História Um Novo Mundo - Capítulo 4


Escrita por: e alwaysdarker

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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 6
Palavras 2.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - A Procura. Parte 1


Fanfic / Fanfiction Um Novo Mundo - Capítulo 4 - A Procura. Parte 1

  Henry estava encostado atrás de uma árvore sangrando muito, logo duas figuras chegam. Henry não tinha forças para falar, ele os via turvamente e a única coisa que podia fazer era escutá-los.

-Ele ainda tá vivo? - Henry ouvia uma voz masculina e meio grossa.

-Está respirando mas parece que não está muito em condições de andar. - murmura uma voz feminina. 

-Pegue as armas dele e vamos dar o fora daqui rápido, não quero dar de cara com aqueles babacões caso eles venham procurar esse cara. -  a voz masculina.

A figura feminina pega as armas de Henry e logo ao lado o homem coloca Henry em seu ombro e o carrega logo adentrando no matagal.

Dia 93 Estados Unidos - Parada de caminhões a 17 km de Seattle.

8:15 AM.

-Como você está? - pergunta Lory que chegava vagarosamente perto de Karla que estava sentada em um banco sozinha.

-... - ela estava com a cabeça baixa e não ousa pronunciar uma palavra.

-Olha, não quero te encomodar mas tudo vai dar certo, temos que seguir em frente mesmo com nosso amigos ou familiares... morrendo. - diz ela sentado ao lado de Karla devagar. 

-... - ela ainda não dizia uma palavra.

-Isso era o que a Carol iria querer... - diz ela.

Karla vira seu rosto angustiado a Lory.

-Como podemos continuar...? Perdemos minha irmã... perdemos o Todd... Henry... e agora o David pode morrer também, não sei se posso viver com isso em minha cabeça, minha única família morreu naquela pousada... - diz ela com as mãos em seu rosto começando a choramingar.

-Nós somos sua família! Você é forte, vai superar isso, é também não sabemos se o Henry está morto ele é um cara durão com certeza está vivo... eu espero... - diz ela com uma certa incerteza em suas palavras.

-... - chorava Karla ainda com as mãos no rosto.

-Vou deixar você aqui pensando... você precisa. - murmura ela saindo devagar.

Ela vai até o Jipe.

-Onde você vai? Pergunta Diego segurando o braço de Lory enquanto ela pegava uma mochila com suprimentos e um rifle de assalto.

Ela se solta hostilmente. 

-Vou atrás dos Henry! Vocês peguem a estrada daqui a pouco vão pra Doomsville eu encontro vocês lá, só preciso de um mapa com a rota. - diz ela olhando a Diego.

-Você não pode não agora! Eu estou na merda o David tá na merda, o Luan tá na merda, a Nádia daria conta mas não por muito tempo e ela tá sendo a médica aqui, Inaira até daria cobertura mas nós não aguentariamos então temos você, a única aqui que daria conta do recado, se o Henry estiver vivo ele vai se virar a prioridade agora é o grupo aqui. - diz ele firmemente olhando a ela que parecia pensativa.

-Mas ele é do grupo e eu vou atrás dele, se eu não voltar em 1 dia ou se acontecer algo grave vocês dêem um fora daqui vão para Doomsville. - diz ela -Eu encontro vocês. - diz ela carregando o rifle e botando algumas latas de comida na mochila.

-Eu vou também! - diz Nádia que a para logo em seguida.

-Não eu vou sozinha você  precisa ficar e ajudar eles caso algo aconteça, além do mais você é a melhor médica no momento já que Karla não está em condições. - argumenta Lory com um olhar indiferente.

Nádia assente.

-Você tem 1 dia, espero que traga Henry de volta. - diz  Diego se apoiando na lataria do jipe. 

-É, eu também espero... - murmura ela logo sumindo em meio a mata.

Cabana em meio a floresta perto da pousada.

Henry depois de algumas horas estava consciente novamente, ele abria seus olhos devagar e começava a olhar ao redor, ele avista um homem negro supostamente o que tinha lhe resgatado noite passada, uma mulher que tinha cabelos longos e negros estava sentada em uma mesa afiando uma faca com uma pedra de amolar, outro homem que estava no sofá checando as armas que eram supostamente de Henry e outra mulher que estava limpando panos para  fazer ataduras, a mesma termina e vai até Henry.

-Oh porra, tomara que aqueles caras não venham patrulhar por aqui eles vão nos forçar uma luta desnecessária. - comenta o homem que negro que estava perto de uma das janelas da casa onde eles estavam.

-Eles não vão perder tempo vindo aqui se forem procurar ele, eles sabem que ele está machucado e não iria muito longe, a não ser que aquela maluca insista em seguir e matar todos os homens lindos que restam no mundo. - comenta a mulher com um leve sorriso olhando Henry.

