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História Um Mundo Incrível! (Interativa) - Capítulo 65


Escrita por: e ablonblaker


Notas do Autor


EAE MEU POVOOOOOOO! FINALMENTE A TEMPORADA DOIS DESSA CARALHA COMEÇAAAAAAA!
Se preparem, porque essa temp vai ser beeeeem tensa ksksksks

Enfiiiim, para comemorar esse início de temporada, hoje saíram quatro capítulos para vocês! E depois é postagem aleatória mesmo¯\_(ツ)_/¯

Ah e outra! O servidor da fanfic no Discord recebeu uns aprimoramentos por assim dizer, e agora todos lá podem mandar dúvidas sobre a fanfic diretamente para mim e o Ablon, receber avisos antecipadamente, receberem imagens sobre a fanfic, dar idéias, receber os caps toda vez que sair um e claro, papear comigo, o Ablon e outros leitores, inclusive criadores de personagem! Aqui o link para quem tiver interesse: https://discord.gg/PdedEgG

Mais outra coisinha, as opiniões que vocês deram, serão usadas no cap seguinte!

Hmmmmm, e acho que para encerrar só falta ressaltar até esse cap, o nome e a capa foram feitos pelo Ablon, eu só arrumei a ortografia.


É, acho que só isso que eu tenho pra falar kkkkkkkk, boa leitura pessoal!

Capítulo 65 - Cicatrizes...


Fanfic / Fanfiction Um Mundo Incrível! (Interativa) - Capítulo 65 - Cicatrizes...

Escuridão por todo lado... Um breu sem fim aparente... Andando por um infinito... 

Um jovem andava por esse vazio, andava sem rumo aparente, mas ele sabia que algo ali o chamava.

Para o jovem, dias se passavam como se fosse nada, andando sem parar buscando por algo que ele nem sabia o que era...

Andando por o que pareciam meses ou até mesmo anos, o garoto finalmente ouve uma voz.

O dever...

A voz ecoa pela cabeça do jovem.

Você deve herdar...

A mente do garoto começa a voltar e ele percebe onde está após anos e anos...

Ao olhar ao redor o mesmo percebe que o ambiente não era quieto... Era uma tempestade, chuva não parava de cair, o vento estava forte o suficiente para destruir casas... Mas... Por que ele achava que não havia nada ao redor... Isso era o que passava em sua cabeça...

A voz ecoa de novo.

O único que pode...

A chuva estava cobrindo totalmente a visão do jovem... O vento não parecia empurrá-lo.

Nos lidere...

Uma voz diferente ecoa.

Nos comande...

E outra voz ecoa também.

O vento começa a abrir um caminho na chuva, agora deixando visível um caminho e o garoto seguiu tal caminho.

Durante o percurso o garoto podia ver a chuva ao seu redor, mas a chuva não o tocava era como se ou esse uma parede entre eles... Focando mais dentro da chuva, o garoto vê várias pessoas o observando, mas as pessoas não tinham rosto.

Aquilo o incomodou mas decidiu seguir o caminho, quanto mais ele percorria mais perto as pessoas chegavam, aquilo começou a incomodá-lo mais ainda, até que em um momento as pessoas estavam praticamente encostadas nas paredes e agora mais que antes ele podia ver, eram fadas, bestiais e gigantes... Aqueles eram os mortos da floresta do rei das fadas...

Ele não sabia o por que eles estavam ali, mas não podia deixar de sentir os rostos o encarando.

Ele continuava o caminho tentando não olhar para as pessoas ao lados, mas não conseguia tirar aquela sensação ruim de ser encarado.

O caminho continuava por muito tempo e mesmo com tanto caminho, as pessoas não sumiram e mesmo assim nenhuma era igual... Porém o longo caminho chegou ao fim...

Uma árvore... Apenas uma árvore... Ela não era grande e não aparentava ser tão especial, mas mesmo assim, aquela árvore o chamava... Era como se ele tivesse nascido para isso... A chuva não afetava aquele lugar, era como um domo envolta da árvore.

O garoto começa a andar até a árvore, cada passo que ele dava fazia as pessoas se amontoavam ao redor do domo... ao chegar perto da árvore o garoto repara que uma marca está gravada, um olho... Intrigado com a forma da marca, o garoto começa a chegar mais perto e estica sua mão para tocar na árvore.

Porém ele sente algo... Algo na sua mão e ao vê o que era... Vermelho... Sangue... Sua mão estava coberta por sangue... Era quente e ao mesmo tempo frio... Era familiar... O garoto já havia sentido essa sensação...

E o garoto sabia de quem era o sangue.

Sabendo de quem era e por que estava ali, o garoto começa a entrar em pânico, ele cai de joelhos sem força em suas pernas.

???: Você causou isso...

