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História Um olhar no projeto - Capítulo 1


Escrita por: e angxxl


Notas do Autor


Bom, espero que gostem da fic e boa leitura!

Capítulo 1 - ...e outro na maratona


A recomendação era que ficassem em casa, de certo, mesmo que Yoongi não conseguisse mais ficar em sua casa. Sempre vivia na rua, trabalhando e fazendo outras atividades, também gostava de ficar em casa, mas era difícil ao ter o molecote que chamava de filho pulando de um lado ou outro tentando chamar sua atenção a todo custo. Claro que faria como havia sido recomendado, já que seu homeoffice estava pronto e ele estava com medo da doença que fez a vida de todo o mundo mudar de forma drástica. Yoongi temia a segurança do marido e do filho de três anos. Como era um arquiteto de renome na cidade que viviam, acabava sempre sendo contratado por várias pessoas de diversas localidades para diversos projetos, como casas novas e até mesmo alguns bicos com arquitetura de interiores, o que não era seu forte. Agradecia ao sucesso, já que tinha um moleque para criar e queria dar o melhor para ele, mas queria ainda mais a saúde de seu lar.

Seu pequeno problema também era o molecote que criava, temia a quarentena por saber que ele era hiperativo o suficiente para ocupar Jeon e a si. Mesmo que os dois estivessem em casa, teriam que trabalhar, pois não estavam de férias e, provavelmente, a criança pensaria que teria ambos os pais para brincar com ele o tempo inteiro, sem descansos.

 

Ainda lembrava de como havia explicando ao pequeno garoto de olhos brilhantes o porquê estava em casa e Yoongi tinha certeza absoluta que ele não havia entendido nada além de “os papais vão ficar em casa e vamos ver tantos filmes juntos! Vou brincar muito!”. Com isso, a criança pulava pela sala ampla, gritando com os pequenos pulmões que iria brincar muito com o papai Yoon e que iria ver muitos filmes com o papai Jeon. O mais velho da sala não pode evitar de rir enquanto olhava o pequeno, que estava feliz como se ter os pais por perto fosse a melhor coisa do mundo, talvez para ele era e com toda certeza ele iria aproveitar de todas as formas.

— Certo... Então eu vou ir para o escritório, mas você fique aqui. Ok? — Yoongi disse, ao pegar o celular que ficava na mesa de centro da sala de estar, e tratou de beijar suavemente a bochecha do marido antes de caminhar até o escritório. Tinha que trabalhar em vez de ficar para a maratona de filmes da Disney com o filhote e o companheiro, o que era um pequeno sofrimento para si.

Caminhou a contragosto até o local que ele e Jeon usavam como escritório. Yoongi sempre achava que era uma sala boa, a iluminação natural era mesclada com a artificial de modo delicado, deixando ambiente bem claro, pois ainda era em um local da casa onde não pegava muito sol, o que deixava o ambiente arejado e convidativo a ficar.  O ambiente era dividido entre eles, deixando o local com uma decoração mesclada entre duas profissões distintas. A sala era “meio a meio”, embora houvesse sempre um item alheio interferindo na parte do outro, um lado era do arquiteto e o outro do pedagogo, este último sendo seu marido amado, que dava vida ao local com todos os brinquedos e livros sobre o assunto.

O ambiente era confortável e fazia Yoongi sorrir em meio ao caos que estava a sua agenda. Por conta desse tal vírus, todas as reuniões haviam sido canceladas e todos estavam atarefados com encontros a distância e tentando a todo custo fechar vendas no escritório de arquitetura em que era sócio. Tinha uma casa para sustentar e, para isso, não podia se dar ao luxo de ficar brincando com seu menino e rindo de besteiras na internet como havia feito durante a semana toda e mais alguns dias.

Yoongi escutou batidas na porta, logo tirando os óculos de grau e os fones de ouvido para dar atenção ao menino que entrava no escritório com o sorriso sapeca que só ele tinha. O pai ignorou por completo a reunião que estava tendo com Hoseok, seu sócio no escritório de arquitetura.

MinHee era um rapazote fofo e esperto. Haviam encontrado o garoto em um orfanato no meio a diversas crianças, dois anos atrás, e se apaixonaram pelos olhos brilhantes e pelo sorriso banguela que ele deu ao se conhecerem. Perderam alguns meses na justiça por causa de toda burocracia do processo de adoção para, só então, tê-lo alegrando o apartamento e, pouco tempo depois, a casa que moravam. Não iriam conseguir manter o pequeno MinHee correndo por um apartamento de pouco mais de cinquenta metros quadrados, tendo assim a necessidade de um local mais amplo, com mais comodidade a família. Quem sabe adotariam um cachorro para o menino quando ele fosse maior. 

