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História Um laço inquebrável - Capítulo 7


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Notas do Autor


Tenham uma boa leitura meus amores! 🤍

Capítulo 7 - Seis


Jeno

Meu irmão me convidou para almoçar, e eu já sabia qual era a real motivação por trás desse convite. Doyoung queria falar sobre o nosso mais novo irmãozinho ou irmãzinha. A verdade é que eu não tenho nada para falar sobre isso, a vida é do meu pai, as responsabilidades são dele, e eu quero ele – e as suas confusões – bem longe da minha vida.

Chega a doer toda vez que me lembro que quando criança eu o idolatrava, queria ser exatamente igualzinho a ele quando crescesse. Igualzinho a um ser vazio que usava do corpo dos outros para se satisfazer e se realizar. Que colocava crianças no mundo sem a menor responsabilidade, e não se importava com o bem estar delas depois.

Ele nunca se importou com nada além dele mesmo, e eu não sou igual a ele, eu nunca serei igual a ele!

-Obrigado por ter vindo. – Diz Doyoung assim que me sento à sua frente na pequena mesa quadrada.

Ele tinha escolhido um restaurante que ficava perto do meu serviço, ótimo, assim seria mais fácil para mim inventar uma emergência e voltar correndo para a empresa.

-Não agradeça, eu não queria estar aqui.

-Eu sei que não, assim como sei que a situação é complicada. Mas queria te avisar pessoalmente que Joohyun e Eunson aceitaram testemunhar contra o papai, se necessário.

-Que bom que você tem a eles, não vai precisar de mim então.

Não entendam mal, vai ser maravilhoso ver eles ferrarem com o nosso pai, depois de todos esses anos. Mas eu prefiro ignorar o problema e fugir. Sim, eu sou um covarde.

-Posso não precisar do seu testemunho, mas gostaria de saber que tenho o seu apoio Jeno, você é importante para mim.

Não se podia negar que de todos os irmãos, Doyoung e eu acabamos tendo o laço mais forte, éramos os irmãos do meio, afinal de contas.

-Essa situação toda é... Complicada demais para mim, hyung. Gostaria de me envolver o mínimo possível nela. Mas vocês têm o meu apoio com a adoção.

-Eu entendo, Jeno, mas...

Sinto meu celular vibrar no bolso da calça de alfaiataria, e meu coração dispara quando vejo que é uma mensagem de Donghyuck.

Meu coração sempre dispara quando o assunto é Donghyuck, o meu lobo se alegra também. Afinal, ele escolheu o ômega de Donghyuck anos atrás, quando o viu um dia pelo campus da universidade, unhas pintadas preto, aquele cabelo roxo brilhante, a pele bronzeada e o cheirinho de pêssegos.

Quando o vi pela primeira vez, ele brilhava como o sol, ele era o sol!

No espaço da mensagem só tem emojis, um de casa e um de lobo. A gente sempre se comunicava assim, ainda mais quando estávamos numa emergência. Era mais rápido e prático os emojis, do que escrever o que estava acontecendo.

O emoji de casa significa que está na minha casa, o de lobo significa o cio, ou alguma emergência que envolva o ômega dele.

-...Você está me ouvindo, Jeno? – Questiona Doyoung chamando a minha atenção.

-Desculpa hyung, mas surgiu uma emergência.

-Deixa eu ver se adivinho, no serviço? – Pergunta ele um pouco debochado.

Ele sabe que “uma emergência no serviço” é a minha desculpa preferida para fugir dos confrontos.

-Não, é o Hyuckie.

-Tudo bem com ele? – Ele parece preocupado de verdade agora.

-Sim, tá tudo ótimo! – Não consigo esconder o sorrisinho malicioso.

-É melhor você ir então.

-Sim, é o que estou fazendo!

           ⊱⋅ ────── ღ ────── ⋅⊰

Assim que abro a porta de casa, sou atingido pelo cheiro de pêssego de Donghyuck, não que o cheiro dele já não estivesse presente por toda a minha casa, mas agora era diferente. Os feromônios dele estavam fora de controle, chamando pelo meu alfa, que não perdeu tempo em subir as escadas de dois em dois degraus até chegar ao meu quarto. Porque eu sei que é exatamente lá que ele está esperando por mim.

