História - On the Snow - - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Chris Argent, Cora Hale, Corey Bryant, Decaulion, Derek Hale, Ethan, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kate Argent, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Personagens Originais, Peter Hale, Rafael McCall, Scott McCall, Stiles Stilinski, Talia Hale, Theo Raeken
Tags Adolescente, Amigos, Andrew, Andrew Matarazzo, Froy, Froy Gutierrez, Gay, Jovens
Visualizações 20
Palavras 2.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


volteiii, bem, nem um pouco de Frandrew a mais nesse cap espero que gostem.

Capítulo 13 - Então, beijei Andrew.


O quarto de Andrew era bagunçado. Ele não estava de brincadeira. Era o oposto do quarto de Eric. A única coisa que estava perfeitamente no lugar era uma cópia emoldurada, sobre a escrivaninha, da foto que eu vira na carteira dele. Eu me aproximei para olhar. Sara era muito bonita, sem brincadeira. Cabelo castanho escuro, pouco abaixo dos ombros, com algumas mechas roxas. Cílios com os quais era possível varrer o chão. Um sorriso grande e alegre. Tinha beleza até os ossos.

Sentei sobre a cama desfeita de Andrew e tentei pensar, mas havia apenas um zumbido baixinho na minha cabeça. Do andar de baixo, ouvi o som de piano sendo muito bem tocado, Andrew tocava músicas de Natal. Ele tinha estilo de verdade, não apenas como uma daquelas pessoas que toca de modo mecânico.

Do lado de fora da janela, dois passarinhos se aninhavam em um galho, sacudindo a neve de cima das penas.

Havia um celular no chão de Andrew. Peguei-o e disquei.

Eric parecia um pouquinho irritado quando atenderu.

— Oi — disse ele. — O que foi? Estávamos saindo e...

— Nas últimas vinte e quatro horas — comecei a falar, interrompendo-o —, meus pais foram presos. Eu fui colocado em um trem, que ficou atolado em uma nevasca. Andei quilômetros sobre neve espessa com sacolas plásticas na cabeça. Caí em um riacho e estou preso em uma cidade estranha com pessoas que não conheço. E a sua desculpa para não poder falar comigo é... qual exatamente? O Natal?

Isso o calou. Não era exatamente o que eu queria, mas fiquei feliz em ver que Eric tinha algum senso de vergonha.

— Ainda quer namorar comigo? — perguntei. — Seja sincero comigo, Eric.

O outro lado da linha ficou silencioso por um longo tempo. Longo demais para a resposta ser "Sim. Você é o amor da minha vida".

— Froy — disse Eric, a voz baixa e rouca. — Não deveríamos conversar sobre isso agora.

— Por quê? — perguntei.

— É Natal.

— Não é mais motivo ainda para conversar?

— Você sabe como as coisas são aqui.

— Bem — falei e ouvi a raiva tomar minha voz. — Você precisa conversar comigo porque eu estou terminando com você.

Eu mal acreditava no que saía da minha boca. As palavras pareciam vir de um lugar bem no fundo, muito além do lugar onde eu as guardava...

Houve um longo silêncio.

— Tudo bem — disse ele. Era impossível saber qual era o tom de voz. Pode ter sido tristeza. Pode ter sido alívio. Ele não me implorou para eu retirar o que disse. Ele não chorou. Simplesmente não fez nada.

— Bem? — perguntei.

— Bem, o que?

— Não vai nem falar nada?

— Eu meio que sei há um tempo — falou ele. — Também andava pensando nisso. E, se é o que você quer, sabe, acho que é melhor assim e...

— Feliz Natal — falei. Desliguei. Minha mão tremia. O corpo inteiro praticamente. Fiquei sentado na cama de Andrew e passei os braços ao redor do corpo. No andar de baixo, a música parou, e a casa se encheu de um tipo sufocante de silêncio.

Andrew apareceu à porta e a abriu com cuidado.

— Só queria saber se você está bem — disse ele.

— Eu falei tudo — respondi. — Peguei o telefone e falei tudo.

Andrew entrou e se sentou. Apenas se sentou ao meu lado, meio que perto, mas com um pequeno espaço entre nós.

— Ele não pareceu surpreso — falei.

— Imbecis nunca ficam. O que ele disse?

— Algo sobre saber há algum tempo, que provavelmente é melhor assim.

Por algum motivo, isso me fez soluçar. Ficamos em silêncio durante um tempo. Minha cabeça estava girando.

