História Um Novo Destino - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Harry Potter, Percy Jackson
Tags Harry Potter, Percy Jackson, Twins, Yaoi, Yuri
Visualizações 138
Palavras 1.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Chorando Perdas


Capítulo 2

Chorando Perdas

 

Lily Potter entrou em casa, cansada do longo voo e foi barrada nas escadas pelo marido, que exigia saber onde esta estivera por quase duas semanas. Não querendo que este descobrisse o que havia feito, para segurança do seu bebé, a ruiva inventou um aborto espontâneo.

 

James abraçou a chorosa ruiva, que cedeu às emoções contidas há muito tempo.

 

― Lamento, James, mas precisava de um tempo para mim mesma. Saber que nunca verei o nosso bebé parte-me o coração.

 

Os primeiros meses pareceram correr bem, mas James não podia deixar de culpar interiormente a esposa pelo aborto. Ele havia-lhe pedido diversas vezes que deixasse o emprego temporariamente e se focasse na gravidez, mas esta não queria abandonar o trabalho, afirmando que não sabia estar parada e precisava de algo em que se focar.

 

No decorrer dos meses seguintes a relação entre ambos decaiu severamente, pelo que sem nada que valesse a pena lutar naquele matrimónio, ambos concordaram que o melhor era divorciarem-se. Lily quase suspirou de alívio, uma vez que não sabia como encarar o moreno e mentir-lhe na cara todos os dias, essa foi uma das razões pelas quais a relação esfriou e o casamento se arruinou.

 

Cada manhã, Lily rezava a Juno para que protegesse Sally e os bebés, enquanto James recordava nada mais ao acordar que o seu bebé se perdera para sempre e chorava em silêncio. Essa rotina manteve-se por anos.

 

Lily regressou ao trabalho e mergulhou de cabeça, tentando não se perder em pensamentos sobre como estariam os seus filhos. O ritual fizera com que ambos os fetos partilhassem magia e sangue durante seis meses, estes eram biologicamente gémeos e filhos de ambos os casais e Lily amava os dois de igual forma.

 

Essa manhã prometia ser tão comum como todas as anteriores, mas quando o esquadrão de Lily aparatou na localização, que o informante lhes dera, foram emboscados por um grupo de Death Eaters foragidos. A ruiva caiu desacordada, vítima de um ataque à traição, alguém a enfeitiçara pelas costas.

 

Um homem de cabelos castanhos e olhos amendoados escondidos por detrás dos óculos, dirigiu-se à recepção de St. Mungus Hospital for Magical Maladies and Injuries.

 

― Recebi um mensagem a dizer que Lily sofreu um acidente.

 

― É você James Potter, marido de Lily Potter? ― perguntou a enfermeira com profissionalismo.

 

― Ex-marido na verdade e é Lily Evans

 

― Na ficha da paciente consta Lily Potter e como contacto de emergência está listado o esposo, James Potter.

 

― Ela deve ter-se esquecido de alterar. Em que quarto é que ela está?

 

― Quarto 407. Quarto andar: Danos por magia.

 

James rumou em direção ao elevador mágico, pressionando o botão dourado com o número quatro gótico de tonalidade negra. O moreno bufou ao escutar a musiquinha pegajosa de elevador e quase suspirou quando o familiar som da campainha de aviso indicou que havia atingido o seu objetivo. Saiu do elevador, mas recuou rapidamente para não ser atropelado por um batalhão de profissionais de saúde que corriam de um lado para o outro atarefados, mal tendo tempo para respirar sequer. Espreitou com cautela, não desejando ser espezinhado e constatou que o perigo tinha desaparecido, pelo que abandonou o elevador, cujas portas estalaram atrás dele, quando o elevador iniciou o trajeto para o rés-do-chão. O moreno de óculos começou a sentir uma sensação de estrangulação, descobrindo assim que a sua capa havia ficado presa nas portas do elevador, retirou a capa e acariciou o pescoço levemente avermelhado.

 

― Primeiro espezinhado e agora estrangulado!? Definitivamente hoje não é o meu dia de sorte.

 

Mal podia ele imaginar que tudo o que dava por assegurado e acreditava seria abalado pelas palavras de Hippocrates Smethwyck.

 

― Como lhe estava a explicar, a paciente apresenta sinais de se ter submetido a um ritual de transferência de material genético e mágico.

 

― Hmm…

 

O auror Potter assentia mesmo quando não tinha entendido nada. O medimago vendo que não chegaria a lado nenhum com redundâncias optou por despejar o caldo entornado em cima do moreno.

 

― Um bebé! A sua esposa transferiu mágicamente o bebé para outra mulher. ― Soltou o medimago sem tato nenhum, contendo-se para não perguntar a James se acaso padecia de alguma deficiência cognitiva.

 

Cinco minutos depois… Nada! Sem reação.

 

Dez minutos depois… Ainda nada. O medimago administra o tratamento indicado para a maldição que Lily sofrera.

 

Quinze minutos depois… O medimago indica à enfermeira que mantenha um encantamento de vigilância naquele quarto e que o avise se algo acontecer com a paciente. Olha para James e acrescenta que também o avise se o auror Potter necessitar de acompanhamento psiquiátrico.

 

Meia hora depois… Apenas a respiração tranquila de Lily pode ser escutada no profundo silêncio que reina no quarto de hospital.

