito colorido do Kidd Valley, a lanchonete onde Stacey havia sugerido que se encontrassem. — Vou pedir que mandem para mim em meu próximo concerto. — Ela deu outra mordida na cebola, mastigou e engoliu. — Nunca fiz nenhuma exigência maluca de comidas. Poderia começar com isso.

— Eles não são a comida ideal para entrega. Só são gostosos quando acabam de ser feitos.

— Você está certa. O que é um terrível desapontamento. — Amber lambeu os dedos. — Então, qual é o problema?

— Nenhum. — Stacey não encarou a irmã. — Só queria dizer oi.

Amber achou que devia haver outra razão para o telefonema de Stacey, sugerindo que se encontrassem.

— Está tudo bem com você?

— Acho que sim. Me mantenho ocupada e, ahn, coisas assim. Eloise ainda está furiosa, não é?

— Sou a pessoa errada para você perguntar. Eu e ela não somos exatamente confidentes.

Da perspectiva de Amber, ela e Eloise vinham se evitando desde a briga por causa de Jimin. O que ia acabar criando um problema e tanto. Amber descobrira alguém com quem queria sair. Ele não era casado, não estava envolvido com mais ninguém, nem era um criminoso em condicional. Portanto Eloise ia ter que superar sua pirraça e aceitar o relacionamento do jeito que era. Ao menos esse era o plano.

— Mas ela está bem — disse Stacey. — Está melhor, não é?

— Está se movimentando melhor. Acho que pretende voltar à confeitaria na próxima semana.

— Mas ainda está furiosa comigo?

Stacey parecia tão infeliz que Amber desejou ter melhores notícias para ela.

— Você foi para a cama com o marido dela. Vai demorar um tempo até que Eloise supere isso. — E o pior é que Eloise os vira juntos. Tivera uma imagem clara da traição. Não devia ter sido fácil.

— Não fui para a cama com ele — disse Stacey, afundando na cadeira. — Não foi o que ela pensa. — Ela ergueu a mão. — Não diga nada. Eu estava sem blusa, portanto devia estar fazendo sexo com ele. Sou má, ele é mau. — Stacey balançou a cabeça.

Amber lutou contra a frustração que sentia. Por que Stacey não conseguia entender que o fato de Eloise ter interrompido e impedido que a situação se concretizasse não tornava certo o que acontecera? A intenção existira. A seminudez também.

— Tenho um namorado — disse Stacey. — Tae. E eu o amo. Jamais o magoaria. Mas então encontrei um anel. Um anel de noivado. Tae quer se casar comigo.

O quê? Um namorado? E ela andando por aí com o marido de Eloise?

— Isso é ótimo, mas se você ama Tae, o que estava fazendo com Henry?

— Não posso explicar isso. Nós sempre conversávamos. Henry me escutava quando Eloise não queria escutar. Eu estava apavorada por causa do anel, porque nunca imaginei que ninguém me amaria assim. Não sabia o que fazer. Henry estava lá e, de repente, ele estava me tocando. Não sei... Talvez eu mereça mesmo tudo isso.

Agora Amber estava confusa.

— Mereça o quê?

— Henry. Talvez eu mereça o que aconteceu.

— Fazer sexo com o marido da sua irmã como punição? — Eloise estava certa, pensou Amber, aborrecida. Stacey não assumia a responsabilidade por nada.

Eloise tinha todo o direito de ficar magoada. Ela criara Stacey, estivera sempre presente na vida da irmã, a amara, cuidara dela. E em troca, Stacey violara sua confiança em sua própria casa.

— Não foi isso o que eu quis dizer — admitiu Stacey. — É sério, se eu pudesse voltar atrás, àquela noite, teria ido embora. Nunca quis magoar Eloise, nem qualquer outra pessoa.

Stacey parecia tão dolorosamente jovem enquanto falava. E ferida. Amber não se deixou impressionar.

— Onde você está ficando? — perguntou ela, decidida a mudar de assunto em vez de brigar.

— Eu estava hospedada com uma amiga. Agora tenho um lugar para morar perto da universidade. Os aluguéis ficam realmente baratos no verão, quando a maior parte dos estudantes não está.

— Você está trabalhando?

Stacey se mexeu, desconfortável, no assento.

— Ahn, estou fazendo umas coisas na internet. Nada grande. Preciso ganhar a vida, certo? Tenho esse direito.