— Sara era como Eric — disse ele por fim. — Realmente... perfeita. Linda. Boas notas. Cantava, e era.. você vai gostar disso... líder de torcida.

— Parece um partidão —comentei desinteressado. Eu nunca soube por que ela saía comigo. Eu era só um cara, e ela era Sara Grace. Namoramos por catorze meses. Éramos bem felizes, até onde eu sabia. Pelo menos eu era. O único problema é que ela estava sempre ocupada e ficou cada vez mais ocupada. Ocupada demais para passar pelo meu armário no colégio ou na minha casa, para ligar, para mandar uma mensagem. Então eu ia até a casa dela. Ligava para ela. Mandava mensagens para ela.

Era tudo tão terrivelmente familiar.

— Uma noite — continuou ele —, deveríamos estudar juntos, e ela simplesmente não apareceu. Fui de carro até a casa dela, mas a mãe disse que ela não estava lá. Comecei a ficar meio preocupado, porque normalmente ela ao menos me mandava uma mensagem se precisasse cancelar. E comecei a dirigir por aí, procurando o carro de Sara, quer dizer, existe um limite de lugares para onde se pode ir em Gracetown. Encontreio em frente à loja do Starbucks, o que fazia sentido. Estudamos muito lá porque... que outra opção a sociedade nos dá, certo?

Ele sacudia as mãos furiosamente, puxando os dedos.

— O que eu imaginei — disse Andrew enfaticamente — é que eu tinha cometido um erro e deveria estar estudando com ela na Starbucks o tempo todo, mas havia esquecido. Sara não gostava muito de vir aqui, em casa. Às vezes ficava com um pouco de medo da minha mãe, se é que dá para acreditar nisso.

Ele olhou para cima, como se esperasse uma gargalhada minha. Consegui dar um sorriso fraco.

— Fiquei tão aliviado quando vi o carro dela ali. Estava cada vez mais preocupado ao dirigir por aí. Sentia-me um idiota. E claro que ela estava esperando por mim na Starbucks. Entrei, mas ela não estava em nenhuma das mesas. Uma das minhas amigas, Margo, trabalha no balcão. Perguntei se havia visto Sara, pois o carro dela estava ali.

Andrew passou as mãos pelos cabelos até ficarem meio cheios. Resisti à vontade de baixá-los. Meio que gostava daquela forma. Algo sobre o cabelo dele fez com que eu me sentisse melhor.

— Margo estava apenas com uma expressão muito triste no rosto e disse "Acho que ela está no banheiro". Não entendi o que poderia ser tão triste em estar no banheiro. Comprei uma bebida para mim e uma para Sara e me sentei para esperar. Há apenas um banheiro na Starbucks, então ela precisaria sair em algum momento. Eu não estava com o computador ou nenhum livro, então fiquei só olhando para o mural na parede onde fica a porta do banheiro. Estava pensando em como era idiota ficar preocupado com ela e como eu a havia deixado esperando e percebi que Sara estava no banheiro havia muito, muito tempo, e que Margo ainda estava me olhando de um jeito muito triste. Margo foi até lá e bateu à porta, e Sara saiu. Além de, Jean.

— Jean?

— Ele é um dos jogadores de LaCrosse da nossa escola. Durante um minuto, meu cérebro tentou juntar as peças... tentou entender por que Sara e Jean, estavam em um banheiro da Starbucks. Acho que minha primeira expectativa foi de que não poderia ser nada ruim, pois todos pareciam saber que eles estavam ali dentro. Mas, pelas expressões no rosto de Margo e no de Sara, tudo finalmente se encaixou. Ainda não sei se foram lá pra dentro porque me viram chegar ou se estavam lá havia algum tempo. Se você está se escondendo do namorado em um banheiro com outro cara...os detalhes meio que não importam.

Por um momento, esqueci completamente o telefonema. Estava naquela Starbucks com Andrew, vendo uma líder de torcida que eu não conhecia surgir de dentro de um banheiro com Jean, o jogador.

— O que você fez? — perguntei.

— Nada.

— Nada?

— Nada. Simplesmente fiquei parado, pensando que ia vomitar bem ali. Mas Sara ficou furiosa. Comigo.

‎— Como isso é possível? — falei com ódio em defesa dele.

