1. Spirit Fanfics >
  2. Um inverno inesquecível >
  3. As irmãs Thompson - Um cisne de gelo

História Um inverno inesquecível - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, queridos e queridas!!! Mais um capítulo atualizado! Mais uma irmã aparecendo!
Espero que gostem!!! Alguns avisos aos navegantes:

1) O sr. Thompson foi inspirado no próprio Mitsumasa Kido, avô de Saori, a deusa Atena. No mangá, Mitsumasa Kido era pai de todos os cavaleiros de bronze. Sim, isso mesmo, dos cem cavaleiros de bronze, dos quais restaram apenas dez, os cinco principais (Seiya, Ikki, Shiryu, Shun e Hyoga) e os cinco secundários. Ele teve um filho em cada parte do mundo e os envio para treinarem. Mas apenas esses dez retornaram vivos com as armaduras. Ikki e Shun são os únicos que são filhos da mesma mãe (o véio deve ter gostado da criatura) e, por isso, ficaram juntos. No anime, essa questão foi mudada, e colocaram os cavaleiros de bronze como meros órfãos.

2) A modelo russa Nastya Kusakina como Tatiana.

Capítulo 3 - As irmãs Thompson - Um cisne de gelo


Fanfic / Fanfiction Um inverno inesquecível - Capítulo 3 - As irmãs Thompson - Um cisne de gelo

...V...v...V... Capítulo III - As irmãs Thompson ...V...v...V...

O.o.O  Moscou, Rússia... 1880 O.o.O

A música clássica soava por todo o ambiente, as notas em adágio ecoando pelas paredes brancas e tranquilas do magnífico teatro moscovita, reconstruído em 1812, por Osip Ivanovich, após o incêndio que terminou por destruir o antigo teatro Petrovsky, sobre o qual fora erguido. O esplendoroso Bolshoy, o grande balé da Rússia imperial, foi inaugurado no inverno de 1825

As meninas, com as delicadas formas corporais, os rostos pálidos adornados por olhos de um azul cinzento, tipicamente russo, e os cabelos devidamente presos em um impecável coque no alto das cabeças, movimentavam-se como plumas, os pés pequenos apertados nas sapatilhas cor de rosa. Saltavam com agilidade e elegância e caíam ao piso sem fazer qualquer barulho. Erguiam os braços ao alto, arredondados, mantendo o rosto na altura do horizonte, sempre com um sorriso fresco em suas faces de mármore.

– Mantenham-se na quinta posição!

Disse-lhes o professor, adiante de todas; elas estavam voltadas para o imenso espelho que cobria três das cinco paredes do lugar.

– Rond de jambe en l’air. – ordenou ele, em russo, com um forte sotaque francês – Quero essas pernas levantadas em 120°.

Os alunos e alunas obedeceram. As meninas ergueram os membros inferiores até que as panturrilhas tocassem suas cabeças, os pés mantidos sempre em ponta. Os cavalheiros postaram-se por trás dos corpos femininos, segurando-as pela cintura e levantando-as ao ar quando o professor assim pedia. Ao adágio seguiu-se um allegro e, logo, o ritmo lento cedeu espaço para uma parte moderada, com a qual os bailarinos executaram a sequência de exercícios com mais rapidez e dinâmica, em um equilíbrio perfeito e simétrico.

– Continuem, cavalheiros. Un, deux, trois... Un, deux, trois... Allongué. Sigam a música.

Ia dizendo o mestre, enquanto as alunas executavam cada ordem no tempo correto, os varões fazendo-as girar sobre o próprio eixo diversas vezes.

– Grisha, precisa de mais elegância em seus movimentos. Segure a sua dama com firmeza! Os pés na quinta posição, meninas! Aplomb! Arabesque em ponta, peso do corpo em uma só perna. Deixem a perna de trás alongada. Pax de deux... chassé... pax de chat!

As bailarinas moviam-se ágeis e leves pelo salão, conduzidas por seus pares, com os braços curvos e em harmonia com o corpo. As roupas de cor branca que usavam ressaltavam a palidez da pele e as maçãs vermelhas dos rostos jovens. Por conta dos traços russos similares, todos eles podiam se passar por irmãos e até serem confundidos em alguns movimentos, quando todos se alinhavam um ao lado do outro. O professor voltou-se para eles a fim de observar a finalização da coreografia.

As meninas executaram um passo em forma de tesoura, abrindo as pernas em uma posição ampla, saltando e abrindo-as no ar, logo voltando a cair ao chão com os pés cruzados e os calcanhares para frente, os braços para baixo, sempre arredondados, e os polegares escondidos. Os meninos lhes deram suporte para que ficassem em ponta, alongando as pernas para trás.