 

Uma hora depois… James pisca os olhos uma vez.

 

Três horas depois… A enfermeira troca os curativos de Lily.

 

Seis horas depois… James desmaia!

 

Dois dias depois… James abre os olhos com dificuldade e encara os rostos preocupados de Remus Lupin e Sirius Black sob o branco teto do quarto igualmente branco, com odor a hospital.

 

“Certo! Fui notificado… Lily feriu-se… Lily… Lily não sofreu um aborto espontâneo. Lily… Lily transferiu o nosso filho para outra mulher e não me disse nada”, James estava a processar a informação que o medimago Hippocrates Smethwyck lhe havia revelado anteriormente. “Porquê, Lily? Acaso tanto me odeias que te desfizeste do nosso bebé? Porque não me disseste nada? Deixaste-me meses no escuro a chorar a morte do nosso filho sozinho.”

 

Um lágrima deslizou do seu olho direito, perdendo-se perto da orelha. Os amigos de James preocupados perguntaram-lhe o que se passava e este contou-lhes o mesmo que o medimago lhe dissera a ele.

 

― Lily já acordou? Quero falar com ela ― exigiu o homem de óculos redondos com uma expressão fria que nada combinava com a sua personalidade brincalhona.

 

― James ― começou Remus com o maior tato possível ―, Lily teve alta e regressou ao trabalho ontem.

 

― Preciso falar com ela. Podem chamá-la? ― questionou com um tom quebradiço.

 

― Prongs, Lily saiu do país hoje de manhã. Foi encarregue de proteger o Embaixador Britânico durante uma Missão Diplomática ― disse Sirius com pesar.

 

― Quando volta? ― A expressão facial de James era fechada, não deixando entrever as suas intenções e pensamentos.

 

― É uma missão de alcance internacional contra o ressurgimento de magos escuros. O Embaixador vai angariar o apoio das outras nações mágicas, mas é Lily quem vai liderar o Esquadrão de Busca e Apreensão. Ele pode ter sido derrotado, mas os seus seguidores ainda estão à solta. Pode levar anos a capturar todos os Death Eaters foragidos que passaram a fronteira. Lily não regressará até que o último Death Eater escondido lá fora tenha sido encontrado, preso e enviado para Azkaban.

 

Oito anos haviam passado e Lily não dava sinais de vida. Enquanto isso, James fizera a busca pelo seu filho a sua missão pessoal e inadvertidamente acabara por arrastar os amigos com ele. Por mais que o procurava não conseguia nenhuma pista. Para começo de questão, era praticamente impossível… Não sabia quem era mãe do bebé ou género do mesmo. Nem sequer sabia se a mãe era inglesa ou bruxa. Afinal de contas, nunca conseguira descobrir onde Lily estivera durante as duas semanas que desaparecera. Seja lá onde estivera, fora aí que conhecera a mulher que carregara o herdeiro Potter, e James não se importava se era uma missão impossível, pois ele nunca desistiria.

 

No decorrer da busca, James acabou por deixar o trabalho de lado e como tal terminou demitido. Sem a sua válvula de escape, veio a paranoia, pelo que os seus amigos arrastaram-no até à presença de Augusta Longbottom. A mulher possuía a custódia de Neville, a criança da profecia. Os seus pais, Frank e Alice, tinham morrido às mãos de Voldemort, não sem antes serem longamente torturados por Bellatrix Lestrange, deixando órfão um pequeno com uma cicatriz em forma de raio.

 

Dumbledore tentou de tudo para convencer a avó de Neville de que este devia ser devidamente instruído e treinado para vencer Voldemort quando este voltasse, mas a mulher não era ingénua, pelo que soube reconhecer facilmente a ambição do Diretor. Além de que este já falhara com ela antes, quando lhe prometera proteger Frank e Alice. Obviamente não fez um bom trabalho. Nem louca deixaria que o velho colocasse as mãos no seu neto.

 

Augusta não tinha dúvida nenhuma de que este já estava a maquinar uma forma eficaz de se livrar dela e ficar com a custódia do seu neto, mas ela era uma mulher astuta. Podia ter sido Gryffindor nos seus tempos de escola, mas passara muitos anos casada com um Slytherin, pelo que aprendera a navegar pelas águas infestadas de tubarões que eram as pessoas da Sociedade Mágica. Nada do que o velho fizesse a afastaria do seu neto. Ela iria proteger o único legado do seu falecido filho e da sua querida nora. Neville não seria uma marioneta nas mãos de Albus Dumbledore!!

 

― Lord Potter, os seus amigos fizeram-me chegar a sua proposta. ― James olhou desconfiadamente para Sirius e de seguida deslizou a mirada para Remus. ― As suas credenciais são impressionantes. Espero que dê o seu melhor e prepare o meu neto para a batalha que está por vir.

 

Augusta podia não ser fã de Dumbledore, mas mulher prevenida vale por duas. E se havia ainda que fosse uma mínima probabilidade de Voldemort estar lá fora à espreita do melhor momento para atacar, esta iria assegurar-se de que Neville não pereceria às suas mãos. Podia não ter conseguido salvar os pais dele, mas o seu neto iria viver. Ela assegurar-se-ia de que este tivesse todas as ferramentas necessária para sobreviver à sua disposição.



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