História Um Homem de Família - Capítulo 4


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Categorias EXO
Personagens Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai)
Tags Jongin!alfa, Kaisoo, Kyungsoo!omega, Mingyu!kid
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Palavras 2.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus anjos!
olha quem está de parabéns postando tudo certinhos nos dias
o que um desemprego não faz?

bem, o capítulo de hoje tá fofinho demais aff
e talvez, só talvez, vocês detestem o Jongin um pouco menos

Obrigada pelo 331 favs

Capítulo 4 - Um Homem Que Encoraja


Um Homem de Família

Cap. 04: Um Homem Que Encoraja

A M A R O

 

 

Mingyu desfilava com seu uniforme novo pela casa, Jongin havia ligado mais cedo para avisar que o levaria para a escola e agora esperava pelo alfa que ainda não sabia ser seu pai. Kyungsoo arrumava sua mochila com os livros certos, havia recebido o horário por e-mail. O pequeno alfa estava muito animado e não conseguia ficar parado um só segundo, mal havia conseguido comer de tão eufórico que estava.

Não demorou muito para ouvir um barulho na porta, Mingyu foi correndo atender e abriu um sorriso enorme ao ver que se tratava de Jongin. Kyungsoo apareceu logo atrás com a mochila do garoto.

— Vamos, vamos, vamos! — o menino pulava enquanto já agarrava o Kim pela mão.

— Fica calmo, filho. — o ômega riu da atitude do filho, ele ficava muito fofo quando se animava com algo — Se comporte direitinho e obedeça seus professores. — beijou o alto da cabeça do garoto e alisou seus cabelos tão lisos e negros.

— Tá bom, omma! — o garotinho sorriu meigo — Vamos, tio Jongin.

“Tio Jongin”, nenhum dos três sabia quando aquilo havia começado, mas Kyungsoo sentia que acabaria mal, era óbvio que Mingyu estava se apegando com o estranho que hora ou outra aparecia em sua casa, principalmente depois do episódio da compra do material escola, a verdade que Mingyu estava sempre falando de Jongin, fazendo perguntas sobre ele aqui e acolá, o que deixava Kyungsoo nervoso e preocupado.

Jongin poderia facilmente quebrar o coração de seu filho.

Não estava nenhum pouco feliz em deixar que Jongin o levasse sozinho para a escola, mas também não queria parecer tão desconfiado, não faria mal nenhum se deixasse Jongin sozinho com seu filho por aqueles minutinhos, seria apenas um trajeto curto até a escola, coisa de dez minutos no máximo. Mas aquilo não deixava de o afligir, porque de todas as formas era uma oportunidade a mais de Mingyu construir sentimentos pelo Kim.

Foi a primeira vez que o pequeno alfa ocupou o banco da frente, bastante animado por isso também, ficava olhando para os botões do painel se coçando para sair apertando todos. Claro que Jongin notava isso, seu filho parecia apaixonado por carros, assim como ele sempre foi. Tentava não ficar comparando Mingyu com ele próprio, quanto menos enxergasse a si mesmo em seu filho, menos se apegaria a ele.

Quando chegaram à porta da escola, Mingyu desceu do carro, mas acabou ficando parado na calçada, não mexia um músculo sequer. O Kim acabou notando isso e ficando preocupado, desceu do carro e foi até ele, parando ao seu lado e vendo o quanto Mingyu parecia assustado.

— Aconteceu alguma coisa? — o mais velho perguntou tentando despertar Mingyu do transe em que ele estava.

O garoto perambulou os dedos pela alça da mochila.

— Estou com medo. — confessou, as bochechas estavam vermelhinhas.

— Medo de que?

— Eu não conheço ninguém, e se ninguém gostar de mim? — olhou preocupado para o mais alto, seus olhinhos estavam prontos para começar a marejar — Eu não quero ficar sozinho.