– Dèveloppé! – gritou o mestre – E... Atitude. – os bailarinos caíram na posição final - Khorosho. – disse ele em russo, como uma aprovação diante do que vira, batendo palmas.

As meninas detiveram os movimentos no mesmo instante que a última nota da melodia terminara de tocar, todas elas elevando as pernas direitas para trás a fim de que o pé ficasse por sobre as suas cabeças, com os cavalheiros ajoelhados na frente. O professor, sorrindo satisfeito para si mesmo, com seu semblante sério, deu a ordem para que eles desfizessem a última figura e relaxassem. Os bailarinos retornaram às suas posições normais, e após um gesto do homem, se dispersaram para um rápido intervalo antes de continuarem com os ensaios.

Como sempre, ela preferiu acomodar-se mais distante das outras garotas, que a olhavam de forma competitiva e nada amigável. Sempre fora assim desde que ela havia sido aceita no balé mais tradicional do mundo, o Bolshoy, o balé imperial russo, criado em 1776. Somente garotas pertencentes à nobreza poderiam ingressar na renomada escola de dança, a principal da Europa.

Porém, ela, que demonstrara no orfanato onde vivera habilidades muito superiores às meninas mais velhas e mais experientes com a dança, fora vista pelo seu atual professor de balé e fora convidada por ele mesmo, um conhecido bailarino francês que chefiava atualmente o grupo de bailarinos do Tzar Alexandre III, para integrar a escola.

Na época, ela era apenas uma jovem mocinha de oito anos de idade, recém-chegada no orfanato moscovita, vinda de uma desconhecida, inóspita e gelada aldeia siberiana: Yakutsk. Sua pequena e erma cidade, a maior do mundo construída em cima de um permafrost, um tipo de solo muito típico da região do Ártico e que fica permanentemente congelado, possuía invernos rigorosos, com temperaturas abaixo de cinquenta graus célsius negativos.

Sozinha, durante os frios e secos anos que passara no orfanato, ela apenas distraia-se com a dança. Todos os dias, queria pegar as sapatilhas e correr para o pequeno quarto no qual as crianças podiam recrear. Desde os dez anos, quando conseguira fazer sua primeira ponta, ela externava seus sentimentos pelo balé.  A tristeza da solidão era canalizada, a alegria era comemorada e a raiva, exorcizada.

Sentada no chão enquanto descansava do árduo exercício, ela lembrava-se ainda do dia em que o professor apresentara o pedido à diretora do orfanato em questão. Recordava muito bem o olhar de desprezo que a senhora deitara para ela, como se aquela megera se perguntasse, mentalmente, se aquela pobre órfã de fato serviria para alguma coisa que não esfregar o chão. Eram raros os casais que desejavam adotar uma menina; os varões eram sempre os preferidos das famílias.

Portanto, quando apareceu aquele professor de balé, conhecido em toda corte russa, a velha senhora Krazlitsyn pensou que a menina talvez servisse para “mais alguma coisa” além de dançar, e sorriu-lhe maliciosa. Afinal, era sabido de todos que os próprios empresários do balé russo obrigavam suas dançarinas a se deitarem com homens nobres em troca do financiamento e apadrinhamento dos espetáculos. Através de uma prostituição velada, os donos de grupos conseguiam a proteção de figuras importantes da aristocracia russa e até estrangeira.

Acomodada, a um canto, trajando sua roupa típica de balé de cor branca e com a saia armada, a jovem de longos cabelos loiros, recolhidos naquele momento com uma tiara de prata, principiou a desatar os laços da sapatilha a fim de descansar os pés, que eram bastante pequenos. Sua compleição magra permitia que ela fizesse deslocamentos mais velozes, o que chamava a atenção dos mais renomados empresários russos e estrangeiros.

Ela aprendera a não fitar as outras meninas nos olhos e preferia permanecer calada mesmo quando alguns comentários sobre sua origem bastarda lhe chegavam aos ouvidos. Era difícil não escutar os falatórios, principalmente quando acompanhados de miradas de troça.

– Saiu-se bem hoje, senhorita Tchebrikova. Você é a melhor bailarina que já tive a honra de ver dançar neste teatro, mesmo com meus dez anos de carreira aqui em Moscou!

Disse o professor, que se aproximara dela naquele momento fazendo-a levantar o rosto para fitá-lo. Ela abriu um sorriso na face. O homem, vestido em um traje de bailarino clássico, com a camisa em estilo medieval, o que lhe caía muito bem, sorriu para ela em resposta.

– Bol'shoye spasibo, ser Camus. (Muito Obrigada, senhor Camus) – respondeu ela, no seu idioma materno, com um forte sotaque moscovita, agradecendo a ele pelas carinhosas palavras.
– Pouvez-vous parler français, mademoiselle Tatiana Alexandrovna? (Sabe falar francês, senhorita Tatiana Alexandrovna?) – perguntou o homem, em sua língua materna, franzindo uma sobrancelha ao escutar sua aluna falando naquela língua e não no idioma da aula. – Pensei que estivesse aprendendo. Eu já disse que, aqui, durante as aulas, não se deve falar o russo. É importante que vocês aprendam o francês o mais rápido possível.

