História Um Milagre Em Minha Vida - Capítulo 18


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Categorias Vocaloid
Personagens Akita Neru, Flower, Fukase, Gakupo Kamui, Galaco, Gumi Megpoid, Haku Yowane, Hiyama Kiyoteru, IA, Kaai Yuki, Kaiko, Kaito, Kasane Teto, Len Kagamine, Lily, Luka Megurine, MAIKA, MAYU, Meiko, Miku Hatsune, Mikuo Hatsune, Oliver, Personagens Originais, Rin Kagamine, Ruko Yokune, SeeU, SF-A2 Miki, Uta Utane (Defoko), Utatane Piko, VY2 Yuma, YOHIOloid, Yuzuki Yukari
Tags Hatsune Miku, Megurine Luka, Mikuxluka, Negitoro, Romance, Shoujo-ai, Vocaloid, Yuri
Visualizações 64
Palavras 1.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Agora a trama vai ficar séria, com certeza. Estou brincando! Quer dizer, mas ou menos digamos assim, he he.

Bem, estamos nos aproximando dos capítulos finais! Alguns devem estar tristes e outros felizes com isso, mas todos querem saber como essa história toda vai se desenrolar. Daqui a uns cinco ou quatro capítulos, a história finalmente terá um fim. Admito, estou muito ansiosa e ao mesmo tempo triste com isso.


Espero que gostem do capítulo e boa leitura!

Capítulo 18 - Reencontro


Luka Pov's:

 

 

Desde aquele dia no parque, Miku tem andado estranha ultimamente. Ela quase não fala nada – algo muito incomum vindo dela -, não está comendo direito, seu rosto está pálido e sem vida e sua expressão é de alguém assustada ou com algum problema. Já tentei levá-la para o médico, mas dizem que ela não tem nada demais. Tentei conversar com ela, mas quase não sai nenhuma palavra de sua boca. Isso está me matando de preocupação. Não posso ficar muito ansiosa se não minha pressão altera e posso ficar muito mal com isso, já que toma remédio controlado. Será que aconteceu alguma coisa pra ela ficar assim? Eu acho que sim. Pois, não tem como ela ter mudado sua personalidade de uma hora pra outra, já faz quatro dias que ela está assim. Miku não é uma pessoa de se abalar tão facilmente, até porque sua felicidade e alegria não deixam. Odeio vê-la assim. Estou deitada no sofá lendo um livro sobre computação e ao mesmo tempo observando Miku que está sentada no outro sofá, fazendo carinho em Luki. Tento puxar uma conversa para ver se ela me responde.

 

- Luki tem comida no pote dele? - Pergunto.

 

- Sim, coloquei há algumas horas atrás. - Fala rapidamente.

 

- Então… O dia está belo. Que tal fazermos um passeio pelo parque?

 

- Não estou muito a fim.

 

- Ahh… Qual é, você está estranha a semana toda! O que aconteceu para você estar assim? - Não me contento, precisava saber o que aconteceu com ela.

 

- O-O quê? Eu estou super normal! Não tem nada de errado comigo.

 

- Pare de fingir que está tudo bem porque eu sei que não está! - Me levanto e ou até onde Miku está acomodada e coloco minhas mãos em seus ombros.

 

- Não é da sua conta! - Grita, nunca a vi assim antes.

 

- Você não está falando direito, nem está comendo, não quer sair pra lugar nenhum, sua animação saiu de seu corpo e você quer que eu fique de boas com isso?

 

- Mas…

 

- Eu estou preocupada com você… Muito mesmo. - Coloco a mão no meu peito. - Me dói ver você desse jeito…

 

- Luka…

 

Sem hesitar, dou um abraço bem apertado nela, quase a esmagando. Tudo o que eu falei… É verdade. Eu me preocupo muito com a Miku. Ela é tudo para mim, algo muito importante na minha vida, algo que não posso largar de mão. Desde que ela entrou na minha vida, me sinto mais feliz ao lado dela, e quero que esses momentos dure para sempre. Paro o abraço e olho diretamente nos olhos dela, observando seus olhos verde-água.

 

- Vai me dizer a verdade?

 

- Tá bom… - Suspira. - Sabe… Eu me lembrei de mais coisas do meu passado…

 

- Uh? O que lembrou?

 

- Sabe… Quando fomos para o parque, eu vi um homem… Ele me lembrou de algumas coisas…

 

- Sério? E o que mais?

 

- Eu acho… Que ele é meu pai.

 

- C-Como é?!? - Nossa, essa me pegou. - Como assim? Pode ser um homem qualquer e apenas te lembrou seu pai.

 

- Mas… Eu sinto que ele é meu pai de verdade. Sua aparência é igual ao do meu pai… Seu rosto… Tinha aquele mesmo semblante frio e psicopata. Não mudou nada de uns anos pra cá.

 

- E-Eh?

 

- Você deve estar confusa. Acho melhor contar para você. - Nesse momento, sento ao seu lado.

 

- Pode me contar, amigas são pra isso.

 

- Bem, na verdade, há quatro anos atrás, eu estava chegando em casa, tinha ido comprar alguns alimentos que minha mãe tinha me mandado. Quando cheguei na minha mansão, vi uma cena horrível… Minha mãe estava toda ensanguentada e caída no chão. Meu pai, ele estava me olhando com um olhar assassino e frio, com as mãos todas cheias de sangue. Então, eu decidi fugir de casa e passar a morar na rua, nunca mais quero ver a cara do meu pai.

 

- Você tinha uma mansão?!?!

 

- Ei! Você prestou atenção?! - Incha as bochechas. Que fofinha.

 

- Foi mal, he he. - Dou uma risada. - Mas voltando ao assunto, isso tudo é verdade? Ele realmente fez isso?

