História Um Novo Dia - Capítulo 3


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Categorias Camila Mendes, Daniel Carvajal, Francisco "Isco" Suárez, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Sergio Ramos
Personagens Marco Asensio, Personagens Originais
Tags Belinda, Indomável, Marco Asensio
Visualizações 53
Palavras 1.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi :)
esse capítulo fico e-n-o-r-m-e, eu demorei uns cinco dias só escrevendo ele (por isso a demora com a atualização), eu resolvi dividir ele para não ficar muito cansativo. é isso

boa leitura :)

Capítulo 3 - Capítulo Três


Belinda Boaventura

  Acordei com Izabel se aninhando ao meu corpo no meio da madrugada. No primeiro momento eu quis dar uma bronca nela por ter pulado do berço em que estava - deus sabe como -, mas assim que vi seus olhos marejados e sua franja grudada em sua testa, ensopada de suor, me preocupei. Levei a mão até a face dela checando sua temperatura que estava altíssima. 

— Ai merda! — murmurei pegando Izabel e indo para o banheiro. — Vamos tomar um banhozinho para afastar essa febre, ok? — ela acenou com a cabeça e se deitou em meu ombro. 

  Provavelmente eu e Marco não poderíamos ficar mais tempo na Itália, precisávamos voltar para que Izabel pudesse ir ao médico, sendo assim, eu teria que abandonar meu plano inicial, mas não quer dizer que eu desistiria fácil. O assunto fugiu da minha cabeça assim que cheguei ao banheiro com Izabel nos braços, naquele momento Marco e eu não era o assunto central. Eu precisava dar total atenção para minha filha. 

  Marco veio até nós assim que o choro de Izabel se intensificou ao entrar na água gelada. 

— O que houve? — perguntou sonolento. 

— Izabel foi até mim, está fervendo em febre. — respondi sem encará-lo. — Estou começando a ficar preocupada. 

— Já mediu a temperatura? 

— Não. Não me lembro se aqui tem termômetro. — retirei Izabel do chuveiro e a enrolei na toalha. Pela primeira vez encarei Marco depois da noite que tivemos. — Pode levá-la até o quarto, eu vou ir pegar alguma roupa pra ela e fazer algo para ela comer. 

— Sim, claro. 

  Eu não podia reclamar de Marco como pai, afinal eu sempre soube que ele desempenhava seu papel melhor que eu, é claro. 

*

   Izabel havia pegado no sono, Marco comprava as passagens de volta para Madri on-line; eu não queria ter que ir mas não disse nada sobre ficar mais uns dias e aproveitar nosso tratado de paz. 

— Vamos amanhã pela manhã. — ele cortou o silêncio que estava nosso quarto. Levei a mão até a testa de Izabel para checar se a febre havia diminuído. 

— Aparentemente a febre ainda está alta. Estou realmente muito preocupada. — deixei o ar escapar pelos lábios, cansada. 

— Não fica assim, só deve ser uma febre. Não é nada demais. 

— Tomara mesmo. 

  Nossos olhares se encontraram e eu não consegui desviar minha atenção para outro lugar. Eu o amava tanto e só o pensamento de perdê-lo me deixava aflita. Marco era tudo que eu tinha, ele era minha família. Não podia deixar com que ele jogasse tudo para alto. 

  Metade de mim tinha a convicção de que assim que colocássemos o pé para fora do avião, em Madri, Marco diria que queria acabar com nossa relação. Todavia, a outra metade acreditava que ele estava disposto a me dar uma nova chance para poder fazer ele feliz, de novo. 

— Por que não vai descansar um pouco, eu tomo conta dela — Marco sugeriu e virou o rosto para outro lado quebrando o contato visual. 

— Tá — respondi me ajeitando na cama. 

  Eu não queria ter que puxar algum assunto com ele, mas eu precisava. Pensei em tocar no assunto anterior em que nós dissemos um ao outro que aproveitariamos a viagem. Resolvi que não era um bom momento para isso e em Madri nós teríamos um tempo a sós para discutirmos nossa relação. 

— Belinda? — a voz baixa de Marco me fez fita-lo novamente. Ele parecia relutar para me dizer algo, no final tudo que ele disse foi: — Boa noite. 

— Boa noite, Marco. 

  Me virei para o lado oposto disposta a dormir um pouco. Nunca fui uma pessoa religiosa mas sempre tive minhas crenças. Fechei os meus olhos e pedi silenciosamente para Deus, depois de muito tempo, que as coisas em minha vida melhorassem. 

Madri, Espanha. 

Dias depois. 

  

   A gripe de Izabel já estava melhorando e eu já havia voltado para o trabalho. Sentada em minha mesa, esperando a chegada de Carlos, pensei melhor sobre o que eu estava prestes a fazer. 

— Belinda! — o homem entrou na sala animado. Seu semblante estava feliz. 

— Carlos, bom te ver.

— Também é bom te ver. — ele respondeu sincero. — O que desejava falar comigo tão de pressa. 

— Eu queria te informar algo. — ele arqueou as sobrancelhas. — Irei me demitir. 

— Quê?! 

— Resolvi que é hora de me dedicar um pouco aos meus filhos. Você sabe bem que eu também nunca gostei desse emprego não é? 

— Sim eu sei, mas achei que estava dando certo. 

