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História Um novo recomeço - Capítulo 3


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Notas do Autor


oie, espero que gostem do capítulo.
boa leitura! ❤️

Capítulo 3 - Propostas e decisões


Dias atuais...

Paola Carosella 

— Mamãe, mamãe! – Fui acordada por Luna me chacoalhando.

Eu só queria dormir mais um pouco, mas sabia que a figura não deixaria isso acontecer.

— Acorda mamãe! – Insistiu.

— O que foi, minha vida? – Resmunguei sonolenta.

— Eu fiz um bolo pra você. 

— Você o quê? – Arregalei os olhos e Luna estava infestada de farinha de trigo. — Luna… – Fiquei sem palavras, seus olhinhos estavam cheios d’água esperando uma bronca.

Obviamente eu estava irritada, a cozinha devia estar um caos, mas tratei em ser menos estressada.

— Eu tentei fazer um bolo, mamãe. Você não gostou? – Fez bico e encenou tristeza. Ah Luna Carosella, você não me engana.

— Não é que eu não gostei, meu anjinho. É que eu não quero ver você naquela cozinha sozinha. – Ordenei. — Quando você quiser fazer alguma coisa, me chama está bem?

— Tá bom, mamãe. – Suspirou. — Mas você promete me levar na tia Zoe? – Perguntou.

— Ela vai vir aqui de tarde, Lua. – Peguei-a no colo e fomos para o banheiro, livrei Luna de suas roupas e a coloquei dentro da banheira.

Demorei uns trinta minutos para tirar toda farinha do cabelo de Luna. Estava pedindo ao céus que a cozinha não estivesse num estado muito grave.

— Mamãe, amanhã a gente vai pra onde? – Luna perguntou.

— A gente vai para o lugar que a sua titia Ana mora. – Expliquei.

— A gente vai morar lá, mamãe? – Questionou.

— Vai sim, meu amor.

— Mas por que, mamãe? – Interrogou de novo. Luna era especialista em fazer perguntas.

— Porque a mamãe vai abrir o restaurante dela lá, meu anjinho.

— E a tia Zoe e o tio Ramiro vão com a gente? 

— Por Deus, Luna, quantas perguntas. Não, eles não vão com a gente. – Falei.

— Mamãe eu não gosto quando você me chama pelo nome, parece que tá brava. – Fez bico.

Luna poderia virar atriz se quisesse, suas caras e bocas eram incríveis. Eu tinha dó de quem caía em sua lábia.

— Mas é seu nome, meu anjo.

— Mas eu gosto quando você me chama de Lua. – Sorriu para mim.

— Eu te amo tanto. – A olhei boba. 

Luna era a pessoa mais importante da minha vida, desde que a vi pela primeira vez, meu coração se abriu e senti meus sentimentos aflorarem pelo pequeno ser que estava em meus braços. O amor que sinto por Luna me fez passar por todas as dificuldades, ela era a coisa mais preciosa que existia nesse mundo.

— Eu também te amo, mamãe. – Falou e sua barriga roncou.

— Acho que tem alguém com fome. – A olhei e ela riu.

Finalizei o banho de Luna, a troquei e fiz minhas higienes matinais enquanto ela brincava de alguma coisa em cima da cama. Assim que terminei, minha filha e eu fomos até a cozinha.

— Luna Carosella! – Adverti.

A cozinha inteira estava debaixo de farinha de trigo, eu levaria horas pra limpar aquilo. Luna olhava aquilo como que se não houvesse nada demais.

Estava pronta para dar uma bela bronca nela, mas a mesma foi salva pela campainha.

— Daqui a pouco a gente conversa, mocinha. – Anunciei e fui até a porta.

Abri e era Zoe. 

— Paola! – Zoe me cumprimentou.

— Oi amiga. – Tentei devolver o cumprimento na mesma animação, mas não deu muito certo.

— Nossa, o que foi? – Fez uma careta.

— Tia Zo! – Luna correu até Zoe e a abraçou.

— Oi minha princesa! – a pegou no colo e a beijou.

— Comigo ninguém é assim. – Falei enciumada, indo em direção a cozinha. — Entra Zo, vem ver o que sua princesinha fez na cozinha da rainha.

— Luna... – Entrou na cozinha espantada, vendo o estado que estava.

— Eu fui preparar um bolo pra mamãe, tia Zo! – Cruzou os braços. — Eu não sabia que você iria vir agora, por isso está essa bagunça. – Apontou para a cozinha.