Ele está deitado na minha cama, no meio dos meus – seis – travesseiros, usando as minhas roupas. Ele sempre gostou disso durante o cio, de se misturar entre as minhas coisas, como se fizesse um ninho com elas.

E eu gostava de o ver ali, de o ter ali.

Ele abriu os olhos quando sentiu a movimentação na cama.

Me sento ao seu lado.

-Você demorou! – Ele resmunga para mim.

-Desculpa, eu vim o mais rápido que consegui. – Digo afastando uma mecha de cabelo da sua testa.

Ele está quente, muito quente.

-Não rápido o suficiente. – Ele coloca um bico nos lábios, olhando para o meio das pernas dele, e vejo que a minha calça de moletom está úmida.

-Vou te compensar por isso.

-Eu espero que sim.

Apoio o meu cotovelo esquerdo ao seu lado no colchão, enquanto a mão direita está no meio dos seus cabelos castanhos.

O beijo lentamente, enquanto as mãos de Donghyuck trabalham agilmente em tirar o meu paletó, gravata e abrir os botões da minha camisa. Eu me afasto dele apenas o suficiente para poder tirar a camisa, mas sou pego de surpresa com Donghyuck me empurrando para deitar de costas, ficando entre as minhas pernas.

Mesmo que Donghyuck fosse um ômega, o seu instinto de dominância era absurdo, ou eu que não exercia nenhuma relutância em me deixar ser dominado por ele na cama – a não ser quando eu estou no cio.

Os lábios de Donghyuck traçaram o seu caminho pelo meu pescoço, clavícula, peitoral, mamilos e abdômen. Minha pele se arrepiando a cada toque seu.

Donghyuck abriu o cinto e eu arquei um pouco a cintura para que ele possa tirar as últimas peças de roupa que ainda residem em meu corpo. Ele tira a sua camisa também, e o meu primeiro instinto é me inclinado para frente, para beijar a sua pele exposta, mas ele me empurra novamente.

-Hyuckie-ah.

-Eu preciso fazer isso agora, Jeno, depois você pode fazer o que quiser comigo. Mas eu preciso te provar primeiro.

Sinto a sua mão precisando levemente o meu membro antes de sentir a sua língua da minha glande. Ele não demora para me por dentro da sua boca. Donghyuck sempre foi muito decidido, ele não gosta de joguinhos – ainda mais no sexo – se ele quer algo, ele vai lá e pega.

Seu movimento é suave e fundo, não para me provocar, mas porque ele estranhamente gosta que o sexo seja assim, calmo, intenso e carinhoso. E eu gosto de o ter desfrutando de mim, gosto de desfrutar dele também.

Levo a minha mão até seus cabelos o puxando, sinal de que eu quero que ele pare. Ele solta um rosnado, mas acaba me tirando da sua boca.

-Vamos fazer isso juntos, meu amor.

Ele rapidamente entende o que eu quero, então tira a calça e vem para cima de mim, a cabeça para baixo. Invertidos. Eu gosto assim, gosto quando a gente dá e recebe prazer na mesma medida.

Ele me chupa com a mesma intensidade e lentidão em que rebola na minha boca. Aproveito e coloco um dedo, para trabalhar junto com a minha língua, ele geme, mas está com a boca ocupada demais para verbalizar o meu nome ou pedidos obscenos.

Ele continua me bombando e quanto mais fundo ele me leva, mais intenso eu vou nele. Não nos importamos se vamos vir rápido, afinal teremos três dias de puro prazer, três dias para saciar os desejos do seu ômega. Tiro meu dedo apenas para lhe dar um tapa na bunda, e que bunda linda que ele tem. Com a outra mão eu aperto cada vez mais a sua coxa, quero que fique marcado, quero que saibam que ele é meu, que é só comigo que ele se entrega e se derrete assim.

Ele tira o meu pau da boca apenas para sussurrar o meu nome como uma súplica, uma reza. Eu pego o seu membro e com dois rápidos toques ele desmancha, e eu vou logo em seguida em sua boca.

