História Um Ino de Mulher. - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Sakura Haruno
Tags Dramédia, Hinasasu, Inosaku, Konohana, Lgbt, Nejiten, Sakuino, Sasuhina, Suika
Visualizações 180
Palavras 6.410
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: LGBT
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


> Capa (em breve) e banner pela Cereja, do DA! <3

> Preconceito e discriminações são coisas intoleráveis. No caso da homofobia, algumas pessoas possuem a audácia de dizer que é errado e que Deus não gosta dos LGBT's[+], pipipipopopo. O que é ridículo! ~ ranço das pessoas que fazem isso ~

> A fanfic é SakuIno/InoSaku e faz menção a: SasuHina, SuiKa, KonoHana, NejiTen e SasoDei.

> Bom, esse assunto é seríssimo e eu tentei não fazer merda (se eu falhei peço perdão).

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Orgulho.


Fanfic / Fanfiction Um Ino de Mulher. - Capítulo 1 - Orgulho.

ORGULHO

[ÚNICO]

 

 

Portland/Maine

 

 

Sakura estava saindo da biblioteca pública de Portland, quando o Dodge Charger de Ino parou rente a calçada à frente da biblioteca. A Haruno desceu os degraus da escada de concreto apressada e desajeitadamente, tentando não derrubar a bolsa de livros. Ao descer o último degrau, Ino abriu a porta e ela entrou no veículo, acomodando-se no banco do carona. Largou a bolsa mais pesada aos seus pés e bateu a porta. Virou-se para a loura ao volante.

─ Por que está olhando pra mim desse jeito? ─ ela questionou, franzindo as sobrancelhas. Ino estava com o cenho franzido comicamente e olhando para Sakura com algo em seus olhos azuis que a rosada não conseguia dizer o que era.

─ Nhá ─, estalou a língua e gesticulou para a bolsa de livros. ─ Você vai acabar com a sua coluna antes chegar aos trinta anos! ─ disse ela. Sakura sorriu.

─ Minha coluna agradece a preocupação. ─ disse Sakura, ela apoiou uma das mãos na caixa de marcha do carro e se inclinou na direção da namorada. ─ Obrigada por vir me buscar. ─ sussurrou sorridente. Ino lhe roubou um beijo rápido e a rosada riu.

─ Disponha mais tarde ─ a Yamanaka sorriu de lado. Sakura sentou-se no banco do carona corretamente, arrumando a saia de pregas estilo colegial, e Ino girou o volante, entrando em uma das faixas da Monument. ─ Então, parece que a Hina vai dar um jantar hoje à noite.

─ Ela não falou comigo. ─ disse Sakura.

─ Eu sei. Mas você saiu mais cedo hoje e foi de transporte público até o campus. ─ A loura a lembrou. ─ Ela foi perguntar se você ainda estava lá e se queria uma carona, por pouco ela também não me pega em casa, eu estava quase saindo para abrir a floricultura. ─ contou, soltou um suspiro longo ao parar em um semáforo. ─ Você sabe, a Hina anda esquecendo as coisas.

─ Sim. Ela parece estranhamente... Fora do ar? ─ sugeriu, olhando para a namorada.

─ Totalmente ─ concordou Ino. O sinal abriu e ela voltou a conduzir o Dodge.

 ─ Hinata vai dar um jantar... Por quê?

─ Bom, ela não disse exatamente. Só falou que tinha um comunicado importante para fazer. ─ disse Ino, deu de ombros.

─ Ela tem algo para nos contar, isso óbvio, qual o seu chute? ─ Perguntou Sakura. Esticou o braço para ligar o rádio do automóvel.

─ Bom, ela deve estar pensando em nos reunir para organizar uma viagem de verão ─ disse ela, olhando para a rosada de esguelha. A Haruno estava passando por várias estações de rádio. ─ Vocês se formam nessa primavera. Deve ser algo relacionado a isso. ─ completou.

─ Hm, deve ser  ─ Sakura apenas concordou. ─ Ah, finalmente. ─ disse ela ao achar uma estação. Tornou a se sentar com as costas apoiadas no banco. Ino sorriu quase imperceptivelmente, mas Sakura notou, sorriu também e começou a cantarolar a música que saía pelos altos falantes do veículo.

Trinta minutos depois, Ino estava pondo o Dodge na vaga do estacionamento. As duas desceram, assim que a Yamanaka desligou o motor do carro. Sakura se aproximou dela e ambas caminharam lado a lado. Ino passou o braço pelos ombros da rosada que apoiou a cabeça no ombro da namorada.

─ O estacionamento de visitantes está meio cheio para uma sexta-feira à noite, você não acha? ─ Perguntou Ino.

Sakura fixou os seus olhos na extensão do estacionamento do prédio que correspondia aos visitantes dos moradores do lugar. Cerrou os olhos na direção dos cinco carros parados lado a lado. Ela conhecia todos eles, o Jipe Mercedes preto acetinado, de Itachi e Aya; o SUV cinza dos seus pais; o Jaguar vintage vermelho-cereja de Gaara; o Pontiac de Neji Hyuuga, o irmão mais velho da sua melhor amiga, Hinata, e também um grande amigo; e o carro de Karin e Suigetsu, um Cadillac verde.

