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História Um Natal inefável - Capítulo 4


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Notas do Autor


Finalmente o final(que era pra ser postado no Natal mas enfim)
Obs: não querendo ofender crença nenhuma, eu só quis mostrar que o Natal para esses 2 é ficar junto de quem se ama(oq n deixa d ser vdd)

Capítulo 4 - Capítulo 4


Crowley não teve que esperar muito para a chegada do seu último visitante inconveniente.

Crowley sentiu a presença gélida em seu quarto.

“Podemos ir logo com isso?” Crowley resmungou.

Não houve resposta além do farfalhar de tecido. Crowley então se levantou e viu o último fantasma completamente encapuzado.

Ele achou melhor não fazer nenhum comentário, já estava ansioso o suficiente.

O fantasma fez alguns movimentos com as mãos pálidas e um portal se abriu.

Logo ele entrou no mesmo e relutantemente Crowley o seguiu.

Crowley então se viu no meio do nada. Algumas árvores faziam sombras na escuridão, aqui e ali era possível ver pedras finas e polidas. Lápides. O fantasma trouxe Crowley para um cemitério.

O fantasma começou a caminhar “Porque você me trouxe aqui?” Crowley perguntou seguindo logo atrás.

Nada foi dito e logo estavam parados na frente de uma lápide de mármore branco manchado do tempo.

“Quem...quem está enterrado ali?” Crowley perguntou hesitante.

Um vento repentino moveu a poeira e ervas daninhas que cobriam a lápide.

Crowley se afastou bruscamente ao ler a lápide. Ezra Fell. Aziraphale. Seu anjo, seu melhor amigo. Isso era impossível.

“I-isso é algum tipo de brincadeira? Isso não tem absolutamente nenhuma graça”

Crowley conhecia essa dor família e em seu coração. Ele já havia sentido a mesma naquela noite, quando ele estava dentro de uma livraria em chamas. Isso não fazia com que doesse menos , na verdade ,isso era muito pior.

“Eu não aceito isso. Isso é impossível. Aziraphale não pode morrer, ele é um principado.

“Mas eu morri" uma voz disse.

Crowley olhou para seu indesejado acompanhante.

A figura finalmente havia removido seu capuz.

Aziraphale.

Crowley sorriu e estava preparado para abraçar seu melhor amigo antes de ser parado pelo mesmo.

Seu anjo parou Crowley com uma mão e Crowley pôde enfim perceber que havia algo de muito errado com seu anjo.

Aziraphale sempre foi pálido mas também tinha um rubor constante em suas bochechas cheias. Agora ele parecia extremamente pálido, tão pálido que sua pele branca quase estava azul. A cor de um cadáver, sua mente inútil forneceu.

Seus lindos olhos de cor inominável estava opacos  e sem vida, destacados pelas olheiras profundas e escuras.

A capa de Aziraphale estava aberta, mostrando claramente o estado maltrapilho de suas roupas sempre imaculadas.

Aziraphale parecia um cadáver.

“Sim, Crowley. Eu estou morto”.

Crowley olhou desesperado para Aziraphale.

“Isso é impossivel. Como isso aconteceu anjo? Quem fez isso com você?” Crowley estava pronto para derramar toda sua fúria sobre o culpado.

“Ninguém além de mim mesmo, eu temo".

“Oque isso quer dizer?”

Aziraphale deu um sorriso fraco “Eu me deixei levar, Crowley. Eu me apaixonei perdidamente por alguém que nunca poderia retribuir meu amor. Isso encheu meu coração de tristeza. Foi uma surpresa, na verdade. Eu não sabia que seres celestiais podiam morrer de coração partido.

Crowley não sabia com oque ele estava mais surpreso: com seu anjo dizer que estava apaixonado por alguém ou por esse alguém não poder retribuir os sentimentos do ser mais maravilhoso que Ela criou.

Ele não negaria a si mesmo a tristeza de saber que além se estar morto, seu anjo amava outro que não ele mas ele poderia ir para seu covil em Mayfair para lamber suas feridas mais tarde, agora ele precisava descobrir quem ele teria que eliminar por fazer seu anjo morrer de tristeza.

“Q-quem é? Quem poderia rejeitar seu amor assim?”

Aziraphale negou “Eu só posso lhe contar, meu querido menino"

Crowley se revoltou “Por que não?!  Seja lá quem for, partiu seu coração. Eu não posso deixar alguém que causou a sua morte sair livre por aí.”

Aziraphale se aproximou de Crowley e segurou seu rosto. As mãos dele estão tão frias “Crowley você não aprendeu nada em todos esses 6000 anos? Nem todas as coisas podem ser controladas. Além disso, você não é realmente mal como pensa que é. Só porque você é um demônio você não precisa agir como um".

“Não é sobre eu ser um demônio. Você não entende? Eu não posso viver em um mundo sem você. E não posso deixar que alguém que fez mal a uma alma tão gentil e linda continue nesse mundo. Você é meu melhor amigo".