-Bem pode ser que venham pode ser que não mas estaremos preparados! - diz o homem negro. -Eu gostaria de meter uma bala em cada melão daqueles fanáticos idiotas. - comenta ele com um riso malicioso.

-Q-quem são vocês...? - pergunta Henry com dificuldade, logo se mostra acordado mas muito cansado.

-Hey! Ele acordou! - diz a mulher de cabelos negros que olha surpresa.

-Ei, vá com calma você ainda está muito ferido. - diz a mulher que estava a sua frente e trocava os panos de seus ferimentos.

Seus cabelos eram lisos e levemente castanhos, estava usando uma jaqueta marrom e uma camisa por baixo, calças meio sujas e rasgadas e botas de caminhada.

-Você é resistente! levar três tiros e acordar horas depois é pra poucos a May consegue fazer milagres afinal. - comenta o homem negro.

-Cale a boca. Meu nome é May, May Watson, o babacão piadista na janela é o Mike, a asiática da faca é a Mari, e o quietão do sofá é... na verdade ele não fala muito mas chamamos ele de "O observador" aliás ele está limpando e checando suas armas. - diz ela com um sorriso amigável em seu rosto.

-Cof... por quanto tempo eu fique inconsciente e como eu ainda estou vivo? - pergunta ele.

-Voce ficou 8 horas desacordado, os tiros foram superficiais, não atingiram nenhum órgão vital e deu para retirar as balas rapidamente antes que voce perdesse sangue demais. - diz ela trocando os curativos que tinha feito horas atrás. 

-8 horas? Preciso ir e alcançar meu grupo! ARG! - Henry tenta levantar mas suas dores só pioram -Merda... - resmunga ele.

-Calma, você vai ter que ficar em repouso por alguns dias, vimos o seu grupo partir rapidamente mas com uma baixa. - diz ela.

Henry no mesmo momento lembra de Carol sendo atingida pelo tiro em sua cabeça.

-Porra... - indagou ele apertando seus punhos sobre suas cochas. -Vocês já tiveram contato com aquela gente? - pergunta ele.

-Infelizmente sim, depois de meses caminhando e matando zumbis para sobreviver nós tínhamos achado um asilo que parecia ser promissor mas com o tempo o grupo foi aumentando e eles souberam da nossa existência. - diz May que logo se levanta e senta em uma cadeira próxima cruzando as pernas.

-Eles então atacaram o lugar, conseguimos escapar por pouco éramos 6 mas 2 dos nossos morreram no caminho. - diz Mike. 

-Caminho? Vocês estão indo para alguns lugar específico? Tipo Doomsville? - pergunta Henry.

Logo todos olham a ele surpresos.

-Você é seu grupo também sabiam? - pergunta May.

-Um dos nossos recentes integrantes estava captando um sinal de rádio vindo dessa região, ele iria falar com o grupo ontem a noite mas eles nos atacaram. - diz Henry.

-Provavelmente eles já devem estar  a caminho de lá, podemos encontrá-los. - diz Mari.

-Sim, mas não sei se é o certo a se fazer ainda, eu particularmente não sei nada do lugar só que eles tem abrigo, comida e proteção. - indaga Henry duvidosamente. 

-Esse é um ponto que devemos levar em consideração. - murmura Mike, preocupado olhando mata a fora.

-Vocês não me mataram... por quê? -pergunta ele com um olhar indiferente.

-Não somos assim, além do mais estávamos observado vocês a um tempo nós iríamos fazer contato com vocês porque pareciam gente boa. - explica May.

-Entendo... é bom encontra gente sã ainda nesse mundo. - diz ele com um pequeno sorriso de alívio.

-Aliás, você não disse sei nome. - fala Mari olhando a ele.

-Oh! Desculpem, eu sou Henry Wolf é um prazer aliviante conhecer vocês. - diz ele.

-O prazer é nosso Henry, agora descanse você vai precisar. - diz May com um olhar reconfortante. 

Enquanto isso Lory andava em meio a mata voltando até a pousada que ficava logo a frente, já era quase 11 horas e o céu estava começando a ficar meio nublado mostrando que o inverno na região estava se mostrado já perto.

Depois de passos largos e rápidos ela chega mansamente na pousada, o lugar não tinha sinal de vida porém destruído graças aos bandidos, havia alguns andarilhos vagando sem rumo em meio ao pátio ela então pula a cerca e empunha sua faca "Como eu queria minha besta agora..." - pensa ela olhando para o amontoado de mortos vagantes.

Ela deixa seu rifle e sua mochila atrás de uma lixeira e avança semi-agachada até um dos cadáveres ambulantes que  estava sozinho, logo ela crava sua faca na cabeça do monstro o fazendo cair no chão, ela fica ao lado de alguns  caixotes e avista muitos andarilhos perto do portão.