Uma voz diferente... Diferente das vozes dos outros... Mas igual ao sangue, ele sabia de quem era a voz...

???: Você é um monstro...

O garoto levanta a cabeça olhando para a árvore e um ser está de pé em sua frente.

A chuva fora do domo piora e raios começam a cair iluminando toda a área mostrando quem era o garoto e o ser.

Nicolas Harlequin: Como você pode me matar?

O ser em frente a árvore fala.

João Harlequin: Eu não tive escolha...

Nicolas: Você sempre teve escolha.

Nicolas abaixa e segura as mãos de seu irmão com força mostrando a palma cheia de sangue.

Nicolas: Isso foi culpa sua, totalmente sua.

O Harlequin mais novo aperta mais ainda mais de João.

João: Você ia matar a todos...

Nicolas: Mas eles me feriram primeiro.

João: Mas era errado você matá-los...

Nicolas: E NÃO ERA ERRADO ELES RIREM DE MIM? NÃO ERA ERRADO ELES QUEREREM FICAR COMIGO SÓ PELO MEU TÍTULO?

João: Eu sei... Mas...

João que estava ajoelhado começa a chorar.

Nicolas: NÃO EXISTE "MAS", ISSO JÁ ACONTECEU... E agora... Você tem meu sangue em suas mãos...

O corpo de Nicolas começa a se decompor.

A podridão se aproxima de João e começa a se espalhar pelo seu corpo.

Nicolas solta as mãos de João e segura a cabeça de seu irmão com força, o fazendo olhar nos seus olhos.

Nicolas: Arque com as consequências.

A podridão nas mãos de Nicolas começam a chegar no rosto de João.

João sentia as larvas pelo seu corpo... Comendo seus olhos... Devorando seus órgãos... Destruindo cada parte de seu corpo... E então...

João levanta na cama, seu corpo está todo suado e sua respiração acelerada.

O Harlequin estava no quarto sozinho, em choque pelo que houve em seu pesadelo, de repente, o mesmo sente algo subindo por sua barriga e vira para o lado da cama e vomita, após vomitar, ele tenta pegar ar mas tinha dificuldade pois toda hora lembrava do que houve.

João: De novo não, chega desse pesadelo... Por favor... Por favor... Por favor...

E assim continuava a falar enquanto deitava chorando.

Alguns minutos haviam se passado e o choque também já não estava tão forte, João decide então levantar e sair para tomar um ar. Andando pelo corredor do dormitório, João via que as luzes do quarto de Elisabeth estavam acesas e pensa em bater na porta, mas desiste pouco tempo depois, andando pelo dormitório, o mesmo é surpreendido por Elisabeth bebendo água.

João: Yo...

Elisabeth: Amor? O que faz acordado a essa hora? 

João: O mesmo...

Elisabeth: Entendo...

Elisabeth pega outro copo com água e entrega para João.

Elisabeth: Isso já está acontecendo a mais de uma semana...

João: Isso está ocorrendo desde que eu o matei... Aquele mesmo lugar... Aquele sangue...

João pega o copo e começa a bebe-lo tirando parte do gosto ruim da boca.

Elisabeth: Você quer deitar no meu quarto?

João: Não... Agora preciso tomar um ar...

Elisabeth: Tudo bem, depois se quiser pode entrar lá, você tem a chave afinal.

João: Obrigado.

Elisabeth volta para o seu quarto deixando seu namorado sentado na cozinha.

Sem nem mesmo terminar o copo de água, o Harlequin sai do dormitório e começa a andar por vários lugares da escola, andando pela área escolar e até passando entre os outros dormitórios e quando estava passando pelo dormitório das Águias, ele viu a luz do quarto do Raymond acesa.

Após passar um tempo pensando sobre, João decide mandar mensagem para Raymond.

[Mensagens ON]

João: Boa noite Ray, desculpe o incômodo...

Raymond: João? Por que está me chamando tão tarde?

João: Eu gostaria de conversar com você...

Raymond: Ok, pode falar.

João: Pessoalmente.

Raymond: Quando?

João: Agora, estou na frente do dormitório.

Raymond: Tudo bem.

[Mensagens OFF]

Pouco após João mandar a mensagem, ele começa a ouvir sons de passos vindo de dentro do dormitório e logo Raymond abre a porta.

Raymond: Boa noite.

João: Oi.

Raymond: Pode ir entrando.

João: Você não vai perguntar o por que eu vir aqui?

Raymond: É só ele, não é?

João acena com a cabeça e entra, Raymond leva João para seu quarto, no caminho para o quarto, João via que todos os outros quartos estavam apagados.

Logo ao chegarem no quarto, era visível a bagunça dele.

Raymond: Desculpe a bagunça, eu não tenho conseguido fazer nada esses dias.

João: Está tudo bem, eu também apareci de repente, então não é para menos.

