História Um Novo Amanhecer - Capítulo 5


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Ciel Phantomhive, Claude Faustus, Hannah Annafellows, Personagens Originais, Sebastian Michaelis, Undertaker
Visualizações 9
Palavras 804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - O demônio, e a dor.


No capítulo anterior...


Phantomhive a observou uma vez mais, antes de sair de lá.  Um pouco, no fundo, ao ver a mulher tão emocionalmente estável e sentimental, ele sentia um pouco de inveja. Ela havia morrido a muito tempo antes dele, mas conseguia ser mais viva e humana, quanto jamais ele conseguiria ser.
Era invejável. 
Por que pessoas assim conseguiam continuar calorosas mesmo quando suas almas se apagavam. No entanto, saindo de seus vagos devaneios, ele a deixou sozinha. Por motivos que até seu interior desconhecia. 


____________________


— Poderia me servir mais um pouco de chá, senhor? — Amília sorriu, amigavelmente, deslizando a xícara de porcelana vazia em direção ao mordomo.

Se sentia um pouco desconfortável. O que não era nenhuma novidade. Então, o máximo que podia fazer era quebrar o gelo de encarada vinda do homem sedutor. Pois, claro, aquela não era uma encarada romântica. 

Imediatamente Sebastian se pôs ao dispor da dama. Em suas mãos firmes, tomou o bule branco, e se preparou para servir o chá gelado, a atendendo com um sorriso acolhedor. 

— Sim, Senhorita.— ao derramar do líquido frio e amarelado na pequena xícara posta na mesa, uma pétala se encarregou de ser tomada pelo vento. Caindo da árvore mais próxima, a pequena verdinha despencou em uma dança suave de rodopios, até cair sobre as costas da mão enluvada do mordomo, a qual sustentava a asa do bule.

A cena chamou atenção dos lumes rubros da Jacobine. Seus olhos perseguiram a folha, inquietos.

— Hum, com licença. — Ela se inclinou, timidamente. Esticando seus dedos nus para segurar a pequena fugitiva. 

— Tem uma folha na sua mão. — Sua voz tomou os ouvidos do demônio.

Mas quando ela se preparou para dar um peteleco na verdinha, seus dedos encontraram a pele exposta do pulso de Sebastian. O contato morno de sua pele contra a do demônio durou instantes, mas após o momento em que seus dedos abandonaram a pele do mordomo, uma sensação de ardência tomou-o.

O braço tocado pelos dedos de Amília começou a tremer. O descontrole de seu membro, rapidamente se transformou em dor, o fazendo gemer alto o suficiente para chamar a atenção dos outros dois companheiros ali presentes.

— Sebastian!?— Ciel o chamou pelo nome, antes de se levantar violentamente de sua cadeira. Deixando Lizzie perplexa, enquanto Amília via o Demônio se contorcer em dor, assustada.

— Senhor?! O que houve? — A Jacobine replicou o ato do conde, se levantando imediatamente para ajudar. 

Quando suas palmas tentaram encontrar as costas do demônio, em apoio. Ela fora recebida com um tapa do homem de cabelos negros em suas mãos, e o bule foi de encontro ao chão, partindo a porcelana delicada em mil fragmentos.

O ato apavorou-os. Lizzie estava de boca aberta, sem nem saber como reagir. Seu corpo paralisou em surpresa, quando a mesma viu o mordomo desferir o golpe contra Amília. 

Foi forte o suficiente para que a morena se desequilibrasse, dando passos tortos para trás. Por pouco não caia, mas havia uma força absurda nas mãos do homem, que ainda parecia agonizar.

— Elizabeth, e Lady Jacobine, por favor, nos dêem licença! — O conde Phatomhive as afastou, levando o mordomo para longe da área de chá. 

A morena imediamente pôs os olhos sobre Lizzie. Encarando os orbes verdes da amiga, enquanto sua visão parecia se borrar com um turbilhão de lágrimas, que ameaçavam escapar de seus olhos.

— O que eu fiz? — Ela questionou, incrédula, encarando a Midford. A loira não sabia como a responder, e silêncio acabou sendo uma resposta a qual Amília não queria ouvir. Se sentiu culpada.

— E-eu precioso ir embora...— Trêmula, a garota puxou a base de seu vestido, e começou a caminhar nervosamente. Sim, iria embora dali, antes que causasse mais alarde, mesmo que não soubesse o que tinha feito.

—L Espera, Amília! — Lizzie tentou a alcançar.  

Mas, a Jacobine, apesar de sempre ter sido acima do peso, era incrivelmente rápida. Não deu questão de um minuto, e Lizzie já estava gritando para as árvores. 


(...)



O conde seguiu o mordomo, pasmo. Sebastian parecia sentir imensa dor, sendo acarretado por uma sensação "humana" jamais sentida em sua existência. Ao puxar a luva fina de seus dedos, desolado, ambos, demônio e mestre, tiveram o vislumbre de algo bastante inesperado:

A carne viva, se estendia por seu pulso, pulsando em um vermelho febril. Sua pele parecia criar vida própria, encharcada por um líquido amarelado que parecia escapar pelos poros borbulhantes, que estavam abertos e fragilizados. Parecia infeccionado, e Ciel apenas pode torcer o nariz ao sentir seu estomago revirar enquanto desviava o olhar da pele queimada de Sebastian.

O que era aquilo, e como havia acontecido? Era o questionamento latente em suas feições angustiadas. Nem o demônio parecia crédulo daquele ferimento sem sentido.




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