História Um inocente shota - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 76
Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Dois anos depois daquele desastre to fazeno um remake que é MUITO diferente, não vou apagar a fic antiga por motivos de: Masoquismo. Eu gosto de passar vergonha msm.

Nota: A imagem acima não corresponde aos personagens(se bem que poderia.......) E NEM A IDADE DELES.

Capítulo 1 - Origem


Fanfic / Fanfiction Um inocente shota - Capítulo 1 - Origem

Dias sem comida em casa, minha família já estava sem nada, tudo que tinha na dispensa eram ratos e baratas, que aos poucos iam indo embora já que não sobraram nem farelos.

Minha mãe era alcoólatra e meu pai viciado em jogos de azar, não sei o que os fez tomarem esse rumo, não sei porque eu passava o dia inteiro na rua com meus amigos, até que com a falta de dinheiro me obrigaram a mendigar nas ruas, aí o inferno começou.

Meus antigos amigos me olhavam com pena mas nunca sequer falaram comigo novamente, talvez fosse o nojo ou preconceito, talvez seus pais os proibiram de falar com o mendigo, era sim que eu passava os dias na rua: sozinho e com fome. Aprendi que antes de voltar pra casa eu deveria comprar algo para comer na padaria, já que quando eu chegava em casa com dinheiro meus pais pegavam na hora, nenhum deles procurou um emprego, só se preocupavam se iam ter dinheiro para gastar no outro dia.

Economizei por meses, escondi moeda por moeda em uma pequena fresta no chão do meu quarto, hoje eu sabia que poderia usar esse dinheiro para comprar pelo menos um pão, mas tem prioridades. Peguei dois papéis que cuidadosamente havia guardado dias atrás junto com uma caneta, todos foram achados no lixo, dobrei um papel e fiz um envelope, o outro usei para fazer a carta, pensei muito em como ia escrever tudo em apenas um papel e se o endereço ainda era o mesmo, mas não custava tentar.

A carta era para o meu tio que costumava me visitar, ele era a pessoa mais legal que eu conhecia, me trazia presentes e me levava para passear. Um dia ele disse que ia viajar pra muito longe, fiquei muito triste, logo ele escreveu o endereço dele em um pequeno pedaço de papel, eu guardei por todo esse tempo esperando o dia em que iria mandar uma carta, quando eu era pequeno pensava que cartas eram para conversar com alguém sobre coisas legais e perguntar como essa pessoa estava mas dessa vez será uma carta sobre como eu preciso da sua ajuda, não sei se ele vai responder ou mesmo se lembrar de mim, mesmo assim decidi que era minha única chance.

Peguei o papel e comecei a escrever, me doía relatar como eram as condições de viver aqui, me sentia sozinho, lágrimas escorriam pelo meu rosto e pingavam no papel, lembrei de todos as risadas que eu dava quando estava com ele, quando acabei de escrever a carta a coloquei no envelope e selei com um pedaço de fita adesiva, abri o pequeno compartimento que ficava no chão do meu quarto e retirei a quantia necessária para envia-la pelo correio.

Andei pelas ruas até chegar ao correio, pedi para um dos funcionários enviar minha carta, ele me olhou duas vezes e disse: "Ok, mas não é de graça, acho que um garoto como você não teria o dinheiro necessário para mandar esta carta para--" Ele parou de falar quando tirei do bolso as economias e o mostrei. "Entendo" O carteiro disse e levou minha carta e o dinheiro, só me restava esperar a resposta, mas ela nunca chegava, se passaram duas semanas desde que a enviei e mesmo assim nada. O lugar onde moro é bem pobre, o que dificulta as coisas por aqui em relação a esmola, por isso algo me surpreendeu durante meu trajeto até as áreas mais nobres, um carro luxuoso seguiu em rumo a rua em que eu morava, por ser curioso ou por querer tanto uma resposta eu voltei até a minha casa, para a minha surpresa o carro estacionou na frente dela e um homem alto, cabelos grisalhos e dono de um sorriso inconfundível saiu de lá, era meu tio conversando com a minha mãe, ela estava tão chocada quanto eu, por um momento houve uma troca de olhares entre eu e ele, continuei andando em sua direção.

Me senti envergonhado perto dele, quando acabou de falar com minha mãe ele se virou para mim e disse: "Arrume suas coisas e venha comigo" E sorriu. Esse sorriso me lembrava de quando eu fazia algo engraçado e ele gostava, me dizia que eu era o sobrinho mais legal dele, me disse que nunca ia se esquecer de mim. "Não tenho nada para levar." Disse para ele, que me olhou com uma cara estranha, logo percebeu o que quis dizer: Eu não tinha nada pois venderam tudo, percebi que ele ia dizer algo mas hesitou, "Bom, acho melhor se despedir da sua mãe antes de ir embora". Parecia cruel da minha parte mas sentia que ela não merecia, apenas troquei olhares com ela e entrei no carro, me senti desconfortável por estar em algo de tamanha riqueza enquanto minha mãe estava passando fome.