Raymond mostra uma cadeira para João e senta na cama, seguindo Raymond João vai para cadeira.

João: Bom vamos lá, preciso saber com sinceridade as respostas.

Raymond: Certo.

João: Você acha que o que ele fez tem perdão?

O clima fica mais pesado que antes.

Raymond: Direto hein... Eu não sei dizer... Por mais que ele tenha revivido todos que ele matou, ainda assim ele matou... Eu quero perdoá-lo... Mas...

João: Você sabe por que ele fez tudo isso.

Raymond: Eu sei.

João: Ray, se você acha que ele merece perdão, então o perdoe... Você é o único que pode ficar ao lado dele... Então não o deixe...

Raymond olha para João e vê um rosto sincero vindo do Harlequin.

João: Ele está quebrado... Ele nunca mais vai ser aquele garoto de antes...

Raymond: Ei João...

João: Hm?

Raymond: Por que você veio falar comigo?

João: Como assim?

Raymond: Você veio justamente aqui, deve ter um motivo.

João: Eu não sei, eu apenas andei... Na verdade... Eu precisava achar uma resposta para algo...

Raymond: Você encontrou a resposta?

João: Não.

Raymond: Desculpe não poder ajudá-lo...

João: Está tudo bem.

João levanta e vai para a porta.

João: Eu fico feliz por ouvir sua opinião.... Cuide do meu irmão...

Raymond acena em sim e espera João sair do quarto.

O Harlequin que tinha acabado de sair do quarto de Raymond ouve uma voz familiar.

Trinity: Veio fazer o que aqui?

Surpreso por não ter sentido que Trinity está ali, João vira rapidamente pra ela.

João: Putaria em, como você fez isso?

Trinity: Isso o que?

João: Nada não, deixa... -João aos poucos desce a cabeça olhando para a camisa de Trinity que estava estampado um gatinho rosa- Que fofo.

Trinity: Tu quer apanhar, né?

João: Nah, tô de boa e já estou de saída.

Trinity: O seu merda, aproveitando que você está aqui, tá afim de tomar um chá?

João: Tá me chamando para um encontro à noite?

Trinity olha para João com uma cara calma, como se soubesse o que ele falou com Raymond.

João: ....tudo bem.

Trinity: Vamos pro meu quarto então, lá ninguém vai conseguir ouvir.

João: Certo.

Trinity foi pra cozinha pegar as xícaras e o chá, enquanto João ia para o quarto, o quarto de Trinity era bem comum ao primeiro olhar, tinha livros em uma estante, uma escrivaninha com material de estudos, uma cama e uma mesa perto da janela com duas cadeiras.

João sem problema algum entra e senta na cadeira perto da janela, a vista era até que boa, era possível vê a lua que iluminava o quarto, o vento que entrava era refrescante.

Pouco tempo se passa, e o cheiro de chá começa a entrar no quarto mostrando que Trinity estava chegando.

O aroma do chá trouxe uma memória antiga de João, quando ele estava dando uma pausa do treino de magia com sua mãe e ela bebia um chá com esse cheiro.

Trinity entra no quarto com uma bandeja com um bule de chá e duas xícaras e os coloca na mesa.

João: Que chá é esse?

Trinity: Um da Floresta das Bruxas.

João: O cheiro é bom.

Trinity: É algo raro alguém fora da floresta tomar esse chá, então se sinta honrado.

João: Ok, eu vou... Com toda certeza.

Trinity serve chá para ambos e começam a beber.

Trinity: Vai querer falar?

João: Acho que está tudo bem falar para você... Esses dias eu não tenho conseguido dormir direito...

Trinity: Por quê?

João: Tenho tido um pesadelo meio frequente, nele eu estou em lugar escuro sem fim, andando por o que pareciam anos... Sem nem sentir nada, como se eu não controlasse meu corpo... Porém, em algum momento eu apenas volto, e quando percebo estou na chuva... E estou rodeado pelos mortos do reino da natureza...

Trinity: Por que você estaria rodeado por eles?

João: Após eu continuar andando com os mortos me encarando, eu me vejo em frente à uma árvore... E quando eu menos espero ele está lá...

Trinity: Quem?

João: Nicolas, ele está me culpando por matá-lo... E falando que poderia ter sido diferente...

Trinity: Mas ele está vivo. Preso como o animal que é, mas vivo.

João: Eu sei... Mas mesmo assim, o sangue dele está em minha mãos, eu quase matei meu irmão...

Trinity: Mas e aquela árvore? Ou os cidadãos do reino?

João: Isso é o que me assusta mais, eu sei o que aquele sonho quer dizer... Mas eu não quero que ele se torne real...

Trinity apenas encara João enquanto bebe o chá.

João: A Árvore Sagrada... Ela está me chamando.

