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História Um motivo para ficar - Capítulo 4


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Notas do Autor


Volteeiii.

Espero que gostem.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Um motivo para ficar - Capítulo 4 - Capítulo 4

Acordo cedo e cheia de dores, levanto do sofá e começo a subir as escadas, quando levanto percebo uma coisa diferente dos outros dias.

- Granny.- Paro no segundo degrau e a chamo, ela logo aparece. - Não chegou nada para mim hoje?- pergunto como quem não quer nada.

- Não dona Regina.- ela respira fundo e estranho esse fato.- Hoje ele não mandou nada.- ela fala desapontada, só não sei responder se era comigo ou com ele.

- Ele quem Granny, ficou maluca?- me faço de desentendida.

- Você sabe, estava atrás de algum presente do Senhor Lo.....- a interrompo.

- Olha pra mim, você acha que eu vou...eu vou...ah por favor.- desconverso e subo as escadas correndo.

Boa Regina, você mandou bem.

Tomo meu banho e me arrumo, desço para cozinha, tomo meu café e saio, vou para casa da minha mãe.

- Olá querida.- ela diz quando abre a porta.

- Mamãe, que saudade- a abraço, entro em sua casa e me deparo com a Roni.

- Mãe- ela me chama, abraço ela e sento ao seu lado no sofá.

- Olá meu amor, se divertiu aqui?- pergunto a ela.

- Sim, a vovó me mostrou algumas fotos da minha irmã.- eu me assusto.

- Ela o que?- olho em direção da minha mãe.

- Regina a gente pode conversar?- minha mãe me pergunta.

- Devemos.- levanto e vou em direção ao escritório e ela me segue.- Ela não pode ver fotos da irmã, conversamos sobre isso mamãe, é triste, é horrível e trás lembranças cruéis.- eu grito e meus olhos se enchem de lágrimas.

- Para quem?- ela fala e eu a olho espantada- Para você? Para Robin? Para mim? Porque para Roni não.- ela diz calmamente.- Ela não se lembra de quase nada da irmã, pelo menos não sobre isso. E sim, nós conversamos sobre não falar da irmã dela mas filha ela tinha nove anos na época, hoje é uma mulher, tem 18 anos e tem todo direito de lembrar e ela- minha mãe solta uma risada- ela lembra com tanto amor, é incrível como mesmo depois de afastadas elas tem uma conexão.

- Ela morreu mãe- o sorriso da minha mãe some- Elas não estão afastadas, a minha filha morreu mamãe.- eu falo séria.

- Querida, eu sei que se culpa mas não é sua culpa.- ela fala me acompanhando nas lágrimas.

- Os pais deveriam ficar atentos, esses adolescentes fazem tudo pelo celular, são enganados diariamente, são só crianças.- eu falo chorando, minha mãe me abraça. - Eu fui atrás mamãe, não existia essa companhia de modelos que ela falou na carta, ela foi enganada e agora está morta.

- Oh meu amor.- ela me aperta.

- O Robin me odeia, a minha filha está morta e a Roni, ah mamãe a Roni está crescendo e eu tenho tanto medo, medo dela se apegar a um sonho e fazer uma locura.

- A Roni é inteligente as jovens de hoje em dia são diferentes das de antes, claro existem casos e casos, mas Roni é esperta e sobre o meu floquinho de neve- eu sorri com o apelido que ela deu para minha menina- oh querida, ela está em um lugar melhor, e o Robin, o Robin pode possuir qualquer sentimento por você, ódio não é um deles.- sorrio sem graça.

- As vezes acho que ela está viva, sei que é impossível, mas é que é difícil acreditar.

- Eu também sinto isso as vezes.- eu a olho e ela está chorando e de repente sentimos um frio e ela fecha os olhos.- Principalmente quando neva- olho a janela e percebo alguns floquinhos de neve, sorrio para minha mãe.

Pov autora

Em algum lugar longe dali:

Uma moça morena entrava no beco que ficava dentro de uma espécie de galpão.

- Capitã- ela fala, a outra morena a olha e sorri, aponta o colchão no chão e moça se senta com ela.

- Vocês e essa mania de ainda me chamar de capitã.- ela sorri e continua lixando a unha.

- Você continua sendo nossa líder.- olha para as outras moças que estavam ali e todas sorriem.- Não trago notícias boas.- a moça a sua frente levanta o olhar.- Ouvi uma conversa do Gold...

- Tá maluca? Já avisei para você não fazer isso, se ele pega você escutando.- ela repreende.