— Papai ‘tá trabalhano? — Mesmo vendo o filho errar a palavra, Yoongi não conseguiu corrigir o garoto, que agora corria até a mesa, repleta de papéis com plantas baixas e alguns estudos de caso. O sorriso de MinHee era grande ao subir no colo do arquiteto. 

Deixaria o trabalho de corrigir os erros gramaticais para o marido e ele que lutasse para isso, afirmou Yoongi para si mesmo ao abraçar o garoto que lhe pedia colo com os braços erguidos. Ele deixou o menino sentado em seu colo, bagunçando fios negros dele e ganhando um bico manhoso em resposta, deixando-o quase bravo pela bagunça no cabelo. Sabia que ele queria algo, não era fácil ter alguém hiperativo em casa há tantos dias, sem poder ir na esquina ou sair para brincar com os amiguinhos de condomínio. Queria muito que ele pudesse se divertir com as crianças, mas sabia o terror do vírus e seu maior desejo era que sua família ficasse saudável.

Yoongi correu os dedos pelas costelas do menino em seu colo, escutando a risada gostosa dele por conta das cócegas. Em seguida, ele se afastou da mesa quando viu que o filho estava esperneando em resposta a brincadeira que faziam, não queria que seu menino machucasse.

- Diga, pinguinho. Você veio aqui só para ver se o papai estava trabalhando? Eu conheço você, sapequinha! – O rapaz falou, parando as cócegas e sorrindo ao ver o filho ofegante, enquanto tentava parar de rir. Queria morder aquelas bochechas fofas e avermelhadas.

— O papai quer ‘ve “A Bela e a Fera” comigo e com o papa? — o garotinho perguntou baixinho, sabia que não podia atrapalhar o papai quando ele estava trabalhando, mas queria ver o filminho com seus papais e, é claro, ganhar muito carinho deles. Se os dois estavam em casa, ele queria aproveitar, oras; — ‘Pu favor, papai... — O pedido foi mais baixo ainda, acompanhado de um grande bico manhoso e um olhar pidão, daqueles que você perde a luta sem nem entrar nela e Yoongi sabia disso.

Queria dizer não para o garoto, mas não podia negar que era apaixonado demais por aquele menino, que lhe conquistou só com um olhar manhoso dentre diversas crianças. Yoongi sorriu de orelha a orelha, mantendo o filho em seu colo ao mandar mensagem no grupo do trabalho, informando que não poderia estar on-line durante aquela tarde  e que não queria ser incomodado, pois tinha um grande trabalho para fazer. Privilégios de chefe, pensou ao receber a resposta do sócio Hoseok, desejando uma boa tarde de filmes, já que havia esquecido o microfone ligado.

Com as bochechas vermelhas e quentes pelo pequeno deslize, pegou o molecote nos braços para ir até a sala de TV que tinham e encontrou o provável comparsa de seu filho embrulhado em uma manta bem macia com um balde de pipocas no colo. Jeon sorriu ao ver que seu filhote havia tido sucesso no trabalho que lhe foi passado, sendo recebido com diversos beijos pelo seu ‘papa’ quando Yoongi entregou o pacotinho de amor ao rapaz deitado no sofá.

— Sinto que fui ludibriado! — Yoongi disse ao se embrulhar com o marido, mas deixando beijos pelas bochechas e pela boca do rapaz, aproveitando o momento para falar pela milésima vez que amava-o. Então beijou também o topo da cabeça do menor ali, esse que se aconchegava suavemente no meio dos dois, sorrindo ao ver que teria a atenção deles para si como desejava desde o início da tal “padimia”, como ele falava do vírus que se espalhava pelo mundo.

Ficar em casa com uma criança hiperativa nem sempre era fácil, ainda mais quando essa criança insiste em falar que só assistiria um filme com os dois pais lhe acompanhando ou se tivesse que ter pelo menos um ali, ao seu lado, para vê-lo dormir nos primeiros trinta minutos da animação. Diziam que quarentena era boa, Yoongi concordava em partes, uma por ter seu pitico consigo lhe alegrando em meio a tanta preocupação e outra que poderia cuidar de sua querida família de perto.

Yoongi só queria tudo passasse mais rápido, mesmo que isso valesse mais e mais maratonas de filmes da Disney, princesas e até mesmo super-heróis. Para o arquiteto, tudo era válido, já que estava no conforto dos braços do marido e escutando as risadas gostosas de seu filho a cada presepada do “José Bezerra” e outros personagens. 

 


Notas Finais


"Então! eu fiquei toda boiola escrevendo essa fic, quero agradecer a @DeborahGarcia19 que betou, muito obrigada mesmo e agradecer tb a capista @gidragao. obrigada mesmo!
aliás, espero que tenham gostado da fic e das próximas que estão por vir.


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