Era normal vez e outra ver os carros dos amigos na extensão do estacionamento designada para os visitantes. O problema era o carro dos seus pais e de Gaara estacionados ali. Quer dizer, Hinata não os convidaria para o tal jantar, Sakura tinha a plena certeza disso. E mesmo se ela o fizesse, avisaria a Ino e Sakura com antecedência. A Haruno estagnou, fazendo Ino tropeçar. Por pouco a loura não caiu no chão, levando-a consigo no processo.

─ Sakura, o que foi? ─ perguntou Ino, olhando para a namorada em alerta, claramente preocupada.

─ Aquele SUV cinza da BMW é do meu pai. Meus pais estão aqui, Ino. ─ disse Sakura, os olhos esmeraldinos arregalados. ─ E Gaara também ─ murmurou.

─ Você tem certeza? ─ A Yamanaka perguntou.

─ Absoluta ─ respondeu baixinho, parecendo empalidecer cada vez mais.

─ Uau, não esperava conhecer seus pais tão cedo... Quer dizer, eles nem sabem que você está namorando alguém... Quanto mais uma mulher. ─ a loura disse, colocando a mão livre no bolso de trás da saia preta justa. ─ Muito menos o seu ex ─ disse baixinho, mais para si do que para Sakura.

─ Ino...

─ Aí estão vocês! ─ Era Aya, esposa de Itachi.

─ Aya, onde estão os meus pais e Gaara? ─ Perguntou Sakura, indo na direção de Aya, puxando Ino atrás de si.

─ Na casa da Hina, parece que eles vierem te fazer uma surpresa, encontraram com a Hinata aqui no estacionamento e foram direto para o apartamento dela ─ a morena de olhos âmbar respondeu. Elas ficaram em silêncio por algum tempo, até que Ino se pronunciou:

─ E o que você faz aqui no estacionamento? ─ perguntou Ino. Aya acenou para o elevador e as três caminharam até ele, a mais velha apertou o botão para que o elevador descesse até a garagem.

─ Bom, a Hina pediu para eu descer e vigiar a entrada da garagem e avisar vocês ─ disse ela. As portas do elevador abriram, elas esperaram um homem sair e em seguida entraram. Sakura praticamente socou o botão do seu andar. Aya franziu as sobrancelhas e Ino se escorou na parede do elevador.

─ Os pais dela não sabem que ela é gay e que namora uma menina ─ a loura respondeu a pergunta silenciosa da morena. Aya fez um chiado com a língua.

─ Bom isso é péssimo, o ex-namorado dela está aqui ─ disse Aya. Ino se mexeu desconfortável.

─ Eu reconheci o carro dele no estacionamento ─ disse Sakura. Elas entraram em um silêncio profundo e incômodo. A Haruno olhava nervosamente para o chão do elevador, os pensamentos a mil.

Desde que se mudara de Manhattan para Portland, Sakura via os pais pouquíssimas vezes no ano e tudo era bem planejado. Em todas essas vezes, ela tinha ido até eles. Kizashi e Mebuki Haruno só foram até Portland uma vez e tinha sido para checar o apartamento que ela dividiria com a melhor amiga, Hinata, e que, atualmente, dividia com a namorada, Ino. A amiga morava no da frente, que anteriormente era o apartamento de Sasuke, mas já fazia três anos que eles dividiam-no, o mesmo tempo valia para Ino e Sakura.

 

As portas do elevador se abriram e elas saíram. Sakura mal deu cinco passos no corredor e paralisou. Ino soltou um suspiro e pediu para que Aya inventasse uma desculpa para estar no apartamento sem a presença de Sakura. Assim que a morena assentiu e marchou até o fim do corredor e abriu a porta do apartamento de Hinata, Ino se virou para a namorada.

─ O que foi? ─ Perguntou ela, sem rodeios, encaixando as mãos uma de cada lado da face da Haruno.

Ino sabia qual era o problema. Ela não teria chance contra os pais de Sakura ─ super tradicionais e críticos ─, se fosse preciso, eles fariam a filha escolher entre a namorada e a família. Ela também sabia que Sakura travaria e que não conseguiria contar nada sobre sua vida em Portland ao lado da Yamanaka e que o ex dela presente provavelmente fazia parte de algum plano mirabolante deles. Em outras palavras, eles eram pais controladores e que iriam contra a sexualidade da filha, embora não soubessem da última parte, e tinham planos para ela. Planos que Sakura não gostaria de seguir. Ela compreendia totalmente a importância que tinha a vinda de Sakura para Portland. Significava estar livre dos pais, mesmo que não totalmente livre.

─ Olha você não precisa me apresentar como sua namorada ─ a loura suspirou. Sakura abriu a boca para dizer algo, mas Ino a interrompeu. ─ Até onde sabemos, eles sabem do namoro de Hinata e Sasuke e que ela foi morar com ele, então podemos dizer que vocês anunciaram um quarto vago no apartamento, eu vi o anuncio, me interessei e agora rachamos o aluguel. Os detalhes sórdidos eles não precisam saber ─ piscou, sorrindo de lado.

─ Ino... ─ ela começou ─ Isso é injusto, você me apresentou para o seu pai e seu irmão mais velho...

─ Sakura, meu pai é compreensível e apoia os filhos dele em tudo. Yamanaka Inoichi é um anjo, fazer o que. ─ deu de ombros ─ E o Deidara é gay! ─ ela riu, embora Sakura ainda estivesse com uma carinha emburrada. ─ Não fica assim, vai ficar tudo bem.

