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História Um novo começo - Romance gay - Capítulo 24


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Notas do Autor


Boa leitura queridos ♥️

Capítulo 24 - El mejor regalo


Nicolas

Por mais clichê que possa parecer, cada vez que me entrego a Augusto é um momento mágico, como se todo o mundo parasse, como se não existisse problemas, é como se fosse um mundo onde só nós dois existimos, nós dois e o nosso amor.

Sei que contos de fadas não existem, nem o " Felizes para sempre", Até porque, não existe o para sempre, nada é eterno, infelizmente.

Não temos a certeza de como será o futuro, nem sabemos se teremos um amanhã, a vida é algo muito incerto, podemos ter muitos anos de vida ou podemos ter só mais um dia, eu posso passar o resto da minha  vida com Augusto ou não, pelo menos eu espero que isso aconteça.

A questão é, nunca podemos escolher como será o futuro, do mesmo jeito que não podemos mudar o passado, mas nós podemos aproveitar o presente, o hoje, o agora.

A vida é composta por momentos, sejam bons ou ruins, com o tempo, desses momentos só restam lembranças, por isso cabe a nós criar essas lembranças, aproveitando o tempo que temos com as pessoas que amamos, por mais simples que seja um momento juntos, pode ser um momento inesquecível.

É na base desse pensamento, que eu vivo minha relação com Augusto, aproveitando todos os momentos, de uma noite de amor a um prato que ele prepara pra mim, das palavras lindas que ele me fala a um ato engraçado dele.

Mesmo que a gente se separe um dia, o que Deus sabe como eu não quero, vai ficar na minha memória todos os momentos que passamos juntos, as lembranças são as provas de algo que existiu, as provas de que aquilo fez parte da sua história.

Saio do meu momento filosófico com Augusto entrando no quarto, com uma bandeja de café nas mãos.

— Hoje eu consegui te trazer café na cama.

— Tô até me sentindo um príncipe.

— Mas quem disse que você não é?

Você é o meu príncipe.

— Já eu acho que é justamente o contrário, acho que você que é um príncipe na minha vida.

— Só se eu for a fera.

— Fera só se for na cama, né?

Mas agora não é o momento pra falar sobre isso, deixa eu ver o que você fez pra mim.

Hum, café com leite, pão com presunto e mussarela e um pedaço de bolo...

— Bolo Amélia, não sei se tá muito bom, já que eu aprendi a fazer ele há pouco tempo.

— Deve estar ótimo, como tudo que você faz.

Experimentei o bolo e como eu pensava, estava ótimo.

— Esse bolo tá incrível, é feito de quê?

— Leite condensado.

— Agora tá explicado, mas você não vai tomar café também?

— Eu já tomei, agora tô aqui admirando você degustar o seu café.

— Mas você vai me ajudar a comer esse pão, é muito grande pra mim.

— Se é o seu desejo, estou aqui pra realizá-lo.

Parti o pão na metade, coloquei um pedaço na boca de Augusto e comi meu pedaço com meu café com leite.

— Quais são seus afazeres de hoje?

— O de sempre, mas vou no centro resolver umas pendências pro seu avô e quando chegar, vou treinar pra competição.

— Hum, tá perto né?

— Sem ser na semana que vem, a outra.

— E como você se sente sobre isso?

— Nervoso, mas eu tô treinando o bastante, o Precioso tem grandes chances de ser um dos ganhadores.

— Que bom, amor.

Eu não entendo muito dessas competições, mas tenho certeza que você e o Precioso se sairão muito bem.

— A competição é dividida em provas de adestramento e salto com obstáculos, no quesito adestramento, o Precioso é nota 10, mas no salto com obstáculos, eu tive um pouco de dificuldade com ele no início, mas agora a gente pegou o jeito da coisa.

— O importante é acreditar em você e nele, a confiança torna tudo mais fácil.

Mas mesmo que vocês não sejam os ganhadores, isso não faz de vocês piores que os outros competidores.

— Você está certo.

Aliás, você vai na competição né?

— É claro que sim, vou está lá na arquibancada torcendo por você e o precioso, isso me lembra que eu tenho que comprar uma roupa apropriada pra tal evento.

— Sua presença é muito importante pra mim, pro Precioso também.

E quanto a roupa, você fica lindo com qualquer roupa, mas fica mais lindo ainda, quando está nu na minha cama.

— Peão, você não perde tempo né?