Trinity: ...

João: Ela quer que eu seja o próximo rei.

Trinity: Ele perdeu o direito então.

João: Sim.

Um tempo passa com os dois calados, o chá estava na metade, João encarava a lua pensativo e Trinity olhava a cara de João.

Trinity: Você está com medo de herdar o título, né?

João: Precisamente.

Trinity: Você não quer pegar o lugar de seu irmão, porque irá parecer que ele não importa mais...

João: É... Eu... Não queria que as coisas estivessem assim...

Trinity: Mas sem um rei, o reino entrará em caos.

João: Eu sei... Isso é ridículo... Tanto peso...

Trinity: Eu entendo em partes, ser tão jovem mas ter que arcar com responsabilidades assim...

João: Sabe Trinity, não cheguei a te contar sobre uma coisa de mim.

Trinity: O que?

João: Eu não nasci para ser livre de verdade... Eu e o Nicolas nascemos para matar dois seres, nós nascemos para matarmos nossos pais...

Trinity: Filhos dos reis.

João: É... Exatamente... Nascer e crescer justamente para matar meu "pai".

Trinity: Isso é... Pesado...

João: Bastante... E agora eu sei, Nicolas teve mais peso que eu... Ele teve que virar o rei, cuidar de tudo praticamente sozinho...

Trinity: Faz sentido ele ter quebrado.

João dá um último gole no chá e quando foi repor já havia acabado.

Trinity vendo isso, vai até um canto do quarto, nesse canto havia um armário, Trinity pega o que havia dentro do armário e leva a mesa. O que havia dentro do armário, era uma garrafa de vinho e duas taças.

Trinity: Eu normalmente não iria beber a essa hora, mas por hoje eu vou dá uma brecha.

João dá um leve sorriso e pega a garrafa e serve para ambos.

Trinity pega a taça e bebe metade de uma vez.

João: Obrigado por me ouvir, acho que eu encontrei a resposta que eu queria...

João bebe um pouco do vinho e fica olhando para a janela.

Trinity: De nada... Ei João...

João: Hm?

Trinity: Eu gosto de você... Eu acho que eu poderia dizer que até te amo...

João vira rapidamente a cabeça, surpreso com o que Trinity diz e vê Trinity com rosto totalmente vermelho e balançando um pouco como se não tivesse equilíbrio.

João: Puta merda, você está bêbada já?

Trinity: Janais...

João começa a tremer um pouco e no fim começa a rir.

João: Mas caralho viu...

Trinity: Não fala icho.

João levanta e vai até Trinity e a pega no colo a levando para cama.

Trinity: Mas sério, eu goscho de você... Desde que você apaleceu eu consigo conversa com minha mãe... Ela sempre foi distante de mim, mas agora quando eu entrego as amostras pra ela, eu consegui conversa com ela... Nós tomamos chá as vezes... Obrigada...

João: ...de nada.

Trinity: Você não pode ajudar todo mundo... Então não se cobre tanto...

João coloca Trinity na cama e a cobre, após isso vai para a janela e fica de pé nela.

João: Eu irei lembrar do que você disse.

E com um bater das asas João sai voando, o vento batendo em seu rosto agora com uma força maior, o vento passando por suas asas, limpam sua mente.

João: Esse é meu destino... Mas sou eu que decido isso...

João pega uma altitude grande, o suficiente para passar as nuvens e então fecha seus olhos e suas asas, caindo em queda livre.

Quando abre os olhos João está naquele lugar escuro, não conseguia ver nada... Porém diferente de antes, agora ele está no controle... A chuva está calma... O vento não estava feroz... E agora as pessoas já estavam a sua volta abrindo um caminho... Andando por esse caminho João se vê em frente a árvore.

João: Meus pecados não irão sumir... Porém eu não devo fugir deles...

O sangue começa a aparecer e seu irmão também.

João: Você não é ele.

Nicolas: Como pode dizer isso?

João: Eu falo isso porque é a verdade.

Nicolas: Você não liga mesmo para mim...

João: Não, eu ligo... Porém não podia deixar você fazer aquilo...

Nicolas: Então decidiu me matar? Que belo irmão...

João: Eu sei que não fui bom antes... Porém irei melhorar...

João segue reto e passa por Nicolas que ao encostarem seus corpos, o morto-vivo some.

A árvore está lá... Parada... E aquela marca de olho chamando atenção ainda...

O Harlequin chega mais perto da árvore e encosta a mão na marca de olho, instantaneamente a árvore começa a brilhar em verde, a luz da árvore começa a iluminar todo o lugar, mostrando que João estava na verdade em um grande campo verde, os cidadãos da floresta agora ganham cor e rosto, com o lugar totalmente iluminado João olha para a árvore.