─ Eu não posso mentir quem eu sou e esconder que estou namorando, Ino ─ disse Sakura.

─ Sakura, você quer ficar fora das rédeas dos seus pais. Quer ter o controle, mesmo que mínimo, da sua vida. Mas, mesmo que queira isso mais do que tudo, o que eles pensam sobre você e a aprovação deles no que faz, ainda são coisas importantes para você. E, pelo que sei, os Haruno são uma família bem tradicional ─ deu de ombros. ─ Não importa se você não me assumir hoje. O que importa para mim de verdade é que você se assuma para eles. Assuma quem você é, mas se fizer isso hoje, você não vai aguentar, porque o que faz e o que eles pensam sobre, é importante para você. Isso é triste, é sufocante... Mas você precisa de tempo para lidar com sua família e pensar em como dizer para eles que você é gay. Não demore quanto a isso e quanto a mim, cara, eu não vou a lugar algum. Não se você não estiver ao meu lado. ─ Disse ela. Sakura sentiu o coração aquecer e disparar, ela estava transbordando de amor pela sua namorada no corredor do prédio em que moravam. A Haruno sorriu.

─ Eu te amo tanto.

─ Eu te amo ainda mais, testuda! ─ Disse ela, sarcástica. Porém totalmente sincera ao dizer que amava a Haruno.

─ Você sabe como quebrar o clima quando quer Ino-porca ─ disse Sakura, estreitando os olhos verdes na direção dos azuis de Ino.

─ Sarcasmo é a minha única defesa ─ sussurrou se aproximando da face de Sakura. Depositou um beijo rápido e casto nos lábios da Haruno. A rosada até ficou um pouco confusa, já que Ino e castidade na mesma frase não tinham como existir ou dar certo. ─ Vamos enfrentar as feras, princesinha! ─ Disse ela.

─ Onde está o meu príncipe? ─ Perguntou Sakura, dramática.

─ Seus pais o trouxeram! ─ disse Ino, enganchando o braço no de Sakura e a puxando pelo corredor. A Haruno deu uma cotovelada em Ino, que fez careta. ─ Ai! ─ murmurou, esfregando as costelas. Elas pararam diante da porta do apartamento de Hinata e Sasuke. ─ Desculpa, quem vem ao seu socorro nessa encarnação tem um par de seios.

─ Um belo par de seios, por sinal ─ Sakura replicou baixinho.

Ino jogou os cabelos louros para trás dos ombros riu divertida. Sakura sorriu. Após a rosada respirar fundo, a loura abriu a porta do apartamento e sinalizou para que a Haruno entrasse na frente. Estava na hora de encarar os seus pais e ela não os via desde o Natal, de quebra, ainda tinha o ex-namorado com quem não falava ou via fazia cinco anos. Ela tinha um péssimo pressentimento quanto àquela visita com a presença de Gaara.

─ Seja o que Deus quiser. ─ Ela murmurou, assim que Ino fechou a porta ao entrar no apartamento dos amigos. Ino deixou Sakura ir à frente e ficou dois minutinhos ali, parada na antecâmara do apartamento dos amigos. Podia escutar as vozes dos pais de Sakura dali de onde estava em alto e bom som.

Após um suspiro encorajador, ela se empertigou e saiu da antecâmara. Assim que colocou os pés na sala, Hinata ─ que estava espremida no sofá entre Sasuke e Aya ─ sorriu radiante e levantou para dar um abraço de boas vindas nela. Ela era sempre gentil, bondosa e super receptiva. Se não planejasse ser gastrônoma, Ino tinha certeza que ela optaria por dar aulas para crianças ─ e sem sombra de dúvidas ela se daria super bem.

─ Ainda bem que chegou ─ disse Hinata, envolvendo a loura num abraço caloroso e amoroso. Ino sorriu e abraçou a Hyuuga de volta.

─ Ainda bem, mesmo? ─ Perguntou ela.

─ Sim ─ Hinata sussurrou. Ino foi afastada pelos ombros e recebeu um olhar direto de Hinata. ─ Deidara quase pulou no pescoço da sua sogra, Sasori teve que arrastá-lo para o quarto, estão lá até agora ─ cochichou.

─ O que aconteceu? ─ perguntou Ino.

Se a loura Yamanaka era uma pessoa de personalidade forte e minimamente temperamental. Yamanaka Deidara era alguém cuja personalidade era extremamente forte e possuía um temperamento que era triplamente ainda mais forte. O semblante de Hinata ficou triste de imediato. Ino olhou de esguelha para os pais de Sakura que sorriam para a filha e falavam algo com ela. Soltou um suspiro baixinho.

─ Não precisa dizer nada. Acho que já sei o que deve ter acontecido ─ murmurou.

─ Desculpa Ino. O pessoal e eu tentamos dizer alguma coisa, mas...

─ Fica tranquila, Hinata. Deidara não se abala facilmente... Talvez fique irritado muito fácil, mas não se abala com a mesma facilidade. Daqui a pouquinho ele volta para essa sala, pleno e usando um dos seus saltos altos, se você duvidar ─ disse Ino, brincando.

─ E eu não duvido nadinha disso ─ disse a Hyuuga, sorrindo. Alguém pigarreou. Hinata saiu da frente de Ino, ficando de pé ao lado da amiga. A loura olhou para o ruivo de olhos azul-esverdeados que entrou na sala. A Yamanaka cutucou a Hyuuga discretamente.