O Kim suspirou e se agachou ao seu lado, lhe abriu um sorriso para passar confiança. Não sabia ao certo o que havia sentido, mas sabia que não podia simplesmente dizer “entre logo” ou um “isso é bobagem”, Mingyu era só uma criança e crianças não tinham medo de demonstrar seus reais sentimentos. Ele precisava de afeto e não de julgamento.

— Ei! — chamou sua atenção para que o pequeno olhasse para ele — Não precisa ter medo, você é um garoto incrível e eu sei que todos vão gostar de você.

O garoto soltou um barulho, balançou a cabeça de forma positiva, mas ainda tinha os olhos amedrontados. Se antes ele estava animado com a escola nova, parecia finalmente ter notado que “uma escola nova” era um começo do zero, um lugar onde não conhecia ninguém e teria que desbravar sozinho.

— Quer que eu entre com você?

— Uhum.

Mingyu segurou sua mão e os dois entraram juntos na enorme escola. Haviam crianças em toda parte e apenas uns pais os acompanhavam, de todos os tamanhos, alfas, betas e ômegas. Mingyu segurava sua mão com força, andava muito perto como se estivesse com medo de se perder dele. A turma do pequeno alfa ficava no segundo andar, na terceira sala, era fácil de decorar. Assim que chegaram ali, o menino estancou na porta novamente, a sala estava lotada e todos já ocupavam seus lugares.

— Vamos lá, Mingyu, não precisa ter medo.

O garoto entrou na sala mesmo estando vacilante, acenou para o Kim antes de se sentar. Jongin acenou de volta.

 

 

[...]

 

 

Jongin subiu com Mingyu, de certa forma não confiava que ele subisse sozinho naquele prédio, mesmo que o garoto morasse. Bateu na porta e não demorou muito para que Kyungsoo atendesse, o menino entrou correndo e pulando em casa, estava animado para contar ao omma como havia sido seu primeiro dia.

— Omma, omma! — ele pulava e segurava a mão de Kyungsoo — A escola nova é muito legal.

— É mesmo, querido?

— Sim! — ele confirmou — No começo eu fiquei com medo de entrar porque achava que ninguém ia gostar de mim, mas o tio Jongin disse que eu era incrível e que todos iriam gostar de mim!

Havia um sorriso muito largo nos lábios de Mingyu, enquanto Kyungsoo o encarava surpreso, não imaginava que algum momento de sua vida, Jongin fosse encorajar alguém daquela forma, principalmente usando aquelas palavras. Sentiu um arrepio na espinha, um nervosismo, parecia que de alguma forma a casca de proteção do Kim estava começando a rachar.

Só não sabia se isso era bom ou ruim.

— Isso é maravilhoso. — comentou com um sorriso no rosto — Agora vá tomar banho que vamos almoçar.

Mingyu saiu correndo para o seu quarto. Quando Kyungsoo se dera conta, Jongin já estava indo embora.

— Jongin! — o chamou, vendo o alfa se virar para ele — Obrigado por ter levado o Mingyu e por ter ajudado ele, Mingyu se anima demais pras coisas e de repente ficando travado, acho que ele herdou isso de mim. — ele quase disse “pelo menos isso ele herdou”.

— Não tem de que agradecer. — o alfa balançou a cabeça levemente, abriu um pouco os olhos, parecia ter se lembrado de alguma coisa — Já aluguei um apartamento pra vocês, podem se mudar hoje mesmo, vou te mandar o endereço e já contratei um carro pra levar suas coisas.

Kyungsoo ficou um pouco surpreso, mesmo que já estivesse esperando por isso.

— Ah. Obrigado.

Depois disto Jongin foi embora.

Pouco tempo depois do almoço o Kim lhe enviou o endereço e lá pelo meio da tarde a equipe de mudanças apareceu, bem a tempo dele ter arrumado tudo. Mingyu estava novamente bastante animado, aquele poderia ser um dos dias mais badalados de sua vida, cheio de altas emoções.

