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História Um Novo Amanhecer - The Walking Dead - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Enredo da primeira temporada :
A nossa história começa no Brooklyn, onde dois jovens buscam segurança, entretanto, será possível existir algum lugar com segurança ? Depois de serem obrigados a saírem de suas casas e presenciarem um caos em sua cidade, os dois vão ter que tentar sobreviver de alguma maneira.
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Boa leitura, lembre-se ... não se apeguem aos personagens, eles podem simplesmente sumir kjjjjjk brincadeira, mas é sério!

Capítulo 4 - Plano B


JAMES








 

   Eu só queria terminar aquela missão, ir para casa tomar algumas cervejas e relaxar assistindo um futebol, porém, essa porra estava ficando cada vez pior. Eu estava sentindo o cheiro da merda no ar, não esperávamos que esse lugar estivesse neste estado, o que diabos aconteceu aqui? Não fazia muitas horas desde que evacuamos ela, talvez alguns infectados tenham vindo do lado sul … isso seria possível? Talvez … Desviei de muitos corpos e carros até chegar no prédio desejado, subi as escadas que davam acesso a porta principal e hesitei ao abrir … que merda James … vá em frente … é só entrar e ver quem está lá dentro. Devia ter pelo menos uns 8 apartamentos lá, olhar todos levaria tempo, eu deveria encontrar uma forma rápida de fazer isso, voltar para o caminhão e dizer que tudo ia ficar bem … fácil James! 

Olhei para o final da rua onde o caminhão se encontrava, todos estavam olhando em minha direção, que merda! Girei a maçaneta e adentrei o prédio bem devagar, com minha arma em riste. O salão principal não possuía nenhuma alma viva, estava todo desorganizado, coisas espalhadas por todos os lados, um vaso quebrado e um lustre desligado. Eu já estava começando a desistir da ideia de vasculhar o prédio quando avistei uma poça de sangue no chão, marcas mais evidentes levavam até a escada principal … maravilha! Verifiquei a poça … não parecia recente, estava quase seco, alguém infectado passou por aqui? Ou pior … morreu aqui? Comecei então a subir as escadas, as marcas levavam até a primeira porta de uma casa, uma placa de bronze indicava “1A”.  Eu não estava gostando disso! Alguém arrastou alguma coisa até aqui, havia outra porta, dizia “2A”. Eu então respirei fundo e delicadamente coloquei a mão na maçaneta da primeira porta …












 

FRANKLIN

 


 

- Você não acha que alguém deveria ir lá ajudar ele? - perguntei para o cabo, que olhava fixo em um certo ponto, estava em pé e com a arma em punho. Ele me ignorou, todos apenas continuaram trocando olhares ansiosos. O companheiro de cabine do Jhonn saiu de seu posto, estava do lado de fora do caminhão, alerta a qualquer movimento. 

- Ele escolheu isso - respondeu outro homem, que até então eu não tinha reparado. Era baixo e carregava um semblante fechado. - Não podemos fazer nada.

- Sim, mas - olhei para o prédio e depois para aquelas pessoas no chão, tentando encontrar alguma forma de ir lá ajudá-lo...

- Você é soldado? - O militar cortou o silêncio me lançando um olhar frio. Todos fizeram o mesmo. 

- Sim - respondi sem tirar os olhos dele. 

- Por que não está com seu pelotão? 

- Digamos que eu … estou de férias.

- Emocionante - ele debochou - ouviu isso Jhonn? Enquanto estamos colocando a bunda no fogo, esse merda está de férias.

- Eu fui afastado - respondi sem deixar Jhonn se pronunciar. 

- Bateu em alguém ? Mandou alguém a merda ? 

- Fui acusado de algo que não cometi - respondi pausadamente.  

- Sabe … você não está perdendo muita coisa - Ele voltou a olhar em volta, não sabia esconder a preocupação com seu amigo. 