— Ninguém está dizendo que não tem — falou Amber, sem entender por que Stacey ficara tão irritada. — O que você estava fazendo antes que tudo acontecesse?

— Estava tendo aulas de administração e negócios em uma faculdade pequena. E trabalhando na confeitaria. Parte dela é minha. Ela não lhe disse isso? A minha parte está depositada em um fundo de investimento até eu completar 25 anos. Quero que ela a compre de mim, mas ela não faria isso. Por que fazer o que eu quero? Eloise é uma megera.

— Talvez se você não tivesse ido para a cama com Henry ela estivesse mais disposta a ouvi-la.

— Oh, claro. Tome o partido dela.

Amber encarou a irmã.

— Você compreende que fez uma coisa incrivelmente errada? Compreende o quanto magoou Eloise?

— E o quanto ela me magoou? — Stacey afastou o prato. — Você também não se importa. Não sou a única culpada aqui. É como na confeitaria. Eloise é a única que sabe fazer as coisas do jeito certo. A única que pode estar no comando. Eu tive algumas ideias para um brownie baseado na receita do bolo de chocolate. Andei fazendo umas tentativas com alguns ingredientes. Eloise não estava muito interessada, mas eu sabia que se descobrisse o jeito certo de fazê-los ela ficaria encantada. Queria fazer alguma coisa sozinha. Alguma coisa especial.

— Você ainda podia estar trabalhando nisso.

Stacey sacudiu a cabeça.

— É preciso dinheiro para comprar os ingredientes.

— Você precisa de dinheiro? Está sem nada?

— Estou bem.

Amber pegou a bolsa.

— Não tenho um talão de cheques. Pago tudo com meus cartões de crédito, mas tenho algum dinheiro. Você quer? Posso conseguir mais, se precisar.

Stacey encarou a irmã por um longo tempo.

— Por que você me daria dinheiro?

— Porque você precisa dele. — E porque Stacey era sua irmã e, apesar de tudo, Amber queria que ela ficasse bem.

— Há alguma coisa errada com você.

Amber já sabia disso. Só esperara que não fosse visível às outras pessoas.

— Não é essa a questão. Quer o dinheiro, ou não?

— Por enquanto, não. Mas posso mudar de ideia.

— Só me avise.

— Farei isso. — Elas pareciam ter conseguido uma trégua temporária. Stacey pegou novamente seu hambúrguer. — Você está se dando um pouco melhor com Eloise?

— Estava, até eu levantar a possibilidade de sair com Jimin.

Stacey quase engasgou.

— Como foi?

— Nada bem. Mas não importa. Vou enfrentá-la e sair com quem eu quiser.

Stacey parecia surpresa.

— Boa sorte.

— Não é como se ela e Jimin estivessem saindo juntos.

— Ahã.

— Ela não o quer, mas também não quer que ninguém mais o queira. Isso não é justo.

— Concordo.

— Portanto, não chega a ser realmente um problema.

— Está tentando convencer a mim ou a você mesma? — perguntou Stacey, estendendo a mão mais uma vez para o hambúrguer.

— A ambas. Como estou me saindo?

— Estou cem por cento com você. Só lamento perder o show.

Amber teve a impressão de que a irmã caçula não estava falando do encontro com Jimin, mas sim de vê-la contando a Eloise sobre o encontro.

— Não sei o que usar — falou ela. — Para sair com Jimin. Eu não, ahn, não costumo ter muitos encontros.

— Onde vocês vão? Ele lhe disse?

Amber negou com a cabeça.

— Não tenho a menor ideia.

— Provavelmente vão jantar fora. E talvez assistir a um filme. Use alguma coisa bonita, mas não muito sofisticada. Seattle não é Nova York. Talvez uma calça jeans bonita, com uma blusa de seda e um blazer. Deve parecer sexy, mas não vulgar. Interessada, mas não desesperada.

— Como jeans elegantes são diferentes de jeans comuns?

Stacey suspirou.

— Você é um caso perdido.

— Eu sei.

Depois que Amber chegou em casa, ainda ficou algum tempo sentada no carro tendo uma boa conversa consigo mesma.