– J'ai appris un peu le français. (Eu aprendi um pouco de francês.) – respondeu ela, na mesma língua que ele usara, ainda titubeando no idioma – Ainda estou aprendendo, monsieur, peguei alguns livros em francês da biblioteca do orfanato.

– Alegra-me que você se interesse por esse belo idioma. Notei que, em São Petersburgo, a família imperial se esmera em falar bem o francês, assim como toda a nobreza.

– Ainda sou grata pela oportunidade que o senhor deu-me em me deixar dançar na companhia do tzar. É uma honra com a qual jamais sonhei. Muitas jovens nobres, algumas até pertencentes às famílias imperiais russas, como os Romanov, não têm a mesma sorte.

– Porque elas não possuem o seu talento. – sorriu o homem, com seus cabelos de um tom azul acinzentado e olhos azuis sérios e paternais – Para mim, não importam brios de família ou títulos. Eu busco grandes talentos para levar aos palcos da Europa, e você é uma verdadeira aparição. Sempre achei que a Rússia era o berço dos melhores bailarinos clássicos, assim como a França o é dos melhores cozinheiros.

– Gostaria de conhecer Paris. – sorriu ela, vendo-o tratá-la como a uma irmã mais nova – Deve ser uma cidade linda essa que o senhor nasceu.

– A cidade luz! É assim que Paris é conhecida. – disse Camus, com orgulho patriótico – E você a conhecerá. Brevemente faremos uma turnê por alguns países da Europa e você terá a oportunidade de conhecer não apenas Paris, como outras cidades francesas também, e outras capitais europeias. Eu tenho certeza que você vai apreciar nosso modo vida.

– Acho que sentirei falta do frio. Eu gosto de ver a neve cair e apreciava patinar no gelo com as crianças do orfanato. – comentou ela, com um sorriso singelo.

– Lá também temos neve, não durante tanto tempo quanto aqui, mas temos boas pistas. – completou o professor – Agora, ponha novamente as sapatilhas, vamos seguir com os ensaios. Você será a bailarina principal do espetáculo em homenagem à coroação do Tzar Alexandre II, pai do atual imperador. A capital do império anda em polvorosa desde que Alexandre II foi assassinado de modo tão vil pelos niilistas-anarquistas que têm brotado pela Rússia e pela Europa de modo geral.

– Foi horrível o que fizeram. – ela fez o sinal da cruz, tonando-se taciturna – Disseram que o corpo do Tsar ficou dilacerado após a bomba, e que as pernas foram completamente arrancadas. Deve ter sido uma cena horrível. Deus salve o Tzar. – disse ela, com todo o respeito pelo império; Camus arqueou uma sobrancelha.

Camus sorriu, mas antes que pudesse retornar para frente da sala, pois os bailarinos e bailarinas começavam a voltar de seus afazeres pessoais, um oficial, vestido com a típica roupa cossaca na cor vermelha, característica da guarda russa, entrou no ambiente, seguindo uma das secretárias que trabalhavam no teatro. Camus pediu um momento aos alunos e alunas e foi atender aos dois visitantes.

– Monsieur Dousseau, perdão por interromper seus ensaios, mas este cavalheiro vem do tribunal de Moscou com uma carta para vossa senhoria. – a secretária falava em russo.

– Não poderiam esperar até que eu termine as últimas coreografias, senhorita Vasileva? – respondeu Camus no idioma local.

– Sinto muito, senhor... – volveu o próprio cossaco, olhando o professor com seriedade – Mas é urgente. O conteúdo do assunto que me traz aqui tem a ver com a sua protegida. Precisamos falar em particular e, se possível, traga a menina.

Camus franziu o cenho por um momento, imaginando o que poderia estar envolvendo a sua principal bailarina, e protegida, que pudesse ser de tamanha importância, visto tratar-se de uma simples órfã de um dos muitos orfanatos que abarrotavam a gélida cidade de Moscou. Porém, ele consentiu. Deu a ordem para que os outros se retirassem, adiando os ensaios para a manhã seguinte e pediu à sua aluna que ficasse na sala, o que ela prontamente obedeceu.

Após a saída de todos, a secretária deixou-os a sós e Camus e o oficial da justiça aproximaram-se da jovem. Ela também olhou-os com surpresa e confusão enquanto se levantava após calçar as sapatilhas. Igualmente Camus, postando-se ao lado dela, fixou sua atenção no rosto pálido do homem, com a kubanka negra sobre os cabelos. Ele retirou uma carta oficial, com o selo do governo russo, a águia bicéfala dos Romanov cerrando o documento, e a abriu, mostrando-a para professor e aluna, parados diante de si.