─ É o ex dela? ─ perguntou Ino, baixinho.

─ Sim ─ Hinata sussurrou. A morena puxou a amiga para perto dos irmãos Hyuugas, da Mitsashi e do Senju. Hanabi soltou uma reclamação e se espremeu no sofá menor onde Karin e Suigetsu estavam. Então, assim que Gaara foi notado, todos na sala ficaram em silêncio automaticamente, alternando seus olhares entre o ruivo, Sakura e Ino.

─ G-Gaara ─ Sakura gaguejou. Ino estreitou os olhos na direção do ruivo, avaliando-o. Ele era lindo. Vestia roupas que deviam ter uma etiqueta de preço com números exorbitantes e os sapatos nem se falava. Sabaku no Gaara cheirava a colônia importada caríssima e a dinheiro.

─ Saky ─ disse Gaara, se aproximando da rosada com intuito de abraçá-la. Quando chegou perto o suficiente para cercá-la com seus braços, a Haruno deu um passo cambaleante para trás, seus olhos esmeraldinos estavam arregalados e ela estava mais pálida que do que de costume. Ino estava visivelmente preocupada com a namorada e se esforçava para não ir até ela e puxá-la para longe do ex. Era nítido que a presença dele não estava fazendo bem a ela.

─ O-Oi, Gaara ─ disse ela sem jeito.

─ Querida, abrace o seu namorado. ─ disse Mebuki, com as sobrancelhas franzidas.

─ E-Eu...

Ino se empertigou e abriu a boca para falar, mas foi interrompida por Deidara, entrando na sala com o filho de Itachi e Aya em um dos braços e segurando a mão de Sasori.

─ Haru estava tendo pesadelos, Aya ─ disse o louro Yamanaka, apontando com o queixo para criança de olhar confuso e sonolento no seu braço. Itachi levantou-se para pegar o filho e tornou a se sentar no sofá apenas para nanar ele. Após ele ter se sentado todos os presentes ficaram em silêncio novamente. Então algo estridente soou na cozinha e Tenten se manifestou:

─ Hina, eu acho que alguma coisa ficou pronta ─ disse a morena de cabelo castanho, ao lado do namorado e irmão mais velho da Hyuuga.

─ Eu... Eu, ah... Vou ver. Sakura vem comigo ─ a morena disse, pegando a melhor amiga pela mão e a tirando da frente de Gaara e da sala. Sasuke foi logo atrás delas. Ino respirou fundo, aliviada. Mebuki franziu as sobrancelhas, provavelmente achando estranho o comportamento de Hinata, mas nada disse. Gaara sentou na cadeira vaga perto dos Haruno.

─ Então, quem é você? ─ perguntou a matriarca Haruno, olhando diretamente para Ino.

─ Minha irmã ─ Deidara se manifestou, cruzando a sala para ficar ao lado de Ino. ─ Não vê como somos parecidos? ─ Perguntou irônico.

─ Ah... Você é irmã deste desvirtuado? ─ ela perguntou. Incomodada com a situação tanto quanto a própria Ino, Aya murmurou algo como “Ninguém merece isso” antes de pegar o pequeno Haru dos braços do pai e acenar para Itachi. Ambos saíram da sala com o filho. Todos naquele apartamento com exceção dos Haruno e talvez do Sabaku, não toleravam homofobia (assim como outros tipos de discriminações e preconceitos).

Ino olhou primeiro para Tenten que suspirou ao entender o recado ─ e que parecia claramente relutante em deixá-la com os Haruno ─ e tirou Neji, Hanabi e o namorado (Konohamaru) da Hyuuga mais nova dali sob protestos baixinhos dos mesmos. Trocou um olhar rápido com Karin, que simplesmente anuiu e levantou-se, puxando consigo Suigetsu. Na sala só ficaram os pais de Sakura, o ex dela, o namorado e irmão da loura e a própria. A senhora Haruno olhou para entrada onde todos desapareceram aos poucos e então encarou a Yamanaka.

─ Sim, eu sou irmã deste menino desvirtuado, senhora Haruno ─ disse Ino.

─ E não se incomoda? ─ perguntou ela, estreitando os olhos na direção da Yamanaka.

─ Eu estou bem aqui, okay? ─ Deidara lembrou.

─ Por que eu deveria me incomodar com a sexualidade do meu irmão, senhora Haruno? ─ A loura questionou, sem temer o olhar da mãe de sua namorada.

─ Porque é errado ─ foi o senhor Haruno quem disse.

─ Sim! ─ Mebuki concordou. Deidara não ficou calado.

─ Ah, basta...

─ Deidara fique quieto. ─ Ino o cortou e ele a olhou indignado. Ela olhou para o cunhado como quem pedia “Por favor, tire ele daqui” e Sasori agarrou o louro pelo braço e desapareceu com ele pela entrada como os outros. ─ Senhor Haruno, eu creio que você e a sua mulher se amem, certo? ─ Perguntou ela, assim que se encontraram de fato a sós.

─ Mas é claro ─ foi à mãe de Sakura quem respondeu.

