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História Um Olhar de Amor - Capítulo 3


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Capítulo 3 - O Destino


Fanfic / Fanfiction Um Olhar de Amor - Capítulo 3 - O Destino

Maldição, Zac Efron pensou, era bom estar na estrada. É claro, os limpadores de pára-brisa mal faziam diferença sob a forte chuva daquela estranha tempestade de fim de Maio, mas ele tinha demorado muito tempo para sair da festa de 70 anos de sua mãe. 

Todos os oito irmãos, estando sob o mesmo teto significam muitas risadas, muita gozação... e pelo menos algumas discussões. Também não ajudou que a acompanhante de Joe para a noite, tinha saído com Taylor alguns meses atrás. Junte seis irmãos, com idades entre 25 e 34, e com certeza haverá confusão. Mas já que era óbvio que nenhum de seus irmãos queria algo sério com a menina, havia uma chance de se baterem por qualquer outro motivo que não fosse descarregar um pouco de energia com uns socos. Além disso, assim que Justin apareceu, a moça havia se tornado tão chocada que não dera atenção a qualquer outra pessoa na sala.

Zac sempre riu da maneira como as pessoas perdiam o controle com a presença do seu irmão que era uma estrela de cinema. Justin era tão normal como o resto deles. Bem, talvez possuir um iate de 45 metros frequentado por estrelas não era exatamente normal.

Em todo caso, o motivo da festa estar à beira da implosão era que suas irmãs gêmeas não estavam se falando. Elas não precisavam dizer uma palavra, não quando olhares malignos eram atirados uma contra a outra através da sala. Há muito tempo, ele tinha batizado Miley e Ariana de impertinente e agradável. Se não fosse pelo fato de serem gêmeas. 

Ainda bem que tinha um motivo para sair de lá antes que os puxões de cabelos começassem, pensou quando virou uma curva na estrada estreita que levava ao Vinhedo Sullivan — propriedade de seu irmão Ian — no território do vinho em Napa Valley. 

Pelos próximos quatro dias, faria uma sessão de fotos no vinhedo do irmão para a Jeanne & Annie, uma marca de moda que rapidamente cresceu combinando a alta costura com estilo caseiro. As modelos e a equipe ficariam na cidade, mas Zac iria para a casa de hóspedes de Ian.

Um raio iluminou o céu e, se tivesse o suficiente de um acostamento na estrada, Zac teria puxado para tirar algumas fotos da tempestade. Amava a chuva. O tempo fechado mudava a aparência do mundo, poderia transformar um campo comum em um charco com milhares de pássaros que fazem um pouso de improviso. Condições que deixavam a maioria dos fotógrafos em uma emoção — especialmente se dependiam do pôr-do-sol perfeito para arrasar nas fotos — era exatamente o que lhe dava energia. Era nesses momentos, quando todo mundo estava com frio e nada "dava certo" que a magia acontecia. As modelos finalmente baixavam a guarda e o deixavam enxergar por todo o caminho a sua beleza — e ver quem elas realmente eram. Zac acreditava que era preciso haver uma verdadeira conexão emocional com a câmera para a real beleza — juntamente com a perfeição das roupas ou jóias ou sapatos que as modelos usavam, aparecesse.

É claro, desde o início de sua carreira, estar cercado de tanta beleza física fizera de Zac, um conquistador como todos os outros homens heterossexuais do ramo. Era extremamente difícil de recusar uma menina quase nua que estava tão desesperada para aprovação que faria qualquer coisa. Você nunca tinha que aprender os seus nomes. Nunca sabia se tinha irmãos ou eram boas no tênis. No início, tinha sido uma gratificação de seu trabalho, entretanto quando chegou aos seus 20 e tantos anos percebera que seu sabor pela noite não durava muito, mas suas fotografias eram para sempre, então abrandou um pouco.

Entre suas recentes viagens de ida e volta da Ásia e pelo fato de que não tinha encontrado ninguém que o animasse, acabara mantendo a abstinência por cerca de um mês. Estava pensando em sair do período de seca naquela noite com Ellen, uma das gerentes de Ian, que tinha conhecido brevemente enquanto definia os detalhes para a sessão de fotos. Uma noite de diversão e sexo sem compromisso era exatamente o remédio de que precisava.

Ansiedade quase o impediu de notar a luz trêmula fora no lado direito da estrada. Nos últimos 30 minutos, não havia passado por nenhum carro, porque em uma noite como esta, os californianos sãos — que não sabiam nada sobre dirigir com segurança com o clima ruim — ficavam em casa. 