— Sou forte — disse ela ao seu reflexo no espelho retrovisor. — Sou capaz. Sou uma adulta. E sou uma boa pessoa. Gosto de mim. Vou entrar e dizer a Eloise o que está acontecendo. Sou forte e corajosa e não vou me deixar intimidar por ninguém. Principalmente por ela.

Amber respirou fundo e entrou na casa com passo firme. Ela encontrou Eloise parada na cozinha.

— Ótimo — disse Amber, com vigor. — Quero falar com você.

Eloise apenas ergueu as sobrancelhas.

Amber se recusou a se sentir intimidada.

— Veja, eu respeito quem você é e todos os seus relacionamentos. Sei que Jimin é seu amigo e não estou tentando mudar isso.

— Você não conseguiria.

Amber sentiu um pouco da determinação lhe escapar, mas procurou manter a mente focada.

— Não é isso o que quero dizer. A questão é que você não está interessada em sair com Jimin e eu estou. Não sei que problema há nisso. Não sei se você acha que não sou boa o bastante para ele ou qualquer coisa assim, mas o fato é que vai ter que superar isso.

— Vocês vão sair juntos — disse Eloise, parecendo cansada.

— Sim, vamos. Ele convidou, e eu aceitei. Você pode brigar, ficar de cara feia, protestar, mas não pode mudar o que vai acontecer. Além disso, seria errado da sua parte sugerir o contrário.

Eloise encarou a irmã.

— Mais alguma coisa?

— Sim. Várias coisas. Sinto muito pelo que aconteceu com você. Sinto muito por Henry ter ido para a cama com Stacey. Sinto muito por nossa própria irmã ter traído você. Sinto muito por você ficar enfiada na confeitaria, trabalhando, e por achar que foi traída pela vida. Sinto muito por você ter perdido a mamãe. Mas eu também a perdi.

Eloise já ia começar a falar, mas Amber ergueu a mão, detendo-a.

— Não terminei. Isso também aconteceu comigo. E você não pensou nisso sequer uma vez. Simplesmente me culpou e desconsiderou qualquer sentimento que eu pudesse ter. Passei dez anos tentando me reconciliar com você. Mas você ignorou meus telefonemas, minhas cartas, tudo. Ainda assim, quando Stacey ligou, eu larguei tudo para estar aqui com você.

— Pelo que andei ouvindo, não havia muito para largar.

Amber ignorou o que a irmã disse.

— Havia o bastante e esse não é o ponto. Você é minha irmã e eu queria estar aqui para ajudá-la. Não importava o que houvesse na minha agenda. Eu teria aparecido de qualquer jeito, porque você precisava de mim. Porque você é importante para mim.

Amber lutou contra uma súbita onda de emoção.

— Quando nós tínhamos 5 anos, você foi a uma festa de aniversário e eu não pude ir porque precisava praticar. Eu chorei muito, mas minha professora não se importou. Você pegou catapora e tentaram me manter longe de você porque não queriam que eu também ficasse doente. Mas eu só queria estar perto de você. Naquela noite, me enfiei na sua cama e fiquei doente também. Porque você é minha irmã.

— Você já disse isso — murmurou Eloise.

— E você não parece se lembrar. Então vamos ao ponto. Não irei embora dessa vez. Vamos encontrar um modo de ter um relacionamento e eu não vou embora até que isso aconteça. Ajudaria bastante se você agisse como um ser humano de vez em quando e mostrasse um pouco de gratidão. Você poderia até ser simpática. Mas seja o que for que decida, precisa parar de me encher o saco e aceitar que não foi a única que não conseguiu fazer um monte de escolhas em relação à própria vida.

— É você quem realmente está enchendo meu saco — disse Eloise.

— Pergunte se eu me importo.

As duas ficaram ali paradas, se encarando. Amber não sabia o que pensar, mas tinha certeza de que não recuaria.

— Ótimo — resmungou Eloise, baixando os olhos. — Saia com Jimin. Não me importo.

— Mesmo?

A irmã assentiu.

— E obrigada por vir. Você não precisava fazer isso.

Amber riu. Sentia-se mais leve e mais feliz.

— Você estaria perdida sem mim.

— Não exagere.

— Ainda tenho marcas da catapora. Você também me deve essa.

Eloise sorriu lentamente.

— Sim... Talvez eu deva mesmo.



Notas Finais


Espero que tenham gostado deste capítulo! Até o próximo, queridos leitores!🌷

xoxo, boo.


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