Aqueceu um pouco meu coração o fato de meu tio dar um pouco de dinheiro para ela comprar comida, mas rapidamente lembrei do que aconteceria com aquele dinheiro, eu deveria sentir mais pena de mim do que deles. Não olhei mais pela janela para ver o que acontecia, só ouvi meu tio entrando no carro e um barulho de um saco de papel na mão dele, "Toma aqui meu pedido de desculpas" e me deu o saco de papel, era um lanche de padaria que eu via os meninos ricos comendo, meu estômago roncou muito forte, não pensei duas vezes e comi tudo, de barriga cheia e cansado eu comecei a bocejar e pensar em como seria ter um minuto de sono sequer, acho que por um momento em minha vida eu poderia me dar o luxo de dormir, pelo menos um pouco.

[...]

Acordei em um lugar escuro, segui meu tato e percebi que estava em uma cama, era tão confortável que pensei que estivesse no paraíso, após me mexer um pouco me espreguicei e me sentei na beirada, ainda escuro esperei até meus olhos se acostumarem para poder ver o quarto direito. Tinha um cheiro bom, lembrava quando minha mãe lavava minha roupa com amaciante cheiroso, acho que era lavanda, já conseguindo ver a janela, andei e fui até sua direção, as cortinas eram grossas, o que fazia com que ficasse totalmente escuro, as abri e quase instantaneamente fiquei cego pela luz do sol, tive que fechar os olhos e olhar para outra direção, agora com o quarto visível pude ver toda a mobília, o quarto era maior que a minha casa e era repleto de luxo, algumas coisas eram novas para mim, já que nunca tive uma interação com o mundo moderno, contemplando o que eu via, andei por todo o quarto a procura de coisas novas, tudo me encantava, me trazendo uma sensação nova, como se estivesse descobrindo um novo mundo.

Por fim, me sentei na cama e pensei em como tudo correu tão rápido, nem ao menos sabia onde eu estava e o que aconteceria daqui pra frente, era algo que me assustava.

Não, não me esqueci de mencionar meu nome, apenas acho irrelevante, só meus amigos sabiam, e depois que os perdi passei a ser chamado de mendigo, apenas isso. Tenho 15 anos, meu nome é Ibuki Momota, antes nome do meu falecido avô, agora meu. Conheço poucos nomes, o da minha mãe, do meu pai, do meu avô, do padeiro que me dá pão mais barato e do meu tio, os nomes dos meus antigos amigos foram esquecidos junto com a nossa amizade, não dei muita importância em saber um nome que nunca iria falar novamente.

O barulho da porta abrindo me tirou de meus pensamentos, era um garoto aparentemente da minha idade, cabelos azuis como o céu e olhos verdes, um sorriso no rosto, era o mesmo sorriso dos garotos ricos que eu via quando pedia esmola perto das escolas. "Oi! Me chamo Yuki!" Sua voz era bem doce, o que condizia com sua aparência, trazia consigo uma bandeja com uma xícara e diversas guloseimas, minha boca se encheu de saliva, ao perceber isso o garoto se sentou ao meu lado e colocou a bandeja na cômoda que estava a nossa frente, "Err... tudo bem se não quiser falar, acho que está com fomr não é? Ajudei o papai a te trazer para o quarto, você tem um sono pesado..." Soltei um fraco e quase inaudível "obrigado", ele pegou a xícara com café e me deu, "Ainda está bem quente, cuidado" Senti como se estivesse recebendo mais atenção dele do que senti da minha mãe por todos esses anos, nem comparo ao meu pai pois ele estava a maioria do tempo no bar. Tomei um pouco do café, estava bem quente então soprei para esfriar, vi que ele parecia meio perdido, estava olhando para o nada, provavelmente pensando em algo. "Quer um pouco?" Eu falei quase engasgando com as palavras, provavelmente ele já estava cheio, mas sua resposta foi inesperada, "Valeu, eu ainda não comi mesmo, a primeira coisa que fiz foi trazer seu café." Fiquei com vergonha por ter feito alguém deixar de tomar café para me trazer um, dei um gole de café e passei a xícara pra ele, assim terminamos o café da manhã cheios. Ele virou pra mim e sorriu, senti minha bochecha esquentar, era uma sensação estranha, deve ter sido o café.

Perguntei onde era o banheiro e Yuki me mostrou uma segunda porta no quarto, quase imperceptível por conta da mescla de sua cor com a da parede, entrei e realizei minha higiene matinal, ao sair do banheiro vi uma muda de roupa em cima da cama, um bilhete estava próximo dela escrito: "Quando acabar de se vestir, desça até a sala." Me vesti com a muda de roupa e senti a textura do tecido, era tão macio e liso que me dava arrepios, estranhei o fato de serem do meu tamanho, talvez fossem dele, me fez pensar sobre o quão desconfortável meu primo ficou ao me emprestar essas roupas, como meu tio ficou ao me trazer, talvez fosse culpa ou apenas pena, talvez ele me dê um emprego e me mande ir embora na primeira oportunidade, aquilo me trazia a sensação de solidão, talvez pelo fato de ter me sentido importante por alguns minutos me fez esquecer pelo que eu passei e o fato de eu estar acostumado com isso.

Andei até a porta e a abri, incerto do que seria de mim, o que aconteceria agora. O que me restava era aproveitar a única chance que tive, a qual eu apostei com tudo que tinha.


Notas Finais


Boa noite e comentem o que vocês acharam da introdução, valeu meus lindos, até a próxima.


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