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História Um Novo Futuro - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oieee gente

Mais um cap pra vcs! Espero que gostem!!!

KISSSUSSS!!

Capítulo 8 - Incertezas


 Jiang Cheng encarava o pescoço de Wei Wuxian com repreensão, vendo as marcas vermelhas se espalhando por ele, e sumindo dentro de suas roupas, e era ainda mais evidente na pele alva de Hanguang-Jun.

--Você realmente acha apresentável aparecer assim na frente das pessoas?

--Eu não sei do que está falando irmãozinho.

Ele gesticulou discretamente para o ponto em que Lan Qiren estava, conversando com um homem de vestes pesadas e caras, que gesticulou assim que uma mulher entrou no salão.

Ela vestia um vestido azul celestial. E seus cabelos estavam arrumados com simplicidade e elegância. As pessoas se afastaram admirando sua beleza. Wei Wuxian tentou disfarçar o queixo caindo. Olhando para irmã que estava em pé do outro lado de Jiang Cheng.

--Eu acho que se for ela, talvez devêssemos abortar a missão.

--WEI YING!

--A-XIAN!

--Ok ok, foi só um comentário.

Ele levantou as mãos se rendendo, enquanto via a jovem dama flutuar pelo salão do glamour, observando as pessoas através do seu leque bordado.

--Estou preocupada, A-Rulan não apareceu ainda.

Yanli comentou com Zixuan. Mas sem nunca desviar o olhar da dama de azul.

--Quer que eu vá chamá-lo?

--Pode fazer isso? Não queria pedir para um dos servos ir...A-Cheng me falou que ele pode ter um temperamento ruim as vezes.

Ela sorriu.

--Mas ele não mostrará isso pra gente… Ainda.

Jin Zixuan concordou, sorrindo. E saindo até os aposentos do filho.

--Vejam vejam, a mulher está falando com Qiren, e … Ele chamou XiChen.

--O que vocês estão aprontando?

Lan Zhan perguntou, desconfiado, olhando para os três.

--Estamos salvando um relacionamento.

Wei Ying disse orgulhoso.

--Falei para que não interferisse.

--Não, não. Você disse para não fazer nada impróprio.

--Então com que palavra você se referiria ao seu ato?

--Lan Zhan.

Wei Wuxian se virou para ele, pegando suas mãos, fazendo sua cara de cão sem dono.

--Se seu tio arrumasse uma esposa para você, e somente mostrasse ela no Jingshi, desconsiderando a minha existência, e seus sentimentos...Como se sentiria?

Lan Zhan ficou mais sério, observando a possibilidade.

--Não aconteceria.

--Você sabe que se não tivéssemos nos casado antes de tudo, aconteceria sim.

Lan Zhan parou de falar. Considerando as palavras do outro, enquanto observava o irmão se aproximando da mulher, sorrindo com cortesia.

--SiZhui…

Wei Wuxian chamou, mas não viu nem um único júnior no qual ele confiava.

--Onde estão?

Ele olhou em volta.

--Como vamos tirar XiChen de lá agora??

--Eu vou lá.

Lan Zhan disse, não deixando ninguém o impedir. Os irmãos se entreolharam.

--Acho que temos outro aliado.

----****----

--Oh, Lan Wangji, que bom que está aqui. Você já conhece o Líder da seita BaoShai?

--Já fomos apresentados anteriormente.

Ele se curvou de forma educada.

--Bem, esta é a sobrinha dele, filha de sua irmã. AnnChi. Infelizmente, sua irmã se casou com um homem não ligado ao cultivo, líder de um vilarejo proeminente. Mas, sua sobrinha, nasceu com o dom para o cultivo.

Ela se curvou. Falando com a voz suave.

--É um prazer conhecê-lo Hanguang-Jun. Já ouvi muito sobre o senhor.

Ele se curvou levemente em resposta. Observando as ações do seu tio. Que tentava fazer com que Lan XiChen falasse com a mulher, o que, ao contrário de se tratando de Lan Wangji, era uma tarefa fácil.

--Porque não me acompanha por um passeio pela cidade mais tarde Zewu-Jun? Nunca visitei Lanling antes.

--Hm.