João: Eu irei fazer o que eu quero, então mostrar o meu destino que eu construí.

Os cidadãos se ajoelham para João.

E o Harlequin se vê caindo ainda, abrindo suas asas, a queda para e João toma controle do vôo pouco antes do solo.

[...]

A noite já tinha passado, João tinha voltado para seu dormitório e dormiu junto com Elisabeth, o pesadelo havia sumido.

Agora era de manhã e João estava sentado em frente a Phausto na sala do diretor.

Phausto: Então João, o que deseja de mim?

João: Eu não vim aqui como aluno.

Phausto: Veio aqui para o que então?

João: Vim aqui para levar o Nicolas para a Floresta da Natureza.

Phausto: Negado.

João: Acho que você não entendeu Phausto, isso não é algo negociável...

Phausto começa a liberar uma enorme carga de energia demoníaca com uma aura assassina.

Phausto: Com que direito você diz isso para mim?

João libera energia do mesmo nível que Phausto.

João: Com o direito do Rei do Reino da Natureza.

Os olhos de João mudam, deixando um celeste e outro negro demoníaco.

As paredes começam a rachar e os vidros quebram.

Phausto: Você sabe o que ele fez…..

João: Justamente por isso eu vou levar ele.

Phausto: Por que eu deveria fazer isso?

João: Por que isso não é assunto para a escola, ele é um membro da família real, então ele deve ser julgado lá.

Phausto: Você ainda não me respondeu. -Ele quebra sua mesa a tocar nela- Por que eu deveria fazer isso?

João: Por que isso é uma ordem. Ou você prefere começar uma guerra contra o meu reino?

Phausto começa a pensar um pouco e dissipa sua energia, logo João faz o mesmo.

Phausto: Entendi, iremos lhe entregar o Nicolas, afinal não queremos uma guerra...

João: Tudo bem, eu irei entregar uma compensação pela cooperação.

Phausto: Agradeço, irei mandar os guardas tirarem Nicolas da prisão e entregá-lo.

João: Eu estarei esperando na entrada da escola.

Phausto: Tudo bem.

[...]

Em torno de uma hora havia se passado, e João estava na frente do portão da escola parado, os guardas estavam chegando com Nicolas que estava magro como se não comece a dias, seus olhos estavam vazios e ele aparentava não ligar para nada, fora que veias negras se destacavam no seu corpo.

Guarda: Ele não comia nada, recusava qualquer coisa que o entregamos...

João: Tudo bem, eu já imaginava que ele não iria comer.

Nicolas olha para João e os olhos sem vida agora se enchem de ódio.

Nicolas: Por que um lixo como você está aqui?

Os guardas deixam Nicolas após entregarem o grimório para João.

João: Eu estou aqui para levar você para casa.

Nicolas: Casa? Não seja ridículo, eu não tenho casa...

João: Erro meu, vou te levar para ser julgado por seus crimes.

Nicolas: Crimes? Você tem o direito disso?

João: Tenho.

João pega Nicolas pelo colarinho e abre voo em direção a floresta das fadas.

Nicolas: Me solta seu merda, não quero uma pessoa podre igual você me toque!!!

João permaneceu quieto o caminho todo enquanto Nicolas se debatia feito louco.

Chegando na floresta, Nicolas repara que não parou onde normalmente deveria, e que estavam indo em direção a um lugar que ele não queria, o cemitério.

As plantas abriam caminho e mostravam o cemitério para João e Nicolas que logo pousaram, as estátuas dos antigos reis e rainhas estavam alinhadas junto com aqueles que eles consideravam queridos.

Nicolas se sente incomodado ao entrar naquele lugar e também repara que João não olhava para as estátuas e sim um pouco acima.

João: Nicolas, você sabe o por que de estarmos aqui?

Nicolas: Pra me julgar? Ou melhor, para você se intrometer de novo na minha vida?

João: Não, aqui é apenas uma pequena parada, estamos aqui para você vê-la.

Uma estátua começa a brilhar... A estátua que Nicolas menos queria ver... A estátua de sua mãe, Dayana Harlequin... O brilho aumenta e acima da estátua um espírito se forma.

Nicolas: M-mãe…?

Dayana: Nicolas meu pequeno...

Nicolas: C-como você está aqui?

Dayana: Eu posso materializar temporariamente meu corpo aqui...

Nicolas cai de joelhos.

Dayana: E você sabe o por que estou aqui...

Nicolas: Não... Não... Por que?

Dayana: Você fez algo imperdoável...

Nicolas: Não foi culpa minha!

Dayana: Você sabe que foi.

Nicolas: NÃO! Eu.... Eu.... Foram eles, se eles não tivessem feito aquilo...

Dayana: Não importa o que eles fizeram, o pecado já está feito, meu filho...