Chase diminuiu a velocidade e acendeu os faróis altos para enxergar melhor na chuva. Não apenas havia um veículo preso na vala, mas percebeu que havia uma pessoa caminhando na beira da estrada a uns 90 metros à frente. Ouvindo seu carro chegar, ela se virou para olhá-lo, e Zac pôde ver o movimento dos seus cabelos molhados em torno de seus ombros sob a luz dos  faróis. 

Enquanto se perguntava por que ela não estava dentro do carro, seca e aquecida, ligando para o serviço de emergência da estrada e esperando por eles para vir salvá-la, ele parou à beira da sua pista e saiu para tentar ajudá-la. Ela tremia a vê-lo se aproximar. 

 — Você está ferida?

 Ela cobriu o rosto com uma mão, mas balançou a cabeça. 

— Não.

Ele teve que se aproximar para ouvi-la com o barulho da água batendo no chão que estava rapidamente se tornando granizo. Mesmo que ele desligou os faróis, seus olhos acostumaram à escuridão, conseguiu observar com atenção o rosto dela.

Zac sentiu um aperto no peito.

Apesar dos longos cabelos colados ao rosto e no peito, e do fato de que parecia um "rato molhado" seria uma boa expressão para descrever-lhe a aparência, a  beleza da mulher o impressionou.

Em um instante, seu olhar de fotógrafo analisaram os traços dela. Sua boca era um pouco grande demais, os olhos um pouco separados no rosto. Ela não estava nem perto da magreza das modelos, mas dada à forma como a camiseta e jeans estavam presos a sua pele, ele podia ver que ela aproveitava bem suas tentadoras curvas. No escuro, ele não poderia julgar a cor exata de seu cabelo, mas parecia como seda, perfeitamente lisos e macios onde pousavam sobre seus seios.

Foi até Chase a ouvi dizer "meu carro está bem danificado" que percebeu que havia perdido completamente a ideia do que ele veio fazer aqui. 

Sabendo que tinha bebido dela como se estivesse morrendo de sede, esforçou-se para recuperar o equilíbrio. Já podia ver que seu carro levara a pior. Não precisava de um mecânico como seu irmão Joe, para concluir que o horroroso hatch estava beirando a perda total. Mesmo que o seu pára-choque dianteiro não estivesse meio em pedaços por cima do muro branco de uma fazenda, seus pneus carecas nunca conseguiriam tração na lama. Não naquela noite, de qualquer forma.

Se seu carro estivesse em uma situação menos precária, ele provavelmente diria para ela permanecer dentro dele, enquanto tentaria tirá-lo de lá. Mas, um de seus pneus traseiros estava pendurado sobre a borda da vala. 

Ele fez um movimento com o polegar na direção de seu automóvel.

— Entre no meu carro. Podemos esperar lá por um reboque. 

Teve a vaga consciência de que suas palavras soaram como uma ordem, mas o granizo estava começando a arder, caramba. Ambos precisavam sair da chuva antes que congelassem. 

Mas a mulher não se moveu. Em vez disso, ela lhe deu um olhar que dizia que ele era um completo e absoluto maluco.

— Não vou entrar em seu carro.

Percebendo o quão assustador devia ser para uma mulher solitária acabar presa e sozinha no meio de uma estrada escura, Zac afastou-se um pouco dela. Teve que falar alto o suficiente para que ela o ouvisse em meio o granizo.

— Eu não vou atacá-la. Juro que não vou fazer nada para machucá-la.

Ela se encolheu toda, apenas no ataque das palavras e Zac ficou alerta. Ele nunca tinha sido um imã para mulheres problemáticas, não era o tipo de cara que gostava em consertar pássaros feridos. Mas viver com duas irmãs por tantos anos, sempre podia dizer quando algo estava errado.

E alguma coisa estava definitivamente acontecendo com esta mulher, além do fato de que seu carro estava meio preso em uma vala lamacenta. Como queria fazê-la se sentir segura, ele levantou as mãos. 

— Juro pela alma do meu pai, não vou te machucar. Pode entrar no meu carro.

Ela não recusou imediatamente, e ele aproveitou essa vantagem, dizendo: 

— Eu só quero ajudá-la. 

E ele queria mesmo. Mais do que isso fazia sentido queria ajudar a uma desconhecida. 

— Por favor — insistiu . — Me deixe ajudar.

Ela olhou para ele por um longo momento, granizo caía entre eles, em torno deles, por eles. Zac percebeu que prendia a respiração, à espera de sua decisão. Não devia importar-lhe o que ela decidisse. Mas, por alguma estranha razão, ele se importava.