- Enfim, isso não vem ao caso, capitã- ela olha triste para a outra morena. - A Jenny foi morta.

A dita capitã, se levanta e fica de costas, ela começa a chorar e se apoia na parede, enquanto as outras meninas se levantam, algumas começam a chorar também, afinal eram família e as outras que a conheceram naquele local imundo tinham se tornado isso também.

- É minha culpa- a capitã soluça- eu deveria ter negado  ela me disse que iria fugir.- ela começa a ficar com raiva e quebra o espelho em sua frente.- Nunca vamos sair daqui.

- O que houve?- uma loira que acaba de entrar no local, pergunta.

- Jenny- a capitã responde, a loira não entende e varre os olhos no local, a procura da falecida, a morena se aproxima e toca seu rosto.- Meu amor, a Jenny foi a próxima.- A loira derrama uma lágrima e a moça que já estava com a mão em sei rosto a enxuga.- A nossa Jenny se foi.

- Não- ela grita chorando- Não.- a morena a abraça.

- Vai ficar tudo bem.

Pov Regina.

- Mãe, eu sinto muito- Roni dizia.

- Querida, eu que peço desculpas, um dia eu ainda mostro todas as fotos dela, como você quer, é que agora eu entendo, dói mais em mim, do que em você.- Roni deita em meu colo e encosto minha cabeça no sofá, tínhamos acabado de chegar da casa da minha mãe e já estávamos em minha casa.

- Sinto saudades.- ela diz e eu a olho.

- Ela faz falta.- eu digo e ela levanta.

- Não falei dela.- ela me olha triste.

- De quem então?- eu estava confusa.

- Esquece não é nada.- ela desconversa e vai para a cozinha, ela coloca o almoço no prato e se senta na mesa, eu a sigo e faço o mesmo mas ficando na ilha da cozinha, começamos a comer e quando terminamos, ficamos paradas no mesmo local, o seu olhar se encontra com o meu.

- Me fala, eu quero ouvir.

- Mami.- ela nega a cabeça e eu a olho com a sombrancelha arqueada, como quem diz para ela me contar.- Você- e então que eu me assusto.

- Meu amor, como assim?

-Mãe, quase não nos falamos como antes, não temos mais tanta intimidade, você passa muito tempo trabalhando, desculpa se eu fiz algo ou...- ela começa a chorar, e olha que surpresa, eu também.

- Você não fez nada amor, eu... Eu não sabia que se sentia assim,eu sinto muito.- me aproximo dela.- Quer falar mais?

- Vocês, você e o papai esqueceram de mim- eu ia falar, quando ela me interrompe.- Vocês perderam uma filha, eu perdi minha irmã e melhor amiga, vocês não perguntaram como eu estava, só decidiram tudo por mim, se divorciaram e mais uma vez, não perguntaram como eu estava, eu morei com o papai e aí, você só fazia parte da minha vida no sábado e domingo, você tentou se fazer presente, mas mãe- ela respira fundo.- Desistiu no meio do caminho.- eu estava em choque.- Tá tudo bem- ela sorri e segura minha mão.- Eu tô começando a entender, o que é ser adulta.- ela dá um beijo em minha testa e sai.

Fico ali sentada até Granny aparecer.

- Aconteceu algo, dona Regina?

- Estou falhando de novo.

- Como?- ela perguntou e eu nego com a cabeça e me levanto.

- Nada Granny, eu vou subir.- dou um beijo em sua bochecha e subo.

Ao passar pelo corredor paro em sua porta e a vejo escutando música, escrevendo em seu diário, sim ela ainda tem diário, rio com meu pensamento, entro em seu quarto e sento em sua cama, só aí ela percebe minha presença.

Tira seus fones e me olha.

- Oi

- Olá

- Amanhã teremos compromisso, okay?- ela me olha confusa.

- Qual?

- Surpresa- ela sorri.- eu vou sai hoje a tarde, mas amanhã teremos o dia só nosso.

- O dia? - eu assenti- mas amanhã é segunda.

- Eu sei.- dou um beijo em seu rosto e saio.

Ao saí, encaro a porta da frente e entro. Observo os posts na parede da antiga moradora e sento em sua cama, pegando o porta retrato da escrivaninha.

- Oh querida, você não sabe o tamanho da falta que faz, tudo estaria tão diferente.- digo sussurrando.

Deixo minha lágrima cair.


Notas Finais


E aí? Continua?

Quem será a outra filha da Regina?
Será que ela está mesmo viva? Ou não?

Me digam o que acharam.


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