Ele despenca ao meu lado, ao contrário de mim. Proveito da nossa posição para trilhar uma linha de beijos que sobem pelo seu pé e vão até a parte interna de suas coxas. Eu me coloco entre elas e me deito sobre ele, apoiado em meus ombros, pronto para continuar o que começamos.

Pego uma camisinha na gaveta da minha cômoda, ele nunca permitia que eu o tocasse sem usar uma, nem mesmo quando não estava no cio. Donghyuck é muito cuidadoso, quase paranóico quando o assunto é cio e filhos.

-Agora é a minha vez de fazer o que quiser, com você! – Sussurro antes de me colocar por inteiro dentro dele.

E ele me abriga tão bem, nos encaixamos tão bem. Nos desejamos como ninguém.

Entrelaço minha mão esquerda à direita dele, com a outra eu seguro firme a sua cintura, começando a fazer os meus movimentos lentos e preciso, como ele gosta.

Os olhos dele brilham em dourado, parecem ouro derretidos e a sua visão embaixo de mim todo entregue, é como chegar ao paraíso.

-Você é meu alfa, meu! – Ele sussurra.

-Sempre seu, seu! – Sussurro de volta, sentindo ele se apertar mais em volta do meu pau e eu sinto que poderia morrer aqui e agora, que morreria feliz, que morreria completo, porque só ele me completa. Porque foi o ômega dele que o meu alfa escolheu. E quando a escolha é deles, não se pode voltar atrás.

Donghyuck

Em certos momentos era um privilégio Jeno ter a sua própria casa, esses momentos geralmente envolviam os nossos cios. Era conveniente ter a privacidade de estar só nós dois num lugar tão grande.

Sempre me cuidei muito quando o assunto era cios. Sempre tive medo de uma gravidez indesejada, não, sempre tive medo de gravidez no geral. Não me entenda mal, eu amo criança, eu só acho que não sou capaz de ter uma agora, de repente nunca. E se eu ficasse igual a minha mãe? E se eu transformasse a vida dessa criança num inferno, assim como a minha foi? Não podia correr esse risco.

É inexplicável estar com Jeno durante os meus cios, o ter dentro de mim, em inúmeras posições e lugares variados da casa. Sempre inexplicável e especial o ter, até mesmo quando não estou no cio, mas quando estou no cio, é profundo, é intenso. É uma conexão que eu não consigo explicar, é apenas eu e ele, é os nossos corpos dançando uma música que apenas o meu ômega e o seu alfa sabem cantar.

Meus olhos estão pesados quando os abro, é noite e sinto uma leve brisa invadir o quarto. A sacada do quarto está aberta, afinal é por ali que entra a brisa que sinto. Percebo que estou usando uma cueca e uma camiseta dele, Jeno é sempre tão atencioso, até mesmo nesses momentos. Levanto e sigo o cheiro de cigarro, sabendo que vou o encontrar no final desse caminho.

Odeio que ele fume, me lembra ela.

Ele está apoiado na sacada, usando apenas uma roupa de baixo, fumando o seu cigarro enquanto olha a cidade a sua volta.

Ele é tão lindo, é como uma escultura de mármore de algum Deus grego antigo.

-Você não deveria fumar. – Digo tirando o cigarro da sua mão e o apagando no cinzeiro ao seu lado.

-Não deveria.

-Então porque você o faz? – Eu o abraço por trás, segurando firme em sua cintura, enquanto descanso o meu rosto em seu ombro.

-Me ajuda a relaxar.

-Eu também poderia te ajudar a relaxar. - Distribuiu alguns beijos pelas suas costas.

Ele se vira de frente para mim, não me dá nem tempo de reagir antes de juntar seus lábios com os meus. Tem fome em seu beijo, nem parece que nos beijamos pelos últimos três dias sem parar. Ele se afasta e sorri para mim, e seus olhos estão como a lua minguante atrás dele.

-O que você acha de um banho?

-Você vai tomar comigo?

-Se for isso que você quer.

-Eu quero.

