História Um Lar para Lena Luthor - Capítulo 5


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Categorias Supergirl
Tags Kara Danvers, Karlena, Lena Luthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 885
Palavras 1.478
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


uma pequena continuação do capitulo anterior, para leitoras que merecem ;)

Capítulo 5 - Bônus: cafunés


Toda a névoa de felicidade que a envolve após o fim de semana relaxante, termina na segunda-feira às 10:46.

O sábado tinha sido incrível, com o seu jantar caseiro aconchegante e Kara a fazendo prometer que ela faria aquela torta no próximo dia de Ação de Graças. O domingo foi muito mais preguiçoso, com toda a chuva que cobria a cidade, a única coisa que as duas fizeram foi uma maratona de Brooklyn 99.

A segunda-feira, no entanto, estava sendo um estresse. Logo após a sua reunião enfadonha com seu atual CFO, ela recebe a notícia de Jess. Supergirl está esperando por ela em seu escritório, de costas para a porta, observando a visão das suas novas janelas, com os ombros retos e a postura seria.

– Lena.

– Supergirl. – Ela mantém seu tom de voz neutro, mesmo que a tenha deixado um pouco nervosa saber que Supergirl reconhecia sua presença sem sequer se virar. – O que te traz hoje a L-Corp? Espero que uma visita social desta vez?

– Infelizmente, não. – Responde a heroína se virando e Lena percebe pelo olhar no seu rosto que seja lá o que a traz ali, não é uma boa notícia. – Lillian está sendo procurada por sua ligação com uma série de sequestros de alienígenas. Suspeitamos que ela possa estar tentando restabelecer cadmus.

Lena respira fundo e se move lentamente pela sala até o seu jarro de água, com os olhos de Supergirl a observando com atenção - não de uma forma suspeita, como se desconfiasse dela, mas como se ela soubesse como ela se sentia e se preocupasse que algo poderia a quebrar a qualquer momento.

Isso não vai acontecer, mas saber que a heroína de National City se preocupava dessa forma, deixava seu estômago com uma boa sensação.

– Eu tenho que confessar que não estou de fato surpresa. – Ela derrama um copo de água e toma um gole rápido. – Você está?

Supergirl parece não saber o que dizer.

– O número dos simpatizantes a sua causa deve ter aumentado após a invasão Daxamita. Mas você já deve saber disso também, o que eu posso fazer para ajudar? – Lena pergunta com uma preocupação genuína. Ela quer ajudar com tudo que tem, querendo impedir a todo custo que outra má publicidade arruíne seus financiamentos recentes para ações de caridade e tecnologias sustentáveis.

– Só... deixe-me saber se você ouvir alguma coisa, ok?

 

– Claro. Eu vou.                                         

 

– Eu vim porque queria que você soubesse dessa informação com alguma antecedência, antes que a notícia espalhe pela mídia e alguém tente te questionar.

 

– Como a NCPD quando eles aparecem com algemas e um interrogatório para fazer? – Pergunta ironicamente e Supergirl estremece.

 

– Sim, ma-

 

– Eu sei. Obrigada assim mesmo. – Lena faz uma pausa arrastada. Havia tanto a se pensar. – Sério, eu compreendo. E eu sei que já deveria estar acostumado com isso de ser uma Luthor, mas as vezes eu esqueço como não é realmente possível.

 

– Lena, você não é sua família.

Há tanta convicção nos olhos de Supergirl que Lena quase acredita nela.

 Por isso ela recua.

Não era fácil ser alguém com tantos problemas de confiança.

– Mais alguma coisa? Eu tenho uma reunião às 11 horas.

 

Ela não quer ser grossa com a heroína, mas também não saber o que fazer com seus sentimentos com ela ali.

 

– Não, mas você sabe como me chamar se precisar de qualquer coisa.

 

– Sim, não se preocupe, você será a primeira a saber se Lillian aparecer.

Há um aceno firme de cabeça e Supergirl desaparece em um piscar de olhos, a capa tremulando ao vento enquanto voa pela varanda.

Por um momento, Lena pensa em trocar sua água por algo mais forte, mas ela realmente tem uma reunião às 11 horas, uma que precisa de sua concentração integral e ela não pode deixar o uísque a deixar tonta.

Ela também debate se manda, ou não, uma mensagem para Kara. Seus dedos chegam a deslizar deslizam pela tela do seu celular, digitando um par de palavras, mas acaba apagando em seguida. Kara já está sobrecarregada o suficiente com o retorno de Cat Grant e com Snapper latindo ofensas sobre seus prazos vencidos pela redação.

Lena não quer ser um incômodo.