- Vocês dois se conhecem há muito tempo ? - tentei puxar assunto, gostaria de saber mais sobre esse tal de Santos. 

- Sete anos - respondeu secamente. 

- Você o conhece desde o começo de seu serviço? 

- É … - Voltou a me encarar - Ele tinha acabado de virar sargento quando eu cheguei - ele parou de falar … estava pensando em algo que provavelmente não gostaria de pronunciar naquele momento.

- E es… - eu ia tentar fazer outra pergunta, mas ele me cortou dizendo : 

- Chega de perguntas idiotas! Não temos tempo pra isso. Se quiser ajudar fique de olho na rua e nos prédios!

- Você que manda - debochei, ele me ignorou. 

- Eu acho que a gente deveria ir em frente … somos alvos fáceis aqui - disse o homem de terno. 

- Eu não lembro de ter pedido a sua opinião - O loiro lhe lançou um olhar ameaçador. Fazendo o mesmo parar. 

- Olha cara … eu preciso ir no banheiro … - o mesmo homem de semblante fechado disse. 

- Que ? - O cabo o olhou sem acreditar nas suas palavras.

- Qual é? - o homem olhou para o garoto e sua mãe. Continuou em um tom menor - Eu preciso mijar! 

- Porra! - ele olhou em volta e então disse - Ramirez? Leva este idiota até aquele beco, fique alerta! - O militar que estava do lado de fora olhou para o Cabo e estranhou o comando, mas disse por fim:

- Sim senhor! - o tal de Ramirez acompanhou o homem até um beco próximo, armado com sua M4. A rua estava calma, aquelas pessoas que antes rodavam por aqui deviam estar agora se escondendo … talvez os tiros tenha os assustados.

- Vamo lá sargento … rápido - ele disse voltando a fitar o prédio. 


















 

JAMES 



 

 

 

Girei a maçaneta e rapidamente adentrei o cômodo, olhando cada detalhe ou movimento suspeito ... Nada … as marcas no chão continuavam até a sala … porra! Outra pequena poça de sangue jazia no meio da sala, manchava o tapete branco e continuava no sofá de couro. Verifiquei os outros cômodos rapidamente, nenhum sinal de vida, mas … por que essas marcas … continuei em frente, tentei abrir a porta do “2A”, mas ela estava trancada. E agora ? 

Se Dylan estivesse comigo ele bateria na porta, idiota. 

Resolvi então ignorar ela por enquanto, deveria haver um motivo para estar trancada e eu não estava disposto a descobrir, então … continuei subindo. O próximo andar tinha uma das portas abertas, a iluminação não estava boa e meus músculos estavam tensos. Eu precisava dormir. Aparentemente tinha dois apartamentos por andar, isso facilitaria minha vida de alguma forma. 

Eu então com cuidado adentrei o apartamento aberto, aquela pocilga estava toda desorganizada se comparada com o primeiro, cadeiras jogadas ao chão, o armário da cozinha todo revirado, uma televisão no chão e vários papeis, panos, talheres, roupas espalhados pelo cômodo, uma manada de elefantes passou aqui mais cedo pelo visto. Minha busca foi novamente em vão, nenhum sinal de vida, mas … depois de sair da casa e me preparar para abrir a próxima porta eu ouvi passos fortes na escada logo ao meu lado … puta merda, me virei e em segundos apontei a arma para o barulho, coloquei o dedo no gatilho e engoli em seco, merda! 











 

MICHAEL




 

Franklin não parava de perguntar coisas para Dylan, que já estava ficando de saco cheio de meu irmão, algo me dizia que aquela calmaria nas ruas estava de alguma forma … errada. Não só a mim, todos estavam apreensivos, olhei para meu lado e vi o garotinho com sua … acho que era sua mãe, ela tinha a pele negra, seus cabelos eram cacheados e seus olhos eram castanhos, aparentava ter uns 30 anos ou mais, seu filho era uma cópia sua. Ela conversava com ele em um tom baixíssimo, quase sussurando em seu ouvido, o garoto percebeu que eu o encarava … eu então disse: 

- Como você se chama ? - a mãe do garoto me fitou ao mesmo tempo que seu filho respondia. 