Lan XiChen ia responder, mas sentiu um arrepio percorrendo suas costas de forma ameaçadora. Olhando levemente a cima do ombro, vendo um homem de vestes roxas coberto com uma aura roxa de ódio. O sorriso dele congelou no rosto.

--Senhorita AnnChi… Infelizmente…

--Ele adoraria.

Lan Qiren interrompeu. Mas ele mesmo foi interrompido.

--Bom dia sêniors.

Yanli se curvou, cumprimentando a todos, e sendo cumprimentada de volta.

--Desculpem a indelicadeza, acabei ouvindo a conversa. AnnChi, eu estava pensando em visitar a cidade hoje, para comprar algumas roupas. Afinal, voltei ontem, e meu guarda-roupa está bem escasso. Porque não vamos juntas?

Lan Qiren estancou com a intromissão. Pensando que era típico da seita YunmengJiang se intrometer em assuntos que não são chamados.

--Ah, mas a senhora deve estar cansada, e ainda se lembrará da cidade depois de tantos anos?

O sorriso de Yanli congelou. Olhando friamente para a mulher na sua frente.

--Tenho certeza que poderei me virar. Meu filho me disse que ainda é o mesmo homem que veste nosso clã.

Ela viu a dama forçar um sorriso. Ia recusar, mas foi cutucada pelo tio. Afinal, querendo ou não, Yanli era a senhora da seita Lanling Jin e não seria nada bom se indispor com eles.

--Claro senhora. Então vamos juntas.

--Ótimo. Nos encontramos após o café, nos portões. Com sua licença.

Ela se curvou novamente, e saiu. Segurando o sorriso, mas sinalizando com as mãos para os irmãos que tudo havia dado certo.

---****----

Jin Zixuan não havia encontrado o filho em canto nenhum.

Não estava em seu quarto, nem na biblioteca, nem no escritório.

Será que haviam se desencontrado em algum ponto?

Ele resolveu dar meia volta, e regressar para o salão do glamour.

Mas parou quando olhou para um dos corredores que davam para os jardins internos. Ele caminhou pra lá, não ficando surpreso quando viu o que já suspeitava.

Seu filho, ao lado do garoto chamado Lan SiZhui, de mãos dadas trocando carinhos. Nada escandaloso, mas, ao mesmo tempo, íntimo de mais para que qualquer um que observasse ficasse constrangido. Como ele estava.

Ele tinha que fazer uma escolha, ou interromper, ou deixar como estava. Ele ia dar meia volta, mas ouviu a conversa que se iniciou.

--Você sabe que os pedidos de casamento vão ficar frequentes, não sabe?

Jin Ling suspirou profundamente, enrolando a ponta dos cabelos do namorado entre os dedos.

--Eu sei. Minha esperança atualmente é que meu pai e minha mãe possam assumir a tarefa de recusar por mim.

SiZhui ficou em silêncio, não querendo falar em voz alta, mas pensando que, na verdade, ninguém ali sabia se eles realmente ficariam tanto tempo.

--A-Ling.

--Eu se o que você pensou. Não diga.

Ele disse abaixando a cabeça. Não parecia que havia passado somente um dia desde o ocorrido. Ele sentia como se aquela fosse a rotina diária de qualquer comemoração ao longo de toda sua vida. Era natural, era divertido.

Perdera as contas de quantas vezes sua mãe tinha alisado suas roupas com preocupação, e quantas vezes durante a caçada seu pai havia arrumado sua postura, ou brigado com seu tio.

Era natural.

--Eu sinto que eles vão ficar.

Jin Zixuan sentiu o peito apertar, e achou que o melhor que poderia fazer seria sair dali. Antes que o ardor nos seus olhos se transformassem em lágrimas.

Virando um dos corredores de forma apressada, ele trombou em alguém. Mais especificamente, em Yanli.

--Eu estava atrás de você! Ainda não se alimentou.

Ele a puxou sem falar mais nada para uma das salas dispostas naquele corredor. Fechando a porta de forma ruidosa.

--O que aconteceu?

Jin Zixuan olhou pra ela, vendo confusão nos olhos acinzentados, e tentou se acalmar, segurando as mãos da esposa, respirando profundamente.