Nicolas começa a entrar em pânico, sua crise de ansiedade começa o fazendo hiperventilar.

Dayana: Eu não te criei para fazer coisas assim...

Nicolas: NÃO!

Tlec

O barulho de estalar de dedos ecoa e Nicolas desmaia.

João: Já chega.

Dayana: Meu filho primogênito, você mudou tanto também...

João: ...

Dayana: Agora você também é parte demônio, você se tornou um salvador!

João: ...

Dayana: Ao contrário de seu irmão, você pode salvar a todos...

João: Eu gostaria que você calasse a merda de sua boca...

Dayana fica surpresa com tal frase, os outros espíritos dos reis e rainhas também.

Dayana: F-filho?

João: Sabe de uma coisa que eu percebi durante esse tempo todo...

Dayana: O-o que? -Ela disse ainda em choque.

João: Quando você morreu eu chorei, mas por tempos eu me perguntava o por que...

Dayana: Por que eu sou sua mãe.

João: Errado, você é a pessoa que me trouxe a esse mundo com um propósito egoísta...

Dayana: C-como assim?

João: Minha mãe é a Vanessa Enoteca, uma bruxa.

Dayana: Q-que…?

João: Você criou duas crianças... Com o objetivo de matar os próprios pais... Até onde eu sei, isso não é ser uma mãe...

Dayana: Mas isso foi para salvar o mundo.

João: Existem outros meios de fazer isso, mas você escolheu o mais fácil...

Dayana: Não existiam outros meios...

João: Os cinco Grimórios do Mundo tem o poder para acabar com os reis.

Dayana: Mas...

João: Chega! Isso já está ridículo... Além de nos criar para isso, esqueceu de criar Nicolas direito, e reinou igual uma sem noção...

O espírito de outro rei fala chamando João.

King: OLHA COMO FALA COM OS ANTIGOS!

João: Você irá fazer o que, "vô"? Seus tempos acabaram, tudo o que poderiam fazer foi desperdiçado...

King: Mas mesmo assim, ela é sua mãe. Tenha respeito. -Ele disse querendo avançar, enquanto o espírito de sua mulher, Diane, o segurava.

João: Calado, você não tem o direito de citar tais palavras a mim...

Dayana: CHEGA JOÃO, A ÁRVORE SAGRADA NÃO IRÁ ATURAR TAL INSOLÊNCIA!!

O clima fica pesado, nenhum som ecoa.

Até que duas energias começam a emanar de João e o rosto do Harlequin vira lentamente para a antiga rainha, Dayane.

Dayane encara os olhos de João e começa a tremer.

Dayana: Não pode ser... Esses olhos...

João: O reino da natureza ficou desse jeito por tolos iguais a vocês, a Árvore Sagrada me escolheu...

Os olhos de João estavam alterados, um olho demoníaco e outro celeste... Mas Dayane não ficaria surpresa por isso... E sim porque eram os...

Dayana: Os olhos dos reis….

João: Eu não sou o rei que queriam, mas sou o que precisam... A partir de hoje esse lugar vai ser selado, nenhuma pessoa jamais entrará aqui novamente, nem mesmo os próximos reis...

Os antigos reis congelam sem ter nenhuma reação, João pega Nicolas e sai do cemitério, um pouco acima do cemitério, João vira para as plantas que o cobriam.

João: Eu, como Rei da Floresta do Clã da Natureza, comando ao cemitério ser completamente selado para toda a eternidade!

Árvores começam a se prender umas nas outras em volta do cemitério que cada vez mais é engolido e energia da natureza começa a selar as árvores.

João: Agora não existe mais como vocês incomodarem o futuro...

[...] 

Horas se passam e a noite chega, Nicolas começa a acordar e se levanta assustado.

Olhando ao redor Nicolas, vê que está no morro que lutou contra seu irmão antes de enlouquecer, ele está parcialmente destruído, porém grande parte está voltando ao normal.

João: Você não dormiu muito na prisão, imagino que ficou treinando magias… Ou fazendo Magia Proibida, considerando seu corpo e o estranho retorno dos milhões falecidos...

Nicolas vê seu irmão em pé olhando para o céu.

João: As estrelas estão bonitas hein...

Nicolas: O que você fez...?

João: Nada demais?

Nicolas fica em pé e recua um pouco, ao tocar em sua cintura percebe o grimório preso.

Nicolas: Por que você me entregou ele?

João: Você sabe o por que, esse lugar... Como estamos...

Nicolas puxa suas espadas do grimório, mesmo com dificuldade por estar sem energia, por não ter comido a dias e por seu corpo estar enfraquecido.

Logo, avançando com um certa velocidade Nicolas aparece em frente a João tentando o cortar com suas espadas em chamas.

O fogo aparenta não incomodar João, que apenas balança o braço jogando Nicolas para longe.