– O que significa isso? – perguntou Camus, sem entender aquele gesto, perpassando os olhos perscrutadores pelo documento escrito em alfabeto cirílico. – Algo de errado está passando com a minha protegida? Como seu tutor, far-me-ei responsável de qualquer coisa que possa atingi-la.

– Não há nenhum problema com a jovem, senhor. – respondeu o homem. – Na verdade, recebemos uma demanda por uma herança que a moça deve reclamar, pois lhe pertence por direito, ao menos parte dela.

– Herança? – Tatiana franziu o seu rosto, sempre calmo, e após encarar o cossaco, voltou seus olhos para o professor – Mas que herança é essa? Eu não tenho parentes vivos! Meu pai morreu quando eu ainda era muito pequena e não tínhamos nada! – pousou os olhos azuis no rosto do cossaco – Eu não sei de que herança o senhor possa estar falando, oficial!

– É realmente algo muito estranho. – volveu Camus, cruzando as mãos atrás das costas – O senhor, com certeza, deve ter se confundido. Existem muitas Tatianas Alexandrovnas na Rússia, são nomes comuns entre filhas e pais. Minha protegida é órfã, eu a tenho sob minha custódia desde que tinha somente dez anos de idade e nesses oito anos em que a educo, nunca escutei falar que sequer um tio dela pudesse vir reclamar algum parentesco.

– Imagino que não, visto que a família de seu pai, de seu verdadeiro pai, não era russa, mas inglesa. – voltou a falar o oficial, dirigindo-se diretamente para a jovem – O homem que a criou, senhorita, não era o seu pai verdadeiro. Por favor, eu sei que deve estar chocada com essa notícia, mas não abra os olhos dessa maneira porque tenho muito mais a dizer.

– Isso é um absurdo! – resmungou ela, quase sem voz, engolindo em seco. – Como pode não ser o meu pai?

– Absurdo ou não, nós temos o seu registro original de nascimento, atestando a verdadeira paternidade. O homem que lhe concedeu um patronímico foi pago pelo seu verdadeiro pai para mantê-la segura e escondida, assim como também à sua mãe, que veio a falecer quando você ainda era bastante pequena, juntamente com seu antigo tutor, na nevasca que assolou toda a aldeia de Yakutsk no inverno de 1870.

– Como ele sabe da nevasca? – a menina voltou-se para o professor em polvorosa, o rosto transtornado pelas revelações. – Como pode saber de tudo isso, monsieur? Meus pais morreram soterrados, assim como metade da cidade. Eu tinha apenas oito. Levaram-me para um abrigo e logo me mandaram para Moscou!

– Tranquila, menina. – pediu Camus, ainda tentando digerir a história, querendo acalmá-la, segurando-a pelos ombros – O senhor teria esses papéis para que eu pudesse ver? – perguntou o francês, olhando o oficial com desconfiança e seriedade.

O homem retirou todos os documentos e os passou ao professor, que prontamente deu-se ao trabalho de examiná-los detalhadamente, vendo que nomes, datas, locais e tudo mais estavam em perfeita ordem. Camus suspirou, com sua aluna ao lado paralisada. Tatiana tinha as mãos cruzadas ao alto, como em oração. Estava tensa e com os lábios trêmulos, como se houvesse passado uma grande alteração no universo e ela esperasse, nervosa, a resolução de seu destino. Finalmente, Camus olhou para ela, e contra qualquer aviso prévio, o professor perguntou ao oficial de justiça:

– Então quer dizer que ele faleceu?

– Quem faleceu? – ela assustou-se, abrindo os olhos e a boca, sentindo o coração acelerar.

– Tatiana, eu acho que chegou o momento de lhe contar uma história. – volveu Camus, olhando-a seriamente.

– História? Que história? – ela falava atropeladamente, revirando os olhos do rosto do professor para o do cossaco, e logo para a face do tutor novamente. – Do que está falando, monsieur Camus?

– Eu falo sobre lhe contar a verdade. De onde você veio, quem foi o seu pai e... – fez uma pausa antes de concluir. - E sobre as suas irmãs.

- Irmãs? – ela estreitou os olhos sobre o mestre – Eu nunca soube de qualquer irmã!

– Vamos sentar os três, você está muito assustada. – falou Camus, tentando sorrir para ela - E enquanto você toma um chá, eu direi quem você é realmente e para onde deveremos ir a partir de agora. Finalmente, a minha missão irá começar.

...V...v...V... Continua ...V...v...V...

 


Notas Finais


E, então? Gostaram?
Beijos a todos e a todas e até o próximo capítulo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...