─ Ótimo. ─ Disse num suspiro. ─ Fiquem sabendo que Deidara e Sasori também se amam da mesma forma que vocês. E também fiquem a par que as pessoas não amam um gênero, ou amam alguém por aparência e coisas supérfluas, as pessoas apenas amam umas as outras. Simples assim. Amar alguém é ser devoto a essa pessoa independente do gênero, da cor de sua pele, religião, aparência ou de uma bendita conta bancária ─ ela respirou profundamente. ─ E vocês dois acharem que dois indivíduos do mesmo gênero ficarem juntos e se amar, é uma coisa errada, não irá mudar o que eles sentem um pelo outro. Porque a opinião dos senhores sobre isso só é válida para vocês. Infelizmente nada pode mudar porque achamos que determinada coisa é errada... E infelizmente a sua ideia absurda de que o amor entre duas pessoas do mesmo gênero é uma coisa errada não irá mudar. E isso é uma lástima ─ disse Ino com toda calma e suavidade do mundo, o semblante espantosamente pleno.

O cômodo ficou absurdamente silencioso. Ino sentia seu coração bater rápido e com força dentro de seu peito. Poucas foram às vezes que tinha se metido em discussões como aquela, mas em todas as vezes que tinha se envolvido ─ e que com certeza se envolveria em futuras vezes ─, sempre ficava daquele mesmo jeito: nervosa ─ e não por estar sendo apontada como alguém que estava “errada”.

Ficava nervosa porque não conseguia compreender o pensamento de terceiros, com a mesma linha de raciocínio dos Haruno, sobre o amor entre duas pessoas que não fossem do sexo oposto ─ e muitas das vezes, que não fossem da mesma cor, religião e classe social ─ era igualmente intenso e verdadeiro, como o de quaisquer outros tipos de casais.

─ Você também faz parte disso, estou certa? ─ ela questionou, olhando para Ino com um olhar que a Yamanaka não conseguia dizer o que era exatamente.

─ Se eu sou gay? ─ a loura perguntou. Mebuki assentiu relutante. ─ Sim, eu sou gay, senhora e senhor Haruno. Gosto de meninas.

Kizashi soltou o ar com força.

─ Veja só o tipo de gente com quem nossa filha anda se misturando. Céus ─ o senhor Haruno soltou e começou a afrouxar a gravata.

─ Sua filha se mistura com gente de bem, senhora e senhor Haruno ─ disse Ino. ─ Deviam se orgulhar disso.

─ Deveríamos nos orgulhar? ─ Mebuki questionou indignadíssima, o tom de voz alto. ─ Nossa filha está andando com dois desvirtuados e você, uma desses desvirtuados, diz que eu devo me orgulhar? ─ Perguntou com a face vermelha e Ino jurava que era de raiva. A loura olhou de esguelha para Gaara, procurando sinais de que ele iria intervir. Mas o Sabaku parecia mais interessado no teto do que naquela discussão e também não parecia cogitar interromper os pais de Sakura.

─ Sim, a desvirtuada aqui ─ apontou para si mesma. O semblante ainda calmo, embora estivesse borbulhando por dentro ─ Está dizendo que você deveria se orgulhar da sua filha, de quem ela é, das escolhas dela e das pessoas incríveis que a cercam e que com plenitude ela pode chamar de amigos. ─ Concluiu serenamente. Sua expressão impassível e o tom ainda suave.

Kizashi a encarou incrédulo Mebuki se levantou com a mão estendida. Automaticamente Ino também se levantou, sabendo o que a Haruno mais velha pretendia fazer. Foi tudo rápido demais. A mão da senhora Haruno fez o caminho até a face de Ino, que a impediu, segurando-a pelo pulso. No mesmo instante Sakura e Hinata tinham irrompido pela entrada e a rosada tinha soltado um som engasgado ao presenciar a cena de sua namorada quase sendo agredida por sua mãe.

─ Meu Deus do céu ─ foi Hinata quem disse, caminhando apressadamente até Ino e fazendo-a soltar o pulso de Mebuki assim que chegou perto delas, afastou-a da sogra (que nem sequer tinha ciência do que a loura era namorada de sua filha).

─ Vocês ─, apontou com o queixo na direção deles ─ São exatamente o tipo de pessoas que me dão nojo! ─ Disse Ino, perdendo toda sua impassibilidade e encarando Mebuki com os olhos azuis faiscando. ─ Pessoas ricas, que se acham melhores do que os outros. Mentes fechadas que forçam e fazem de tudo para manter o tradicionalismo familiar e afim! As pessoas são livres para amar quem elas bem entendem! ─ Vociferou furiosa, ainda nos braços de Hinata, que murmurava incessantemente para ela manter a calma. Mas já era tarde demais para tentar manter a calma. Mebuki quase a agrediu e aquilo tinha sido a gota d’água.

─ Saiba que o nojo é recíproco! ─ Mebuki replicou, dando um passo na direção dela e de Hinata.

Ino se livrou da morena Hyuuga e respirou fundo, pronta para bater de frente com a Haruno ─ que levou aquilo como uma afronta e não pensou duas vezes em ir à direção da mais nova. Mas antes que elas pudessem tocar uma na outra, Sakura, que até então tinha ficado paralisada na entrada da sala, se moveu e entrou na frente de Ino a tempo de receber uma bofetada no lugar de sua namorada. Após o estalo forte, o único som que foi escutado na sala foi o engasgo da Yamanaka. Todos encaravam a rosada com os olhos arregalados.

Ino estava em choque, surpresa e assustada. Hinata estava definitivamente estava assustada. Mebuki e Kizashi olhavam para Sakura surpresos. E Gaara, bom, Gaara estava praticamente impassível diante da cena que se desenrolava à sua frente, os olhos claros cerrados e direcionados na ex-namorada, sua mãe e na loura.

