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História Um jogo de crimes e romances - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olha quem voltou kkk, obrigada aos que favoritaram e leram o primeiro capítulo dessa fic. E, sem mais delongas, tenham uma boa leitura ^^

Capítulo 2 - Você ainda ama ela!


Eu estava sentado em minha cadeira, o departamento estava quase completamente vazio por ser exatamente 9 horas da noite, se não fosse por Alya, que apareceu refletida na vidraçaria me surpreendendo. 

Ela abriu a porta de vidro me encarando sorridente, ela parecia feliz, e eu entendia o motivo.

-- Boa noite Adrien! -- disse feliz ao arrumar os óculos em seu rosto. Logo, eu me levantei indo mais perto dela.

-- Boa noite. E... a quanto tempo Alya -- eu sorri de forma amigável, Alya e eu não tínhamos o maior contato como na época de escola.

-- É, desde o último dia de aula que não nos falamos tanto. É estranho mas, 'tô muito feliz em ver que você está bem! -- ela sorriu mais ainda pousando sua mão no quadril.

-- Sim. E você... bem, não tenho o que dizer. Você continua me ajudando, mesmo indiretamente. Mas -- eu respiro fundo -- por favor, não tire fotos de mim quando estou trabalhando em uma cena de crime! -- assim que comento, Alya solta um mero riso que logo, virou uma gargalhada. -- Mas então, você é uma grande jornalista. E tem um ótimo faro para notícias. 

-- Eu sei que eu sou fantástica -- ela diz convencida de uma forma engraçada jogando seus cabelos castanhos com pontas avermelhadas para o lado. -- E também, não faria sentido algum eu continuar com o Ladyblog sem termos a nossa heroína -- eu a encarei ao falar essas palavras, e com uma surpresa da parte dela, ela acrescentou -- Claro, e também sem termos nosso Cat Noir nas sombras -- ela sorriu fraco agora, constrangida ao lembrar-se do passado.

-- Bom -- eu suspirei novamente, colocando minhas mãos no bolso do meu jeans azul. -- Acho que você já soube da notícia, por isso está aqui? -- questionei.

-- A-a... v-você está falando da notícia de que a Marinette está voltando? -- ela gagueja mas, eu consigo entende-la, muitas pessoas pararam de falar da Marinette assim que ela saiu de Paris. -- Eu... eu sabia sim. Nino me contou.

Por alguns minutos, me vi perdido, encarando o canto da minha sala minimalista que continha uma planta em um grande vaso, logo ao lado, um sofá em couro preto, meus pensamentos voltaram a me levar para mais fundo no passado...



-- Vocês estão no meu mundo agora! -- gritou enquanto flutuava, um akumatizado.

-- Desista Manipulador! -- gritava My Lady para o ar.

O Manipulador era uma pessoa comum, não sabiamos quem ele realmente era e muito menos onde o Akuma estava, estavamos atirando no escuro. Com um portal, ele conseguia levar pessoas para diversas vidas ou lugares alternativos, era irritante... e a pergunta é: como eu sabia disso? Bom... digamos que a Ladybug me impedirá de cair em... dois desses portais minutos atrás. 

-- Sera que você também consegue manipular os meus passos? -- assim que disse isso, fiz com que ele viesse para minha direção, devo ressaltar, foi uma péssima idéia! -- My Lady, acho que é um bom momento para um Talismã! -- eu lhe disse ofegante desviando de portais que apareciam ao meu lado e também, abaixo de meus pés.

-- Isso não é tão simples! Não sabemos onde o Akuma está! Se eu usar o Talismã -- ela joga seu ioiô enrolando-o em meu corpo para que eu não caísse. --, irei me destransformar em questão de minutos!

-- Está certa Ladybug. Não podemos deixar isso assim! -- com meu bastão, tive a idéia mais idiota para aquele momento: tentar chegar perto do Manipulador sem cair em um portal.

-- Cat Noir! -- ouvi Ladybug gritando quando no meio de um branco total, eu vi Hawk Morth parado no meio de um dos pilares de ferro da Torre Eiffel. 

Fui novamente puxado com muito esforço pela Ladybug. Voltando ao solo, Hawk Morth estava nos olhando, e por um acaso, ele desfez o akumatizado... claro que não foi de graça.



-- Adrien? -- Alya chamou meu nome estalando os dedos em frente aos meus olhos. 

-- O que? Desculpa! Alya, o que disse? -- voltei a encara-la tentando afastar minhas lembranças.

-- Realmente você está chocado. Mas... -- ela pensou nas palavras, e resolveu não pronuncia-las.

-- Mas fazer uns 4 anos, certo? -- olhei para ela como se fosse óbvio, e ela apenas concordou vagamente com a cabeça, ainda em silêncio. -- Quatro anos... é muito tempo mas... na verdade... não sei porque isso me atinge.

-- Porque você a ama! -- ela me disse como se fosse algo óbvio. 

-- Mas eu demorei muito -- as palavras ditas foram mais para mim mesmo, eu virei meu rosto e novamente, fiquei com meus pensamentos.

-- Até que em fim te encontrei! -- ouvimos uma voz abrindo a porta do meu escritório, como se o tempo não houvesse passado, ele estava com as mesmas roupas de sempre: sua camisa azul, calça jeans e pulseiras; a diferença, é que em vez de um fone, ele carregava uma câmera no pescoço. 

-- Oi -- Alya esticou o tom de voz o tanto que conseguiu para cumprimentar o seu namorado. 

-- Ah, eu atrapalho? -- ele perguntou me olhando constrangido. 

