História Um novo mundo - Baseado em The Walking Dead e Left 4 Dead - Capítulo 1


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Categorias Left 4 Dead, The Walking Dead
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Fim Do Mundo, Left 4 Dead, Mortos Vivos, Sobrevivencia, Sobreviventes, The Walking Dead, Walker, Zumbis
Visualizações 11
Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - O começo do começo


O clima daquela manhã estava frio, minhas mãos assemelhavam-se as de um defunto. Queria voltar pra casa e me enfiar debaixo das cobertas, mas minha mãe odiava quando eu tinha que faltar na aula, especialmente Isabelle, ela anda com certa dificuldade em algumas matérias. Até tentei lhe ensinar algumas coisas, mas como sempre ela foi orgulhosa demais pra aceitar ajuda de sua irmã mais velha. Eu ja estava acostumada com aquilo. 

 Apesar da neblina intensa era possível avistar a escola a alguns metros de distância, porém aparentemente não havia nenhum aluno no portão, apenas Luís. Ele era o meu preferido entre todos os guardinhas. Ele até me deu o privilégio de entrar atrasada algumas vezes. Não hesitei em cumprimenta-lo logo quando chegamos a entrada. Isabelle não achava necessário, tanto que até tentou me puxar, mas eu ignorei. 

- Bom dia Luís! - Disse sorridente. No final do ano passado pedi pra que ele assinasse minha camiseta, assim acabei descobrindo seu nome. 

- Bom dia Ana. Melhor se apressar - Respondeu de forma seca. Eu nunca tinha o visto assim.

Deixei Isabelle em sua sala e fui até a minha. A porta estava aberta, aparentemente haviam quinze alunos, todos meus melhores amigos, exceto Sara. Ela era uma garota barraqueira, fofoqueira e má, que pra piorar amava transformar a vida das pessoas num inferno. 

- Vai ficar ai parada com cara de besta ou vir nos cumprimentar? - Perguntou Ana Carolina, ou como as pessoas costumavam chama-la, inclusive eu mesma, Ferreira. Na nossa escola as pessoas tinham o costume de chamar umas as outras pelo sobrenome, eu era um exemplo disso. Todos me chamam de Vieira. Me dirigi a eles e me sentei atrás de Yasmin.   

- Tudo bem? - Perguntei. Yasmin parecia aflita.  

- Tudo, só estou preocupada com a Luara. 

- O que aconteceu com ela?   

- Está passando mal. Febre, dor de cabeça, tonturas e vontade de vomitar. Parece até mesmo que ela está morrendo.

- Será que você não está exagerando?   

- Olha pra ela - Disse fazendo um movimento com a cabeça.  

Direcionei o meu olhar a Luara, e vi que ela estava péssima. Sua cabeça estava encostada na parede, seus olhos fechados. Seu rosto pálido como o de um vampiro, ela realmente parecia morta.     

- Uou - Me assustei - Melhor eu ir falar com ela.   

Yasmin segurou meu braço antes mesmo que eu fizesse menção de me levantar.  

- Eu já tentei, e ela ficou brava comigo, melhor você não ir.  

- Alguém mais reparou nisso?

- Sim mas ela disse que queria ficar sozinha, então todos a respeitamos.

- Não é melhor ligar pros pais dela?  

- Sim, mas a secretaria tá fechada e você sabe que o pessoal da diretoria não gosta de receber esse tipo de reclamação por lá. 

De repente Luara se levantou bruscamente e fazendo um certo esforço saiu da sala.   

- Aonde ela vai?   

 - Acho que vai vomitar de novo. Melhor deixar ela ir tomar um ar -  Dava pra perceber que Yasmin estava com certa raiva por não poder fazer nada. 

 - E cadê o professor?   

 - Todos os professores, inspetores e coordenadores foram chamados na diretoria pra uma reunião de emergência. Até mesmo os guardas.   

- Isso é muito estranho - Pelo que conhecia Yasmin ela já devia estar pensando em várias teorias pra o que estava acontecendo.  

- É um milagre a escola estar silenciosa. Os alunos poderiam até fugir se quisessem. Do jeito que eles são aqui não duvido disso. - Quando Yasmin disse isso me toquei de que realmente havia algo de errado. 

- Já volto - Me levantei e sai da sala. Yasmin veio atrás. 

- O que você está fazendo?  

- Só quero dar uma olhada nas outras salas, ver o que está acontecendo. - Fui até a sala ao lado e abri a porta lentamente, e ela estava vazia, completamente vazia. Fiz o mesmo nas outras salas daquele corredor, e estavam todas vazias.  

- O que tá acontecendo? Por acaso só temos nós nessa escola?  

- Temos que ir pra diretoria. - Yasmin começou a correr o mais rápido que pode, porém antes preferi ir ver como Luara estava. Fiquei muito preocupada quando a vi tão mal na sala. Yasmin disse que ela iria vomitar, entao fui ao primeiro lugar que me veio na cabeça, o banheiro.