- Marcus - sua voz estava fina e trêmula, se aquilo era barra pesada para nós adultos … imagine para crianças? 

- Que lindo nome, quase parecido com o meu - Sorri esticando a mão para o garotinho - meu nome é Michael, pode me chamar de Mike. 

O garoto hesitou em levantar a mão, sua mãe o encorajou e então o mesmo fez. 

- Você é mãe dele ? - perguntei para a mulher. 

- Sim - seus braços abraçavam o garoto, tentando lhe confortar de alguma forma - Meu nome é Charlene - ela sorriu depois de receber meu sorriso. 

- Quantos anos você tem? - ele me ignorou, sua mãe voltou a sussurrar em seu ouvido alguma coisa, então ele respondeu:

- Oito - Eu ia fazer mais algumas perguntas e puxar assunto com ele, mas algo fez todos voltarem a ficarem alertas e meu coração parar … um grito de um homem … estava vindo do lado de fora do caminhão ! 




 

Estava vindo do beco ...














 

 

 

JAMES







 

Eu estava pronto para atirar, meu dedo estava no gatilho e meu corpo estava paralisado. Quem estava descendo? esses passos rápidos e pesados … não poderia ser um morto … em questão de segundos uma silhueta apareceu e por um instante não atirei, aquilo me era familiar, a pessoa também estava segurando um rifle em minha direção. 

- Não atire! - Era uma voz conhecida … tentei ver por entre as sombras a face do estranho.

- Tenente Martines? - perguntei surpreso, ele largou a arma e sorriu, sua aparência estava horrível. Estava sem a farda, usava apenas uma camiseta branca suja e sua calça militar. 

- Santos? Que bom que você chegou, eu ia avisar vocês, mas, eu sou muito lento - ele desceu os degraus. 

- Avisar ? - perguntei recebendo um tapa no ombro.

- Estamos em perigo filho - sua voz estava rouca e cansada. 

- Qual é a situação senhor? 

- Vem! - ele começou a descer as escadas rapidamente enquanto falava - Recebemos um ataque mais cedo - aquele caminhão … - Estávamos errados sobre esse vírus, ele chegou muito antes de recebermos as ordens. Eu presumo que o comando já sabia antes de mandar a gente pra essa merda, aqueles miseráveis!

- Está dizendo que está área já estava afetada ? 

- Sim, não tem mais nada para fazer aqui - ele parou - precisamos sair imediatamente, eu vi o caminhão pela janela, ouvi a gritaria, eu estava quase desistindo da ideia de esperar reforços, mas … aqui estão vocês - ele sorriu e me deu outro tapa. 

- Seu pelotão … suas pessoas … - ele não respondeu, eu já estava imaginando a resposta mesmo sem receber uma … - Vamos para a Zona A senhor ? - perguntei.

- Não! - ele ia descer as escadas, mas parou, voltou a me olhar - Não existe mais zona A.

- Que ? - respondi sem entender nenhuma palavra. 

- A situação está pior … cada minuto que passa … Nova York não é mais segura. Essa zona … foi atacada também. Esse barulho todo atraiu muitos deles … 

- Podemos avisar o comando? Pedir reforço aéreo. - O que diabos ele quis dizer com “atraiu muitos deles” ? 

- Você ainda não entendeu? Nós somos o reforço aéreo Santos! - Ele voltou a destravar seu rifle - Estamos sozinhos agora. - Neste momento ouvimos tiros e gritos, do lado de fora do prédio … Dylan, o caminhão … a missão. Merda!  

- Chegou a hora! - Ele completou voltando a descer as escadas freneticamente, o segui, meu coração voltou a acelerar. Eu então percebi que isso não acabaria tão cedo. 