Minutos mais tarde, ela entra na sala de reuniões parecendo inabalável, tentando não pensar em nada que não fosse os balanços da contabilidade. Pelo resto dia, ela se enterra em trabalho no escritório, conseguindo assim, esquecer o pequeno pesadelo que era ser uma Luthor.

- - - - - -

Quando Lena chega em casa há um enorme vaso de plumérias e uma cartão branco sobre o balcão da cozinha. Era a letra de Kara e Lena fica sem palavras.

“Fiquei sabendo sobre a sua mãe e eu sinto muito por você precisar lidar com isso de novo. Esse é um presente para você sorrir hoje.  Tive que volta para o trabalho, mas trarei para casa o nosso jantar – algo super saudável, prometo! – K.”

Eram só flores, mas fizeram o seu coração transbordar com uma mistura insana de sentimentos, que ela não sabe ao certo como separar. Só o fato de que Kara teve o trabalho de conseguir suas flores favoritas (plumérias não são exatamente fáceis de encontrar) já a fazia se sentir a mulher mais especial do mundo. Céus, como merecer o suficiente Kara Danvers?

Ela aperta seus olhos com força, sabendo que poderia chorar a qualquer momento, mesmo estando tão feliz pelo carinho que sua amiga sempre lhe envolvia. Não era hora para lágrimas, era hora de erguer a cabeça e fazer alguma coisa para contornar o mau que sua mãe adotiva estava trazendo. Lillian podia jogar quantas vezes fosse seu sobrenome na lama, pois isso não a definiria.

Por isso, ela vai até a sua bolsa, pega seu laptop e começa a trabalhar do sofá. Ela vai precisar instalar uma estação de trabalho em alguma parte do apartamento, mas por hora, ela trabalharia com o que tinha para terminar o executor do novo portal.

Ela não tem certeza de quanto tempo trabalha em silêncio, programando vários códigos e reorganizando o projeto dos circuitos de segurança, mas é o suficiente para ouvir a porta da frente abrir. Era Kara. O seu pescoço está dolorido por ficar tanto tempo inclinada para a frente e suas lentes foram trocadas por óculos há algum tempo, mas ainda assim, ela resiste aos chamados de Kara, mesmo quando a sente ao seu lado.

– Vamos, trabalhadora em série, o jantar está ficando frio.

– Estou quase terminando. – Ela diz distraidamente, recusando-se a olhar para longe de seus cálculos.

– Não, você não está, você vai acabar trabalhar nisso por mais outras diversas horas se eu não te impedir agora. Não estou te pedindo para abandonar seu trabalho, apenas para uma pequena pausa para comer.

É a mão de Kara em seu cabelo, tocando seus fios com delicadeza e carinho que a traz de volta ao aqui e agora. Não era justo que ela sempre soubesse dizer e a fazer as coisas que conseguiam desarmá-la com tanta facilidade.

Era assustador o tamanho do poder que sua amiga possuía sob ela.  

– Sério, vamos lá. Eu comprei aquela salada que você adora. Com couve extra.

Lena não consegue olhar Kara por um longo momento, pois as lágrimas reprimidas nublam sua visão. Ela se recusa a deixá-las cair, piscando sucessivamente até que o perigo de chorar tenha passado. De qualquer forma, é como se Kara soubesse e propositalmente mantivesse o toque em seus cabelos.

– E você trouxe também a-

 

– Rúcula? Claro! Como eu poderia esperar que você comesse todos os seus vegetais verde-claros sem seus vegetais verde-escuros? Isso é como a regra de ouro das saladas de Lena Luthor.

Ela tenta, mas não pode deixar de rir, mesmo com aquela dor pegajosa no seu peito querendo deixa-la para baixo.

– Você tem que experimentar um pouco, o gosto é melhor do que parece.

O rosto de Kara se contorce como se ela tivesse a pedido para comer lixo.

Era hilário como sua amiga parecia abominar qualquer tipo de vegetal, principalmente, os da cor verde.  

– Eu vou ficar só com o frango, obrigado.

Lena continua rindo quando pega seu prato de salada e segura a mão oferecida por Kara, firme e macia, deixando-se arrastar de volta ao sofá.

– Oh, parece que temos esse novo documentário espacial na Netflix. Quem será que adoraria assistir?

O tom animado de Kara em algum momento a contagia, embora só seja bem mais tarde, quando a imagem da superfície de Marte é tudo que elas observam na tela, que Lena agradece apropriadamente.

– Obrigada por tudo isso. De verdade.

Olhos azuis se prendem aos dela.

– Pelo que?

Os óculos de Kara estão escorregando pelo nariz e ela resiste ao impulso de empurrá-los de volta. De tocar sua bochecha com carinho. De devolver aquele cafuné.

– Por cuidar de mim.

O sorriso que ela recebe em troca é ofuscante.

– Para que servem as amigas? 



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