Mas esse horário não é apropriado pra falar essas imoralidades, você tem que trabalhar e eu também tenho que testar umas habilidades minhas.

— Que habilidades?

— Bom, eu gosto de grafitar, não faço uma arte perfeita como os artistas, mas gosto de desenhar.

A Clarinha sabe disso e foi comentar com a diretora da escola do Miguel, como vai ter o mutirão de reforma na escola, ela me doou os muros da frente pra poder fazer o que eu quiser, até comprei em São Paulo as tintas.

Aí vou testar na parede do meu quarto, vou ver o que sai, já que tem bastante tempo que não grafito.

— Nossa, muito bacana isso, quando tiver pronto eu vou querer ver.

— Pode deixar que eu te mostro.

— Por falar nesse mutirão, eu também vou ajudar no trabalho pesado.

— Uma imagem perfeita para as mulheres e homens, você pegando no pesado, seu corpo suado, e o povo te desejando.

— Tá com ciúmes?

— Eu não sinto ciúmes, peão.

— Sério?

Augusto perguntou debochado.

— Sim, eu confio no meu taco.

— Confia no seu taco e tem certeza de que esse peão que vos fala, só tem olhos pra você.

Ele disse me beijando.

— A maior certeza que eu tenho.

Agora deixa eu ir tomar um banho, não vou atrapalhar seu trabalho.

— Você nunca atrapalha.

Quebra de tempo:

Pedi vovó autorização pra poder grafitar a parede do meu quarto e ainda ganhei um esporro.

Ela disse: Mas que pergunta mais idiota, é claro que você pode grafitar a parede do seu quarto, até porque ele é seu quarto, não o meu.

Vovó é definitivamente a maior comédia que eu conheço.

Coloquei uma música pra me inspirar e fiquei analisando a parede por uns bons minutos, pensando no que eu iria criar, até que veio a imagem na minha mente.

Resolvi desenhar alguém muito importante pra mim, já que não posso mais vê-la pessoalmente, pelo menos sempre poderei ver sua face destacada na minha parede, minha adorável mãe.

Demorei um tempo na escolha das cores, até achar uma que me agradasse e combinasse com a luz que entra no quarto.

Cerca de duas horas e 30 minutos depois, eu já tinha terminado meu desenho, que fez jus a beleza que a minha mãe tinha.

Como já tinha terminado meu desenho, resolvi tomar um banho e tirar um cochilo.

Augusto

Estava saindo da casa lotérica, quando vi uma garotinha na praça, com uma caixa de papelão escrito: Me dê um lar e eu te darei meu amor.

Cheguei mais perto e vi que dentro da caixa tinha um filhotinho de cachorro.

— Oi moço, você gostaria de adotar ele?

A minha cachorra teve cinco filhinhos, como a minha família não tem condições de bancar todos eles, resolvemos doar quatro filhotes, tres já foram adotados, só ele ficou, eu acho que o destino separou ele pra você.

Quando olhei pra aquele filhotinho, logo pensei em alguém que ficaria muito feliz com ele.

— Eu quero ele sim, vou dar ele pra uma pessoa muito especial que vai dar muito amor pra ele.

— Sua namorada, moço?

— Não, meu namorado.

— Ah, tenho certeza que ele vai ficar muito feliz.

A garota pegou o filhote, deu um beijo nele e me entregou.

— Que você seja muito feliz com a sua nova família.

— Eu posso te garantir que ele vai ser muito amado.

— Tenho certeza que sim.

Nicolas

Acordo com um barulho de choro, me levanto e vejo vovó chorando vendo o desenho de mamãe.

— Ah vovó, não foi minha intenção te deixar triste.

— Não estou triste, querido.

Estou emocionada por você ter conseguido fazer tão igual, é como se eu estivesse olhando pra ela.

Quando eu sentir saudades dela, vou sempre poder vir no seu quarto e olhar pra esse desenho.

— Fique sempre a vontade pra entrar no meu quarto, é meu, mas eu deixo a senhora entrar aqui.

— Tá se achando engraçadinho, né?

Mas só tem graça quando as palavras são ditas por mim.

— Ok, senhora da Graça.

— Agora vamos pra sala que o almoço já está quase pronto e tem alguém querendo falar com você.

— Quem?

— O meu fisioterapeuta.

— Pô, esse cara não desiste mesmo.

— Quem manda ser um gostoso, conquistador de corações?

— Não exagera vovó, nem sou isso tudo.