-Que bom, porque eu já deixei a banheira preparada. Acho que só precisamos aquecer mais um pouquinho a água.

Ele me pega no colo, como se eu não pesasse nada, e eu acabo rindo. Ele me leva até o banheiro em seu quarto, ele esquenta mais um pouco a água, enquanto tiro a minha roupa para entrar.

Tem um espelho em frente a banheira, a ideia foi minha. Um dia enquanto tomávamos banho e trocavamos carícias, eu disse que adoraria ter um espelho ali, para poder nos ver nesses momentos mais íntimos. Uma semana depois, tinha um espelho ali.

-Vem. – Pego a sua mão entrando na banheira, e ele vem por trás, me abraçando e beijando o meu pescoço enquanto admiro o nosso reflexo.

Tenho que admitir, somos um casalzão.

Aproveito para conferir as marcas que ele deixou em meu corpo.

-Eu não te marquei dessa vez Hyuckie. – ele se encosta na banheira me observando pelo reflexo do espelho.

No último cio que passamos juntos – o dele – eu acordei três dias depois marcado, bem minha clavícula esquerda, e surtei.

Ser marcado é algo especial, quando é consensual, quando ambos se marcam simultaneamente num ato de amor.

Quando apenas o alfa, ou o ômega marca o seu parceiro, bom, aí você não é bem visto – mesmo que a marca suma depois de três ou cinco dias. No meu caso demorou quase vinte dias para sumir.

Muitos ômegas e alfas vendem suas mordidas nas ruas para viciados, afinal a sensação inicial dela é como o efeito de uma droga. O êxtase, a euforia e o prazer de uma única mordida, deixa você leve por uns três dias. É fácil de se ver o porque ela é tão facilmente comercializada nas ruas. E você pode receber uma mordida em qualquer parte do corpo, as pessoas nem saberiam dela, a não ser que você mostrasse, ou falasse.

-Só estava conferido. – Digo me encostando em seu peito.

-Eu não cometo o mesmo erro duas vezes, você sabe.

-Desculpa! – Murmuro, e ele se aproxima para dar um beijinho na minha bochecha.

-Você quer comer o que?

O cio era um período bem intenso, a gente não se lembrava de fazer muitas coisas durante esses três dias. Mas eu tinha Jeno, que me cuidava muito bem.

-O que você tiver aí, ou o quiser pedir. Só me alimente, Jeno. – Digo um sorrisinho nos lábios.

-Então vou pedir algo depois do banho.

Ele me dá alguns beijinhos enquanto sinto suas mãos pelo meu corpo, o lavando, o massageando. Lavando os meus cabelos, me roubando beijos enquanto eu estava distraído. Jeno era tão bom para mim, que é fácil perceber que não mereço todo esse amor e cuidado, mas mesmo assim ele insiste em me dar ele.

-Obrigado! – Sussurro.

Ele não diz nada, apenas me puxa pela nuca para um beijo, e ali eu sinto todo o seu amor.



Notas Finais


•Desculpa se alguém estava esperando por um lemon mais detalhado (principalmente aqueles que já estão mais acostumados com a minha escrita) mas eu não estava bem para escrever ele. Mas ainda teremos um outro lemon futuramente 🤭

•Vou tentar explicar um pouco mais sobre a marca.
Ela só é permanente quando é feita simultaneamente (tanto o ômega, como o alfa precisam se marcar no mesmo instante) quando apenas uma das partes faz, ela é temporária.
Ela também tem um efeito similar ao de uma droga então muitos alfas/ômegas vendem elas, e existe muitos ômegas/alfas viciados nelas. O que torna a mordida um pouco criminalizada na sociedade, a não ser que seja entre um casal (geralmente já casados).
Em betas a mordida causa outro tipo de efeito, mas vocês vão descobrir isso em A sua espera (Chenji).

•Um laço inquebrável e A sua espera (Chenji) são spin-offs de Um laço de amor (Renmin) links abaixo

-Renmin
https://www.spiritfanfiction.com/historia/um-laco-de-amor-19872593

-Chenji https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-sua-espera-21200923


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