─ Sakura ─ a loura chamou baixinho, pondo a mão sobre o ombro da outra. A Haruno soluçou e ela sentiu o seu coração se espatifar em milhões de pedacinhos minúsculos.

─ D-Desculpa ─ ela pediu baixinho, virando-se para encarar Ino. ─ Desculpa por isso. ─ Murmurou.

Os olhos esmeraldinos brilhantes devido às lágrimas que já rolavam pela face de traços delicados. Ino abriu e fechou a boca diversas vezes, sem saber o que dizer. Sakura se moveu para frente, fazendo menção de abraçá-la. Mas como se houvesse tido um estalo, Mebuki saiu do seu estado catatônico de choque e deu um puxão na filha pelos ombros, fazendo-a se afastar de Ino cambaleante e quase ir ao chão. Rapidamente Ino segurou a namorada pelo pulso e a puxou pela cintura, evitando sua queda. Abraçou-a com força, dando um passo para trás e levando-a consigo.

─ Você não precisa me pedir desculpas, linda. ─ Murmurou contra os cabelos cor-de-rosa de Sakura e sentiu-a tremendo em seus braços finos.

─ Solte a minha filha agora ─ Mebuki rosnou autoritariamente e Sakura, automaticamente, segurou com força o tecido da blusa da Yamanaka.

─ Eu não posso, e nem vou, soltar a minha namorada. ─ Disparou, alternando o seu olhar furioso entre os pais da rosada. Percebeu, de esguelha, a primeira reação de verdade que Gaara demonstrou desde que aquilo começou: puro espanto.

─ A minha menina não é uma desvirtuada como você e aqueles outros dois! ─ Mebuki gritou com firmeza, apesar de Ino ter a certeza de que quando chamou Sakura de ‘namorada’, a postura e o olhar dela tinha vacilado.

─ Senhora Haruno se acalme, por favor. ─ Hinata pediu se aproximando do casal de amigas.

─ Minha filha...

─ Sua filha gosta de meninas e eu sou a namorada dela! ─ Ino interrompeu.

─ Isso é impossível! Sakura saia de perto dessa garota imediatamente. ─ Kizashi ordenou. Mas Sakura apenas se moveu para o lado, ainda nos braços de Ino. Seus olhos verdes estavam direcionados para o chão, quando ela balançou a cabeça negativamente.

Não sairia do lado de Ino.

─ Sakura! ─ Mebuki proferiu como se fosse um alerta.

─ Eu não posso sair de perto dela ─ disse entre os soluços, erguendo o olhar e encarando os seus pais. Mebuki escancarou a boca e Kizashi olhou-a com algo que ninguém ali sabia dizer o que era.

─ Por que não?! ─ Kizashi questionou claramente bravo.

─ Porque ela é minha namorada, pai. E eu a amo. ─ Disse Sakura, a voz fraca.

─ Isso é mentira!

─ Mentira?! Você apenas quer acreditar que é! ─ Ino rebateu a Mebuki. O silêncio que se instalou na sala era sufocante.

O olhar de Kizashi e Mebuki direcionados a Sakura eram um misto de incredulidade e asco. Eles pareciam verdes diante do que tinha sido revelado, diante das duas abraçadas. Como se fossem vomitar ali mesmo, na sala do apartamento de Hinata e Sasuke. Sakura se desvencilhou do abraço de Ino ─ no fundo, não querendo sair do calor e sentimento de amor e proteção que a envolvida ─ e deu um passo na direção de sua mãe. Mas Mebuki se afastou no ato, a face contorcida em nojo e incredulidade. A Haruno mais nova cedeu ao chão.

Ino e Hinata fizeram menção de se moverem para ajudá-la a se levantar, mas a rosada começou a falar:

─ Mamãe...

─ Diga que é mentira, Sakura? Diga que você não é doente como aquela menina, filha ─ Pediu Mebuki a interrompendo, olhando-a de cima. Sakura soluçou e mais lágrimas rolaram pelo seu rosto. Ela passou os dedos finos e pequeninos pelos cabelos cor-de-rosa.

Doente?

─ Eu não sou doente, mamãe. Eu estou com Ino e amo ela. ─ Disse Sakura, esforçando-se para falar com o bolo em sua garganta.

─ Onde erramos com você, Sakura? Você sempre estudou em escolas caras, teve as melhores roupas e sapatos... Sempre teve o que qualquer garota quer. E agora nos decepciona assim, se desvirtuando? ─ Foi Kizashi quem disse, perguntando retoricamente.

─ Eu sou assim, não posso mudar. Não me desvirtuei ou estou doente. Eu apenas amo uma pessoa. Como vocês dois se amam...

─ Não, não e não! Você está com outra mulher! E não! Não é a mesma coisa que eu e o seu pai temos Sakura! ─ Disse Mebuki aos berros, enfurecida. A matriarca Haruno ficou em silêncio. Olhando para a sua filha no chão, em estado deplorável. Soltou um suspiro. ─ Escolha, Sakura, saia dessa cidade, entre nos trilhos e esqueça essa garota ou fique aqui com ela e seja deserdada. ─ Bradou.

Ino, Hinata e Sakura olharam para ela boquiabertas. Desacreditadas.