-- Não. Além disso, ela é sua -- eu gargalhei fracamente ao ver a reação de Nino. -- Bom, eu e a Alya estávamos... apenas conversando um pouco. Mas acho que o nosso assunto já estava acabando -- eu sorri para Alya que me encarou demonstrando algo como pena.

-- O seu turno já não acabou? -- Nino me perguntou. Talvez eu não tenha mencionado, mas Nino era o nosso melhor fotógrafo da equipe, ele seguiu essa profissão e agora trabalha no laboratório e também na revelação de imagens dos corpos que encontramos. Ele é ótimo no que faz, mas ainda assim, segue também a profissão de DJ, não sei como, mas ele tem muita energia!

-- Na verdade, falta uma hora ainda. Hoje é quinta-feira, tenho que ficar uma hora a mais. Mas... porque a pergunta? -- questionei vendo-o se aproximar.

-- Eu estava pensando em combinar de sair. Vou tocar em um bar e -- ele passou o braço por volta do pescoço de Alya que segurou a mão por cima do ombro. --, achei que uma distração faria bem. -- ao terminar de falar, ele depositou um beijo na testa de Alya, que sorrio.

-- É verdade. Que ótima idéia Nino! Além disso, a gente podia esperar um pouco mais aqui -- ela sorriu me encarando.

-- Eu entendi o jogo de vocês -- eu sorri enquanto cruzava os braços -- Gente, eu não vou surtar quando ver ela. Além disso, agradeço o convite, mas eu vou recusa-lo.

-- Não vai fazer isso pelo seu mano? -- Nino me perguntou incrédulo. 

Eu novamente pensei, e fiquei com uma coceira de vontade de aceitar, afinal, eu quase que não me divertia mas... talvez eu devesse passar essa última hora aqui no meu escritório. Foi isso que decidi.

-- Desculpa, mas não -- soltei meus braços ao lado do meu corpo encarando-os -- Eu não quero estragar a noite de vocês. Depois que meu expediente acabar, eu vou visitar a Kyoko, depois, vou para casa. Vocês dois -- eu segurei o ombro dos dois com as mãos virando-os de cara com a saída. --, divirtam-se, e não se esqueçam de se previnir! -- a porta foi totalmente aberta e eles sairam, consegui notar a forma constrangida que eles sairam, com isso, eu soltei um riso fraco.


[...♡...]

Eu era o único que ainda não havia ido para casa, e também não queria. Em minhas mãos, estava a pasta de crimes, eu olhava para a foto do corpo a alguns minutos, estava me interrogando se um caso desses era mais comum ou... fugia dos padrões. A conclusão era que, um homem que era quase um fantasma na sociedade, não me parece querer chamar a atenção ou até mesmo querer fazer algo. 

-- Ele morava no lugar de classe média... Marais-- eu procurei no meu computador, o barulho do mesmo era ouvido e rebatido por toda a minha sala. Definitivamente, eu precisava de um computador novo. -- A vítima foi encontrada a dois quarteirões de sua casa... se eu quiser encontrar algo mais relevante -- eu falava comigo mesmo enquanto jogava minhas costas para trás na cadeira que agora, estava muito desconfortável --, eu mesmo terei que ir até a cena do crime.

Eu falei em baixo som, quando olhei para o relógio de pulso que estava coberto pela manga da minha blusa que apenas usava dentro do escritório, o relógio marcava 00:20 da madrugada, visto que já era muito tarde, me levantei desligando meu computador, arrumando a pasta de crimes e logo, a pegando junto de mim. Eu peguei meu terno que estava pendurado em uma espécime de cabide no canto de minha escrivaninha, era o terno que costumava usar para investigar do lado de fora, ou até mesmo para uma missão que Nathaniel me mandasse no meio da noite. Tranquei a minha sala, mas, quando apaguei as luzes, senti que não estava sozinho ali.

Tentei olhar com mais calma e disfarçadamente para os cantos da delegacia, mas, aparentemente, poderia ser o vento que passou pela janela e movimentou algo. 

-- Eu preciso de café -- disse mais para mim mesmo enquanto jogava meu terno para trás e segurando a pasta em uma das mãos, fui andando até a entrada central da delegacia. Passei por escrivaninhas pequenas que anteriormente estavam ocupadas com diversas pessoas de diversas aparências e estilos, colegas meus. -- Que silêncio. -- eu disse assim que passei pela porta recebendo em meu rosto um vento frio de Paris noturna. 

Mas, uma coisa ao lado da porta me chamou a atenção, a porta, diferente da parte de dentro, era de textura rústica no meio de tanto azul claro dentro de toda a delegacia, eu vi um cartão, poderia ser um cartão comum anunciando um produto qualquer, mas estava entre a maçante e o batente da porta, estrategicamente para que eu pudesse ver, parecia colado, já que não havia caído. 

As ruas estavam calmas, com pouco movimento, eu apenas puxei aquele cartão em mãos, mas como uma pessoa comum, apenas guardei-o no bolso da blusa e joguei meus fios loiros para trás andando até a para de táxi mais próxima, e é claro, dando uma olhada naquele cartão. 

-- Mas que merda...




Notas Finais


Ok ok, faz quase uma semana que não posto, mas, como compensação, estarei postando capítulos mais longos (caso vcs queiram, claro)
Uma curiosidade é que o bairro onde o assassinato ocorreu realmente existe e se vocês jogarem no Google maps vocês encontraram.

Obrigada a todos que leram até aqui e, comenteeem. Prometo trazer capítulos mais rápidos!


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