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História Um Novo Começo - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Decisão


 

A decisão de voltar para Seattle depois que meu pai Charlie sofreu um infarto há duas semanas atrás e mamãe me ligou desesperada temendo o pior e senti meu mundo desabar com a possibilidade de perder meu pai, um homem que sempre foi reservado mas sempre tão protetor com nossa família, o exemplo de homem que eu queria que minha filha conhecesse. E foi neste momento que tomei a decisão de que não fugiria mais das lembranças que Seattle me traziam e voltaria para casa para estar ao lado daquelas pessoas que sempre estiveram ao meu lado e que agora era minha vez de cuidar: meus pais. Tomei está decisão e não contei a ninguém até que tudo estivesse certo. Neste tempo procurei emprego em minha área: arquitetura e por sorte na cidade tinha muitas possibilidades de emprego e não demorou muito para eu conseguir uma vaga em uma grande empresa de arquitetura.  

Com o emprego confirmado agora só precisava arranjar um lugar para morar com Ness.  

Sabia que meus pais amariam nos ter todos juntos, mas eu já era uma mulher crescida e não queria voltar para a casa dos pais mesmo que os ame muito e eles não se importariam.  

—Ness meu amor chegamos.  

Digo a ela enquanto passo meus dedos por seu rosto delicado e ela desperta aos poucos, coçando os olhinhos de sono.  

—Chegamos mamãe? Pergunta ela e olha pela janela do avião e me encara com um enorme sorriso.  

—Sim amor. Vamos?  

A pego em meus braços e seguimos para o desembarque. Pegamos as malas e seguimos até o primeiro táxi que encontramos. Durante o caminho até a casa de meus pais Ness vai conversando simpaticamente com o motorista do táxi, um senhor de idade que dá trela para ela que não se faz de tímida e continua tagarelando arrancando risos meu e do velho senhor. Em trinta minutos chegamos à rua de meus pais e avisto a pequena e simples casa de dois andares, com paredes brancas e telhado azul, como um pequeno jardim muito bem cuidado. Peço para ele estacionar em frente à casa e enquanto me ajuda com as malas Renesmee corre até a porta batendo levemente enquanto bate os seus pés ansiosamente. Contenho o riso para a pequena ruiva de chapéu vermelho e vejo a porta ser aberta assim que pago o motorista. Ouço gritos e risos animados de meus pais ao ver a garotinha pulando em seus braços.  

—Olha só Charlie é nossa netinha. Diz mamãe emocionada com uma menina pulando em seu colo.  

—Oi vovó e vovô Swan gostaram da surpresa?  

Pergunta ela divertida e vejo papai me encarar com um enorme sorriso.  

—Amamos querida.  

Responde ele e após beijar a neta caminha até mim me abraçando apertado e me ajudando com as malas.  

—Finalmente nossa família está completa.  

Emocionada mamãe me abraça e nos leva para dentro de casa. Após beijos e abraços emocionados nos sentamos na sala de estar enquanto Renesmee alugava seu avô mexendo em seu bigode o que arrancou risos de todos. Mamãe se sentou ao meu lado, passando seu braço a minha volta e observando aquela cena eu me senti bem, completa. Era maravilhoso estar de volta, isto não posso negar.  

—Deveria ter nos ditos que viria, teríamos buscado vocês no aeroporto e feito um jantar especial.  

Mamãe fez bico e eu ri discordando.  

—Queríamos fazer uma surpresa e qualquer coisa que fizer sei que será maravilhoso, dona Renée.  

Disse divertida a minha mãe. Renesmee balançou a cabeça concordando. 

—A comida da vovó é malavilhosa. 

—...vejo que não faço muita diferença aqui. Diz papai enciumado e Renesmee o abraça dizendo que faz sim.  

Ele beija sua testa e sorri para ela.  

—Quanto tempo pretendem ficar? Não me digam só alguns dias que vou ficar triste.  

Mamãe se antecipou.  

—É sobre isso que gostaria de falar com todos vocês.  

Digo fazendo suspense e todos me encaram com atenção, afinal nenhum deles suspeitava do que eu iria dizer.  

—Eu tomei uma decisão muito importante quando papai ficou doente e desde então essas semanas corri atrás de muitas coisas e só agora que está tudo resolvido eu decidi que era hora de todos saberem. Que eu e Renesmee ficaremos por um longo tempo em Seattle.  

Digo arrancando reações de surpresas de todos, Renesmee salta do colo do avô e corre até mim. 

—Jula mamãe? Ficalemos aqui com meus vovôs?  

—Sim querida.  

Concordo e ela sorri chorando e me abraça.  

Vejo que não é a única emocionada, meus pais também sorriam em meio as lágrimas e se juntam a nós a um abraço apertado. Após contar a todos agora as coisas que havia guardado por um tempo só para mim estava feliz com a reação de todos, sabia que tinha tomado a decisão certa. Por mim, por nós e estava pronta para enfrentar o que tivesse que enfrentar. Enquanto Renesmee ficou com minha mãe na cozinha preparando o jantar eu e meu pai que me ajudava com as malas subimos até meu antigo quarto e ao entrar senti uma forte nostalgia enquanto eu observava as paredes azul , a grande cama no centro, os móveis de madeira e as luzes de decoração, tão menina como quando deixei aquele lugar aos dezessete anos. Me virei e papai me encarava me dando tempo para me acostumar. 

—Sei o quanto significa voltar para casa, minha filha. Tudo que passou, mas agradeço por ter voltado. Ter você e minha neta de volta significa muito para nós.  

Abracei meu pai e sorri serena. 

—Vocês são tudo para mim, pai. Graças a vocês sou quem sou.  

—Eu tenho tanto orgulho da mulher forte que se tornou, filha.  

—Obrigada papai. Obrigada por sempre acreditar em mim. 

 

Mais tarde naquela noite jantamos todos juntos em meio a risadas e conversas. Renesmee fez questão de atualizar os avós de tudo que aconteceu antes de virmos para Seattle e até muito antes disso. Eu observava a eles enquanto bebericava um pouco do vinho que mamãe me serviu. E após uma deliciosa sobremesa peguei minha filha e me despedi de meus pais indo para nosso quarto. Tomamos banho juntas o que resultou em um banheiro encharcado e após nos secar vesti roupas leves para dormirmos caindo na cama juntas.  

—Mamãe?  

—Sim, filha?  

—Pode me contar sobre quando morava aqui?  

Sua pergunta me pegou de surpresa, seus olhinhos encaravam o teto pensativa.  

E eu a encarei. 

—Você tinha amigos? Como era a escola? Eu vou ter amigos?  

—Você está preocupada querida. Afirmo e ela se vira concordando. 

Dou um sorriso a puxando para meus braços.  

—Eu sei que tudo que é novo dá medo filha e me sinto assim também, mas sabe de um segredo. 

—Qual mamãe?  

—Faremos isso juntas. Como sempre fizemos.  

Digo a ela que sorri concordando e aconchega sua cabeça em meu ombro. Aos poucos sinto sua respiração pesada contra minha pele e sei que está dormindo e faço o mesmo e sentindo o cheirinho de seus cabelos caiu em um sono leve.  



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