─ Pense bem no que a sua mãe acabou de dizer. ─ Disse Kizashi. ─ Venha conosco e a perdoamos, esquecemos tudo isso e você poderá se tratar e entrar no caminho correto. Fique aqui e esqueça que tem pais, esqueça que é uma Haruno. ─ Concluiu ele, sombriamente sereno.

 ─ Diga o que escolhe Sakura! ─ Mebuki a pressionou.

─ Vocês não podem fazer isso! Ela é filha de vocês e não há absolutamente nada de errado com Sakura! ─ Hinata interveio completamente aflita. Mebuki direcionou a ela um olhar gélido.

─ E você Hinata... Compactou com tudo isso? Sinceramente, esperava mais de você! ─ Disse a Haruno mais velha, com secura e desprezo sem igual. ─ Então o que escolhe? ─ Perguntou novamente.

Sakura olhou sobre o ombro, para a loura de pé um pouco atrás de si. Os olhos azuis claros brilhando e um sorriso lateral triste esticando os lábios bem desenhados. Seus olhos então encontraram os de Hinata, que a encarava anuindo positivamente ─ ela sabia o que aquele aceno e olhar de sua melhor amiga significavam.

Fungou e olhou para frente e para cima, alternando o olhar entre seus pais.

─ Sinto muito ─ murmurou.

─ O que você quer dizer com isso? ─ Kizashi perguntou.

─ Quero dizer que eu escolho ficar com Ino ─ murmurou. Os ombros de Mebuki caíram e a expressão dela era de puro desgosto, exatamente como a do seu pai.

─ Sendo assim, nos esqueça. A partir de hoje você é apenas Sakura. Não espere de nós nada além dos seus pertences, enviaremos tudo para cá. ─ Disse Mebuki, fungando. Colocou a alça da bolsa de grife no ombro.

─ Foi você quem escolheu isso ─ disse Kizashi. ─ Vamos, Gaara. ─ chamou.

Sakura olhou para baixo, vendo apenas os pés passando ao seu lado. Escutou o som dos sapatos estalando contra o piso desaparecerem pela entrada e a porta da frente abrir e assim que ela fechou, num estalo estrondoso, a rosada suspirou e deixou as lágrimas rolarem silenciosamente pela sua face. Logo estava sendo amparada por Ino e Hinata. Karin entrou na sala acompanhada de Suigetsu e Sasuke. Ajudaram a levantar Sakura e colocá-la sentada no sofá ─ ela parecia não ter forças para nada.

Em pouco tempo todos estavam na sala. Esparramados, ao redor de Sakura e Ino, pelo sofá ou pelo chão, mas perto delas. Todos tentando consolá-la de alguma forma. Toda aquela situação era ruim. Mas estavam ali por Sakura, por Ino. Pelas duas.

Vai ficar tudo bem.

Você não está sozinha.

Nós te amamos e estamos com você.

Não foi da melhor maneira e nem como você esperava que fosse, mas agora você pode ser você mesma. Sem medo.

Disseram.

Esqueceram-se do jantar. Passaram horas conversando numa tentativa de acalmar Sakura, de distraí-la. A cada minuto, desde que parara de chorar, parecia estar dando certo. Já era meia noite e alguma coisa quando o estômago de Tenten roncou alto, acompanhado do de Sasuke ─ que fez careta ─ e de Ino. Hinata soltou um risinho baixo e desvencilhou de Ino e Sasuke.

─ Vou requentar a comida e servir. Vocês devem estar com fome. ─ fungou e se virou para sair da sala, mas foi parada por Sakura.

─ Hina, desculpa estragar o jantar. Você nos reuniu aqui para alguma coisa e acabou que ninguém sabe. ─ Disse Sakura, fungando.

─ É verdade, Hinata ─ Neji concordou, estreitando os olhos na direção da irmã.

─ Qual é o mistério, Hina? ─ Karin perguntou, empurrando os óculos e a encarando curiosamente. Sakura e Ino, igualmente curiosas, se ajeitaram no sofá.

─ Fala logo, mana! ─ Hanabi pediu impaciente e curiosa como os outros.

─ E aí, Hina, qual o motivo desse jantar? ─ Perguntou Aya.

─ Estamos todos curiosos, cunhadinha, não nos mate! ─ Itachi soltou e Konohamaru concordou com um aceno de cabeça.

─ Fala em nome de Jesus, Hina! ─ Comentou Suigetsu.

─ Antes que eu dê um infarto! ─ Deidara disse.

─ Não exagere também ─ Sasori disse, olhando para o louro Yamanaka ao seu lado.

Hinata e Sasuke riram e ela acenou para o namorado. O Uchiha caçula levantou e ficou de pé ao lado dela, o que fez todos os outros estreitassem os olhos na direção do casal. Sasuke trouxe Hinata para frente de si e posicionou as mãos no ventre dela.

─ Estamos grávidos! ─ Exclamou sorridente, pondo as mãos em cima das do Uchiha. Após a confissão, seguiu um curto espaço de tempo super silencioso. Então todos explodiram de uma vez com palavrões, gritos, assobios e engasgos, esquecendo do pequeno Haru que tinha apagado novamente e estava no quarto dos tios (Hinata e Sasuke).

─ Eu não acredito que eu vou ser titia! Puta merda! ─ Soltou Hanabi, rindo.

─ Eu estou novo demais para ser tio, mas estou feliz por você minha irmã! ─ Disse Neji, sorrindo. ─ Uchiha, quando pretende marcar a data do casamento?