 

MICHAEL





 

Quem estava gritando? Por que? 

 

- SENHOR AJUDA! - o soldado chamado Ramirez gritava. Dylan encarava o beco, assim como todos, ele estava paralisado, algo que ele via o fazia hesitar de alguma maneira, ergui meu olhar e consegui ver algo, meu corpo estremeceu quando eu ... vi uma coisa … uma pessoa estava levantada ali, próxima à um carro, ela começou a andar para frente, em direção ao beco cambaleando lentamente … não era possível … esse homem … estava morto há minutos antes! Ele era uma daquelas pessoas que estavam nós ameaçando … agora estava ali … com vida de novo, não é possível … seu corpo estava cheio de balas e sangue, seu rosto estava pálido e sua boca … tinha mais sangue. 

- Merda! - Dylan gritou ao perceber que Ramirez acabava de sair do beco, ele atirava para trás, estava atirando em algo que não conseguíamos ver, o que? Onde aquele homem estava? E por que essa coisa se levantou … o barulho de tiros interrompeu minhas perguntas, Dylan atirava no homem que cambaleava em direção a Ramirez, algo estava errado … o homem continuava em frente, mesmo depois de receber diversos tiros, que merda é essa? 

- Vamos dar o fora daqui AGORA! - berrava o homem de terno, as três mulheres cobriam o garotinho indefeso enquanto eu apenas … não conseguia fazer nada. 

- Precisamos ajudá-lo! - Franklin gritou, Dylan estava em choque, sua arma não parava de tremer. 

- Senhor? Contato por todos os lados! - Jhonn gritou, pude então perceber que todas … aquelas pessoas de antes … estavam agora de pé, caminhando em nossa direção, aquilo era extremamente horrível … o homem então saiu do beco, estava ensanguentado, seu braço estava dilacerado e não parava de gritar, se agarrou no soldado Ramirez que o empurrou numa tentativa de salvar a si mesmo, ele cambaleou e caiu, Ramirez atirava incansavelmente em todas as direções, estava ficando cercado, sendo obrigado a recuar para o beco oposto, aquelas coisas … pegaram o homem no chão e … PORRA! O garotinho voltou a chorar, sua mãe estava horrorizada com a cena, eu … eu não sabia o que fazer. 

- Precisamos ajudá-lo ! - Franklin voltou a gritar, quando viu Ramirez perder o equilíbrio e cair … percebeu que o cabo ainda estava sem respostas, então num movimento extremamente rápido pulou do caminhão, merda Franklin! 

- Volte aqui seu idiota! - Dylan brandiu, voltou a atirar no corpo daqueles indivíduos, uma bala perfurou a testa de um deles que caiu no mesmo instante, foi então que ele percebeu … um tiro na cabeça era o suficiente para derrubar, então era por isso, olhei para o homem caído no chão … o homem que recebeu um tiro no olho, não estava andando agora … o vírus não consegue sobreviver se … o cérebro sofrer alguma alteração? 

- Estou vendo o sargento senhor … ele está acompanhado! - Jhonn comunicava em meio aos gritos. 

- Jhonn! vamos até o prédio! - aquelas coisas estavam quase chegando no caminhão.

- Sim senhor! - Jhonn acelerou, várias coisas passaram-se em minha cabeça, pensei em diversas coisas ao mesmo tempo, milhões de maneiras de seguir … eu não poderia deixar o Franklin ali! E foi então que meu corpo fez algo totalmente involuntário e idiota. Me joguei do caminhão em movimento, me chocando contra o asfalto. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONTINUA ...


Notas Finais


Franklin e Michael vão conseguir salvar o soldado Ramirez? James e Dylan vão deixar os companheiros morrerem?




Veja no próximo episódio...





Obg pela leitura, espero que tenha gostado :)

Feito com carinho de um fã para outros fãs.


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