“E você é o meu. Eu te amo, Crowley”

Crowley enrijeceu , finalmente percebendo a verdade “Fui eu não fui? A razão do seu coração partido"

Aziraphale hesitou mas isso foi o suficiente para Crowley perceber que era verdade. A ideia dele ser amado por quem ele ama foi rapidamente eclipsado por também ter sido a causa do coração partido do mesmo.

Crowley o abraçou com força “Eu nunca quis...eu jamais...se eu soubesse antes...Eu sou um monstro. Como você pode se apaixonar por mim? Eu sou uma bagunça e sou um demônio”

Aziraphale chegou mais perto de Crowley “E isso não mudaria o quanto eu te amo. E eu sei oque se passa nessa sua linda cabecinha ruiva. Você não tem culpa do que me aconteceu, meu querido.”

Crowley negou “Eu tenho toda a culpa. Você morreu pensando que eu não te amava quando na verdade você é a única coisa em toda a existência que me faz feliz e que eu amo. Eu nunca amei ninguém como eu amo você”

“Nem mesmo o Bentley?"Aziraphale deu um pequeno sorriso.

Crowley acenou “Nem mesmo o Bentley".

Crowley então teve uma epifania e segurou com força os ombros de Aziraphale “Eu posso mudar oque aconteceu?”

Aziraphale o olhou confuso “Oque você quer dizer, querido?”

Como seu anjo poderia ser tão avoado mesmo morto?

“Anjo, isso é só uma visão do futuro, certo? Como o pato Gabriel e Ligur , certo? Bem, não Ligur porque ele realmente está morto. Isso quer dizer que quando eu acordar nada disso vai ter realmente acontecido. Você vai estar vivo e bem na sua livraria”

Aziraphale percebeu aonde finalmente Crowley queria chegar e seu rosto finalmente brilhou de alegria “Você esta certo, querido. Vamos poder ficar juntos”

Crowley beijou seu anjo e segurou firme suas mãos “Muito bem anjo, pode me acordar agora".

Crowley acordou de supetão e olhou confuso ainda estava.

Ele estava em seu quarto. Em Mayfair.

“Graças a alguém, foi só um pesadelo".

Crowley se levantou urgentemente da cama e correu para o Bentley.

Ele tinha um assunto urgente para resolver.

O demônio era conhecido por dirigir como se chamas do inferno estivessem atrás de si mas ele nunca havia dirigido com tanta urgência em toda a sua existência, nem mesmo no Não-apocalipse.

Quando chegou na livraria ele saltou do Bentley e imediatamente entrou na livraria.

“Aziraphale! Aziraphale”

Ele sentiu a presença do anjo no andar de cima e imediatamente subiu as escadas.

“Anjo" ele chamou quando finalmente encontrou o quarto de seu anjo.

“Crowley" respondeu a voz sonolenta.

Crowley se jogou sobre seu anjo ainda deitado na cama e lhe deu um abraço de serpente.

Aziraphale editou mas então envolveu seus braços no demônio, seu desentendimento anterior esquecido  “Crowley, oque você está fazendo aqui? Oque aconteceu?”

“Me perdoe anjo, eu estava tão errado. Eu disse coisas horríveis e eu te magoei. Eu nunca quis te machucar. Me perdoe anjo, por favor".

“Crowley, tudo já foi perdoado. Eu entendo que você não goste de certas coisas e respeito isso”.

“Não anjo, você não entende. Eu não entendia mas agora eu sei. Esses feriados são sobre ficar com quem você gosta e  que gosta de você. Com quem você ama. Anjo, eu te amo.”

Crowley sentiu seu anjo enrijecer “Oque...oque você disse?”

Crowley se afastou para poder olhar nos olhos de seu anjo enquanto repetia “Eu te amo, anjo. Desde a primeira chuva, desde o primeiro momento em que te vi naquele muro no Eden a tantos milênios atrás. Não acredito que precisei conversar com aquele imbecil par finalmente conseguir dizer isso a você”.

“Crowley, eu também te amo. Mas...que imbecil".

“Gabriel”

“Gabriel? Arcanjo Gabriel? Crowley, oque...?”

O anjo não pode completar seu pensamento pois ele logo estava sendo beijado por Crowley. Seu Crowley.

“Isso é algo que pode ficar pra depois, anjo. Temos um Natal para comemorar. Juntos.”


Notas Finais


Não morri, graças a Deus. Como eu disse na minha última atualização da fic do anjo bebê, eu peço desculpas pela demora das fics, eu n abandonei nem nada. Eu só estou com bloqueio ainda e estou voltando aos poucos. Estou atualizando as fics que estavam pra ser finalizadas já , para ter menos fics pra puxar os cabelos pensando em como atualizar Kkkķkk. A próxima será Once upon a time...Brave, não tenho data pra atualizar ainda mas espero que seja até domingo(N prometo nada). Obrigada a todos pela paciência


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