— Então quer dizer que a mocinha ia limpar só porque a tia Zoe veio aqui?! – Falei levantando uma das sobrancelhas.

— Claro. Você mesma disse que era feio receber visita com a casa bagunçada, mamãe! – Falou como se fosse óbvio.

— Ai Lunny, você é um barato! – Zoe riu. 

Lunny era um apelido carinhoso que Zoe a chamava, a moça dizia que “Lu” era muito comum e preferia algo mais diferente.

— Já que ela é um barato, porque vocês não arrumam a cozinha juntas enquanto eu preparo as malas? – Propus. 

— Vai lá Paola, eu e a Lunny arrumamos as coisas por aqui. Depois a gente vai no Wolly comer, pode ser? – Perguntou.

— Claro! – Respondi.

— Então vamos terminar logo, tia Zo. Eu tô morrendo de fome, olha minha “rabiga” roncando. – Apontou para a barriga.

— É barriga, Luna. — Zoe e eu a corrigimos.

Subi para o quarto, peguei duas malas e comecei a separar primeiro as roupas de Luna, depois as minhas. Quando fui pegar umas roupas da gaveta, encontrei um pingente cheio de flores que Fogaça havia me dado, em nosso primeiro jantar depois que casamos.

— Flores. – Revirei os olhos. — Por acaso eu estava morta para receber flores? 

Joguei o pingente no lixo. Não queria nada que viesse de Fogaça. A única coisa boa que ele me deu foi minha filha. Nesses cinco anos, não procurei saber dele, Ana tentava me convencer de todos os jeitos em falar sobre Luna com ele, mas a verdade é que eu não queria. Sim, ele era o pai e tinha o direito de saber. Mas se ele foi capaz de me trair, ele também seria capaz de me esquecer e me deixar em paz.


_____


Henrique Fogaça

Acordei de mau humor como todos os outros dias, faziam anos que eu não me sentia feliz. Minha vida era só trabalho, trabalho, trabalho.

Levantei da cama pisando duro, pois tinha esquecido de fechar a janela e estava um frio danado. Assim que fechei, caminhei até o box do banheiro e tirei minhas roupas para tomar um banho. Por fim terminei de fazer minhas higienes e saí do banheiro.

Abri o guarda-roupa e peguei a primeira roupa que avistei. Desci as escadas e senti o cheiro de torradas vindo da cozinha.

— Bom dia, senhor Fogaça. – Olga a empregada dizia.

— Bom dia pra quem, Olguinha? – Perguntei.

— Para com esse mau humor, seu Fogaça. Parece um velho amargurado. – Despejou.

— Como é a história? – Levantei uma das sobrancelhas.

— Falei alguma coisa? – Falou me servindo o café e eu semicerrei os olhos. — A Ana ligou, disse que iria pedir uma marmita lá do Sal Gastronomia.

— O dia nem começou e a Ana já está pensando no almoço. – Revirei os olhos. — Pode deixar que depois eu ligo pra ela ou sei lá. – Dei de ombros.

— O senhor vai ser um velho reclamão, aonde já se viu um homem tatuado bonitão parecendo um cavalo. – Falou saindo da cozinha. Quanta audácia!

Olga era uma das pessoas que mais me suportava. Depois do mal entendido com Paola e da morte da minha tia Maria, ela foi a única que ficou ao meu lado. Ela era como uma mãe para mim.

Assim que acabei o café, peguei as chaves da minha moto e saí de casa com a mesma. Fui para o Sal, meu restaurante. Queria me afundar por lá, nada na minha vida fazia mais sentido mesmo.

Depois que Paola foi embora, fiquei com algumas mulheres para tentar esquecê-la, mas era inevitável, porque Paola era única. Nada e nem ninguém poderia substituí-la, por isso me desanimei e não fiquei com mais ninguém.

O que mais me desanimava era não ter notícias sobre o nosso bebê, ele estaria bem? Era menino ou menina? Como era o rosto dela ou dele? Será que Paola havia pensado em não ter o bebê?

— Chef, tem um moço te chamando lá fora, e parece ser importante. – Hugo, um de meus cozinheiros anunciava.

— Era só o que me faltava. – Saí da cozinha e fui até a entrada do Sal, aonde tinha um cara de terno. — E aí mano. – Chamei atenção.