— Sim, estava. — não menti em nenhuma de minhas palavras. — Mas meu coração não quer mais isso, entende? 

— Claro, mas não queria perder você! 

— Se quiser, daqui uns meses você pode me contratar de novo, mas para ser jornalista. 

  Carlos pareceu pensar na proposta que eu havia feito. Mas antes que eu pudesse dizer mais algumas coisas, ele finalmente me respondeu. 

— Vamos fazer assim. Você fica uns meses fora, faz o que te der vontade. Vamos supor, uns oito ou nove meses e aí você volta, mas tem que ser para o seu cargo de diretora. — ele sugeriu, e não seria uma má idéia. 

— Tudo bem então. 

— Vamos fingir que vai ser um longo período de férias, e eu sei como você precisa disso. 

  Nós dois sorrimos satisfeitos com decidimos. Não havia sido difícil. O Marco de meses atrás iria adorar saber disso. 

— Como vai sua mãe? Tem visto ela? 

  Assunto proibido. 

— Não tenho. — fazia anos que eu não a via. E pior ainda, eu não tinha tempo para me preocupar com isso. 

— Fiquei sabendo que ela vem para Madri, semana que vem. — ele pareceu bastante animado com a informação. 

— Eu não fiquei sabendo, tem um tempo que eu não a vejo. — fui sincera. 

— Bom, — ele se levantou — então é isso. Até daqui a nove meses. 

— Até. Obrigada, por tudo. 

  Eu não poderia deixar de agradecê-lo. 

*

  Deixei minha bolsa em cima da cômoda centralizada no meio do meu enorme closet. Fui até minha penteadeira me sentando sem desgrudar os olhos do espelho um minuto se quer. Minha aparência estava melhor, as olheiras já haviam sumido e meu semblante estava menos triste.

  Marco surgiu no closet procurando alguma coisa em uma de suas gavetas, não demorou muito para que ele pegasse um de seus moletons. 

— Você está aí. — disse assim que notou minha presença. — Não é muito cedo? 

— Eu me demiti. 

  Ele pareceu surpreso e não pude deixar de soltar um riso ao ver sua expressão. 

— Como assim? 

— Me demiti, mas depois Carlos me disse que era para eu me afastar por um tempo e depois voltar. Quero ter um tempo para as crianças. 

— Nossa, você é surpreendente. 

  O silêncio se instalou entre nós dois. Me virei para encarar meu reflexo novamente. 

— A gente precisa conversar, Belinda. 

Não precisamos! 

Respira. Calma. Respira. 

— Sobre o quê? 

Respira

— Sobre nós dois. 

  Uma onda de pânico tomou conta de mim. Senti minhas mãos trêmulas e tentei ao máximo disfarçar meu nervosismo. Me virei tentando enxergar Marco. Ele caminhou lentamente até um dos pufes fofinhos espalhados pelo meu closet e se sentou levando uma das mãos até suas têmporas e massageou o local. Eu podia sentir meu coração batendo dentro do meu peito tão forte, e tão rápido, era assustador. Eu nunca havia me sentido fisicamente desse jeito. Foi horrível. Eu sentia que a qualquer momento eu iria chorar; minha garganta se fechar. Eu poderia perder o ar. Desmaiar. Todavia eu não podia me mostrar abalada - mesmo tendo certeza sobre o assunto que Marco abordaria. 

— Eu não sei como te dizer isso. — ele me encarou fixamente. 

Não diga então. Não diga

— Hoje eu entrei com o pedido de divórcio. — sua voz era extremamente calma, seu rosto estava tranquilo e em paz. Enquanto eu sentia que poderia desmaiar a qualquer momento. 

— E me diz isso assim? Tranquilo? Como se nós fôssemos estranhos. — argumentei. — Por favor Marco, não seja tão insensível. 

— Eu sei que você não acreditava que eu pudesse fazer isso, mas eu fiz, não existe um jeito melhor pra nós dois resolvermos essa situação. 

— Enquanto estávamos na Itália parece que conseguimos nos resolver. — voltei a encarar o espelho; peguei a escova e comecei a pentear os cabelos, nervosa, tentando demonstrar que eu não me importava com aquilo. 

— É diferente. 

— Não, não é. Você só quis se aproveitar de mim. Mas não se importe Marco, não tem problema. Vamos discutir o que é importante como as crianças. 

— O que tem elas? 

— Não irei te dar a guarda compartilhada. Não adianta pedir. 

— Ah Belinda! Você pode tentar ser mais racional? Você sabe que não tem tempo pra eles.

— Claro que tenho! — minha voz saiu alta, quase que em um grito nervoso. — Agora eu vou ter. 

— Tanto faz então, só não quero que você... 

— Não diga nada! — deixei a escova na mesa e me levantei. — Já que vamos nos separar, eu não quero mais te ver, não quero saber de você, não quero falar com você nem mesmo a respeito das crianças. 

— Você não tem esse direito. 

— Claro que tenho, eu não quero falar com você, só isso. 

— Belinda, é claro que vamos nos falar e nos ver, você é mãe dos meus filhos. — ele rebateu

 — Está agindo como uma criança. 

— Tanto faz. 

  Dei as costas saindo o mais depressa possível do closet. Eu precisava ficar só, não havia nada que pudesse fazer pra mudar o pensamento de Marco. Eu havia perdido a guerra. Marco não era mais meu. 


Notas Finais


bjjss


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