— X —

Vanessa Hudgens nunca se sentiu tão molhada, tão infeliz... ou tão desesperada. Havia corrido acima do limite de velocidade pelo último par de horas, antes que a tempestade chegar com força total. Ela desacelerou bastante sobre o chão superliso, mas seus pneus estavam velhos e carecas, e antes que percebesse, o carro deslizava para fora da estrada. Direto para uma vala enlameada. 

Poderia ter sido mais fácil — mais inteligente — também para se sentar em seu carro e esperar a tempestade passar. Mas estava muito tensa para ficar quieta. Precisava se manter em movimento, ou os pensamentos que rodeavam sua mente a alcançariam, então atirou a mochila sobre os ombros e saiu para a chuva, no momento em que começara a cair o granizo.

As pedrinhas machucavam sua pele, mas ela gostara do frio, da dor. Porque lhe deu outra coisa para focar, algo além do que havia acontecido, apenas algumas horas atrás.

Ela não tinha certeza exatamente onde estava — ou onde estava indo — mas esperava que estivesse andando na direção da cidade. 

Durante toda à noite, as estradas tinham estado estranhamente vazias, mas ela mal tinha começado a caminhar, quando percebeu os faróis vindo por trás dela. O medo a assaltara novamente quando o carro estacionara, e ela teve que parar para preparar-se para resistir. Estava sozinha em uma escura estrada de terra, molhada. Ela não tinha o seu telefone celular, e mesmo que tivesse, duvidava que houvesse sinal suficiente no meio daquela chuva.

E então um homem — um grande homem — tinha saído de seu carro e começado a andar em direção a ela, dizendo-lhe para entrar em seu carro.

De jeito nenhum.

Tentou convencê-la de que estava segura com ele. Ele disse todas as coisas certas, mas Vanessa tinha muita experiência com pessoas assim, que facilmente diziam uma coisa, e depois faziam outra.

 — Não conheço você — ela disse. 

Ele poderia ser um assassino. Ela tinha pés. Então ia a pé e encontraria um lugar para se secar depois. 

Podia ver a frustração em seu rosto — sabia que o homem tentaria convencê-la de novo quando, de repente, o som de pneus derrapando chegou até os dois. Antes que ela soubesse o que estava acontecendo, ele a estava puxando para junto de si. Não teve tempo para pensar em lutar cotra ele, nem sequer cogitou quando percebeu uma motocicleta em alta velocidade estava quase em cima deles.

Fechou os olhos, se preparando para o impacto, quando o homem ergueu sem esforço e saltou para a vala, segurando-a com força.

Ela abriu os olhos a tempo de assistir a motocicleta derrapar em seus pneus e, finalmente parar no mesmo ponto onde estiveram um momento antes. Seu coração, que quase tinha parado, começou a bater rapidamente de novo, quando viu a moto se afastar velozmente.

— Você está bem?

Vanessa olhou para o homem que a tinha protegido do perigo com seu próprio corpo, e pela primeira vez desde que ele saiu de seu carro, ela foi impressionada de quão atraente ele era. Não, ela silenciosamente admitiu para si mesma. "Atraente" era uma palavra muito pequena para um homem como este. Mesmo na escuridão, ela podia ver que ele colocava outros homens no chinelo. Tão grande como ela pensava, mesmo na chuva fria, ele era totalmente lindo.

E seu corpo estava reagindo com um calor surpreendente.

Ou talvez, de repente ela percebeu, aquele calor viesse porque ele ainda a prendia entre seus braços fortes.

A maneira como ele se mexeu para fora do caminho da motocicleta acabara com sua desconfiança. E em qualquer outra noite, talvez teria sido o suficiente. Mas será que era?

Ambos estavam salpicados de lama de onde ele caiu com ela em seus braços e agora que estavam a salvo de novo, ela lutou para se levantar, para tentar endireitar seus pensamentos para que ela pudesse chegar a algum tipo de decisão racional.

— Espere um minuto — disse ele.  — Deixe que tiro você daqui.

Alguns momentos depois, ele a colocou no chão do lado da estrada. 

— Não é seguro ficar aqui. Para nenhum de nós.

O bom senso lhe dizia que ele estava certo, e ainda assim, ainda estava desconfiada. Incrivelmente muito. Mas naquele momento que outra escolha ela tinha? 

Repetindo em sua mente a forma como ele a protegeu de se machucar, Vanessa finalmente, concordou:

 — Tudo bem. Eu vou com você.

Ela sinceramente esperava não se arrepender dessa escolha. 
 


Notas Finais


Sei que o começo sempre é assim monótono, mas vai ficar melhor. Desculpa qualquer coisa!! Apreciem...


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