Ao entrar no mesmo senti um cheiro podre como se alguém estivesse morto e em fase de decomposição. Precisei tapar o nariz com a gola da blusa, o que quase não fez diferença. Mas isso não ia me impedir de ver se Luara estava bem. Ao me aproximar da parte de trás do banheiro comecei a ouvir barulhos de mastigação, o que me deixou um pouco apreensiva de entrar ali sozinha. Os barulhos estavam vindo da parte de trás, e conforme fui me aproximando pude enxergar o que estava acontecendo. Consegui ver Luara. Ela estava de costas pra mim ajoelhada no chão comendo algo. Em volta dela havia um líquido vermelho, provavelmente sangue. "Que merda é essa?" - Pensei. Aquilo com certeza não podia ser bom.  Tentei sair dali sem fazer nenhum barulho. Fui dando pequenos passos pra tras, chocada demais pra parar de olhar, porém bati a cabeça na parede e acabei soltando um gemido. Imediatamente Luara se virou em minha direção e pude ver aquilo que ela mastigava. Era um braço humano. A partir daí eu sabia que aquele cheiro podre deveria ser de alguém que estivesse morto ali. Ela se levantou e veio lentamente em minha direção com as mãos esticadas, tentando me agarrar. Continuei andando sem me virar.

- Luara o que aconteceu? Porque você está fazendo isso? - Ela deu um rosnado como resposta.   

Não tinha tempo pra pensar em nada além de fugir, sair dali o mais rápido possível. Quando cheguei na porta do banheiro tropecei na soleira e cai no chão. Não tinha tempo o suficiente pra me levantar pois ela estava me alcançando, então apenas fui me arrastando pra trás. Em um certo momento ela se jogou no chão e caiu em cima de mim. Ela tentava morder meu pescoço parecendo um animal. Tentei empurra-la mas ela era mais forte, e eu não sabia por quanto tempo conseguiria ficar ali. Fechei os olhos já praticamente aceitando que não tinha mais como afasta-la quando senti um líquido quente cair sobre meu rosto. Abri os olhos novamente e vi uma tesoura cravada na testa de Luara, o sangue jorrando cada vez mais. Empurrei-a pro lado e limpei meu rosto com a manga da blusa. Olhei para cima e vi Yasmin ofegante. Ela se abaixou ao lado de Luara e com certa dificuldade retirou a tesoura de sua testa. Lágrimas começaram a cair dos meus olhos quando me dei conta de que uma das minhas melhores amigas tinha acabado de morrer bem na minha frente. Os olhos de Yasmin também já estavam encharcados, porém ela permanecia com um semblante sério.

- O QUE DEU EM VOCÊ? POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? 

- Você pode não acreditar, mas um vírus invadiu a terra. Transformando as pessoas, em zumbis. Vi a notícia na internet, mas não tenho tempo pra te mostrar.

- O-o q-ue? 

- O pessoal ainda está na sala, não sei porque mas todas as pessoas exceto nós saíram daqui. Vamos, é a nossa vez de dar o fora.   

- ISABELA! - Gritei imediatamente quando me lembrei dela - TENHO QUE PEGAR MINHA IRMÃ - Corri até sua sala enquanto Yasmin gritava meu nome. Infelizmente me lembrei de que ela também havia sumido. Me joguei no chão desesperada.   

- Ei! - Yasmin me levantou pela gola da camisa e me pressionou contra a parede. - Você tem que se acalmar, precisamos sair daqui e procurar um refúgio seguro, acho que sei porque levaram todos, e também acho que sei como encontrar sua irmã. - Um pingo de esperança surgiu em mim.

Yasmin sempre foi muito inteligente e sabia muito bem o que fazia, portanto não tinha motivos pra desconfiar.  Ela me soltou e fomos até a sala. No caminho ela começou a falar.

- Quando entrei na diretoria vi que a porta da saída de emergência tava aberta, e o portão tambem, o que significa que eles saíram daqui às pressas. Minha teoria é de que todos fugiram com os responsáveis por conta dessa tal infecção e por azar nos esqueceram aqui. Ou de repente saíram as pressas e tiveram de nos deixar, não sei, o que importa é que temos que sair daqui e depois pensar no resto - Concordei com a cabeça e apressamos o passo após isso. 

Era informação demais pra engolir em tão pouco tempo, porém tempo era o que estava faltando pelo jeito.  Na sala todos estavam prontos com mochilas nas costas e facas na mão.  

- Aonde conseguiram isso?  

- Fomos até o refeitório e também a enfermaria. Pegamos todos os suprimentos necessários.  

- Mas e as nossas famílias?  

- Infelizmente vamos ter que torcer pra que eles estejam no lugar pra onde vamos, pois se nos separarmos vai ser perigoso. Sinto muito. - Meu coração acelerou. Ter que deixar tudo pra trás era uma idéia um tanto assustadora. Mas por mais que eu não quisesse concordar ela tinha razão. Tudo o que tínhamos era aquilo.  

- Ei - Luana me chamou e jogou minha mochila pra mim - Já enchemos com tudo de necessário. Toma - Em seguida ela lançou uma faca em minha direção. - Vai precisar. 

- Todos prontos? - Yasmin perguntou. Ela praticamente já tinha assumido o papel de "líder". - Então vamos lá.     






















Continua? (...)



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