 

- Sim. Até hoje eu não sei o motivo.

 

- Que história horrorosa… E foi assim que você foi parar na rua, certo?

 

- Uhum. - Em um movimento rápido, me abraça fortemente. - Mas, agora estou aqui firme e forte com você ao meu lado! Sou muito grata!

 

- N-Não é pra tanto…

 

Ficamos ali, coladas uma na outra, compartilhando calor humano, em outras palavras, abraçadas. O corpo de Miku realmente é acolhedor e macio, dá até para dormir de tanta suavidade que ela tem. Que abraço aconchegante, queria ficar com o meu corpo perto no dela pra sempre. Esse sentimento… Não sei explicá-lo direito… A Miku… Ela é tudo para mim. Claro, não tenho coragem de falar isso para ela, afinal ia ser meio estranho e como a Miku é desse jeito, ela pode entender outra coisa. Me afasto e dou um sorriso pra ela, fazendo-a corar.

 

- E aí, vamos passear amanhã para te animar?

 

- Vamos sim! - Bate palmas parecendo uma criança. Bem, ela é uma.

 

- Ótimo! É assim que eu gosto. - Olho para os lados. - Vamos comer um pouco? Vou fazer uma lasanha na qual sou a melhor fazendo.

 

- Eba! Estou morrendo de fome, tava difícil ficar chocada o tempo todo.

 

- Baka.

 

Dou um soco de leve no braço dela, fazendo Miku rir um pouco. Adoro ver ela assim. Me levanto junto dela e vamos para a cozinha, já que a esverdeada irá me ajudar a fazer a lasanha. Pego os ingredientes necessários e Miku pega os objetos para fazê-la. Ficamos conversamos enquanto fazíamos a comida, deixando aquele clima tenso para atrás e abrir as portas para o normal. Depois de um tempinho preparando e cozinhando e esperando a lasanha ficar pronta, finalmente tinha ficado no ponto ideal. Comemos juntas e mais tarde fomos para a cama, ainda não pude comprar uma cama para Miku e nem bancar um quarto próprio para ela, mas me sinto mais confortável com ela dormindo do meu lado. Não me sinto sozinha. Meus olhos começam a se fechar e finalmente pego no sono, e acho que posso dizer o mesmo de Miku.

 

 

(…)

 

 

Estou caminhando junto de Miku pelo bairro. Realmente, hoje o dia está belo e as pessoas parecem estar se divertindo e trabalhando também. Não vamos a um lugar específico, apenas estamos dando uma volta pelo quarteirão. O humor da Hatsune está bem melhor do que antes, ainda bem. No caminho, paramos e sentamos em um banquinho e, sem perceber, aquela volta no quarteirão virou para uma volta no parque. Ficamos ali observando a paisagem verde e as pessoas andando pra lá e pra cá. Vejo um homem de cabelos esverdeados preso em um rabo de cavalo se aproximando do banco que estamos sentadas. Fico desconfiada e peço para nós sairmos de lá, mas quando aviso, já era tarde demais. Miku volta a ficar com aquela cara chocada e assustada novamente. Será que… Aquele homem é o pai da Miku? Ele fica de frente para nós, com uma expressão séria e fria. Suas roupas são, de fato, chiques e parecem ter sido muito caras. Com as mãos no bolso, começa a falar.

 

- Não sabia que namorava uma garota, filha.

 

- E-Ela não é minha namorada. - Diz corada. Depois dessa até eu fiquei corada.

 

- Bom, o que faz com a minha filha, minha jovem? - Pergunta-me.

 

- Ela é minha amiga, dei moradia pra ela, dou comida, conforto, felicidade, quer mais coisas? Algo que o senhor jamais deu para ela. Além disso, Miku não é mais sua filha.

 

- Como ousa falar assim comigo, plebeia? Não te deram educação por algum acaso?

 

- Acho que não. E o senhor? Não pode falar de mim, pois fez uma coisa horrorosa para sua família.

 

- Isso é passado. E mocinha, não se meta nos assuntos dos mais velhos. - Tosse. Esse cara está me irritando. - Não vim aqui para arrumar confusão. Alguns dias atrás, eu me deparei com a minha filha perdida no parque. Estava a procurando faz anos! E agora, finalmente a encontrei.

 

- ''Mentiroso…'' - Penso.

 

- Só quero ter uma conversinha com a minha filha perdida.

 

- Você não vai ter conversa nenhuma com a Miku! Depois do que fez com ela, não permitirei isso!

 

- Pai… Luka…

 

- Não se preocupe, é uma conversa bem rápida. Vou levá-la para a minha mansão para conversamos a sós. - Diz pegando o celular e digitando. - Pronto. Mandei meu motorista vir aqui nos buscar, filha.

 

- Miku… Você vai mesmo com ele? - Olho fixamente nos olhos dela.

 

- Luka, não se preocupe, eu voltarei. Apesar de ter acontecido várias coisas no passado, vou conversar um pouco com ele. Talvez ele peça perdão pelo que houve.

 

- Mas…

 

- Vamos? - Pergunta o velho impaciente.

 

A limousine chega no local, estacionando na vaga perto de onde estamos. Miku levanta e seu pai anda na frente, a acompanhando. Vejo os dois entrarem no veículo e a esverdeada me dar um último olhar antes de partir. O carro começa a andar e sumir de vista, indo em direção a mansão. Estou paralisada. O que será que pode acontecer nesse reencontro? Estou preocupada com esse tal de ''reencontro''. Mas, Miku irá voltar, ela me prometeu. Não é? Não é como se o pai dela me tirasse Miku de mim, certo?

 

 

 

Assim espero.



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