E o apartamento novo era lindo, a mobília era muito elegante e certamente ficaria ainda mais lindo depois que ocupasse com suas coisas. Era bastante espaçoso, além de ter uma ótima localização, havia ouvido falar muito sobre aquele bairro e o hotel tinha ótimos comentários nas redes sociais. Haviam dois quartos, um com mobília de casal e outro com mobília para uma pessoa solteira, certamente que cuidaria para que a decoração fizesse Mingyu se sentir em casa.

Agradeceu aos carregadores, certamente seria uma longa tarde arrumando tudo e uma longa noite também. E ele arrumou tudo, cada uma das coisas com muito amor e cuidado, pois tudo o que Kyungsoo havia conquistado, havia sido com muito esforço e suor.

Na manhã seguinte Jongin apareceu novamente para buscar Mingyu e o levar para a escola, o que ocorreu durante toda a semana, ele sempre chegava no mesmo horário, o levava e depois o trazia, sem muitas conversas e pra falar a verdade nenhum dos dois sequer perguntava se o outro estava bem. Kyungsoo preferia assim, aliás, já estava até começando a se acostumar com aquilo e não achava tão ruim.

Mas aquela mania de Mingyu ficar falando sobre Jongin o tempo todo estava começando a passar dos limites, o garoto falava como se o Kim fosse a pessoa mais incrível do mundo, fosse legal e divertido, coisa que o Do mais velho não via nele. Não, de jeito nenhum.

Na semana seguinte, quando Jongin foi buscar Mingyu na escola acabou tendo uma surpresa, dessa vez o garoto esperava no portão com a professora ao seu lado. Quando desceu do carro, esperava que fosse algum tipo de reclamação, em vista de que Mingyu parecia um pouco envergonhado.

— Desculpe, mas o senhor é o responsável pelo Mingyu? — ela lhe perguntou assim que ele parou à sua frente. O Kim respondeu com um aceno de cabeça — Não quero incomoda-lo, mas Mingyu está tendo problemas em sala de aula.

— Que tipo de problemas?

— Bem, ele é um garoto inteligente, mas por ser seus primeiros dias ele tem apresentado certa dificuldade em acompanhar o conteúdo dado em sala. — ela explicou com a voz calma, seu rosto era doce e gentil — Então eu gostaria de sugerir que o senhor o trouxesse para as aulas de reforço que oferecemos à tarde, na mesma sala em que ele estuda pela manhã, temos uma professora excelente. — ela sugeriu, parecia um tanto insegura com aquilo, provavelmente alguns pais não gostavam das tais aulas de reforço — Começam às 16h.

— Claro, ele virá sim.

Jongin sorriu gentil para a moça e mandou que Mingyu entrasse no carro. Quando o alfa entrou e começou a dirigir, percebeu o quanto o garoto estava cabisbaixo e parecia muito triste. Permaneceu daquela forma durante quase todo o trajeto, sequer olhava pela janela, ele apenas ficava a olhar para os próprios pés.

— Por que está com essa cara, Mingyu? — perguntou, já incomodado com aquilo.

— Tio, eu sou burro?

— Claro que não, Mingyu, são seus primeiros dias, é normal que tenha dificuldade, além de ter passado semanas sem ir pra escola, tenho certeza que daqui a pouco você será o primeiro da sua turma.

Mingyu gostava do jeito que Jongin falava, como se tudo fosse bem simples. Kyungsoo certamente lhe diria “Estude muito e melhore”, mas sei lá, o jeito de Jongin parecia mais legal, ele entendia como sendo algo bom, um desafio a ser superado.

Quando o garoto sorriu e balançou a cabeça afirmando que iria... Bem, naquele segundo o Kim sentiu algo a mais dentro dele, uma sensação que ainda não conhecia, mas que de certa forma deixou seu coração feliz. Não sabia como e nem quando, mas de uma hora para outra ele passou a se importar se Mingyu estava feliz ou não.