— Eu aposto que o Augusto concorda comigo.

Por falar em Augusto, eu acho que o fisioterapeuta só vai tomar vergonha na cara, quando o peão dá uma boa surra nele e não me julgue, mas eu adoraria ver isso.

— Vovó, não fale isso nem brincando.

Se isso acontece, a gente não consegue tirar o Augusto da briga.

— Querido, eu gosto é do estrago e fogo no parquinho.

Caímos na risada e fomos pra sala, onde Giovani estava sentado no sofá.

— Oi Nicolas, como vai?

— Bem e você?

— Melhor agora.

Eu trouxe isso pra você.

Ele me entregou uma caixa de chocolate ao leite.

— Comprei um dos melhores, pra estar ao seu nível.

— Valeu, mas eu prefiro chocolate branco.

— Sério?

Desculpa eu não sabia, da próxima vez eu compro do branco.

— Não precisa se preocupar com a próxima vez, nós sabemos o motivo de você trazer chocolate pra mim, eu acho que já deixei bem claro que não vai rolar nada entre a gente, Giovani.

— Cara, você é bem direto né?

— Eu sou sincero, não pretendo iludir você, eu amo o Augusto e estou muito feliz com ele.

— Tudo bem, eu entendo, mas podemos pelo menos ser amigos?

— Se a sua intenção for só amizade, claro que podemos, mas não vai rolar nada além disso.

— Eu me conformo com isso.

Até porque, muitos amores se iniciam de uma amizade.

Esse cara me tira toda a paciência.

— Vamos pra cozinha, Giovani.

O almoço já tá pronto e eu quero tirar umas dúvidas com você.

Vovó chamou.

— Mas eu já te expliquei tudo sobre a pomada, Dona Lúcia.

— Querido, eu sou uma senhora de idade, você tem que ficar repetindo as coisas até eu entender, cadê a empatia?

— Desculpa.

— Vem logo.

Vovó saiu puxando Giovani pela mão e deu uma piscada pra mim, por ter me livrado do encosto.

Miguel veio até mim e me deu um abraço.

— Bom dia, amigo.

— Bom dia, Mi.

Você gosta de chocolate?

— Eu amo, mas a mamãe não gosta que eu coma muito.

— Sua mamãe está certa, aqui, pode ficar com essa caixa de chocolate, mas você tem que prometer uma coisa pra mim.

— O que?

— Você só vai comer depois das refeições, ok?

E você tem que escovar os dentes depois que comer, pra não dar bichinho nos dentes.

— Eu prometo.

— Então tá aqui.

Entreguei a caixa de chocolate pra ele.

— Obrigado, amigo.

Vou pedir pra mamãe guardar.

— Vai lá.

Quando Miguel acabou de sair, Augusto chegou na sala.

— Resolveu o que tinha que resolver no centro?

— Resolvi e tenho uma surpresa pra você.

— Que surpresa?

— Tá no carro, vem comigo.

— Tá.

Augusto foi me puxando até o carro.

— Olha, quando eu bati meus olhos nele, tive a certeza que ele tinha que ser seu.

— Ele?

— Abre a porta e veja com os seus próprios olhos.

Abri a porta e me surpreendi com um lindo filhote de cachorro.

— Ele é meu?

— Sim.

Peguei o cachorrinho no colo e abracei ele.

— Gostou?

— Eu amei, obrigado.

— Sabia que você ia gostar, esse filhote nasceu pra ser seu.

— Nosso, ele vai ser nosso filho.

Onde você conseguiu ele?

— Uma garota estava doando ele, aí eu resolvi trazer ele comigo, pra ser nosso.

Agora temos que pensar em um nome pra ele.

— Que tal Nigus, o que você acha?

— Gostei, mas o que significa?

— É a junção de Nico com Gus, Nigus.

— O nome perfeito pro nosso filho.

— Muito Obrigado, peão.

Sério, eu tô muito feliz.

Dei um abraço nele e enchi ele de beijos, até Nigus participou do nosso abraço.

Eu já ganhei vários tipos de presente, os mais luxuosos que o dinheiro pode comprar, mas nada se compara a isso.

Nosso filho de quatro patas, que vai ser muito paparicado e amado.

Sem dúvidas, o melhor presente que já ganhei.

Continua...


Notas Finais


Agora nosso casal tem um filhinho de 4 patas, quem amou?
Beijos e até qualquer dia💜


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