 -Tem muitos ali, essa faca  não vai dar conta e o rifle vai fazer barulho melhor eu deixar pra resolver aquilo depois que matar os que estão sozinhos. - diz  ela  a si mesma analisando a situação. 

Quando ela iria mover-se para a esquerda ela nota uma garrafa de vidro bem no canto da caixa ao lado.

-Hm?! Isso deve servir! - diz ela pegando a garrafa e a arremessando a fora da pousada.

Alguns andarilhos ouvem o barulho, eles logo vão grunhindo para longe. 

-Isso vai me dar algum tempo... o que? - ela avista um andarilho batendo na porta de um dos quartos do lugar. -Era o quarto da Carol... talvez?! - falava ela perdida em seus pensamentos. -Foco! - ela diz a si mesma franzindo sua testa.

Ela então começa a se mover devagar até o andarilho, chegando perto ela vê que ele está muito agitado então o agarra por trás e da duas facadas em sua costela direita o desorientando e logo depois crava sua faca na cabeça do monstro.

-Droga! - murmura ela jogando o corpo pro lado.

Ela toma fôlego e coragem, ela se prepara com a faca empunhada estrategicamente em sua mão direita e a esquerda na maçaneta da porta, ela abre devagar com medo de ter outro andarilho ali dentro só esperando uma presa fácil.

-Ah! Droga! - grita ela ao ver um guaxinin sair rapidamente e correr até a mata espantado. -Maldito, quase me matou do coração... - murmura ela olhando o caminho que ele é fez até a mata. -Ele deve  ter entrado pela janela o zumbi notou o barulho e começou a bater na porta. - diz ela olhando o quarto. 

Ela revistava o quarto devagar, ela acha alguns desenhos e um diário dentro de uma gaveta, ela repagina as folhas até parar em uma aleatória, nesta página estava escrito: 

#Dia 79, nem acredito que sobrevivemos tanto tempo, desde que eu e Karla nos juntamos a Henry e o pessoal as coisas começaram a entrar nos eixos eu sei que eu não sobreviveria muito tempo lá fora sem eles eu devo minha vida a eles, eu admiro todos ali presentes principalmente a Lory, ela é o tipo de inspiração que qualquer garota procuraria e por causa dela ainda estou viva e todos ali também. Agora que encontramos essa pousada as coisas vão ficar mais fáceis vamos poder construir um local seguro e novas pessoas podem chegar e se juntar a nós, espero que apareça um garoto bonitinho já que não resta muitos no mundo agora, eu ainda sou uma adolescente apesar de tudo, eu tenho desejos, e um dia talvez eu possa cumpri-los hehe, espero viver muito ainda nesse novo mundo, mas com meus amigos com certeza eu irei.

-Deus... - murmura Lory com algumas lágrimas em seus olhos olhando a escrita no diário e os desenhos da pousada e do grupo.

Ela enxuga suas lágrimas e logo levanta da cama em que estava sentada, ela pega tudo que seria de útil ali e sai fechando a porta delicadamente.

Não havia andarilhos por ali por perto todos tinha seguido o barulho da garrafa que Lory tinha jogado ao outro lado, ela caminhava ate suas coisas quando olha para o lado ela ver o corpo de Carol no chão já sem vida, ela então decide enterrá-lo.

Minutos se passam, Lory reúne algumas pedras sobre o corpo de Carol fazendo assim um túmulo junto com uma lápide de gravetos improvisada, ventos gélidos cercavam o local uma chuva se aproximava. 

-Carol... vamos sentir muito sua falta principalmente sua irmã, ela está sofrendo muito por sua perda não sei se ela voltará ao normal depois dessa eu quero reconforta-la mas ela está mudada eu não consigo fazer muita coisa espero que você me dê forças aí de cima, aliás obrigado por me escolher como sua inspiração eu queria que você ainda estivesse aqui, descanse em paz... em nome do pai, do filho, do Espírito Santo, amém. Descanse em paz e torça por nós. - falava ela beijando seus dedos e tocando a lápide improvisada.

Ela logo pega sua mochila e seu rifle e vai embora da pousada deixando que os andarilhos a dominassem.

-Parece que vai chover... - murmura ela olhando para o céu. -Foi aqui que eu vi o Henry descer quando foi atingido. - diz ela descendo o pequeno morro. -Sangue... - diz ela passando sua mão em um tronco com sangue já seco. -Tem algumas pegadas aqui, duas pessoas, essas estão meio profundas, essa pessoa tava carregando alguém ou seja Henry, talvez elas não fossem do grupo dos bandidos se não tinham executando Henry aqui ou levado lá pra cima onde estava a líder. - falava ela a si mesma analisando a área.

Logo começa a respingar e os ventos ficam um pouco mais fortes.

-Melhor ir andando, não quero perder esses rastros. - diz ela cobrindo sua cabeça e logo em seguida começando a seguir as pegadas.




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