--Estou com medo.

Ele disse de forma sincera, num único sopro.

--Medo do dia em que isso acabar...E se for só um sonho? Se na verdade ainda estivermos naquele mundo de luz, e isso finalmente for o sinal do fim de tudo.

--A-Xuan...Isso não é um sonho.

Ela beliscou a palma da mão dele de forma carinhosa.

--Estamos aqui...Eu estou aqui, nosso filho está aqui. Você nunca imaginaria em um sonho as coisas que descobrimos aqui…

Ela sorriu desvencilhando a mão da dele, tocando seu rosto.

--Marido, sua imaginação não é tão fértil.

Ele segurou o riso, mas não o conteve por muito tempo. Fazendo uma expressão estranha entre o choro e a risada. Tocando sua testa com a da esposa.

--E se morrermos daqui a pouco? Não acha que deixaremos mais sofrimento do que antes?

--Acredito que, se tivemos a chance de estar aqui hoje...Alguém sabia o que estava fazendo. Vamos achar uma forma de ficar.

Pelo menos, ela esperava que encontrariam uma forma de ficar até envelhecerem ali. Ao que tudo indicava, eles estavam vivos, sem nenhuma cláusula ou missão a cumprir.

--Vamos esperar por um sinal dos deuses. Se algo tiver que ser feito, iremos fazer para continuarmos aqui.

--E se o preço for alto de mais.

Ele perguntou, com o peito doendo com a possibilidade de ter que sacrificar algo maior para que ele pudesse saborear um pouco mais de vida.

--Iremos decidir se essa hora chegar.

Ela tentou segurar o sorriso, e a expressão tranquila. Mas sua mente também estava pensando aquilo durante toda a noite e dia. Mas, se ela tivesse que morrer novamente, tentaria pelo menos, tentar deixar todos felizes aqui. Começando pelo irmão mais novo.

Ela sentiu o marido mover a cabeça até aspirar fortemente o topo de seu cabelo.

--Eu quase me esqueci do seu cheiro.

Ela sentiu o rosto esquentar, enquanto sentia as mãos dele deslizando por sua cintura. Ela escondeu o rosto no peito dele. Querendo sumir após a afirmação.

Eles não tinham tido tempo suficiente como casal para ela se acostumar com aquele tipo de coisa.

--Ei.

Ele levantou o rosto, sendo pega desprevenida pelos lábios do marido, que acariciavam levemente os seus lábios, e depois se tornando mais urgentes conforme pediu passagem pera explorar mais a fundo sua boca. A mão dela que estava na bochecha dele deslizou suavemente até os cabelos dele. Sentindo a textura macia, enrolando as mexas nos dedos, enquanto as mãos dele acariciavam suas costas.

Ela suspirou fracamente contra a boca dele, retribuindo o beijo, enquanto sentia seu corpo ser empurrado até estar encostada contra a parede.

Bem, se era para ela voltar a vida, era bom que aproveitasse tudo antes que acabasse. Ela pensou enquanto uma das mãos deslizava pelo peito dele, sentindo a textura do tecido dourado pesado, se lembrando de forma vaga dos músculos que haviam ali. Foi a vez dela ouvir um suspiro vindo dele, e ele puxar o corpo dela contra ele. Yanli corou fortemente ao sentir seu quadril pressionado ao dele. Tentando afastar o beijo, mas em retribuição sentiu seu pescoço ser coberto por selinhos e beijos longos, fazendo sua pele arrepiar.

--Ah...A-Xuan.

Ela sussurrou fracamente, enquanto sentia o vento da respiração em seu pescoço, que veio junto com um riso suave. Mas, ela congelou quando ouviu a voz do filho e de um dos amigos no corredor.

--Melhor irmos logo A-Yuan, tio Jiang vai quebrar minhas pernas se eu me atrasar mais.

--Ele não pode fazer isso agora que seus pais estão aqui.

As vozes se afastaram, enquanto Yanli corava ainda mais e senti o corpo do marido se afastar do seu, depositando um leve beijo na testa dela. Pelo menos ele também estava corado.

--Vamos voltar?


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!

Até mais!!!<3


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