História Um Mundo Alternativo - Capítulo 24


Escrita por:

Postado
Categorias Sword Art Online
Personagens Kirigaya Kazuto, Kirigaya Suguha, Klein, Lisbeth, Silica, Sinon, Yui, Yuuki Asuna
Tags Drama, Romance, Sword Art Online
Visualizações 62
Palavras 1.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fala pessoal!! Mais uma vez provo minha falta de habilidade com prazos kk, mas o problema foi que estava viajando no último final de semana, de qualquer forma, aqui está!
Boa leitura.

Capítulo 24 - Ingenuidade


Capítulo 24: Ingenuidade

P.O.V Kirito:

Enquanto Suguha se aproximava de mim fui tomado por um súbito momento de lucidez diante de meu comportamento estúpido tomado pelo álcool e lembrei-me daquela menina perfeita a qual me apaixonei com 15 anos e até hoje não a esqueci. A menina de cabelos e olhos castanhos que fez minha personalidade fria e niilista transformar-se por completo. A mesma garota que me deu o melhor motivo para viver. Não poderia desistir dela dessa maneira como fiz nos últimos anos. Saltei do sofá um pouco cambaleante e disse:

-Não Suguha, isso não pode acontecer, desculpe.

-Kirito, o que te impede, me diga. –ela perguntou claramente irritada.

-Asuna, ela me impede, sempre impediu, eu pertenço a ela Suguha, não consigo mudar isso. –respondi enquanto pegava meu paletó e um sobretudo azul escuro jogado no sofá.

-Não acredito, mesmo depois do que ela te mandou. –retrucou Suguha.

-Isso mesmo, até depois. –falei impaciente e sai pela porta.

Peguei o elevador até a garagem, mas assim que cheguei no carro percebi que não tinha nenhuma condição de dirigir e acabaria me matando. Subi até o hall de entrada e sai do condomínio. Uma chuva bem fraca, mas incomoda cai dos céus naquela hora. Olhei para o relógio com dificuldades e percebi que era meia noite. Fui andando pela rua sem um destino certo. A água já me ensopava por completo. Minhas mãos geladas não conseguiam se esquentar mesmo por dentro do casaco. Enquanto caminhava, as lembranças com Asuna me enlouqueciam, uma mistura horrível de saudades e remorso que conseguia queimar mais que o whisky que a pouco ingeria. Cambaleava pela noite até ver a distância o prédio da Arcus com seu imponente logo e um alpha brilhoso acima. Decidi que era o melhor lugar para passar a noite, porém antes de me dirigir a empresa fui andando até um café 24 horas que funcionava ali perto. Entrei na cafeteria que dispunha de um ambiente quente e aconchegante, no momento havia apenas um homem escrevendo algo em um laptop e bebericando um expresso. No balcão se encontrava um homem nos seus 50 anos limpando alguns copos. Aproximei-me deste e sentei na cadeira em frente. Tirei o sobretudo e deixei na cadeira do lado. O senhor se virou para mim e perguntou:

-Vai querer algo meu jovem? –sua voz era calma e denotava um fraco sotaque italiano.

-Um cappuccino, por favor. –respondi com a cabeça ainda girando.

-Não prefere uma água tônica de início, é bom pra passar um pouco o efeito da bebida. –ele falou sorrindo.

-Acho que o senhor está certo. –disse fracamente.

O homem se retirou e logo depois voltou com uma latinha de água tônica e um copo com gelo e limão. Ele abriu a lata e me serviu. Virei o copo, o que fez o homem rir e enchê-lo novamente. Imediatamente senti um pouco do peso da minha cabeça passando:

-O que faz um rapaz bem vestido que nem você estar perambulando por ai a essa hora? Uma balada? –ele perguntou rindo de leve.

-Não, alguns problemas apenas. –respondi com a sinceridade que só a bebida proporciona.

-Mulheres? –ele questionou sorrindo e voltando a seus afazeres com o copo.

O olhei com um ar surpreso. Era tão fácil descobrir isso? Ou minha aparência cansada já denunciava?

-É, meio que sim. –falei cabisbaixo.

-Imaginei, bem, deixe-me apresentar, sou Vito Corleone. –ele disse me estendendo a mão.

-Kirito. –respondi.

-Bem, Kirito, já passei por uma situação similar a sua, então acredite, entendo sua dor. –ele falou pegando uma xícara e se servindo de café. –Mulheres são complicadas, brigou com sua namorada, esposa algo assim?

-Não, na verdade, acabamos nos separando a algum tempo por diversos fatores e ontem eu a vi novamente e sei que ela me viu também e isso foi.. difícil. –falei bebendo a água tônica.

-Essa separação você quis? –Vito perguntou bebericando o café.

-Não, ela que me avisou, por e-mail inclusive, mas foi tão estranha e súbita. –retruquei lembrando-me daquele doloroso dia que Liz me mostrou a mensagem da Asuna.