— Acho que ficou assustada com o fato de ter sido descoberta, e foi a única forma que pensou em reagir. Ela me acusou de espioná-la. E me chamou de possessivo. Disse que eu colocava pressão demais sobre ela. Acho que quis dizer emocionalmente, acho, mas soou tão mal. Então, além de tudo, ela fez com que eu parecesse um pervertido na frente de todo mundo na Starbucks, o que poderia muito bem ter sido todo mundo na cidade, porque nada fica em segredo por aqui. Eu queria dizer "Você está se agarrando com um babaca no banheiro da Starbucks. Eu não sou o vilão desta bistória". Mas não falei, porque literalmente não conseguia falar. Deve ter parecido que eu concordei com ela. Como se eu estivesse admitindo que era um perseguidor maníaco sexual possessivo e grudento... e não o cara que estava apaixonado por ela, que estava apaixonado por ela fazia mais de um ano, que teria feito tudo o que ela pedisse...

Ele havia parado de sacudir as mãos, e no momento tremiam só um pouquinho.

— Margo finalmente levou Sara para o lado de fora a fim de acalmá-la — disse ele.— Foi assim que tudo terminou. E eu ganhei um latte por conta da casa. Então não foi uma perda total. E o pior é que de qualquer um ela me traiu com aquele babaca. Eu tinha um objetivo em dizer tudo isso. Meu objetivo é que esse cara... — Ele apontou de modo acusatório para o celular. — É um babaca, embora isso não deva significar muito para você agora.

Minhas lembranças do último ano estavam passando na mente como um filme em alta velocidade, mas eu estava assistindo a todas de um ângulo agora diferente. Lá estava eu, Eric segurava minha mão, um passo à frente, puxando-me pelo corredor, falando com todo mundo menos comigo pelo caminho. Eu me sentava com ele na primeira fileira nos jogos de LaCrosse da escola, mesmo que Eric soubesse que, desde que fui atingido por uma bola no rosto, eu morria de medo desses assentos. Ainda assim, ficávamos ali, eu parado pelo terror, assistindo a um jogo que nunca me interessou. Sim, eu me sentava com os veteranos populares no almoço, mas as conversas eram repetitivas. Só falavam sobre como eram ocupados, como estavam montando os currículos para os documentos na faculdade. Nossa... passei um ano entediado. Não falava sobre mim havia séculos.

Andrew estava falando sobre mim. Estava prestando atenção. Meus olhos se encheram d'água. Ao ver isso, Andrew se ajeitou e abriu um pouco os braços, como se me convidasse a desistir dos esforços para me conter. Havíamos nos aproximado bastante em algum momento. Algo estava prestes a acontecer. Senti que estava para chorar. Isso me deixou com ódio. Eu não ia começar a chorar.

Então, beijei Andrew.

Quer dizer, beijei mesmo. Derrubei-o para trás. Ele me beijou de volta. Um beijo bom. Não muito seco, não muito molhado. Beirou um pouco o frenético, talvez porque nenhum de nós tivesse se preparado mentalmente, então estava pensando: Ah, certo! Beijar! Rápido! Rápido! Mais movimento! Mexer a lingua!

Levamos mais ou menos um minuto para nos recuperarmos e estabelecermos um ritmo um pouco mais lento. Senti que flutuava, e então houve um enorme baque, algo caindo, e gritos vindos do andar de baixo. Parece que Jude e Allie haviam escolhido aquele momento para retornar de sua corrida pessoal pelas ruas de Gracetown. Entraram na casa aos tropeços daquele modo ridiculamente barulhento com que se costuma voltar da neve ou da chuva.

— Andrew! Froy! Tenho cupcakes especiais do Papai Noel! — gritava Jude.

Nenhum de nós se mexeu. Eu ainda estava debruçado sobre Andrew, basicamente o prendendo ao chão. Ouvimos Jude chegar à metade das escadas, onde deve ter visto a luz do quarto acesa.

De novo, a reação normal de um pai seria dizer algo como: "É melhor saírem neste momento ou eu vou subir aí!" Mas Jude não era uma mãe normal, então ouvimos uma risadinha e ela virou as costas.

— Shh... Allie! Venha com a mamãe! Andrew está ocupado! — falou ela.

Andrew revirou os olhos para trás em agonia. Eu o soltei, e ele se levantou em um salto.

— É melhor eu descer — disse ele. — Você está bem? Precisa de alguma coisa ou...

— Estou ótimo! — respondi com um entusiasmo repentino e insano. Mas, a essa altura, Andrew estava acostumado com minhas táticas, minhas tentativas de me fazer parecer normal.

Com muita sensibilidade, ele saiu do quarto.


Notas Finais


então... gostaram?? esse capítulo deu um pouquinho de trabalho, comentem o que acharam ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...