— Fala Henrique Fogaça, tudo ótimo? Me chamo Patrício. Será que podemos conversar?

— E a gente não tá fazendo isso, cara? – Ri sarcástico. — Vem, vamos conversar no meu escritório.

O que seria tão importante? Chegamos no escritório e pedi para que ele se sentasse de frente para mim.

— Pode falar. – Dei espaço.

— Vou direto ao ponto. Sou Patrício Díaz, diretor de conteúdo da Band. – Tirou uns papéis da pasta que estava segurando. — Sou um amigo da Ana, ela me falou um pouco sobre você, disse que você era um chef de cozinha mais conhecidos de São Paulo. – Revirei os olhos.

— Ana e sua boca grande. Tá mano, e aí? 

— E aí que a emissora Bandeirantes, está abrindo uma nova rede de entretenimento, MasterChef conhece? – Perguntou e eu assenti. — E estou aqui para te fazer uma proposta.

— E qual seria? – Perguntei interessado, provavelmente queriam uma pequena participação no programa.

— Que você fosse um dos jurados do MasterChef Brasil. 

— Como? – Perguntei com os olhos arregalados. — Pô, nem ficando louco.

— Fogaça pensa bem, o dinheiro que o programa tem a oferecer pode realizar um outro sonho seu. – Sugeriu.

— E como você sabe que eu tenho outros sonhos? – Perguntei.

— Ana me disse que um de seus sonhos era abrir um outro restaurante na cidade, mas estava um pouco difícil. – Informou.

— Ela te deu um documentário da minha vida também? – Suspirei. — E como funcionaria esse MasterChef BR? – Me interessei, realmente era uma ótima proposta.

— Bom, dê uma olhada nesse vídeo de uma edição de outro país. – Pegou seu tablet e me mostrou um vídeo. — Estamos a procura de mais uma jurada. Seriam dois jurados e uma jurada. Se você aceitar a proposta, já temos dois jurados confirmados.

— E quem seria o outro chef? – Perguntei curioso.

— Érick Jacquin. – Falou.

— Érick Jacquin? O francês? – Arregalei os olhos, Jacquin eram um dos chefs franceses mais renomados do país.

— Esse mesmo. E então, aceita? – Estendeu sua mão.

— Aceito. – Apertei sua mão.

— Foi uma ótima escolha, Fogaça. Agora assina aqui uns papéis e o resto pode deixar comigo. Só me passa seu número pra eu entrar em contato. — Pediu.

Dei o número de telefone, e ele fez mais umas anotações e saiu. Eu ainda não estava acreditando que eu trabalharia em um programa de TV.


_____


Paola Carosella 

Zoe, Luna e eu fomos para o Wolly, era uma lanchonete que tinha aqui no quarteirão, a melhor lanchonete do bairro.

Sentamos na mesa e escolhemos o pedido, estávamos somente esperando chegar.

— Tia Zo, eu vou sentir saudades de você e do titio Ramiro. – Luna admitiu.

Foi de partir o coração, Luna era muito apegada com seus tios postiços. Eu até pensava em desistir de ir para o Brasil, mas Zoe me falava pra não desistir, pois era o meu sonho.

— Eu também, Lunny. – A olhou. — Mas sabia que eu e o tio Ramiro estamos pensando em ir pra lá também? – Falou e foi uma surpresa para Luna.

— Para o Brasil, tia Zo? – Perguntou e ela assentiu. — Então vamos amanhã comigo e com a mamãe!

— As coisas não são simples assim, meu amor. – Alertei. — A Zo precisa resolver as coisas dela aqui e o tio Ramiro também.

— Ah! – Bufou frustrada.

— Mas quando a gente resolver, prometemos ir te visitar, tá bom princesa? – Sugeriu.

— Combinado, mas jura de dedinho, porque nem sempre os adultos falam a verdade. – Estendeu o dedo.

— Luna! – A repreendi.

— Que foi mamãe? Você mesmo me prometeu fazer um bolo de chocolate faz séc... Sélu... Séncu... – Tentou dizer.

— Séculos, Luna.

— Isso, séculos. E você ainda não fez. – Falou me encarando e Zoe e eu rimos.

Era impossível dizer que essa pequena não era minha filha.

Finalmente nossos lanches chegaram, abrindo espaços para comermos e aproveitarmos o pequeno período que Luna não fazia perguntas.


Notas Finais


logo logo teremos o famoso reencontro ;)


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