─ Neji! ─ Hinata repreendeu e todos, com exceção do Hyuuga mais velho, riram.

─ Assim que a Hina terminar a faculdade. ─ Sasuke respondeu calmamente.

─ O tio Hiashi já sabe? ─ Sakura perguntou fungando. Neji e Hanabi encararam a irmã em silêncio.

─ Sim! Ele foi o primeiro a ficar sabendo! ─ disse Hinata.

─ Como ele reagiu? ─ Perguntou Tenten, roendo-se de curiosidade.

─ Quase desmaiou, mas se recuperou e, depois de encher o saco do Sasuke com coisas como “Quando pretende desposá-la”, nos felicitou! ─ Disse Hinata, o sorriso ficando maior.

─ Parabéns ao papai e a mamãe! ─ Disse Karin, sorrindo e assobiando.

─ Boa sorte com as fraldas e choro de madrugada ─ Disse Aya, jogando-se contra Itachi, que riu.

─ O mais importante agora é: quem serão os padrinhos e madrinhas? ─ Disse Deidara. Então todos começaram a falar ao mesmo tempo.

─ Espera aí gente! ─ Disse Sasuke, alto o suficiente para todos ali o escutassem. Todos se calaram. ─ Itachi, Aya, Neji, Hanabi, Tenten, Konohamaru, esqueçam a possibilidade de serem os padrinhos, vocês já são tios e tias. ─ Falou, fazendo os outros murcharem.

─ Sakura e Ino, vocês são um dos casais de padrinhos, nesse caso madrinhas. ─ Disse Hinata, sorrindo.

─ Suigetsu e Karin, vocês dois são o outro casal de padrinhos. ─ Anunciou Sasuke, vendo os amigos vibrarem. ─ Mas, todos vocês estão mais do que convidados para serem nossos padrinhos e madrinhas de casamento.

─ É isso aí! ─ Disse Hinata. Suigetsu levantou do chão e cumprimentou Sasuke com o abraço. Sakura e Ino fizeram o mesmo, as duas abraçaram Hinata, esmagando-a, uma de cada lado. Acenou para Karin que se levantou e foi até lá, juntando-se ao abraço. ─ Estamos gravidíssimas! ─ A morena disse para as amigas. Afinal, como avós ou tias, madrinhas também eram como outras mães. Hanabi e Tenten se juntaram a elas num abraço sufocante.

Sakura ria de verdade e sorria, parecendo verdadeiramente feliz pela amiga e aquilo aliviava tanto Ino quanto Hinata. A Haruno merecia sorrir e ser feliz. O restante que ainda estava sentado se levantou e todos se abraçaram e riram por alguns minutos. Pararam subitamente quando a porta da frente abriu. Juugo apareceu na entrada da sala segundos depois. Encarou os amigos, confuso.

─ O que está acontecendo? ─ Perguntou ele.

─ Atrasado do caralho você, hein, Juugo! ─ disse Karin e o outro ruivo fez careta. Todos riram. O ruivo fez uma careta.

─ Vamos para a cozinha e a gente conta tudo para você, Juugo ─ Disse Sasuke. Em fila indiana e aos risos, todos se enfiaram na cozinha enquanto Hinata e Sasuke requintavam o jantar. Ino cutucou Sakura, que estava distraída bebendo cerveja, super acomodada em seu colo.

─ Você está bem, linda? ─ Perguntou Ino. Sakura suspirou e abriu um sorriso triste.

─ Eu vou ficar. Vai demorar, eu acho... Mas eu vou ficar bem ─ disse ela, olhando para a melhor amiga, que sorria para Sasuke enquanto falavam algo sobre o filho, ou filha, deles. Parecia ser uma aposta sobre o sexo do bebê.

─ Podemos adotar se quiser, ou termos um nosso... Um dia, se você quiser claro. ─ Murmurou Ino, apoiando a lateral da face no ombro de Sakura.

─ Sério? ─ Perguntou Sakura, fungando o nariz. Ino abriu um sorriso enorme e brilhante e distribuiu vários beijinhos na face de Sakura, fazendo-a rir.

─ Claro que sim! ─ Disse, dando um beijo estalado nos lábios da rosada. ─ Seremos as mães mais orgulhosas e amorosas do mundo inteiro! Ah, nossas crianças serão inteligentes e lindas! ─ Pensou em voz alta.

Sakura riu, sentindo-se um pouco mais leve. Amava tanto Ino que às vezes sentia que iria explodir. Apesar das coisas ao seu redor desabarem, ali estava a Yamanaka (e também seus amigos, é claro), sustentando-a firmemente como uma coluna grega. Uma das poucas restantes. Sentia-se orgulhosa de ter escolhido ela.


Notas Finais


É, o final foi esse... Ino tentando animar a Sakura com a ideia das duas terem uma criança (eu amo minhas meninas SakuIno e irei protegê-las a todo custo) e as duas descobrindo que vão ser madrinhas do SasuHina baby (eu amo meu outro casal, ai meus OTPs, bicho)!

Vai demorar para a Sakura ficar bem (o que é o casa de algumas pessoas), porque além de tudo (do controle e da rejeição sofrida pelos pais) eles eram importantes para ela e Saky os amava.

Bom, esse foi o repost! Espero que tenham gostado e peço desculpa por qualquer erro!
Bae, metallum/warr luvs ya! <33333


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