Ao cair, Nicolas pega base no chão e ativa outra magia em seguida.

Nicolas: Magia de Chama Azul: Onda de Calor Eterna!

Chamas saem do chão como uma onda e cai em cima de João, um pilar de terra é erguido e João aparece em cima dele.

Nuvens se juntam ao céu e uma tempestade elétrica começa.

João: Nicolas Harlequin, seus atos de destruição à floresta são algo sem perdão...

Nicolas: Eu não preciso de perdão! Os doces gritos daqueles imprestáveis foram o suficiente para mim! Agora cale a boca e morra!

Gelo sobe o pilar que João estava.

Nicolas: Magia de Gelo: Inverno Abrupto!

Um casulo de gelo é criado no topo do pilar prendendo João.

Nicolas: Magia de Gelo: Prisão Cristalina!

O globo de gelo racha e começa a cair pedaços no chão.

João levanta e dá um suspiro.

O pilar se racha e desmancha fazendo João cair e fica em frente a Nicolas.

João: Por que você luta?

Nicolas: Magia de--

Nicolas é interrompido por um golpe em sua barriga que o derruba, e ele praticamente vomita sangue.

João: Me responda...

Nicolas: Eu luto por que eu quero… Para matar aqueles que me fizeram sofrer!

A eletricidade nas nuvens começam a ficar mais forte.

Um corte aparece no braço de João seguido por vários.

Nicolas tinha ativado uma das suas magias de espada e aproveitou o momento em que João se distraiu para avançar e atacar sua barriga.

Um punho feito de pedra acerta Nicolas e o manda longe.

O punho é feito em cubos por Nicolas assim que é acertado, ao cair um pouco afastado, novamente avança agora criando um chão de gelo para acelerar.

João: Ravina.

O chão se separa abrindo uma cratera fazendo Nicolas quase cair, mas sendo segurado pelos braços de Salamandra que estava saindo por suas costas.

Os braços de Salamandra fazem Nicolas voltar a subir e pegar impulso para cortar João.

João desvia com dificuldade do corte e segura o braço de Nicolas o jogando no chão.

João: Você não está em condições de lutar...

Nicolas: Eu não ligo, eu não preciso estar em forma pra te matar!

João: Você sabe que não consegue me matar nesse estado...

Nicolas via seu irmão o olhar com cara de preocupação e isso o irritava mais ainda.

Nicolas: Magia Proibida: Last Breath!

Energia demoníaca sai de Nicolas empurrando João longe, logo Nicolas levanta e seu corpo está voltando ao estado normal, como se não tivesse passado fome por dias.

Nicolas: Isso vai acabar agora então.

Os raios no céu pioram e começam a acertar árvores.

Nicolas avança em João que é forçado a lutar sério e puxar sua espada, cortes sem parar vem do lado de Nicolas enquanto João apenas defendia mesmo que com dificuldade, Nicolas parecia estar levando a sério a tentativa de matar João.

Nicolas: VOCÊ DEVE MORRER AGORA!

João: O que eu fiz?

Nicolas: VOCÊ É UM MERDA QUE SE ACHA SUPERIOR, SEMPRE TOMANDO FAMA COM O TRABALHO DOS OUTROS!

João: Quando eu fiz isso?

Nicolas: VOCÊ SEMPRE FAZ ISSO!

João: EU PERGUNTEI QUANDO!

João contra-ataca Nicolas o levando pro alto e duas mãos de terra sobem acertando Nicolas, que para com suas mãos, a cabeça de Salamandra é invocada e estava prestes a acertar João quando Behemoth aparece e soca a cabeça prestes a soltar fogo.

Nicolas: Advento de Qliphoth: Jardim Venenoso!

As plantas no chão começam a ficar roxas e um pó é levantado.

João: Magia Sagrada: Purificação!

Parte da área em volta volta ao normal.

Nicolas solta as mãos e cai acertando o braço de João com as espadas.

Um corte leve acerta o braço direito de João e acaba vira centenas de outros cortes.

Recuando com um pulo, João finalmente perde a paciência.

Os raios começam a cair sem controle algum.

João: Eu só queria conversar, mas não tenho mais escolha….

Nicolas: Cala a boca seu inútil...

Calor começa a emanar de Nicolas.

Nicolas: Das cinzas viemos... Para as cinzas iremos... Destruir o passado... Para criar o meu futuro...

João puxa o ar.

Nicolas: Magia Espiritual de Chama Azul: Deus da Cremação, Agni!

Fogo...

Apenas fogo...

Um fogo azul quase branco emana ao redor de Nicolas.

E logo uma imensidão de fogo azul sai como água, um fogo líquido e que derretia tudo o que toca é espalhado pelo campo, o fogo seguia em direção a João que estava calmo.

