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História Um instante que poderia ser eterno - Capítulo 32


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Notas do Autor


Gente, eu to com muitas tarefas por isso ando ausente...
Tô bem chateado por ter inventado essa Lidiana, mas acho que ela será até util.
Quanto ao meus amorinhos apaixonados... *suspiros*
Queria um spin-off chamado Dona Lola, só para passar a vida a dois deles...enquanto isso fico imaginando e tentando por no papel...
Não tem historia não... é só eles se amando ( Barriga) e um shade para as "Lidianas"

Tava querendo fazer uma One com o Afonso descobrindo as lingeries da Lola, q vcs acham? Qual seria o melhor período para colocar isso? Antes do casamento? Ou depois? Penso nele chegando em casa e olhando para o quintal no varal cheio de camisolas, calecons e etc e ele ficando muito encabulado... daria uma boa história?

Capítulo 32 - "Mãos de fada... fazem papos de anjo"


Afonso chegou em casa, alongando a coluna, cansado do dia que tivera, estava satisfeito com o desenvolvimento que tinha alcançado, suas ideias tornaram-se reais. Lola o recebeu como sempre, sorrindo, Afonso que já a vira tão triste, enxergava-a como um bálsamo que o liberava de dores, angústias e tristezas. Fez sua toalete, e jantou de pijamas, ao sentar no sofá para ler o jornal fez uma careta, reclamando do ombro dolorido. Lola que estava no pedal da máquina de costura, mal ouviu o que ele disse, estava embainhando as toalhas e guardanapos. O tac-tac da máquina era incessante, Afonso, cansado de tentar arrumar uma posição para ler o jornal,  acarinhou o ombro dela dizendo que ia deitar, Lola continuou em sua função, mas numa pausa para ajeitar a dobra do tecido, olhou o relógio e estranhou pois estava cedo para ir dormir, organizou seu material e foi até o quarto, ver o que sucedia com Afonso

Lola chegou no quarto, o viu se revirando na cama, queixando-se que estava doendo o ombro. Ela investigou onde era a dor, perguntando se ele continuava a carregar coisas, que não tinha necessidade e nem podia abusar, também comentou que ele devia ter como ajudante um rapaz assim não teria que fazer tanto esforço, Afonso disse que não fizera nada demais, só era cansaço, ela, então, se lembrou de um óleo, pediu que ele deitasse de bruços e passou o unguento nas costas do marido em movimentos circulares, pressionando alguns pontos com os polegares, deslizando as mãos pela coluna, a princípio ele reclamou, mas o calor do unguento e os movimentos das mãos de Lola aliviaram-no da dor, relaxando com o toque. Aproveitando o momento, ele colocou-se de frente para Lola, e pediu que ela repetisse a operação no peito dele, ela riu "Capaz, Afonso!", vendo que ele não brincava, ela colocou um pouco do óleo nas mãos, esfregou uma na outra, esquentando-as, deslizou pelo peito e ombros dele, observando-o emitir exclamações de prazer. Afonso estava de olhos fechados, totalmente entregue, desfrutando do cuidado que sua esposa lhe dava, e soltou:

- Mãos de fada...

- Fazem papos de anjos!- disse Lola, relembrando o flerte deles.

- Isso mesmo ! – completou ele rindo, encabulado.

- Seu Afonso, o senhor está flertando comigo? - completou Lola, fingindo afetação, Afonso riu e entrando na brincadeira dela, tentou parecer surpreso:

- Não ... Mas o que é isso, Dona Lola! Olhe... Mil perdões, se fui inconveniente...

Lola riu ainda mais, inclinando-se sobre ele, prestes a lhe dar um beijo, recuou, deixando-o na vontade pelo beijo, então  Afonso a segurou pelos braços, puxando-a com carinho, deitando-a na cama, afastando as mechas do cabelo caído no rosto dela, vendo-a rir, e quando ela se acalmou, ele a acarinhou:

- Mãos de fada... - beijou as mãos dela.

 ... Olhar de anjo... – beijou as pálpebras dela.

... Pele de seda... – desceu tocando-lhe com os lábios a pele provocando nela um suspiro profundo.

 ... Cheiro de rosas... – completou aspirando o perfume entre os seios dela e erguendo-se sobre ela :

– E claro... Lábios de mel...- beijando sua boca suavemente.

Lola e Afonso demonstravam tanta cumplicidade que não havia quem não achasse que eles não fossem casados a vida inteira, um com o outro. E era uma união diferente da que eles experimentaram anteriormente, a casa deles era um recanto cheio de aconchego e calor, sem amarguras pelo que já tinha se passado, sem ressentimentos, não havia espaço para angústia lamuriosas, apenas para a felicidade.

Não havia economia em demonstrações de afeto e carinho, Afonso não poupava elogios a Lola, que o correspondia no gesto, e na admiração, e se antes, cada beijo era guardado como o mais precioso segredo, agora era exposto e escancarado aos quatro ventos. Sempre tinham sorrisos um para o outro, olhares ternos, e sempre estavam buscando o toque um do outro, dando as mãos, pondo-se lado a lado, Lola encostava-se no peito de Afonso, que num encaixe perfeito a segurava pelos ombros, tão perfeito que eles pareciam um.

Invejosos, Lidiana sendo a maior representante destes, enxergavam este comportamento como reprovável para um "casal de velhos", como se para amar houvesse um prazo, uma data limite, julgavam estranho estarem casados há mais de 2 anos e ainda se beijarem. Para eles, que ainda se viam como a primeira vez, do primeiro beijo atropelado, que os deixou desbaratinados, aos planos que eles faziam trocando carinhos rápidos e furtivos no canto do quintal de Lola,  viam a oportunidade de compensarem todo o tempo que perderam longe um do outro, tanto amor guardado, escondido, reprimido. Agora que eles poderiam viver plenamente, para que se esconder ou se privar?

O beijo terno era a porta para o mar de carícias que eles trocavam no aconchego de sua cama. Afonso a desnudava com calma, para que a cada camada de roupa dispensada aspirasse o perfume que aos poucos ia se soltando, era despetalar uma flor, mas só havia espaço para o bem-me-quer, sem nenhum malmequer. Tinha uma grata surpresa ao encontrar as rendas de combinação dela, desenhava com as pontas dos dedos o motivo delas, demorando-se nas aureolas, e as soprava levemente, apenas para ver os pequenos fios dourados eriçarem-se, trocavam beijos longos, até ficarem sem fôlego, ela, já amornada pelas carícias, pelas mãos que percorriam seu corpo, apertando com vigor nos lugares certos, sendo suave em tantos outros,  pedia falando baixinho na orelha dele para apagar a luz, como se fosse um segredo, completando com beijos em seu pescoço.

Acordavam na manhã seguinte, entrelaçados num ajuste que nenhum sabia como chegaram aquilo, Afonso com o nariz em seu decote, agarrado em sua cintura, a perna dela por sobre o corpo dele os braços aconchegando-o mais para junto de si, e assim descobriam a causa da dor no ombro de Afonso.



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