Mesmo que o prédio fosse seguro, Jongin subia com Mingyu, o garoto tinha medo de entrar sozinho no elevador. Sempre esperava a porta abrir antes de ir embora, ele e Kyungsoo se olhavam como se não possuíssem ligação alguma, mal se olhavam. Depois de alguns dias nem o “Obrigado por trazê-lo” existia mais, apenas um olhava pro outro e depois desviava os olhos. Kyungsoo fechava a porta e Jongin ia embora.

Mas naquele final de manhã, Jongin impediu que a porta fosse fechada.

— Mingyu precisa de aulas de reforço. — informou, mas não olhava muito pra ele, sua expressão era totalmente neutra.

— Reforço? Ele está tendo dificuldades?

— A professora me disse que sim. — respondeu — Virei busca-lo às 16h.

— Tudo bem.

Só depois disto que a porta foi fechada. Kyungsoo viu seu filho já sem o uniforme, andando de cueca pela sala com um brinquedo em mãos. Esperou que o menino disse alguma coisa, mas ele não disse nada.

— Filho, por que não me disse que estava tendo dificuldades na escola? — perguntou enquanto sentava-se no sofá, Mingyu estava sentado no chão, de costas para ele — Eu poderia ter te ajudado, eu sei que essa semana estive bem ocupado arrumando tudo, mas eu tiraria um tempo pra você.

Mingyu parou de brincar e se virou para ele, meio culpado.

— Desculpe, omma. — pediu, a carinha tristinha.

Kyungsoo bateu na parte do sofá ao seu lado e o garoto sentou ali, deitando sua cabeça no colo do ômega.

 

 

[...]

 

 

Era madrugada quando Bom ouviu um barulho na cozinha. A beta caminhou até lá e encontrou a luz acesa. Jongin estava sozinho sentado em uma das cadeiras, estava com um copo de whisky em mãos, o balançando enquanto olhava pra bebida no copo, parecia completamente perdido em pensamentos, sequer notou quando ela ocupou a cadeira ao seu lado.

— Jongin? — o chamou, finalmente tendo sua atenção — Por que está acordado a essa hora, querido?

O Kim deixou o copo sobre a mesa, suspirou.

— Não conseguia dormir. — confessou — Sabe, acho que estou começando a gostar do Mingyu.

— Isso é maravilhoso! — ela sorriu alegre — Mas por que você não parece feliz?

O alfa se inquietou, ajeitou-se na cadeira. Falar sobre isso era um pouco desconfortável, tinha que confessar que feria o seu orgulho. Mas para Bom para podia ser escondido, se tinha uma pessoa no mundo para quem ele precisava ser sincero, essa pessoa era ela.

— Não sei se isso nos fará bem. — soltou, era como se aquilo doesse em sua garganta — Tenho medo de no fim só acabar magoando aquela criança, ele não merece isso.

A mulher juntou suas mãos às dele, sorriu.

— Se você sente isso, é porque já se importa de verdade com ele. — ela disse — E isso é bom, Jongin, seu filho deixou de ser um estranho para ser alguém importante pra você.

— Eu ainda não consigo olhar pra ele e encará-lo como meu filho, isso é muito difícil.

Ela soltou suas mãos e se ergueu da mesa, levando o copo com whisky para a pia.

— Um passo de cada vez, Sr. Kim. — ela disse enquanto colocava a água para esquentar — Eu vou fazer um chá pra você e o senhor vai dormir como um bebê, amanhã vai levantar bem cedo e levar o seu filhote pra escola. — ela se virou para ele, ele a olhava — E sabe o que mais?

— O que?

— Vai tirar uma foto dele, eu quero como ele é.

Jongin riu. Não havia ninguém no mundo que fosse como Park Bom.


Notas Finais


ain gente
quem não se derrete de amor pelo Mingyu?


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