-Olha Kirito, eu não sei o que a motivou a isso, ou o que você poderia ter feito para impedir, mas claramente você não se conformou com a decisão dela. Então se quer um conselho, vá atrás dessa garota o mais rápido possível, nem que seja para tomar um não, mas não deixe essa ponta solta. –ele deu uma pausa e bebeu o café. –Arrependimento é o pior dos sentimentos, um peso que nunca te larga. –concluiu Vito, confirmando sua sabedoria.

-Nossa, eu vim aqui tomar um café e consegui bem mais, obrigado senhor Corleone. –falei sorrindo levemente.

-Que isso, a tontura passou? –ele perguntou chacoalhando a lata vazia.

-Sim, bem melhor, obrigado, me veja dois cappuccinos para levar. –disse puxando a carteira.

Vito preparou o meu pedido e entregou dois copos cheios em uma estrutura de papelão. Vesti o sobretudo, paguei o pedido com uma gorjeta generosa e sai. Ainda chovia, era 1 da manhã e fui andando até o prédio da Arcus. Abri as portas e me deparei com o segurança de plantão dormindo na mesa, cheguei até ele e deixei um café. O homem acabou acordando com meus passos e se assustou:

-Ah meu deus, senhor Kirito, perdão, isso não acontecerá de novo. –ele disse se postando em pé.

-Não se preocupe, só evite dormir mesmo, trouxe um café para animá-lo. –respondi sorrindo.

-Obrigado diretor. –ele disse pegando a bebida. –O que faz aqui de madrugada se não se importa de responder.

-Vim trabalhar em alguns assuntos apenas. Nada de mais. –falei me despedindo e indo até o elevador.

Cheguei em meu andar e fui até a minha sala, deixei o café encima da mesa e pendurei meu sobretudo em um gancho atrás da porta. Então passei o resto da noite adiantando o trabalho de praticamente uma semana. Lá pelas 6 horas vi o sol nascer e um pouco depois acabei caindo no sono.

Algumas horas depois sinto uma mão me acordando, era Kayaba, estava com seu olhar impassível de sempre, porém parecia mais feliz e um pouco preocupado:

-Tudo bem Kirito? –ele perguntou.

-Tudo, só precisava dormir um pouco. –respondi ainda sonolento.

-Por que veio trabalhar tão cedo? –Kayaba questionou.

-Estava meio inquieto, por isso decidi vir. –falei me espreguiçando.

-Era a Asuna né? –ele falou de repente.

-O que? –perguntei surpreso.

-A mulher que você saiu correndo atrás ontem. –ele falou. –Era a Asuna?

-Sim. –respondi olhando para a gaveta onde estava meu retrato com ela, mas sem abrir o compartimento.

-Kirito, vá atrás dela, não aguento de ver desse jeito, encontre-a e então decida como isso vai acabar. –ele falou se levantando. –Só passe tomar um banho e trocar de roupa antes. –ele acrescentou e saiu.

Percebi então um forte cheiro de álcool misturado com água da chuva em minhas roupas. Era realmente deplorável. Peguei meu casaco e fui saindo, cheguei nos elevadores sem olhar para a mesa da Leafa, até esta me chamar:

-Kirito.

-Sim? –respondi sem a olhar direito.

-Está indo atrás daquela garota né? Por favor me diga que sim. –ela falou rindo. –De qualquer forma, aqui está o endereço da empresa que ela estava representando, talvez ajude.

-Nossa Leafa, obrigada mesmo, você é incrível. –respondi sorrindo.

-Obrigado Kirito. –ela disse constrangida.

O elevador chegou, mas antes de entrar neste, fiz questão de abraçar Leafa com toda a minha força, tinha sorte de conhecer alguém como ela. Fui até o hall então e sai. Andei até meu apartamento a algumas quadras e entrei no condomínio, ao chegar a minha porta, abri-a hesitante e vi apenas um bilhete encima da mesa escrito:

“O dia que você deixar de ser idiota Kirito, me procure. Suguha.”

Talvez ela estivesse certa, eu sou um idiota e estou prestes a dar o atestado final sobre isso. Tomei um longo banho e vesti uma camisa branca com alguns ornamentos junto de um conjunto de colete, calça e paletó pretos com uma risca de giz branca. Optei por uma abotoadura quadrada simples, com uma pequena pedra preta no centro. Uma gravata rosada com pontos pretos e sapatos também pretos. Peguei o antigo relógio que a Asuna havia me dado e senti meu coração bater mais forte. Chequei meu dedo anelar da mão esquerda e vi ali o mesmo anel de compromisso de anos atrás. Senti-me então finalmente pronto. Sai do apartamento, entrei no carro e iniciei a busca pela mulher da minha vida outra vez....  


Notas Finais


Bem, desculpas pela demora novamente e até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...