João: Dominado por um imperador... 

alguém acima dos limites... 

Seja meu servo... 

E me dê tudo o que você tem... 

Magia de Raio: o Braço da Tempestade, Emperor...

Um dragão da tempestade aparece, agora caindo no braço de João que o absorve totalmente. O braço começa a mudar e uma armadura aparece, o fogo azul vinha em sua direção.

Nicolas via João com clareza, mas por algum motivo, nada passava... O tempo estava desacelerado... Ou ambos estavam rápidos, João andava normalmente em direção a Nicolas, mas Nicolas não podia se mexer.

João finalmente chega em frente a Nicolas, com um olhar sereno apenas encosta a mão no peito de Nicolas.

Uma descarga elétrica paralisa Nicolas e tudo ao redor volta a andar normalmente, Nicolas estava no chão sem se mexer.

João: Você perdeu.

As chamas de Nicolas que iluminavam o campo se apagaram e o braço de João começou a voltar ao normal.

E fica totalmente escuro, só com a luz da lua.

Nicolas: Você não vai me matar?

João: Por que eu faria isso?

Nicolas: Eu fiz muita merda, e heroizinhos metidos como você fazem isso com gente como eu...

João: Não foi totalmente culpa sua...

Os olhos de João começam a brilhar com roxo e amarelo e logo depois uma terceira cor aparece, uma cor verde e seguindo a cor um terceiro olho aparece em sua testa.

João: Agora... -João estica a sua mão para o grimório de Nicolas que se abre- Você está livre.

O lança espiritual de Nicolas sai do grimório em direção a mão de João, e com ela vai todo o poder de fada de Nicolas, e seu olho castanho, volta a ser roxo.

João: Você não é mais o rei...

Nicolas: Então... eu fui abandonado até pelos meus direitos...

João: Errado... Você me disse uma vez que como rei deveria proteger a floresta... Se você realmente odiasse aquele lugar, você não diria aquilo...

Nicolas: Aquilo não era eu... Era um ser patético e fraco...

João: Eu sei que era... Ei Nicolas... Saia por aí, se encontre...

Nicolas: ....

João: E quando você se encontrar... Volte... Se mesmo assim não querer ser o rei, eu irei entender...

João abre suas asas e some deixando uma pena negra no chão.

Nicolas: DROGA!

[...] 

Alguns minutos se passam e João chega na sala do trono do rei das fadas, subordinados reais estavam à volta esperando sua chegada.

João pousa e vai até perto de seu trono enfincando a lança de Nicolas ao lado do trono e virando para os súditos.

João: Eu sou João Harlequin, atual rei deste reino, eu estarei aqui enquanto o antigo rei não poder exercer seu direito.

Uma fada que estava ajoelhada levanta.

Súdito: Meu rei, eu aprovo você ser rei, mas o antigo era um monstro, não podemos aceitar ele novamente...

João: Tenho uma pergunta a você, você já sentiu o peso do mundo em suas costas?

Súdito: Não, meu rei.

João: Você nasceu com o único propósito de matar alguém?

Súdito: N-não.

João: Então você não tem direito de falar de meu irmão, fora que eu sei quem foram os principais causadores disso tudo...

Os súditos olham para João.

João: Este reino... Ele aparenta ser bom, mas é podre... Enquanto eu estiver por aqui, isso irá mudar... Vocês iram querer o antigo rei de volta e mais uma coisa... Quem falar mal do meu irmão novamente, irá morrer...

A aura assassina de João domina a sala, virando ao seu trono e sentado nele, João faz sinal para todos saírem.

João: Você aí que estava de pé, vem cá.

A fada vai até a frente de João.

João: Eu sei o que você fez a Nicolas quando ele era jovem, tentando se aproveitar dos status dele… E ainda conseguiu a proeza de fugir do ataque dele…

Súdito: Como você sabe...?

João: Eu poderia explicar, mas tô de saco cheio.

João estica seu braço direito e os tentáculos negros saem.

João: Corruption, devore.

E dos tentáculos a boca aparece e devora a fada de uma vez.

João: Bom… Agora posso resolver os problemas desse reino...

Enquanto João pensava no que faria… em meio a noite, Nicolas andava com dificuldade…

O efeito do feitiço proibido sumiu e seu corpo voltou a ser fraco e estava ainda pior por culpa de João…

Nicolas: Aquele maldito bastardo… Quem ele pensa quê é?! Grrr… Ele vai ver só… os elfos irão me ajudar e eu ficarei forte novamente… e então… Eu irei destruir tudo o que aquele maldito ama… Vou matar aquela bruxa vagabunda e aquele humano inútil… Depois… Irei atrás daquela vagabunda de cabelo azul… Hehehe… Você vai desejar ter me matado…





Continua...


Notas Finais


Começamos bem KKKKKKKK


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